Tribute II
1 Unidos
Notas iniciais
E ali estava Derek Morgan abrindo a porta com um bebê no colo, mesmo sabendo de todo o acontecido, aquilo ainda era surpreendente, ela não conseguira imaginar uma cena como aquela, não que já não soubesse dentro de si que ele se tornaria um pai e marido incrível, tornar-se-ia um homem de família, apenas não sabia quando aconteceria, mesmo que tentasse acompanhar a vida deles a distância, não era como se observasse o crescimento individual com o passar dos dias, sabia que JJ se tornou uma mulher incrivelmente forte; Reid perdeu alguns medos e ganhou outros; Penélope passou por algumas coisas para as quais não estava preparada; Rossi agora se tornará um pai e avô maravilhoso; Aaron estava se permitindo sorri mais e Derek havia optado pela família, porém não os viu passar por essas transformações; escutou, leu, acompanhou, só que não viu e agora ver o passo importante dado por Morgan, ali em sua frente, era a constatação disso, de que ele amadurecerá e continuava a ser o cara que abre mão de algo que gosta para o bem de quem ama, só a dava mais orgulho do amigo irmão.
—É aqui que mora o novo Spencer?- Pergunta sorrindo.
—Emily!- Sorri surpreso e feliz ao vê-la, logo se abraçam.- O que faz aqui?
—É assim que sou recebida?- Finge estar ofendida.- É a hora de conhecer ele!- Olhando para o bebe.
—Oh claro, como sou mal educado, Emily este é Hank Spencer Morgan, Hank está é Emily Prentiss.
—Pequeno você já é muito amado, tem o nome de dois dos caras que mais amo no mundo.
—Parece que você já conquistou uma mulher incrível filhão!- Fala rindo.
—Tenho certeza que ele já tem uma legião de fãs.
—É meu filho,- se gaba- vamos entrar!- Assim o fazem.
—Posso pegar?
—Claro.
—Vem com a tia Emily- pegando o bebê e ele fica animado no colo da mulher -ele gostou de mim.
—Ele reconhece a família!- Os amigos sorriem cúmplices.
—Como a Savannah está?
—Bem, a recuperação foi tranquila.
—Onde ela está?
—Na cama.- Quando a mãe de Derek aparece.
—Olha quem está aqui!- Olhando Emily.- Como você está querida?
—Oi, estou bem e você Fran?- Abraçam-se.
—Adorando mimar meu neto.
—Ele é um garoto adorável, não é mesmo Hank!- Prentiss fala com o bebê.
—Posso levá-lo, a mamãe acordou e tá na hora de mamar.
—Claro que sim!- Entregando o menino para a avó, que sai deixando os dois a sós.
—Achei que iria para Londres sem vir aqui.
—Como sabia que estava aqui?
—Jornais.- Ele fica em silêncio, e ela sabe o que ele quer perguntar.
—Eles estão se adaptando, Reid e Garcia estão sensíveis, mas apoiam sua escolha, precisam de um pouco de tempo.
—Você viu minha Baby Girl?
—Porque vocês acham que viria a EUA e não visitaria vocês, é claro que a vi, nós jantamos juntos.
—Todos?- Emily balança a cabeça em positivo e vê no rosto dele o sentimento que sentiu tantas vezes.
—Isso vai passar com o tempo, no início é complicado, ver eles juntos, seguindo juntos, se ajudando, e você distante, descobrindo o perrengue só depois que já foi resolvido, mas com o tempo ameniza porque você também vai seguir, terá dificuldades e eles não estarão para te ajudar, vai se culpar algumas vezes por não tê-los a todo instante por uma escolha sua, mas ai vai pegar o telefone ligar para um deles contar o que aconteceu aqui, ouvir o que aconteceu lá, vai pode pedir conselho e aconselhar, com o tempo vai perceber o quão forte e inabalável é o laço pelo qual não unidos, claro, a melhor parte, quando reencontrá-los será como se nunca tivesse ido.
—É complicado ser o que vai embora.
—É difícil ser o que fica.
—Por que diz isso?
—Porque experimentei a sensação por um dia, ficava esperando um Babygirl, uma brincadeira sua, uma zoeira com o Reid, mas você não estava lá, acho que experimentei um pouco do que me falava depois que sai.
—Sim, você fica esperando algo que só a pessoa faz, fica imaginando o que a pessoa diria em cada situação.
—Acho que não tem nenhum lado fácil.
—Senti sua falta!- Emily sabia que essa frase ia muito além da saudade diária, ele falava das últimas coisas pela qual passou e ela não estava presente, dos episódios de terror em que ela não estava para segurar a mão dele, talvez se ela estivesse ali, Derek não teria ido para casa onde encontrou Montolo sozinho, porque eles sempre foram parceiros, não o deixaria sem vigiá-lo, conhecia Morgan o suficiente para saber que ele não falaria se tive entendido algo, ela já havia feito isso, de entender a mensagem e não contar a ninguém para protegê-los, nisso eles eram parecidos demais.
—Sinto muito!- Era, na verdade, um pedido de perdão, por não ajudá-lo a acabar com o monstro dele, como a ajudou com o dela, por não tê-lo procurado sem descanso, como ele fez com Doyle, por não ter ajudado a encontrar justiça, por está distante nos momentos mais difíceis e nos mais felizes que ele já teve até ali, mesmo que a razão dissesse que não era sua culpa, que o trabalho a mantinha longe e a rapidez com que tudo aconteceu não possibilitaram está ali, sentia culpa dentro de si.
—Queria que estive aqui no meu casamento.
—Eu viria, se tivesse sido avisada com mais de 24 horas de antecedência.
—Foi tudo muito rápido, depois que fui torturado não queria esperar.
—Sei como é, você teve a oportunidade de fazer e o fez.
—Exatamente.- Morgan confirma.
—Não queria me fazer presente só por telefone.
—É a forma como podemos, sabe que me ajuda sempre que conversamos, nos momentos de maior tensão era a única pessoa em que pensava para me ajudar, não queria a equipe preocupada e nem Savannah, sabia que apenas você saberia a angústia que eu estava sentido, em saber que ele ainda estava por ai, que poderia atingir que amo.
—Nós sempre soubemos o que o outro precisava.
—Sempre soube como você estava, você não me perfilava tão bem.- O homem brinca.
—Não acredito que ouvi isso, sempre te perfilei muito bem.- A agente da Interpol garante.
—Então o que estou pensando agora?
—Que nós devíamos tomar alguma coisa.
—Uísque?- Ele sugere
—Ótimo, só pra avisar, nós acabamos com a sua tequila.
—Não acredito, devia ter ido buscá-la quando vi que você está aqui.
—Bobeou.
—E como anda o seu relacionamento?
—Você também sabe?
—Você achou que a Garcia não me contaria?- Entregando um copo com bebida para a mulher.
—Não mesmo!-Ela sorri.
—Vamos me fale sobre esse tal de Mark, ficha completa.
—Você é pai do Hank, não meu.
—Mas sei qual o tipo de homem pra você, preciso ver se ele se enquadra nisso e nos meus padrões de qualidade, claro.
—Só rindo mesmo.
E ali continuaram eles, conversando sobre a vida, projetos, família, lembranças e afirmando os laços existentes entre eles.
Fale com o autor