Trente jours avec elle

17 Vous voulez être ma petite amie


Notas iniciais
Boa noite ♥ Queriamos agradecer as as duas recomendações que tivemos, a vossa opinião é importante para nós, por isso queremos sempre que nos digam o que estao a achar da historia.

Jane e Maura estavam em Paris à vinte dias, tantas coisas tinham mudado e ao mesmo tempo tudo permanecia igual. As atitudes haviam mudado, as caricias se tornado mais profundas, mas elas ainda eram apenas as amigas, as melhores amigas, talvez uma amizade que tivesse alguns beijos e carinhos como benefícios.

Talvez fosse mais fácil assim do que arriscarem em algo que não teria mais volta, tantas vezes a pressão de uma relação acaba estragando o que de mais bonito pode existir num envolvimento de duas pessoas, a naturalidade e a espontaneidade dos acontecimentos.

Mas não era isso que nenhuma delas queria, elas já tinham avançado para algo que não queriam que tivesse volta, faltava apenas uma das duas dar o passo em frente, faltava apenas uma das duas ter a coragem necessária.

Era cedo, Maura acordou com o sol, que passava entre uma fresta da cortina, a bater-lhe no rosto, olhou em redor e sorriu, aquele não era o seu quarto, era o quarto onde Jane ficava desde que estavam em Paris, a relação das duas estava assim desde que Maura havia voltado do hospital, elas dormiam juntas, enroscadas, abraçadas na mais perfeita sintonia e harmonia, sem segundas intenções, apenas para sentir o calor que emanava do corpo uma da outra e isso era capaz de lhes aconchegar a alma.

Maura calmamente elevou a mão de Jane que estava sobre a sua cintura e colocou-a sobre o corpo de Jane. Maura virou-se calmamente na cama, procurando não fazer movimentos demasiado perceptíveis para não acordar a morena e sorriu quando viu que a morena dormia serena, ver Jane assim a acalma-va, parecia uma criança pequena, indefesa.

Maura inclinou o corpo e deu um beijo suave contra a bochecha de Jane e se separou para olhá-la, silenciosamente enquanto a morena dormia serena.

— Eu amo você Jane… — murmurou Maura, com um sorriso no rosto.

Maura, então estendeu a mão para o rosto de Jane e gentilmente acariciou a sua pele, enquanto o seu olhar estudava o rosto da morena. Ela observou as sobrancelhas negras, o nariz fino e a boca rosada. Seus lábios finos estavam entre abertos. Desceu para a parte do pescoço, inclinou o seu corpo e ali depositou um beijo delicado.

— Volto já meu amor. – sussurrou.

Maura levantou-se da cama, dando passos lentos até o banheiro, ligou o chuveiro e entrou na box. A agua escorria sobre o seu corpo provocando-lhe arrepios, os seus pensamentos estavam parados em Jane, e isso a fez sorrir.

Aquela água a fez tomar uma decisão, a mais importante decisão de todas, a decisão que iria mudar a sua vida, ela não queria nem podia esperar mais.

Todos os dias, do momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir fazemos escolhas. Mesmo que não tenhamos consciência delas, umas certas e outras erradas, umas que mudam a nossa vida e outras que não faem mudança alguma. E a escolha de Maura já estava á tanto tempo definida dentro da sua mente, ela queria Jane, sempre, todos os dias, a toda a hora, queria ama-la a toda a hora.

A vida é tão curta e tão frágil que quando damos conta ela esta a passar a nossa frente e nós nada fazemos, se tivéssemos consciência do quanto ela é passageira, talvez pensaríamos melhor antes de jogar fora as oportunidades de ser feliz. E Maura sabia que estar ao lado de Jane era a sua oportunidade sincera de ser feliz.

Para quê ficar a remoer mágoas e amores passados, quando o seu amor presente e futuro estava tão diante de si? Para quê continuar a deixar de aproveitar carinhos sinceros, abraços apertados, sorrisos espontâneos e um amor verdadeiro tão perto de si? Para quê continuar a deixar passar a vida à sua frente sem vivê-la?

E quando já não houvesse mais tempo? A decisão estava tomar, depois deste dia nada mais seria igual.

Maura acabou de tomar um duche no quarto de Jane, embrulhou o corpo e o cabelo numa toalha e andou até ao seu quarto. Procurou uma roupa no armário, vestiu-se e preparou-se e desceu para a cozinha.

— Bonjour Luminnier – falou Maura entrando na cozinha enquanto o homem preparava o pequeno almoço.

— Bonjour ma fille. Acordou cedo? – questionou o homem.

