Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine

1 Bem vindos à Guerra dos Robôs


Gray Mann estava sentado em uma grande cadeira, olhando a janela atrás e com uma águia pousada em sua mesa. Alguém entra na sala

— Sim? — perguntou Gray.

— Senhor, o tanque acabou de partir em direção de Coal Town.

— Ótimo trabalho, robô — disse Gray — E... O meu experimento?

— No laboratório, sendo testado — disse o robô.

— Quando vai poder ir a guerra? — perguntou Gray.

Ele acaricia a águia na cabeça.

— Pelos cálculos, talvez em duas semanas, senhor — disse o robô — Esse protótipo é muito avançado e pode até demorar anos para o controlar.

Gray se levanta rapidamente e olha para um pequeno robô, que parecia estar vestindo um terno e se movia com ajuda de uma única roda.

— Eu cansei de esperar! — gritou Gray — Quero resultados! Quando esse experimento for para a guerra, Saxton vai ter que me entregar Mann Co. sem pensar! Então comece os testes finais! E que nada dê errado!

O pequeno robô saiu da sala e Gray sentou novamente na cadeira, olhando o tanque ir embora da cidade. E... Coal Town, o limite da guerra de robôs. Todo o time RED estava lutando contra os robôs. Engineer batia sem parar na sentinela, Demoman atirava granadas para tudo quanto é lugar, Heavy atirava com sua metralhadora, Medic curava Soldier, que atirava seus foguetes nos robôs, Pyro queimava todos, Spy sabotava os robôs mais fortes, Sniper explodia a cabeça das latas velhas e Scout corria para todos os lados, atirando em todo mundo. Uma das granadas parou do lado do fornecedor de Engineer, que explodiu.

— Ei! — gritou Engineer — Tome mais cuidado, seu bêbado!

— Desculpe! Eu não olho para onde atiro! — gritou Demoman.

— Sim! A bomba foi mandada de volta para o início! — disse a Administradora, pelo autofalante.

Eles vão massacrando os robôs e cada vez mais chega menos latas velhas na cidade.

— Atenção, Engineer! — disse a Administradora, pelo autofalante — Outra Sentry Buster entrou na área!

— Ah não! — disse Engineer — De novo não!

— Eu pego — disse Heavy — Sniper, na cabeça!

— Deixa comigo! — disse Sniper.

A Sentry Buster entrou na cidade, sendo recebida a balas, fogo e foguetes de todos os lados. Ela parou e começou a contagem para explodir.

— Vai explodir! — gritou Soldier — Sai de perto, Pyro!

Todos se afastaram e a Sentry Buster explodiu, deixando sua grossa fumaça e a Administradora gritou de felicidade no megafone. Não havia mais robôs.

— Muito bem! Era o último deles! — disse a Administradora, pelo autofalante — Vocês fizeram isso, cavalheiros! Mann Co. está salva novamente!

— Finalmente acabou? — perguntou Medic.

— Sim, Medic — disse a Administradora, pelo autofalante — Agora voltem a base. Miss Pauling vai conversar com vocês sobre o próximo ataque.

— Mais um dia, mais sangue e balas perdidas — disse Engineer.

Engineer bate novamente na Sentinela e guarda a chave inglesa. Ele pega a arma em cima do fornecedor e a carrega, começando a voltar para a base junto com a equipe. E... Toda a equipe já havia voltado a base, onde Miss Pauling já os esperava.

— Bom trabalho pessoal — disse Pauling.

— Já tem alguma ideia de quando eles vão atacar na próxima vez, Miss Pauling? — perguntou Spy.

— Bom, a Administradora já está vigiando todo o território — disse Pauling.

— Ou pelo menos tentando — disse Soldier.

Miss Pauling coloca mais mapas em cima do balcão.

— Teremos que esperar até que a lua esteja no seu pico — disse Pauling.

— Isso é a noite — disse Spy — É recém de manhã! Vamos ter que esperar tudo isso?

— Eu não sei vocês, mas eu estou cansado — disse Heavy — Ficar esperando para defender uma fábrica de chapéus até a noite é muito tempo.

— Ah! Qual é, gente! — disse Scout — Miss Pauling precisa de ajuda!

— Se você estiver me apoiando só porque acha que isso vai me fazer sair com você — disse Pauling — É melhor desistir agora.

— Boa tentativa, companheiro — disse Sniper.

— Vocês estão sendo pagos por isso! — disse Pauling — Podem ficar aqui esperando até a noite!

— Bom, eu estou sendo pago por isso — disse Engineer — Ficar aqui e fazer meus trabalhos não vai me custar nada.

— Eu também — disse Sniper — Aposto que a única coisa que vocês querem fazer é dormir, comer e beber. Ninguém tem nada tão importante!

— Ótimo! — disse Pauling. Ela olhou para os outros — Então? Vão ficar ou não?

— Tem sanduíche? — perguntou Heavy.

— Já disse que sim, Heavy — disse Pauling.

— Heavy vai ficar — disse Heavy.

— Se tem o sanduíche dele, então tem minhas cervejas — disse Demoman.

— Sim, a Administradora colocou tudo aqui para vocês — disse Pauling — Vão para os dormitórios, recuperem o sangue, descansem e depois voltem quando a Administradora soar o alarme.

— Todos que precisam recuperar o sangue, eu deixei uma caixa de cura nos armários — disse Medic — Se perderam o braço, ai podem ir para a enfermaria.

E... Miss Pauling escrevia coisas em uma prancheta e colocava alfinetes no mapa, quando Scout vem chegando e pára atrás da assistente.

— Olá Miss Pauling — disse Scout.

Miss Pauling dá um salto, se vira e derruba tudo o que tinha nos braços.

