Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
6 Do que você tem tanto medo?
Era de manhã. Não havia nenhum tanque de robô no limite da cidade e tudo parecia calmo. Anya entra no refeitório, pega um sanduíche e se senta ao lado de Pyro, que lia o jornal local. Ele estranhou a presença da garota.
– Pyro... Eu queria dizer... — disse Anya — Desculpa. Eu não deveria ter te julgado antes de te conhecer melhor.
Pyro: Tudo bem, eu já me acostumei com isso.
– Sério? — perguntou Anya.
Pyro: É claro. As pessoas veem uma pessoa de máscara e pensam que é um ser estranho e maluco.
Os dois riram.
– Mas eu juro que não pensei isso de você — disse Anya, rindo.
Pyro: Ok, eu acredito.
Spy entrou no lugar e pegou o jornal de Pyro.
Pyro: Ei!
– Calma! — disse Spy — Quer acender meu cigarro?
Pyro resmungou e saiu do lugar. Spy se sentou ao lado de Anya.
– Eu soube que o Scout tentou te beijar ontem — disse Spy.
– Ah é? — perguntou Anya.
– Antes de você chegar, ele vivia perseguindo a Miss Pauling — disse Spy — Até que um dia, ela o bateu com uma prancheta e ele desistiu dela.
Anya riu.
– Sério? — perguntou Anya — Uma prancheta?
– Vai entender — disse Spy — Te digo, Scout é um ser irritante e egocêntrico, mas, acreditamos aqui que ele pode melhorar.
– Espera, quem mais acredita? — perguntou Anya.
– Hã... Eu, o Medic, o Sniper, o Demoman e o Engineer — disse Spy — Todos apostamos dez dólares de que ele iria mudar depois da sua chegada. Mas, o Heavy acredita que ele vai ficar igual, então ele apostou... Uma caixa de sanduíche, a Sasha, 20 dólares e um boné antigo que ele tinha desde criança.
– Quem é Sasha? — perguntou Anya.
– A arma dele — disse Spy — Ele tem uma cama onde ele põe a arma dele e a trata como se fosse um ser humano de verdade.
Anya riu e comeu um pedaço do sanduíche. Scout entrou no lugar, abriu a geladeira, pegou uma lata de Bonk! Pancada Atômica e sentou sozinho em uma mesa. Engineer, que estava próximo da mesa de Scout, pegou o jornal local em cima de uma bancada e sentou ao lado de Scout.
– Algum problema, filho? — perguntou Engineer.
– Eu levei outro fora — disse Scout.
– Filho, isso já está ficando chato — disse Engineer.
Demoman vai indo para a cozinha e Scout bebe um gole de Bonk! Pancada Atômica.
– Tapa-olho, pode pegar para mim uma cerveja? — perguntou Engineer.
Demoman suspirou, foi na cozinha e voltou com duas garrafas de cerveja. Ele deu uma para Engineer.
– Obrigado parceiro — disse Engineer.
– Pare de me chamar de tapa-olho! — disse Demoman.
Ele foi embora e Engineer abriu a garrafa.
– Eu sei que isso está cansando, mas eu preciso de uma namorada! — disse Scout.
Engineer bebeu um pouco.
– Você precisa ou você quer? — perguntou Engineer.
– Os dois — disse Scout — Eu fiquei com uma garota, mas não foi nada sério. Fiquei duas semanas e depois nunca mais vi ela.
– Scout, sua vida romântica é mais animada do que do Demoman — disse Engineer.
– Como assim? — perguntou Scout.
– Pelo o que eu sei, ele nunca namorou ninguém — disse Engineer — Especialmente depois que ele perdeu o olho para o Merasmus. Duvido encontrar uma mulher que também tenha perdido um olho para um livro mágico e um mago que ficou zangado com o Soldier.
Os dois riram, enquanto Anya observou Scout e Engineer conversando de longe. Medic entrou no lugar com Arquimedes em seu ombro e foi até Anya e Spy.
– O que está acontecendo? — perguntou Medic.
– Estou contando para a Anya de nossa aposta — disse Spy — Já quero meus 10 dólares.
