Trilogia Aventuras 02: AFA - A Nova Aventura

7 Capítulo 06: Feitiços em ação! Magia contra magia.


Notas iniciais
Gente, por sorte consegui tempo para postar um novo capítulo hoje. Mas, antes de vocês seguirem para a leitura, gostaria de lembrá-los que todos os personagens dessa história (com exceção de Luiz), são baseados em pessoas reais que estiveram no AFA e algumas, como o meu personagem e o do Felipe, recebem um certo destaque a mais por conta de terem ligação com a fanfic "FAMS - A Grande Aventura", que é basicamente o primeiro volume dessa nova história. Então, ninguém aqui na fanfic tá sendo bajulada ou mostrada pra ganhar "faminha", a inclusão e participação na história é fundamental pro bom andamento da história; apesar de que estou tentando, mesmo assim, fazer o máximo possível pro meu personagem não ter muito atuação, pois não querem que pensem que estou me aproveitando da história a meu favor. Jamais! Bom, é isso, espero que minha explicação tenha ficado clara. Agora, boa leitura pra vocês! Aguardo comentários sobre o que estão achando da história.

CAPÍTULO 06

FEITIÇOS EM AÇÃO!

MAGIA CONTRA MAGIA.

— Time Ren... Formação!

O grupo de Renny rapidamente se alinhou em preparação para o ataque, e enquanto a magia negra de Luiz fluía em suas mãos, Felipe e Karen retiraram de uma mochila, duas pedras negras semelhantes a uma ônix. Os dois jovens tomaram a linha de frente e pronunciaram algo como “Thorn”, uma runa mágica; então as pedras em suas mãos emitiram uma luz dourada e se expandiram, transformando-se em armas. Atrás deles, o mesmo acontecia com uma pedra do mesmo tipo que Pedro Lyn, um rapaz alto e moreno, organizador do AFA, segurava em suas mãos.

Felipe retirou seu boné da cabeça e o jogou para o lado, juntamente com a mochila, assim ele poderia segurar sua katana de cabo dourado e lâmina comprida feita de esmeraldas com mais comodidade; enquanto Karen, a garota que vestia uma blusa branca com o personagem BMO de Adventure Time, apenas jogou seus longos cabelos castanhos para trás e ficou rodopiando o seu bastão feito de mithril de um lado para o outro.

— Estamos prontos, Ren — comunicou Karen, seus joelhos semiflexionados e sua expressão determinada.

Pedro fazia um check up rápido em sua besta feita de ouro, uma arma com aparência de espingarda, com um arco acoplado na parte oposta da coronha, que é acionada por gatilho, capaz de projetar dardos similares a flechas, só que menores. Ao lado de Pedro, estava Benny e Renny: a primeira, reacendendo suas chamas nas mãos; e o segundo, verificando como estava os dois amigos de trás — Dan e Ursula —, que permaneciam imóveis, apenas esperando tudo começar, pois eles eram a dupla de suporte.

Luiz sorriu quando viu a formação patética da equipe e percebeu que aquilo lhe lembrava alguma coisa que já havia visto antes; mas ele não se importou, apenas deu um passo a frente e exclamou:

— Bom, é hora da ação! — As trevas que rodopiavam seu corpo se condensaram nas mãos no formato de esferas negras, que ele disparou logo de imediato contra o grupo.

As bolas negras seguiram no rumo dos dois atacantes da linha de frente, mas eles não temeram. Com sua espada, Felipe cortou e destruiu a esfera que vinha em sua direção, enquanto Karen rebatia a outra, arremessando-a contra o chão e causando uma explosão ácida próxima dos pés do vilão.

— Cuidado com os pés, querido — sacaneou Karen, sorrindo com desdém —, se não vai acabar machucando seus dedinhos de princesa.

Luiz rangeu os dentes com a provocação e atiçou suas trevas para confrontá-los, mas antes que ele pudesse atingi-los, Renny gritou:

— Agora! Plano de ataque C!

No mesmo instante, Felipe avançou com sua katana, traçando um meio circulo de cima para baixo contra o corpo de Luiz. No entanto, o inimigo sentiu a investida chegando e se defendeu com sua magia, projetando um escudo de sombras com suas duas mãos. Sem desistir, Felipe continuou persistindo com a katana, forçando a dureza do escudo mágico com uma série de múltiplos ataques enquanto Luiz sentia dificuldades em manter a defesa.

“Não entendo,” pensou Luiz, recuando lentamente por causa da força do adversário. “De onde vem essa força toda? E... como o bastão e a espada resistiram as minhas esferas de trevas?”

— Nied, Celeritate Eníschysi! — exclamou Ursula, usando sua magia de suporte sobre Karen para aumentar a velocidade física dela.