— Scout, você é um idiota! — disse Pauling.

Ela junta tudo e põe em cima da mesa.

— Bom, agora que temos um tempo, que tal você e eu sairmos uma hora dessas? — pergunto Scout — Os robôs vão demorar para chegar e tem o refeitório, onde podemos almoçar juntos.

Ela suspira.

— Quantas vezes eu vou ter que te dizer? — perguntou Pauling — Desista! Eu nunca vou sair com você!

— Mas porque não? — perguntou Scout — Eu sei que você gosta de mim!

Miss Pauling joga a prancheta em Scout, que se desvia.

— Ei, não precisa ficar tão violenta — disse Scout.

— Quando você colocar nessa sua estúpida cabeça que você é arrogante, rude, egocêntrico e idiota e mude, talvez algum dia nós iremos sair — disse Pauling.

— Você acha tudo isso de mim? — perguntou Scout.

— Ainda é a ponta do iceberg — disse Pauling — Me dá a minha prancheta.

Scout pega a prancheta.

— O que tem de interessante aqui? — perguntou Scout — O que a Administradora manda você fazer?

— Me devolve isso! — disse Pauling.

Ela puxa a prancheta das mãos de Scout e bate em sua cabeça.

— Qual é? — perguntou Scout, esfregando a cabeça.

— Se você fosse gentil, não merecia isso — disse Pauling, zangada — Agora saia da minha frente! Tenho mais o que fazer!

Scout dá um passo para o lado, deixando Miss Pauling sair da sala. Ele fica pensando no que a assistente disse e vai para a cozinha, onde estava Heavy, comendo um sanduíche e Demoman, tomando uma cerveja. Os dois riam alto e conversavam.

— Sim, depois ele mergulhou no barril, caiu de cabeça e pelo o que se ouviu falar, ele absorveu a cerveja e virou uma esponja! — disse Demoman.

Os dois deram uma grande gargalhada.

— Ei gente — disse Scout, deprimido.

Eles perceberam o garoto.

— Scout, o que foi garoto? — perguntou Demoman.

— Nada — disse Scout, deprimido — Só a Miss Pauling...

— Cara, nunca te vi assim — disse Heavy — O que ela te disse?

— Aposto que ela te deu um fora, de novo — disse Demoman.

— É... — disse Scout — E me bateu com uma prancheta.

— Jura? — perguntou Demoman — Uma prancheta? Você não conseguiu desviar? O mercenário mais rápido de Badlands não conseguiu desviar de uma prancheta?

— Cara, desiste dela — disse Heavy — Ela não gosta de você e ainda te bateu com uma prancheta!

Engineer entra na cozinha e olha Scout.

— Algum problema, filho? — perguntou Engineer.

— Miss Pauling deu um fora nele de novo — disse Demoman.

— E bateu com uma prancheta! — disse Heavy.

— Prancheta? — perguntou Engineer.

— Ela me deu um fora! — disse Scout — Esqueçam a prancheta!

— Outro fora? — perguntou Engineer.

— Vocês não estão ajudando! — disse Scout — Pensei que eram meus amigos e me apoiariam!

— E somos seus amigos — disse Heavy — Estamos tentando fazer algo antes que alguém se machuque.

— Bom, tarde demais — disse Scout.

— Claro, porque ela já te bateu com uma prancheta — disse Demoman.

Heavy e Demoman riram alto novamente e Scout sai da cozinha.

— O que foi que acabou de acontecer? — perguntou Engineer, sem entender nada.

E... Scout estava em um dos telhados de uma das casas da cidade, jogando pedras no telhado e observando a paisagem. Ele ouve a gritaria do refeitório, feita por Heavy, Demoman e Soldier. Scout ouve alguém subindo as escadas e vê que é Sniper, carregando seu rifle.

— Porque não está lá em baixo, gritando com eles? — perguntou Scout.

— São muitos loucos em um só lugar — disse Sniper.

Scout ri.

— Todo dia é assim — disse Scout — Nove loucos em um lugar.

— É, mas ficou pior — disse Sniper.

Sniper se encosta na parede.

— O que foi, garoto? — perguntou Sniper.

— Você soube, não é? — perguntou Scout.

— Da prancheta? — perguntou Sniper.

— Esqueçam a maldita da prancheta! — disse Scout.

— Ok, desculpe — disse Sniper, rindo — Eu só fiz uma pergunta.

— Você me acha arrogante? — perguntou Scout.

Sniper ficou surpreso com a pergunta.

— Olha companheiro, quer que eu seja sincero? — perguntou Sniper.

— Totalmente — disse Scout.

— Já fizemos várias discussões sobre você — disse Sniper — Você precisa melhorar seu comportamento.

— Até vocês acham isso? — perguntou Scout.

— Companheiro, estou sendo sincero — disse Sniper — Talvez... Se você mudar seu comportamento, Miss Pauling pode até gostar de você e não te bater mais com pranchetas.

Scout suspira negativamente. A cidade toda começa a tremer, junto com um alto som entrando na cidade.

— O que está acontecendo? — perguntou Sniper.

— Terremoto? — perguntou Scout.

O tanque de robôs pára no limite da cidade.

— Eles chegaram — disse Scout — Mas Miss Pauling disse que era só a noite.

— É o tanque e talvez os robôs só cheguem a noite — disse Sniper.

A escotilha do tanque vai abrindo.

— Espera, o que é aquilo? — perguntou Sniper.

Os dois olharam para alguém correndo, vindo do tanque dos robôs e sendo seguido por vários robôs.

— Chama o pessoal — disse Scout — Estamos sob ataque.

— Agora mesmo — disse Sniper.

Continua...