— Sim. Vou tomar o pequeno almoço rápido e sair, antes que a Jane acorde. Vou comprar um presente para lhe oferecer.

— Alguma ocasião especial ma fille? – questionou o homem curioso

— E especial, mas não é nenhuma data. Mas preciso de um favor seu. Pode preparar um jantar especial para esta noite? Quero fazer uma surpresa para a Jane.

— Claro que sim minha filha. Também tinha um pedido para lhe fazer menina.

— Qual o seu pedido Luminnier?

— A minha irmã esta um pouco doente e não tem ninguém quem cuide dela, eu poderia ausentar-me uns dias para ficar com ela?

— Nem precisava de perguntar Luminnier, obviamente que pode. – respondeu Maura.

— Então deixarei o jantar preparado, e a mesa da sala colocada e sairei, assim deixarei as meninas mais a vontade.

— Perfeito! Obrigada e as melhoras para a sua irmã.

Maura acabou de tomar o pequeno almoço, enquanto tratava de alguns pormenores da viagem de Luminnier, nos dias em que Luminnier estivesse ausente Maura optou por dispensar também a cozinheira, ficando apenas ela e Jane em casa.

PARIS 09:00 — Place Vendôme

Depois de tomar o pequeno almoço saiu de casa e andou até àPlace Vendôme, conhecida por abrigar as mais famosas e luxuosas joelharias e relojoarias do mundo: Cartier, Rolex, Chaumet, Boucheron, Van Cleef & Arpels etc

E, a alguns metros da Place Vendôme, na Rue Saint Honoré, observou algumas das lojas mais conhecidas. Acabou por entrar na ma chérrie. Do lado de fora, através da vitrine, reconhecia-se um invisível fio de criatividade, um charme à francesa. Alternadamente livre, alegre, divertida e misteriosa, inspiradora.

A loja é pequena com vitrines abarrotadas de anéis, pulseiras, colares, broches, relógios… Maura entrou na loja e numa imaginária a sensação de se estar mergulhando em uma caixinha de jóias. As jóias com pedigree ganhavam uma plaquinha na frente, com o nome da marca.

Uma atendente, simpática e muito tranquila, aproximou-se de Maura, e depois de alguma conversa, apresentou-lhe alguns catálogos, uns com anéis e outros com colares.

Depois de algum tempo a observar os catálogos Maura, acabou por escolher duas alianças finas em ouro branco com um pequeno diamante e duas gargantilhas também em ouro branco.

Quando chegou a casa, andou até à cozinha e perguntou a Luminnier por Jane, e o homem falou que a morena ainda dormia, Maura pegou uma bandeja e colocou algumas coisas para a morena comer, subiu ao quarto abriu a porta calmamente e olhou a cama, Jane ainda dormia serenamente, abraçando a almofada e com os cabelos caindo em seu rosto.

Entrou no quarto, colocou a bandeja sobre o criado mudo e sentou-se na beirada da cama, com os pés apoiados no chão, inclinou o corpo e beijou a face da morena lentamente até chegar aos lábios. Jane remexeu-se na cama acordando e logo respondeu ao beijo de Maura, prolongando aquele toque suave dos seus lábios.

— Bonjour mon amour – disse Maura com um sorriso.

— Bom dia Maur – Jane respondeu ainda com a voz arrastada do sono, bocejando. – Você já esta preparada? Onde foi? – questionou a morena intrigada.

— Tive de sair para comprar umas coisas… Trouxe seu café da manhã.

Jane levantou-se da cama, espreguiçou-se, e recostou-se sobre a cabeceira da cama. Maura pegou a bandeja e colocou-a sobre as pernas da morena.

— Humm parece delicioso – Jane falou ao olhar a bandeja à sua frente. – O que vamos fazer hoje?

— Passear, o que você acha? – questionou Maura.

— Otima ideia – respondeu Jane

— Então tome seu café da manhã e se prepara. Eu vou ajudar o Luminnier em algumas coisas, ele vai ficar fora uns dias.

— Aconteceu alguma coisa?

— A irma de Luminnier ficou doente, ele ira cuidar dela – respondeu Maura

— Humm entendo. – falou Jane pegando um croissaint e trincado-o. Logo de seguida pegou num copo de suco de laranja e bebericou-o. Maura deu um beijos suave nos lábios de Jane e saiu do quarto.

A morena acabou de tomar o pequeno almoço e andou até ao banheiro, tomou um duche rápido, colocou uma roupa e desceu as escadas de encontro a Maura que a esperava.