– Ei, ainda não é a hora! — disse Medic.
– Você foi o que ainda não pagou a caixa — disse Spy.
Medic suspirou e tirou algum dinheiro do bolso, dando para Spy, que guardou em outro bolso.
– Esse é o Arquimedes? — perguntou Anya.
– Ah, sim! — disse Medic. Ele tirou o pássaro do ombro e colocou na mesa — Esse é meu companheiro com penas, Arquimedes.
– Porque ele está sujo de sangue? — perguntou Anya.
– Nem queria saber — disse Spy — Daria um livro.
– Ah, a batalha em que eu fui a estrela! — disse Medic.
– Ah não! — disse Spy — De novo não!
– Que batalha foi essa? — perguntou Anya.
Ele sentou ao lado de Spy.
– Foi assim: Estamos em desvantagem — disse Medic — Eram vários Soldiers do BLU contra nós. Demoman, Scout, Soldier e Heavy estavam fora da batalha e eu resolvi experimentar um novo projeto que poderia deixar as pessoas invulneráveis...
Arquimedes sobe na cabeça de Anya enquanto Medic vai contando a história e Spy tapa o rosto com o jornal. Engineer larga a garrafa na mesa e dá um forte tapa nas costas em Scout.
– Não se preocupe, garoto — disse Engineer — Você gosta da Anya?
– Eu amo ela! — disse Scout — Mas eu sinto que tem algo errado, como o Soldier disse. Ela ainda não contou tudo a respeito dela.
– Talvez ela tenha medo de que nós a expulsemos de Coal Town ou a tratemos como uma pessoa ruim — disse Engineer — Pelo o que Miss Pauling me disse, ela não tem família fora daqui.
– Do que ela tem medo? — perguntou Scout. Ele se levantou — Anya, do que você tem medo?
Todos olharam para ele e depois para Anya.
– Medo é uma coisa irracional, Scout — disse Anya — Eu não tenho medo.
– Então porque você não quis me beijar? — perguntou Scout — Porque você estava fugindo dos robôs no dia em que te conhecemos? Porque você não atirou no Spy robô ontem? Do que você tem tanto medo?
Anya se levanta e Arquimedes voa para a mesa. Ela vai saindo do refeitório, mas Soldier estava na porta.
– Você é problemática, garota — disse Soldier — Eu soube isso desde que te vimos naquele dia. Se você não tem medo, porque não responde as perguntas do Scout? Se abra para nós.
– Saia da minha frente, Soldier — disse Anya.
– Responda as perguntas! — disse Soldier.
– Sai da minha frente — disse Anya — Não quero te machucar.
– Você? Me machucar? — perguntou Soldier — Ainda bem que eu não bato em mulheres.
Anya ficou nervosa e Heavy se levantou.
– Soldier, deixe ela ir — disse Heavy.
– Porque? — perguntou Soldier — Não vou ter medo dela.
– Não é dela de que você tem que ter medo — disse Heavy.
Scout se levantou.
– Anya? — perguntou Scout.
Rapidamente, Anya puxou Soldier pela gola da jaqueta e o jogou longe, perto de Demoman e Heavy. Anya abriu a porta, enquanto a equipe a olhava.
– Feliz, Scout? — perguntou Anya — Quando eu cheguei aqui, um certo alguém me prometeu que não ia mais me fazer perguntas e parece que certo alguém não cumpriu essa promessa.
Antes de ela ir, ela olhou para Soldier.
– Eu não acho que eu devo satisfações da minha vida para você e nem para ninguém — disse Anya — Parem de me perseguir, por favor!
Anya foi embora e a equipe se olhou. Scout se sentou no banco novamente, suspirando.
– O que eu fiz? — perguntou Scout.
Engineer pegou o jornal e a cerveja e foi saindo do refeitório.
– Tenho que reparar minha sentinela — disse Engineer — Boa sorte com isso pessoal.
Engineer sai do lugar e percebe nuvens negras vindo para a cidade.
– Vai vim uma tempestade — disse Engineer.
Continua...
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