Alana olhou ao redor e se viu em uma floresta linda. O ar refrescante acompanhado de uma brisa suave, um perfume de flores inebriantes com um córrego preguiçoso, com suas águas límpidas e brilhantes pelos raios de sol que caiam sobre ela, ela sentiu a paz inundar seu ser.

— Aí, sim, um sonho que vale a pena ter – Alana brinca ao rodar de braços abertos pela campina rodeada de árvores altas e luxuriosas, rindo como uma criança feliz. Em um dos seus rodopios ela viu que não estava só ali naquele momento.

— Olá, querida Alana – diz o homem que a olhava naquela tarde em frente à loja.

— Quem é você? E como você conseguiu entrar aqui? – pergunta Alana chocada e chateada, primeiro sonho tranquilo que ela tem em meses e ela queria aproveitar.

— Isso não é um sonho, querida Alana – diz o homem – E meu nome é Amon. Estou aqui para lhe guiar na sua missão.

— Missão? Que missão? – Alana pergunta confusa.

— Deixe seus sonhos te mostrarem, querida Alana, deixe sua mente e coração se abrirem para você ver a verdade. – diz Amon

Alana desperta com o coração batendo acelerado e assustada.

— Que raios foi isso? – Alana diz confusa.

Mais uma vez, o sonho a acorda na hora do trabalho e ela corre para fazer logo seus deveres da manhã.

Na loja, o burburinho sobre o festival que será realizado por um grupo que chegou na cidade, deixa a loja cheia de gente. Todos comentando sobre o casal que eram donos do grupo itinerante que estava organizando o festival.

Engraçado que eles estavam há dias na cidade e ela não teve um vislumbre sequer deles, e a cidade era tão pequena... Estranho.

Em um momento de pausa na loja, Alana senta-se em um banco que fica em frente a loja para observar a movimentação.

De repente, um arrepio corre na sua nuca e ela sente a necessidade de levantar e andar até a esquina. A loja era localizada bem no meio da rua, e até a esquina, eram uns quatro metros de distância. Ela começou caminhando devagar até que seus passos começaram a acelerar mais e mais, chegando lá ela para em choque ao ver o homem e a mulher, sorrindo e cumprimentando pessoas na calçada do outro lado da rua.

Ela olhou a mulher e um choque passa pelo seu corpo e sua mente só gritava sem parar: — IONELA!!!