PARIS 11:30 — Flamme de la Liberté

Maura e Jane pegaram o metro e saíram na estação alma-marceau. Seguiram de mãos dadas pela avenida e encontraram a place de l´alma. Logo avistaram uma grande tocha sobre um túnel subterrâneo, a chama da liberdade.

— Você sabia que neste túnel, ocorreu o acidente que em 1997, vitimou fatalmente Princesa Diana? – questionou Maura

— Sério? – Maura abanou a cabeça em afirmativo – Não imaginava – respondeu Jane – e a Tocha foi construida depois da sua morte? – questionou

—Não – respondeu Maura- A tocha que já existia anteriormente mas virou seu Memorial. A Flamme de la Liberté, como os franceses a chamam, foi um presente de retribuição dos Estados Unidos para Paris como um agradecimento pela participação de empresas francesas na restauração da estátua da liberdade e está localizada na place de l'Alma desde 1989.

A partir daí, andaram em direcção à avenue montaigne, a avenida onde estão concentradas a maioria das lojas de grife mais famosas do mundo: Dior, Channel, Nina Ricci, Calvin Klein, Valentino, Dolce & Gabanna, Louis Vitton, entre outras. Maura entrou em algumas enquanto Jane reclamando esperava à porta

Andaram um pouco de forma calma e aproveitando cada pedaço da cidade e avistaram o famoso cabaret Crazy horse, cujo espectáculo é executado por dançarinas seminuas. Depois de almoçarem naquela rua mesmo, num pequeno bistrô continuaram o passeio pela cidade.

Na altura da Avenue Montaigne, viraram à esquerda na Avenue Martignon, até chegar à Avenue Marigny. Cortaram à esquerda e encontraram a rue du Faubourg saint honore, um pouco menos famosa que a Champs-Elysées, mas mesmo assim uma avenida bastante conhecida também, e encontraram o Palais de L´Elysée, residência oficial do presidente francês.

Já ao final da tarde caminharam calmamente de volta a casa. O céu de paris começava a escurecer, o céu carregado de nuvens pesadas cinza-chumbo e cinza-claro, e algumas brancas e outras rosadas, características de final de tarde na cidade.

Maura foi para o quarto e Jane a seguiu, espichando-se ao máximo para ver se conseguia enxergar por sobre o ombro da loira. Maura pegou um embrulho da bolsa e colocou-o dentro do armário onde guarda suas roupas.

Depois parou diante de Jane, os braços cruzados diante do corpo, lembrando um vigia.

— O que há? — quis saber ela.

—O que você está guardando nesse armário? – perguntou Jane desconfiada

— Nada. – respondeu Maura.

— O que anda tramando, doutora Maura Isles ? — indagou Jane .

— Nada. O que a faz pensar que eu esteja tramando algo? — Maura tentou disfarçar.

— Esse seu ar inocente — disse ela. — Além disso, você não é de esconder coisas. Não é boa nisso. Portanto, não pense em deixar de ser legista e trabalhar para algum serviço secreto. Não dará certo.

— Longe de mim detective Rizzoli!

— Então o que é que está escondendo de mim ?

— Nada eu já disse – respondeu Maura

— Olhe aqui – Jane apontou o pescoço de Maura onde umas manchas vermelhas começavam a aparecer – Não eram precisas essas manchinhas para eu saber que você esta mentindo para mim.

— Oh – Maura resmungou fazendo um biquinho triste.

— Não precisa de ficar triste… Eu sou uma otima detetive – respondeu Jane

— É, você é, mas você ainda não sabe o que vou fazer então só preciso que você se prepare para jantar mais logo comigo….

— Jantar? – indagou Jane

— Sim, mas não vou falar mais nada… Nem sob tortura detetive

— Não vou tentar, mesmo que a minha curiosidade esteja me matando.

— Se mantiver sua curiosidade assim, sera recompensava, eu prometo

— Palavra de escuteiro? – questionou Jane

Maura levantou a mão direita com a palma para frente, o polegar pousado sobre a unha do dedo mínimo e os outros dedos esticados e apontados para cima, com a mão direita a altura do ombro e com antebraço na posição vertical – Palavra de escuteiro – respondeu.

— O que é preciso eu vestir? – questionou Jane

— So fique linda – respondeu Maura

O dia havia passado a correr, ja no começo da noite, depois de se prepararem para o jantar, cada uma no seu respetivo quarto, encontraram-se na pequena sala de lareira da casa.

