Trilogia Aventuras 02: AFA - A Nova Aventura

3 Capítulo 02: Sonhos Infernais... O Terror Toma Conta do Evento!


Notas iniciais
Lançando o capítulo dessa semana. Lembre-se que essa história é continuidade da fanfic "FAMS - A Grande Aventura".

CAPÍTULO 02

SONHOS INFERNAIS...

O TERROR TOMA CONTA DO EVENTO!

Silêncio.

De repente, tudo ficou quieto, como se não houvesse ninguém ali.

Minutos antes, Luiz proclamou sua vitória ao ativar o novo feitiço.

De súbito, a esfera que emanava luz vermelha mudou seu brilho, liberando uma grande rajada de luz branca que tomou conta de todo o ambiente próximo, atravessando até mesmo paredes de salas fechadas que deixavam passar pouca luz. Por alguns instantes, algumas pessoas gritaram com medo da irradiação luminosa e do que ela poderia provocar; outras, apenas admiraram o acontecimento, maravilhadas com o espetáculo surpreendente, mas a luz era intensa e podia segar tanto quanto o sol, se a esfera de vidro fosse olhada diretamente, por isso se tornava difícil encará-la.

Luiz observou a situação ao redor com grande sarcasmo, suas bochechas doendo de tanto rir do que começara a acontecer com as pessoas ali perto: os olhos começavam a se revirar, revelando apenas globos completamente brancos enquanto seus corpos começavam a dar pequenas e assustadoras convulsões. Quase todas as pessoas permaneciam naquele estado ainda de pé, porém algumas outras caíam rapidamente no chão, tomadas pela violência dos espasmos que enfraqueciam seus corpos.

Aos poucos algumas pessoas ficavam pálidas, geladas e babando muito enquanto se retorciam. Pareciam até zumbis. A situação era assustadora. E Luiz saboreou tudo enquanto retornava para o hall, admirando o seu grande feito.

— Seu maldito! O que você fez com eles?! — gritou alguém por trás de Luiz, sua voz tomada por ódio.

O vilão se virou, surpreso por ver alguém que aparentemente não fora afetado pelo seu feitiço enoquiano. Ele viu um rapaz parado em pé próximo a um conjunto de sofás, seus punhos fechados e seus dentes serrados numa mistura de surpresa, medo e raiva.

— Não pode ser! Todos deveriam ter sido afetados — sussurrou Luiz, encarando o rapaz que tinha a barba por fazer. Ele vestia um short jeans azul e uma blusa com a estampa de Sauron, vilão de O Senhor dos Anéis.

— Me responda! O que você fez com eles?! — perguntou de novo o rapaz, dando um passo para perto do vilão que saía do estado de surpresa.

— Quem é você? Como... como não foi afetado pelo meu feitiço? — perguntou Luiz, ignorando a pergunta do outro.

O rapaz deu mais um passo para perto do inimigo, mas agora um meio sorriso se formou em sua boca.

— Então você não me reconhece, não é? — O rapaz fez um momento de silêncio quando o vilão o analisou por um instante, novamente fazendo uma expressão de surpresa ao reconhecê-lo. — Isso mesmo — confirmou o rapaz —, sou o Uchiha Obito do FAMS, o cara que trouxe reforços de uma dimensão paralela do domingo no evento para te impedir e que bolou o plano pra desfazer sua macumba enoquiana de recriação da realidade.

— Você... aquilo... então... — Luiz ficou sem saber o que falar primeiro com as revelações. — Maldito. Obito! Então foi você mesmo que desfez o meu ritual. Como sabia disso? E... como ultrapassou o escudo protetor do ritual?

Afastando-se do inimigo, o rapaz se sentou no braço de uma poltrona, sorrindo com desdém.

— Em primeiro lugar, eu não estou de cosplay hoje, então não me chame de Obito, meu nome é Renny; em segundo, como eu fiz não é da sua conta, o importante é que com a ajuda dos meus amigos cosplayers, conseguimos te impedir antes que mais pessoas morressem; e em terceiro, eu não vou te responder nem uma pergunta enquanto NÃO-ME-DISSER-O-QUE-FEZ-COM-AS-PESSOAS-DAQUI.

Luiz se irritou com a ousadia de Renny, principalmente quando ele começou a soletrar a última frase, palavra por palavra. Então, dessa vez, o vilão que deu um passo na direção do rapaz, respirando profundamente para tentar se acalmar e não matá-lo logo de uma vez por tê-lo atrapalhado no passado.

— Muito bem... — começou Luiz, um sorriso sarcástico se formando em seus lábios. — Desde que você (e não sei mais quem) tentou me apagar da História, eu aproveitei a oportunidade para estudar mais e aperfeiçoar minha magia. Como eu sou meio que apaixonado pelo anime Naruto, pensei em tentar recriar o Mugen Tsukuyomi do Uchiha Madara através de feitiços enoquianos, mas com uma pequena diferença... — Luiz observou as pessoas a sua volta e girou seu corpo com as palmas abertas, derramando lágrimas de seus olhos fechados enquanto sorria insanamente. — Em vez de prender todas estas pessoas nos sonhos felizes e perfeitos de suas vidas, eu os prendi em pesadelos, fazendo-os viver e reviver os seus piores medos e traumas infinitas vezes, até que seus cérebros entrem em colapso completo e depois todos... MORRAM!

Ao redor, as pessoas continuavam sofrendo espasmos e as expressões de seus rostos ficavam cada vez mais horríveis. Alguns viviam pesadelos com milhares de cobras, escorpiões, ratos ou aranhas caminhando em seus corpos e os mordendo ou picando múltiplas vezes, espalhando dores intensas por toda a pele enquanto eles gritavam e esperneavam para afastar as criaturas que surgiam do nada, até mesmo de dentro de suas bocas; outros sonhavam se afogando dentro de rios ou containers de água enquanto pessoas sem rosto os olhavam engolir toneladas de liquido e perder o fôlego por completo; e mais alguns, sonhavam até mesmo sendo devorados vivos por zumbis. Os pesadelos eram muitos e variavam de pessoa para pessoa, contudo a mesma carga de terror era intensa de igual forma para todas.

Quando Luiz terminou seu relato, Renny se levantou rápido, pronto para dizer alguma coisa, mas ele foi interrompido quando dois braços magros empurraram o vilão, que tentou se equilibrar para não cair.

— Seu viado desgraçado! — esbravejou uma voz feminina de uma pessoa que escutava tudo enquanto se escondia na sala dos games. — Vai pagar muito caro pelo que você fez!

— Benny, calma — interveio Renny, segurando no braço da garota antes que ela avançasse contra o vilão.

— Mais uma? — indagou Luiz, novamente surpreso ao ver uma menina de cabelos castanhos cacheados que usava óculos de grau e a blusa que os organizadores do AFA vestiam.

Renny olhou para Luiz e sorriu quando mais algumas pessoas que não foram afetadas pelo feitiço, saíram da mesma sala em que a Josiele, apelidada pelos amigos de Benny, estava escondida.

— Você não é único que conhece os mistérios da magia. Depois daquele trágico dia no FAMS, eu comecei a treinar magia também e me preparar para caso você ainda estivesse vivo, pois minha intuição acusava que tudo ainda não tinha acabado. Então, já que eu era o único a me lembrar do que realmente aconteceu àquele dia, eu resolvi escrever a fanfic “FAMS — A Grande Aventura” relatando um pouco do que realmente havia ocorrido e abafado da História depois do evento, numa forma de tentar chamar sua atenção, caso ainda estivesse vivo.

— Hum, eu ouvi falar mesmo de algo parecido — comentou Luiz enquanto Renny segurava sua amiga que esperneava e gritava algo como “Me solta, Ren! Eu vou dar na cara desse cretino!” —, mas nunca parei para investigar e ler essa tal fanfic.

— Enquanto eu escrevia e publicava a história, me aliei a alguns amigos próximos e, mesmo à distância, consegui usar um feitiço de reversão para fazer com que eles recuperassem as memórias daquele dia. Graças ao que você tramou no último evento, as barreiras invisíveis que tornam a magia difícil de se praticar, foram quebradas, então tudo se tornou mais simples.

Felipe Mendes, um garoto alto que usava um boné por cima de seu cabelo castanho escuro, se aproximou de Renny e sorriu para Luiz, dizendo:

— Oi, Madara, quanto tempo, ein.

Luiz demonstrou raiva ao reconhecer o rapaz que fizera cosplay de Naruto durante o FAMS — um dos cosplayers que lhe dera mais trabalho na batalha. Ao lado dele, estavam mais duas garotas, outro organizador do AFA e mais um outro cara que tinha feito cosplay de Jiraya no último evento.

