A equipe estava no refeitório, apenas esperando Miss Pauling. Scout girava para todos os lados a sua bola de baseball em cima da mesa, enquanto Spy tira um cigarro do kit de disfarce.

– Você só sabe fazer isso? — perguntou Scout.

– O que? — perguntou Spy.

– Fumar — disse Scout.

– Eu gosto — disse Spy — E você não devia se meter nisso. Eu me lembro de quando o Scout do BLU disse que queria fugir de casa só porque eu estava namorando a mãe dele

– Ah cara — disse Scout, rindo — Deve ter sido engraçada a cara dele, eu queria ter visto. Deve ser horrível o seu inimigo namorar sua mãe.

– Ei! — disse Spy.

Miss Pauling entra com Anya no refeitório e todos se levantam. As duas vão até a equipe.

– Gente, essa é a Anya — disse Pauling — Ela vai ficar aqui conosco por um tempo.

– Anya? — perguntou Heavy — É nome russo. Você é da Rússia?

– Não, não sou — disse Anya, envergonhada.

Heavy a olha com olhar de desconfiança, mas depois sorri.

– Eu gostei dela — disse Heavy — Ela gostou do sanduíche.

– É melhor a tratarem bem ou o Saxton vai demitir vocês e pegar o substituto do BLU — disse Pauling.

Soldier entrou no refeitório e saiu novamente. Miss Pauling o viu sair e puxou Scout da mesa, indo para a cozinha.

– Soldier me contou do plano maluco dele — disse Pauling.

– Ele contou? — perguntou Scout.

– Scout, ela tem mais problemas do que vocês imaginam — disse Pauling.

– Quais? — perguntou Scout.

– Eu prometi a ela que não ia contar a ninguém — disse Pauling — Olha, se quer fazer amizade com ela, posso ajudar, mas descobrir mais sobre ela, nada disso! Eu vou ficar de olho em todos!

Miss Pauling saiu da cozinha, deixando Scout pensativo. Ele vê Spy beijando a mão de Anya.

– Muito prazer madame — disse Spy.

– Hã... O prazer é meu — disse Anya, envergonhada.

– Bem vinda à Coal Town — disse Medic.

– Acho que é melhor nós nos apresentarmos — disse Engineer.

– Eu conheço já todos — disse Anya — Mas eu juro, não foi Miss Pauling que me disse.

– Então vá falando os nomes — disse Demoman.

Ela ficou na frente de Demoman.

– Você é o especialista em demolição, Tavish Finnegan DeGroot ou Demoman vindo do Reino Unido — disse Anya.

Demoman a olhou estranhamente.

– Miss Pauling contou, só pode — disse Demoman.

– Ela não contou — disse Anya — Me apresenta ao Eyelander?

– Como você sabe sobre ele? — perguntou Demoman.

– Tenho meus segredos — disse Anya.

Demoman riu e ela fica na frente de Heavy.

– Você é o Heavy, ou Mikhail, o mais forte da equipe, mas também o mais lento, vindo da Rússia — disse Anya.

– Ninguém sabe meu nome verdadeiro — disse Heavy — Você é misteriosa garota, mas eu gosto de você.

Ela riu e ficou na frente de Spy.

– Você é o francês Spy — disse Anya — Consegue se camuflar, se disfarçar como membros inimigos e sabotar sentinelas.

– Um perigo para a sociedade — disse Engineer.

– Ei! — disse Spy, rindo — É meu trabalho!

– E você também namora a mãe do Scout do BLU — disse Anya.

Todos riram.

– Você é boa garota — disse Spy — Gostei de você.

Anya fica na frente de Engineer.

– O engenheiro, Dell Conagher — disse Anya — Admiro sua inteligência e como consegue fazer as sentinelas, os fornecedores e os teleportadores.

– É o meu trabalho, madame — disse Engineer — Lhe mostro qualquer dia desses os planos.

Anya riu e ficou na frente de Medic.

– Você é o alemão Medic — disse Anya — Posso conhecer o Arquimedes?