— Já posso saber a surpresa que você andou durante toda a tarde fazendo mistério? – questionou Jane, enquanto puxa Maura para si e a beija carinhosamente, sem pressa, tão lentamente que sente os suspiros dela em sua boca. De vez em quando abria os olhos e a via de olhos fechados totalmente abandonada em seus braços. Maura afasta o seu rosto de Jane um pouco e olhando-a nos olhos responde

— Sim — respondeu Maura passando a ponta do nariz no queixo de Jane

—E o que é? – questionou Jane depositando um beijo nos lábios de Maura

— Vou colocar isso nos seus olhos – falou Maura elevando um pequeno lenço nas mãos.

— Haaaaa não você não vai querer vendar-me – resmungou Jane — Vai?

— Sim eu vou – respondeu Maura – Vire-se Jane – pediu. Entre resmungos e pequenos beijos no pescoço Jane acabou por concordar. Vire-se de costas e Maura colocou a venda sobre os seus olhos.

Maura conduziu Jane até à varanda pela cintura já que a morena estava com os olhos vendados. Quando Maura retirou a venda Jane sorriu a mesa estava posta para duas pessoas,com um magnífico castiçal de prata,toalha e guardanapos de linho branco ,porcelana chinesa e taças de cristal ao lado um balde com gelo e duas garrafas de vinho branco.

A musica suave completava o cenário que contemplava uma vista maravilhosa sobre a cidade, em especial a torre eiffel que brilhava.

—Você gostou Jay? — Ela desviou o olhar para Maura .

—Adorei Maur — Jane sentiu um arrepio de prazer ao sentir o braço de Maura sobre os ombros ao ser conduzida a mesa.

—O prato principal será coq au vin acompanhado com petites pommes de terre à la vapeur e a sobrems crepes de suzete acompanhados com gelado de baunilha e calda de laranja — Maura anunciou — Espero que seja do seu agrado. — Ela sorriu com simpatia para Jane.

—Tenho certeza que sim.—Disse Jane.

Durante o jantar conversaram sobre banalidades, riram de forma descontraída e trocaram alguns gestos de carinho. Tudo que importava naquele momento era a companhia uma da outra . Foi uma noite muito agradável, tudo estava perfeito, a noite estava realmente maravilhosa Depois de um tempo Jane levantou-se e estendeu a mão para Maura.

—Venha. Vamos dançar ―Vamos.. No radio começou a tocar uma musica lenta.

I'll Be There – Mariah Carey

You and I must make a pact

We must bring salvation back

Where there is love

I'll be there (I'll be there)

I'll reach out my hand to you

I'll have faith in all you do

Just call my name

And I'll be there (I'll be there)

I'll be there to comfort you

Build my world of dreams around you

I'm so glad that I found you

I'll be there with a love so strong

I'll be your strength

You know I'll keep holding on

Jane puxou Maura para junto de si. Moviam se lentamente. Maura a enlaçou pelo pescoço. E Jane passou as mãos em sua cintura. Dançaram coladas, a mão de Jane acariciando suas costas num movimento sensual. Acompanhando a batida da musica. A cabeça de Maura inclinou-­se um pouco e Jane roçou os lábios em seu pescoço. Com um suspiro, Maura se permitiu fazer o que mais ansiava e ergueu os lábios para beijar Jane.

Não se sabe quanto tempo durou o beijo. Elas paravam para recuperar o fôlego e voltavam a se beijar. Quando se soltaram, ambas sorriam.

—Jane...

—Que foi Maur?

—Você não gostou? — As mãos de Jane ainda estavam na cintura de Maura. Maura Roçou os lábios nos de Jane novamente, provocando e foi beijando o pescoço de Jane até chegar ao lóbulo da orelha dela, o mordiscou e sussurrou:

— E claro que gostei.

— Você acha que a surpresa acabou?

— Não? – indagou Jane

— Não – respondeu Maura – Você confia em mim? Aceita me acompanhar a um lugar?

— Onde? – questionou a morena

— E surpresa precisa de confiar em mim.

— Claro que confio – respondeu Jane – Confio a você a minha vida.

— Então venha – Maura estende a mão para Jane e a morena, agarra-a enlaçando os dedos nos da loira.

As duas desceram as escadas e andaram até à rua. O vento fazia-se sentir, o dia estava frio, e escuro, como se a qualquer momento começasse a chover, mas naquele momento não era importante.

As duas caminharam pelas ruas de paris, até chegar a avenida champs elyses

— Onde você vai me levar?

— Terá de esperar para ver. Você vai amar – As duas andaram pelo enorme jardim champ de mars e ao fundo do jardim avistaram a torre

— Vamos subir na torre? – questionou Jane espantada com a beleza da torre.

— Sim – respondeu Maura – Ande – Maura enlaçou os dedos em Jane e a puxou até ao elevador da torre que as levaria ao segundo andar da mesma.

PARIS 22:00 — