Notas iniciais
Bem, hoje estarei finalizando a última parte dessa fanfic. Como todos devem saber, o Epílogo costuma ser curto e age com uma "conclusão definitiva" para uma história. Acompanhe esse pequeno "extra" e o que ele revelará para vocês.

— EPÍLOGO —

Luiz aterrissou sobre um carpete grosso e velho, dentro de uma sala pequena cheia de moveis antigos e desgastados. Sua transformação demoníaca havia regredido, de modo que agora ele estava com aparência humana outra vez, mas suas roupas estavam rasgadas e cheias de manchas de sangue por toda parte. Confuso com o local estranho onde estava, Luiz olhava ao redor, pensando na hipótese de que estivesse morto, até que uma voz masculina distorcida, que ele reconhecia bem, lhe chamou:

— Luiz, então o seu verdadeiro objetivo hoje era buscar vingança contra os que feriram o seu ego inflamado no passado, não é?

O jovem vilão se virou e encarou um cachorro da raça rottweiler que se aproximou dele com olhos emanando um brilho cor de fogo.

— Você... você me resgatou?

— Sim! — respondeu o comparsa misterioso, sua voz saindo telepaticamente do animal. — Eu estive observando-o silenciosamente enquanto você encarava seus inimigos e revelava seu patético plano de vingança que tramara esse tempo todo escondido de mim. Sorte a sua eu tê-lo resgatado nos últimos instantes, mas por causa de sua imprudência, agora seus inimigos sabem que você está vivo e que ainda é uma ameaça.

— Se esteve todo esse maldito tempo me observando, então por que raios não me ajudou?! Poderíamos ter vencido juntos aqueles vermes patéticos! — Luiz se levantou do chão e caminhou até o animal com sua cara vermelha de puro ódio.

— Baixe seu tom de voz comigo, seu tolo! Alguém que subestima seus inimigos e ainda deixa o seu ego e o seu poder falarem mais alto diante de uma batalha, para mim não passa de uma criança irresponsável e mimada. Você nem ao menos se deu conta dos tipos de mudança que se abateram sobre sua magia... Você nem mesmo conhece a si mesmo!

Luiz continuou a se estressar ainda mais com a repreensão.

— Você fala da minha irresponsabilidade, mas não olha para si mesmo, não é? Como posso confiar e contar todos os meus planos e ideias para alguém que se esconde atrás de animais e manda um adolescente fazer seu trabalho sujo por ele? Estou farto desses seus joguinhos misteriosos! Nem mesmo eu, que sou seu aliado, te conheço; mas parece que seus inimigos o conhecem muito bem, como aquela vaca magricela de cabelos loiros que apareceu e ajudou aquele bando de idiotas a me vencer!

O cachorro caminhou até uma porta metálica larga e depois olhou para Luiz.

— Talvez você esteja certo em alguns detalhes. Você se mostrou um aliado confiável durante esse tempo em que trabalhamos juntos. Acho que já está na hora de eu revelar-lhe minha identidade. — Ele cruzou a porta, mas Luiz permaneceu parado. — Acompanhe-me! Ah, e seja bem vindo a uma das minhas muitas residências secretas dentro de Sobral.

Luiz se acalmou e seguiu o comparsa. Ele entrou num gigantesco salão oval com grandes quadros nas paredes e um grande caixão posicionado no centro, dentro de um hexagrama decorado com palavras numa linguagem irreconhecível.

— De quem é essa armadura fodona? — perguntou Luiz, admirando a grande armadura negra dentro do caixão.

— Era minha. Eu a utilizei muitas eras passadas, quando perdi meu corpo e tomei uma forma semi espiritual. — O cachorro se aproximou de um grande quadro e convidou Luiz a se aproximar.

— Esse quadro... eu conheço essa história — revelou Luiz com admiração.

— Sim, você conhece. Mas ela não é uma mera história contada em livros. Ela é real! E eu sou o principal nome que causou medo àqueles povos nos tempos antigos.

— Opa! — Luiz gargalhou. — Está me dizendo que você é... Não, não pode ser! Isso é piada, não é?