– Tenho certeza de que ele ficará feliz em conhecer você — disse Medic.

Os dois riram e ela ficou na frente de Sniper.

– Você é o sr. Mundy ou Sniper da Austrália — disse Anya — O perigo para os mercenários desavisados.

– Ei, gostei desse lema! — disse Sniper — Posso pegar para mim?

– Fique a vontade — disse Anya.

Assim que Anya ia se virar, ela percebeu Pyro ao seu lado e se jogou para trás. Scout e Medic foram até ela.

– Porque você se jogou, sua louca? — perguntou Scout.

Ela estava assustada.

– Pyro! — disse Anya — É o Pyro!

– Sim, mas o que tem? — perguntou Medic.

Pyro olhou para todos, sem entender nada.

– Ele é perigoso! — disse Anya — Ele é perigoso!

– Pyro? — perguntou Scout — Perigoso?

Scout ajudou Anya a se levantar e ela foi se afastando de Pyro.

– Anya, se acalme — disse Scout. Ele a levou para uma das mesas — Quer algo? Está com fome?

– Eu estou bem — disse Anya.

– Ei, o Pyro não é perigoso — disse Scout — Ok, ele põe fogo em tudo e até hoje não sabemos se ele é homem ou mulher, mas ele não é perigoso!

– Sei — disse Anya.

– Porque? — perguntou Scout — Porque você acha ele perigoso?

– De onde eu vim, o Pyro é uma pessoa perigosa — disse Anya — Fogo é uma coisa que não se brinca e ele matou a maior parte dos meus amigos.

– Matou? — perguntou Scout. Ele pensou — Bom, não sabemos de onde ele veio e nem quem ele é. Você sabe?

Ela balançou a cabeça negativamente.

– Dele, eu não sei nada — disse Anya.

Scout olhou para o grupo, que conversava com Pyro. Ele teve uma ideia.

– Escute, Miss Pauling... Ela me pediu para te conhecer melhor — disse Scout — Então, quero te perguntar, você sabe mexer em uma arma?

Anya olhou para Scout. E... Sniper, Scout e Anya estão no limite da cidade, onde havia uma fileira de cabeças de robôs em cima de várias caixas. Anya mexia no rifle de Sniper, enquanto ele e Scout conversavam.

– Companheiro, tem certeza disso? — perguntou Sniper.

– É um jeito de tentar conhecer ela — disse Scout — Só... Ensine o básico a ela.

– Vou tentar — disse Sniper.

Sniper foi até Anya.

– Hã... Anya, vamos começar — disse Sniper.

Ela apontou a arma para Scout.

– Ei! — disse Scout.

Scout foi tentando se desviar da mira, mas Anya ficava o perseguindo. Sniper começou a rir.

– Tenho que admitir, ela é boa — disse Sniper, rindo — Ela parece ser mais rápida do que você, Scout.

Anya apontou a arma para as cabeças e Scout apenas observava.

– Bom, mire a arma e aponte para a cabeça dos robôs — disse Sniper.

– Hã... Isso tem um coice? — perguntou Anya.

– Tem — disse Sniper — Segure firme.

Anya mirou uma das cabeças dos robôs e atirou. A cabeça caiu para trás das caixas.

– Scout, vá ver se ela acertou — disse Sniper.

Scout foi correndo até as caixas e pegou a cabeça. Havia uma marca de tiro na testa do robô e ele mostrou a Sniper.

– Headshot, Sniper! — gritou Scout.

– Muito bem — disse Sniper — Sorte de principiante. Tente novamente com a outra cabeça.

Anya carregou a arma, mirou na segunda cabeça e atirou. Scout pegou a cabeça que havia caído atrás das caixas, novamente. Mais uma vez, havia uma marca de tiro na testa do robô.

– Headshot de novo! — gritou Scout.

– Estou ficando impressionado — disse Sniper — Acho que já consegue ir sozinha. Deixe meu queixo cair, Anya.