O efeito do encantamento foi tão potente que Karen surgiu por detrás do inimigo como um flash, lançando um ataque com seu bastão contra as costas do vilão. No entanto, Luiz conseguira pressentir o ataque no momento em que ouviu alguém pronunciar um feitiço, então ele se moveu e usou uma das mãos que energizava o escudo da frente para produzir uma nova defesa contra o ataque da garota.

— Não subestime o poder das nossas armas mágicas! — esbravejou Karen, girando e atacando várias vezes o escudo traseiro com seu bastão em alta velocidade, fazendo a defesa oscilar.

Acuado, Luiz viu quando algo dourado e brilhante veio em sua direção pela lateral onde Felipe tentava penetrar o escudo com a ponta da espada. O brilho letal trespassou o escudo e quase o atingiu no braço, se não tivesse desviado o suficiente; entretanto, o dardo de luz que havia sido lançado da arma de Pedro, raspou as costas do vilão, abrindo um corte que o encheu de dor; mas ainda não tinha acabado...

— Othel Is Sigel, Poulí Ignis Fênix! — Daniel usou sua magia de invocação e fez surgir um espírito de fogo em forma de ave, descendente da fênix. O animal do tamanho de um falcão adulto, atacou Luiz por cima, onde o escudo não se projetava, cravando suas garras no rosto do vilão e queimando a pele dele com o bater de suas asas flamejantes.

Luiz perdeu sua concentração sobre os escudos enquanto tentava afastar a ave mística, o que dava a oportunidade perfeita para Felipe e Karen o atacar; contudo, o calor emitido pela enorme ave de fogo, além do seu bater de asas que espalhava fagulhas de fogo por todo lado, os impediu de avançar.

— Pedro, continue buscando brechas na defesa dele — comandou Renny —; Dan, prepare outra invocação; Ursula, esteja atenta para qualquer ataque e projete proteções mágicas sobre nós; e Benny, você vem comigo, agora nós vamos atacar juntos. — Os demais assentiram e Renny se preparou para avançar junto com Benny para ajudar os dois amigos. Porém...

Num surto de dor e raiva intensos, Luiz liberou uma grande quantidade de energia maligna de seu interior. As trevas se expandiram ao seu redor, como a fumaça de um grande incêndio, e geraram um pulso energético que desmaterializou a ave mística do plano físico, fazendo-a desaparecer, e jogou Karen, Felipe, Renny e Benny contra o chão.

O impulso também havia atingido algumas pessoas sobre o efeito do encantamento do mundo dos pesadelos, arremessando pessoas contra paredes ou objetos pelo local. Renny se levantou e quando observou o ocorrido, percebeu o seu grande erro ao permitir que uma luta começasse ali.

— Droga, isso não vai dar certo. Tem muita gente aqui. — Uma ideia surgiu na mente de Renny e ele olhou para Daniel. — Dan, já que você é especialista em feitiços de invocação, preciso que use sua magia para criar um campo dimensional onde possamos lutar sem ferir ninguém.

— Pode deixar, vou trabalhar nisso agora mesmo.

Carlos Daniel pegou um colar com pequenas esculturas de criaturas sobrenaturais talhadas em madeira e começou a proferir, de olhos fechados, um longo feitiço em uma linguagem desconhecida. Enquanto isso, próximo a Luiz, Karen se levantou e começou a girar seu bastão prateado, provocando um barulho metálico que começava a afetar o vilão, causando-lhe uma terrível dor de cabeça.

Felipe se levantou ao ver que a magia de Karen só afetava o inimigo e o deixava agora de guarda baixa. O rapaz se preparou para o ataque, cortando seu dedo na ponta da lâmina da katana e deixando seu sangue escorrer por ela. O fluido vital se espalhou pela arma mágica e ativou o poder oculto dela, fazendo uma luz esverdeada emanar de seu interior cristalino, então ele atacou, pronto para dar o golpe de misericórdia que daria fim a todo aquele terror.

No entanto, apesar da dor que sentia, Luiz estava apenas fazendo teatro para os seus atacantes, pois a dor gerada pelo bastão da garota, que percorria a sua mente, não era pior do que aquela produzida pelas trevas que invadiam o seu corpo e ampliavam o seu poder — um mal necessário para poder se tornar mais forte. Por isso, quando Felipe chegou com uma nova investida, Luiz usou sua telecinese e paralisou o adversário sem dificuldades.

— Te peguei, Naruto. — Luiz sorriu, sua voz meio distorcida e sua cara cheia de machucados provocados pela ave de fogo. Com sua mão esquerda apontada para o rapaz, ele moldou uma esfera negra e se preparou para atingi-lo como se fosse um rasengan.

Karen percebeu o objetivo do vilão e moveu seu bastão de mithril para atacá-lo por trás; porém, de igual forma, o vilão não havia esquecido a presença dela e com apenas um olhar, usou sua telecinese e a arremessou dentro da sala dos games.

