A equipe tinha chegado em Pipeline fazia algumas horas e Miss Pauling precisava encontrar a Administradora ou caso contrário, todos iriam estar sem o que fazer na base e logo, ficariam sem emprego. Era noite e Demo resolveu não cozinhar essa noite, para o alívio de todos. Spy pediu algumas pizzas e todos ficaram na sala de recesso, que era onde toda a equipe se reunia após as batalhas para se divertirem todos juntos, nem que fosse para se esconder da Administradora, beber até tarde ou conversar sobre coisas aleatórias. Spy abre uma de suas garrafas de vinho, servindo uma taça para cada mercenário, enquanto todos riam sobre tudo. Miss Pauling entra na sala, enquanto Demoman, Soldier e Heavy estavam sentados em um dos sofás, com Engineer, Pyro e Miss Pauling em outro, Medic estava sentado em uma poltrona, Sniper estava apoiado na parede e Scout e Anya de pé em frente ao colegas. Assim que todos do RED tinham vinho, Spy puxa uma cadeira, a vira e senta ao lado de Medic.

– Ok, gente, calma ai — disse Anya. Ela rodou a taça de vinho com a mão várias vezes — Antes que todos comecem a gritar porque querem a pizza, quero dizer algo antes.

O RED começa a se acalmar, enquanto Scout pega a mão de Anya.

– O que eu quero dizer é que... — ela parou e suspirou — Obrigada, gente. Todos vocês... Obrigada. Eu não nem como agradecer por vocês terem se arriscado, quase se matado para me salvar... E antes que o Soldier fale, a culpa foi minha, sim e por isso eu peço desculpas.

– Eu ia falar quando chegamos aqui — disse Soldier — Só que eu queria ouvir isso de você.

Todos riram.

– Muito engraçado, senhor Doe — disse Anya. Ela limpou a garganta — Sei que posso não ter sido a melhor colega para você.

– Nem de longe — disse Demoman.

– Você é mais louca que vários aqui — disse Spy.

– Está se referindo a mim, francês? — perguntou Soldier.

– Então todos concordamos que eu não fui a melhor colega para vocês — disse Anya.

Todos concordaram.

– Ótimo — disse Anya — Eu e o Scout conversamos muito a respeito disso e...

– Não me diga que você vai sair da equipe! — disse Engineer.

– É! — disse Sniper — Se você sair, eu me demito, volto para a Austrália e fico com meus pais me incomodando o tempo todo!

– E eu volto para a Alemanha — disse Medic.

– Você é uma parte de nós, não pode ir embora! — disse Heavy — Uma vez na equipe, sempre na equipe.

– É e eu não estou afim de voltar para a França — disse Spy — Não agora.

– Eu não quero ficar sozinha nessa base de homens loucos! — disse Pauling — Não me abandona, amiga!

– Gente! Calma, calma ai! — disse Anya. A equipe se acalmou novamente — Eu não vou embora da equipe, pelo menos não tão cedo.

A equipe ficou aliviada e voltaram aos lugares.

– Eu só ia dizer que eu e o Scout conversamos muito a respeito disso — disse Anya — Mas, quero também dizer que tudo isso que vocês me fizeram, me ajudaram, me salvaram, me apoiaram e me deixaram entrar na equipe, mesmo sabendo que eu era um perigo...

Todos riram.

– Isso que nós temos aqui, gente, não é uma equipe — todos se olharam, estranhando o que a garota havia acabado de falar — Eu posso não ter estado aqui desde que começou a Guerra dos Cascalhos, mas eu sei de tudo o que vocês passaram. As aventuras, as batalhas, as amizades, tudo! E... Desde que vocês me deixaram entrar no RED, isso deixou de se tornar uma equipe. Isso... Isso aqui é uma família, pessoal. A família mais louca de Badlands e talvez do mundo.

Alguns concordavam com a cabeça, entendendo o que Anya havia acabado de falar, enquanto Medic começou a chorar e os mercenários olharam para ele.

– Você está chorando, Medic? — perguntou Scout.

– Não... Quer dizer... Sim — ele tira os óculos e limpa as lágrimas — É que isso é mesmo real. Eu abandonei meu amigos na Alemanha para vir para cá e encontrei novos amigos e isso... Isso é muito bom. Somos uma família pessoal e uma vez na família, sempre na família.

– Sabe, o chorão tem razão — disse Soldier. Ele se levanta — Somos uma equipe, um time, uma família. E ninguém vai sair desta família até que meus ossos apodreçam no chão. Agora escutem essa frase, porque vai ser nosso lema: Mesmo que todos nós estejamos mortos, mesmo que até nossa munição tenha acabado, vai ter sempre um RED lá, escondido nas sombras para nos representar!

– E ele está se referindo ao Spy — disse Pauling.

– Verdade — disse Spy.

A equipe ri e Soldier se senta.

– Agora vamos aproveitar, porque nós merecemos — disse Scout.

O casal ergue as taças, junto com a equipe.

– Ao RED — disse Anya — Que continue matando o BLU a cada dia!

Todos concordam rindo e tomam o vinho que Spy havia entregado nas taças. Assim que todos bebem, a equipe cospe o vinho, vendo que tinha um gosto amargo, seco e azedo, parecendo que era bem velho.

– Mas o que diabo é essa coisa? — perguntou Scout.

– Até minhas bebidas são mais doces do que essa coisa — disse Demoman.