— Não, não é. Tudo aquilo, ou pelo menos parte do que foi contado nos livros, é verdadeiro. O autor dessa narrativa foi utilizado sem que soubesse, por forças superiores para contar essas histórias antigas e esquecidas, pois o Inimigo que ameaçou todos os povos daquele tempo, ameaçava reencarnar numa forma humana na atualidade, e se fazia necessário advertir os humanos do que estava por vir; mas infelizmente a narrativa não foi levada a sério, vista apenas como mais uma grande obra dentro da Literatura.

— Forma humana? Então, você já teve um corpo humano atualmente?

— Sim, o corpo em que reencarnei, mas ele foi destruído há três anos. Meu nome sempre foi muito temido no passado e eu era uma figura ardilosa e sagaz em meus planos, mas quando reencarnei, herdei muitos defeitos humanos e perdi parte de minhas memórias originais, além de que meus poderes não são tão grandiosos como antigamente. Por causa desses fatores, minha imprudência e desconhecimento das coisas levaram-me ao fracasso, exatamente como o que acontecerá com você, se não tomar cuidado.

A figura misteriosa se calou quando Luiz começou a caminhar pela sala, olhando os demais quadros nas paredes, um a um, pensativo; então o rapaz parou novamente diante da armadura e a observou mais uma vez.

— Muito bem — falou Luiz, olhando para o rottweiler —, conte-me sua história, desde os tempos antigos, até o corpo em que esteve hospedado três anos atrás, depois fale-me sobre as mudanças que minha magia sofreu, pois nem eu entendo que transformação e elevação de poderes foram aqueles que surgiram de forma tão repentina. Quero saber tudo o que for preciso, antes de seguirmos adiante com nossos planos futuros.

O animal se aproximou um pouco de Luiz e depois se sentou no chão, seu olhar ainda vislumbrando novamente a imagem do grande quadro que mostrara ao rapaz momentos antes: uma terra negra, devastada pela ação de criaturas horrendas que caminhavam com suas armaduras escuras e espadas em mãos em direção ao campo de batalha; atrás desses demônios, uma grande torre se erguia, apontando para o céu obscurecido pela fumaça tóxica que vinha das forjas daqueles seres abissais; e no alto da grande torre, um grande olho de fogo observava tudo atentamente, paciente e inexpressivo.

— Vejamos... eu sempre fui conhecido por vários nomes nos tempos antigos; alguns chamavam-me de Gorthaur, outros me conheciam como A Grande Sombra, mas um dos nomes que tive que mais marcou o terror dos povos antigos era...

O passado do comparsa misterioso começa a ser revelado...

O que há reservado para o futuro?

FIM!

Notas finais
Como todos devem ter percebido, assim como a fanfic "FAMS - A Grande Aventura", essa fanfic também terminou com a ideia de que há uma continuação. Sim, há! Se a fanfic "AFA - A Nova Aventura" é considerada o segundo volume da primeira citada, pode ter certeza que um terceiro e último volume será produzido, encerrando a trilogia. Devem ter notado também que o ajudante misterioso de Luiz possui uma história própria (longa e que não deu pra contar aqui e nem será mostrada no terceiro volume), alguns de vocês talvez até já especulam quem é esse outro vilão; pois bem, como ele possui uma história própria e bem interessante; por isso, antes que o terceiro volume da trilogia seja produzido, lançarei uma fanfic spin-off contando a história desse personagem três anos atrás e de como ele conheceu Luiz. Esse spin-off será interessante para compreendermos melhor o rumo que a história vai tomar no volume três, pois esse vilão misterioso terá um papel com mais destaque. Adianto também que alguns novos personagens surgirão no volume três e outros se ausentarão, como o meu. Motivos? Não gosto de me colocar muito dentro da história, pois não gosto de "aparecer", meu papel lá até agora foi necessário apenas por conta do final da história, sobre todo aquele papo de "esquecerem tudo e alguém escrever uma fanfic pra relembrar o que aconteceu de verdade". Bem, finalizando, gostaria de agradecer a todos os que acompanharam essa nova fanfic e adoraria poder receber seus comentários, pode ser críticas construtivas, sugestões, etc. Obrigado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!