Do lado de fora do CED, ouviu-se o som de uma besta descontrolada, e Luiz sorriu ao perceber que possivelmente a cosplayer Clarice estivesse começando a ser possuída completamente pelo espírito cruel de Shukaku. Mas, de qualquer modo, ele não se importava muito com o rumo das batalhas cosplayers, pois só o que lhe interessava agora era a sua própria luta — a sua vingança!

De repente, antes mesmo que pudesse usar o seu ataque contra Felipe, a esfera maligna de Luiz explodiu em sua mão, graças a mira perfeita de Pedro, que se levantou de onde estava agachado e procurou, à distância, um momento certo para frustrar o objetivo do vilão, lançando seu dardo bem no centro da esfera negra na palma da mão dele.

A explosão da esfera fez Luiz recuar com sua mão chamuscada, perdendo o controle do corpo de Felipe, que caiu no chão com o susto da explosão. Nesse momento, algo mudou no interior do vilão, alguma coisa obscura de seu subconsciente despertou e sua fúria começou a dominá-lo, mudando seu caráter e aumentando seu poder maligno ainda mais, sem que os demais percebessem.

Pedro, que não tinha intenção de matar o vilão — coisa que poderia ter feito a qualquer momento com seus dardos mortais —, sentiu um desejo súbito de machucá-lo ao ver o sucesso de sua investida, então ele começou a caminhar lentamente em direção ao vilão, lançando vários disparos de dardos de luz dourada que brotavam do arco.

— Segura essa, seu cretino! — Os dardos foram arremessados um após o outro, sempre mirados em pontos vitais como cabeça e coração, mas com apenas alguns abanos de mão, Luiz ricocheteava as flechas encantadas, sem se importar onde elas caíam.

— Pedro, espere um pouco — chamou Renny ao ver que todas as flechas não surtiam efeito e estavam sendo desviadas para todos os lados, atingindo paredes, móveis e até passando de raspão pelas pessoas enfeitiçadas. Benny pensou em fazer alguma coisa para parar o amigo, mas uma das flechas errantes voou em sua direção, atingindo sua coxa.

Pedro estava tão tomado pelo desejo de atingir uma flecha na cabeça do inimigo, que não prestara atenção nas palavras de seu amigo e nem que estava ficando muito perto do vilão.

— Pedro!... Pedro! — Renny correu em direção ao amigo, pois uma das flechas acabara de passar de raspão pela bochecha de uma adolescente enfeitiçada; e Dan, parado ao lado de Ursula, finalizando o encantamento, entendeu uma coisa que nem Pedro, nem Renny haviam percebido sobre Luiz ainda.

O feitiço dimensional de Dan começou a se espalhar, no exato momento em que ele sentiu um poder negro, muito maior que antes, brotar do interior de Luiz e também que a consciência do vilão estava quase apagada, como se algo insano estivesse tomando o controle.

— Felipe, Karen... impeçam ele!

Relâmpagos e trevas faiscaram nas mãos de Luiz enquanto Pedro disparava suas flechas. O vilão aguardava ansioso cada passo novo que o rapaz dava em sua direção. Lentos segundos se passaram enquanto Benny tentava se levantar do chão com sua perna machucada e Karen caminhava de volta ao local da batalha, cambaleante, ambas atentas a cena em câmera lenta em que Daniel, Ursula, Renny e Felipe se mobilizavam para parar Pedro e impedir o que o inimigo estava prestes a fazer: após repelir a última flecha, de Pedro, que estava a menos de um metro e meio de distância de si, Luiz depois esticou e alinhou seus braços para frente com as palmas voltadas para o adversário, como uma espécie de mira corporal.

— Grito da Morte! — praguejou Luiz com uma voz distorcida horripilante.

Da boca do vilão, um som assustador saiu junto com um enorme morcego negro feito de sombras. Neste momento, a escuridão do encantamento dimensional de Daniel envolveu a todos os guerreiros e também ao vilão, então ninguém viu quando alguém empurrou Pedro e gritou de dor ao receber o ataque no lugar dele.

Quando a escuridão desapareceu, revelando um céu esverdeado cheio de muitas estrelas vermelhas, a luz mostrou um ambiente totalmente diferente, cercado de grandes estátuas de criaturas estranhas semelhantes ao do colar de Daniel, um solo com grama rala e alguns arbustos e árvores aqui e ali, além de... um corpo no chão. Uma pessoa estava caída com os olhos abertos e sem brilho, numa expressão de terror; sua pele gelada com uma cor acinzentada mórbida.

O vilão sorriu enquanto os demais guerreiros olharam para o corpo de seu amigo, chocados, e um deles gritou aterrorizado:

— Não!!!

Uma consequência fatal...

Quem foi a vítima de Luiz?

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado. Como provavelmente viajarei próximo sábado, então o próximo capítulo será publicado na sexta e vai dar continuidade ao capítulo passado "Confronto Ninja - Parte 01".