A garota riu e foi mirando as cabeças. Ela atirou em uma cabeça, carregou a arma e foi atirando nas outras quatro cabeças. No final, todas as cabeças estavam todas no chão, com uma bala na testa. Scout empurrou as caixas, deixando Sniper ver. Ele estava de queixo caído, não acreditando. Anya olhou para ele e percebeu que ele não se mexia.

– Sniper? — perguntou Anya — Sniper?

Ele ainda não se mexia. Anya colocou a arma na mão de Sniper e foi embora, deixando Scout rindo. E... Scout, Anya e Heavy estavam no quarto de Heavy, em frente a um saco de pancada.

– Você precisa bater com força, garota — disse Heavy — Me observe.

Ele bateu no saco várias vezes, mas ele não ia muito longe.

– Eu não bati muito forte, mas posso mandar esse treco para mais longe do que isso — disse Heavy — Sua vez.

Anya, com medo, olhou Scout.

– Vá em frente — disse Scout.

Ela bateu no saco, mais muito fraco. Heavy a olha, muito sério.

– Sério? — perguntou Heavy — Bata com mais força, garota! Pense em alguém que você odeia e ponha esse ódio para fora!

– Pense em mim se precisar — disse Scout.

– Pensar em você? — perguntou Anya — Não! Não, eu não ia conseguir fazer isso batendo em um saco de pancadas.

Heavy percebeu o clima entre os dois e Scout riu.

– Então pense em algo que você tem raiva — disse Scout — Você disse que não gosta do Pyro, então pense nele.

Anya pensou um pouco.

– Pronta? — perguntou Heavy.

– Estou — disse Anya.

– Vou até ficar um pouco para o lado, caso precise o segurar — disse Heavy.

Na hora, Anya socou o saco tão forte, jogando Heavy para o outro lado do quarto. Scout a olhou, impressionado.

– Hã... Heavy? — perguntou Anya — Você está bem?

Ele havia caído em cima do armário e o derrubado.

– Sim, sim — disse Heavy, tonto — Sério, eu estou bem.

– Quer que eu traga um sanduíche? — perguntou Anya.

– Não precisa — disse Heavy. Ele pensou novamente — Pensando bem, eu quero sim. Me traga por favor.

Anya riu e saiu do quarto. Scout ajudou Heavy a se levantar.

– O que achou dela? — perguntou Scout.

– Ela é boa no punho — disse Heavy — Gostei dela.

– Eu também — disse Scout.

– Não me diga que está apaixonado por ela — disse Heavy — E a Miss Pauling?

– Conheço a Miss Pauling há seis anos e nós nunca saímos — disse Scout — Esqueceu da prancheta?

– Bom, digo um coisa — disse Heavy — Você precisa a conhecer mais.

– Ensinar ela a fazer como nós não foi muito produtivo — disse Scout.

O sinal de alarme começa a tocar. Um novo tanque de robôs havia chegado na cidade. A equipe juntou as armas e chegou no limite da cidade. Scout e Anya subiram no topo de uma das casas e viram a escotilha já se abrindo.

– O que eu faço? — perguntou Anya.

– Se esconda — disse Scout — Encontre a Miss Pauling e vão para o hotel.

Scout saiu correndo e Anya foi até a base. Miss Pauling guardava alguns mapas.

– Eles chegaram — disse Anya.

A assistente olhou para o mapa.

– Precisamos nos esconder — disse Pauling.

– Precisamos? — perguntou Anya.

Miss Pauling pegou um dos revólveres de Spy de uma bancada.

– O que você acha? — perguntou Pauling — Quer que eles te levem de volta?

– Não! — disse Anya.

A assistente pegou a mão de Anya.

– Então vamos — disse Pauling.

Continua...

Notas finais
Quem acompanha os quadrinhos que a Valve posta no blog do Team Fortress 2, sabe que foi revelado que o Sniper não é da Austrália e sim, da Nova Zelândia. Como isso se passa em um universo alternativo, ninguém ainda descobriu sobre isso e talvez nem vá descobrir.