– Vocês não sabem apreciar um vinho de boa qualidade! — disse Spy — Pelo menos o Pyro sabe apreciar!

Pyro era o único que não tinha bebido e isso era meio óbvio.

Pyro: Eu estou apenas observando a reação deles.

– Quero pizza! — disse Engineer — Preciso tirar esse gosto horrível da boca!

– Acho que eu preferia as bebidas do Demo — disse Pauling.

– Eu posso pegar umas se você quiser! — disse Demoman — Tem umas na geladeira.

– Eu pego — disse Sniper — E deixem pizza para mim!

Enquanto a equipe estava se servindo de pizza e cervejas escocesas, Scout e Anya foram andando de mãos dadas até a sacada da sala, que era a única sacada do prédio, e ficaram lá, observando a lua e as estrelas da noite. Isso os lembrou os ataques de Coal Town, quando os ingênuos Scout e Anya recém haviam se conhecido e ficavam nos telhados das casas da cidade, vendo o céu a noite. O casal estava aproveitando a noite do seu jeito, quando um estranho chiado é ouvido nos autofalantes, fazendo todos pararem.

– Vocês pensaram que iriam ficar sem mim? Pois se enganaram.

Era a voz da Administradora.

– A missão começa em 20 minutos!

– Mas o que? — perguntou Medic.

– Ela está de volta — disse Pauling.

– Miss Pauling e Anya no meu escritório. Agora!

– Bem, vamos lá, Anya — disse Pauling.

Anya olhou para o namorado.

– Me desculpa — disse Anya.

– Nada disso — disse Scout — Eu te vejo a noite.

– Mas já é noite — disse Anya.

– Você sabe o que eu quis dizer — disse Scout.

Ambos riram e se beijaram, fazendo todo o RED comemorar.

– Vocês não tem mais o que fazer? — perguntou Scout.

– Vamos, Miss Pauling — disse Anya.

As duas colegas saíram correndo da sala, deixando o RED confuso.

– Vamos ter que matar o BLU hoje? — perguntou Engineer.

– Eu não me importaria — disse Soldier.

E... Miss Pauling e Anya chegam em frente a porta da sala em que a Administradora ficava. Após digitar os números de acesso e esperar que o sinal fosse dado, Anya segura a maçaneta e olha para a colega.

– Será que ela vai estar realmente ali?

– Eu espero que sim.

Ela abriu a porta, vendo os vários monitores ligados, vigiando as bases que estava com um forte cheiro de cigarro. A Administradora estava sentada em frente as telas, observando toda a base do RED e as colegas foram até a chefa.

– A senhora está de volta! — disse Pauling.

– É claro — disse a Administradora — Pensaram que a guerra tinham acabado?

Miss Pauling e Anya se olham, rindo.

– Mas, eu tenho que pedir desculpas, para vocês duas — disse a Administradora — Eu não fazia ideia de que Marloon era aliado do Ivan e eu acabei mandando vocês para ele.

– Tudo bem, senhora — disse Anya — Nós iriamos ir para lá de qualquer jeito.

Helen riu e logo em seguida, coloca o cigarro em um cinzeiro.

– Bom, vamos voltar ao trabalho — disse a Administradora — Agora, eu quero que vocês peguem uma cerveja e um pedaço de pizza para mim e para vocês, voltem aqui, que todas nós vamos ficar vendo o RED lutar contra o BLU.

– Como sabe...

– Eu estou sempre de olho, senhorita Mann — disse a Administradora — Quando você menos espera, eu vou estar lá. Agora vão, antes que o Soldier e o Heavy comam todas as pizzas.

As colegas riram novamente e saem correndo do lugar, enquanto a Administradora pega o cigarro, o joga no chão e o apaga com o salto, ligando o microfone.

– A missão começa em 10 minutos.

E... A equipe RED já estava na sala de spawn da fase 1 de Pipeline, com todos se preparando para a batalha. Engineer arrumava a caixa de ferramentas, Heavy limpava Sasha, sua arma, Spy acendia outro cigarro, Pyro estava sentado em um dos bancos segurando o lança-chamas, Sniper carregava o rifle, Demoman tira uma das garrafas de cerveja do armário e a bebe, Soldier saiu correndo do lugar com Medic o curando e Scout abriu o armário, vendo a foto dele com Anya e olhou para uma das câmeras do lugar. Ao mesmo tempo, Anya observava o namorado das telas da Administradora, segurando um prato com pizza. Scout sorriu, colocou o headset, pegou o taco de baseball e fechou o armário, pensando.

– Essa é a nossa vida normal, amor — disse Scout — E eu vou aproveitar ela.

– A missão começa em 30 segundos.

Assim que a Administradora falou, todo o RED saiu correndo sala afora, em direção ao carrinho de Payload.

– A missão começa em 10 segundos.

A equipe olhou para a porta, esperando que ela fosse aberta.

– Cinco.

– Quatro.

– Três.

– Dois.

– Um.

Assim que o sinal foi disparado, todos ignoraram o carrinho e correram na direção do BLU, finalmente voltando a terem a vida que eles conheciam bem.

Notas finais
Terminei essa saga que me ajudou a entrar no mundo do Team Fortress 2. Tem muitas outras histórias sobre o RED e a Anya vindo, algumas prontas e outras quase saindo do papel, incluindo um cross-over com Portal, logo elas vão ser trazidas a internet. Beijos e abraços e até a próxima "aventura" do nosso RED.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!