— Mesmo recuperando apenas algumas memórias — continuou Renny —, comecei a repassar meus conhecimentos de magia para a Benny, o Felipe, o Dan e a Karen. Dias mais tarde a Ursula e o Pedro Lyn entraram também no nosso grupo e assim nós fomos estudando magia à distância. Com isso, nasceu nossa equipe, cujo principal objetivo era aguardar a sua possível volta e impedir seus novos planos.

Renny soltou o braço de sua amiga Benny, que agora parecia mais calma. Ela sorriu e esfregou as palmas de suas mãos, produzindo chamas douradas que dançavam em seus dedos sem queimá-la, então ela encarou o inimigo, decidida, e ordenou:

— Desfaça agora mesmo o que você fez com as pessoas daqui, ou nós vamos acabar com você!

Luiz analisou a garota com atenção.

— Vocês são corajosos — afirmou o vilão, tocando nas duas pedras e no osso do colar que estava em seu pescoço. — Porém, vamos ver o quanto isso vai durar.

Luiz sussurrou três palavras estranhas para o colar enquanto analisava os arredores e descobria dois cosplayers próximos dos bebedouros. Os três objetos produziram descargas elétricas, e o vilão as puxou para suas mãos, fazendo a eletricidade dançar em seus dedos antes de arremessá-la contra os dois cosplayers que, naquele momento, estavam de pé, revivendo seus piores pesadelos.

A descarga elétrica entrou no corpo do rapaz de vinte anos de idade e da garotinha de seis anos, fazendo-os cair de joelhos no chão. Logo a consciência dos dois retornou parcialmente e eles começaram a observar os arredores, confusos.

O rapaz fazia cosplay do personagem Andróide 17 do anime Dragon Ball — ele usava uma peruca de cabelos pretos lisos que quase tocava seus ombros, vestia uma calça jeans azul e uma blusa preta com mangas compridas de cor xadrez e havia também um lenço laranja que estava amarrado em volta de seu pescoço. A garotinha que fazia uma miniversão cosplay da Andróide 18 vestia uma blusa interna coberta por uma jaqueta e saia de cor azul e sua peruca era loira.

— O que está acontecendo? Onde nós estamos, N° 17? — perguntava a garotinha, sua voz adulta semelhante à de Eleonora Prado, dubladora brasileira da Andróide Nº 18. — E... por que eu estou com o corpo de uma criança? — Ela se analisou, horrorizada.

— Eu não sei, Dezoito. Também não estou entendendo nada — disse ele, sua voz idêntica a do dublador Figueira Junior, responsável pela voz brasileira do personagem.

Os dois se levantaram lentamente, analisando os arredores. Neste momento, Luiz se aproveitou do choque de surpresa de seus adversários e deu alguns passos em direção aos andróides cosplayers.

— Vejo que vocês dois estão bem confusos, não é?

— Quem é você, inseto? Onde nós estamos? — perguntou o Andróide 17, mal humorado.

— Eu trouxe vocês dois de volta a vida com meus poderes e agora estou oferecendo um momento de diversão muito bom pros dois — Luiz apontou para o espaço e pessoas ao redor —, contudo, cabe ou não a vocês aceitarem minha proposta.

O vilão sorriu enquanto um de seus anéis mágicos emitiu um leve brilho esverdeado. A voz de Luiz penetrou na mente dos dois cosplayers, persuadindo-os telepaticamente a ficar do lado dele.

Os dois cosplayers se entreolharam e sorriram um para o outro.

— Aceitamos o seu presente — agradeceu a N° 18 com um sorriso malévolo.

Luiz assentiu com a cabeça e os dois andróides começaram a voar, observando o local e as pessoas em transe, mas se focando exclusivamente nas sete pessoas que os encaravam constantemente com caras amedrontadas.

— Bom — começou o N° 17 —, vamos começar a diversão. — Um sorriso assassino se formou em seus lábios e um feixe de luz azul brotou em sua mão direita.

— Cara, a gente tá ferrado, não é? — indagou Benny, as chamas se apagando em suas mãos e um pressentimento ruim tomando seus pensamentos.

Brincadeira perigosa!

Como os heróis enfrentaram os andróides?

Notas finais
Comentários construtivos são muito bem vindos para o melhoramento da estrutura da narrativa e o andamento da história.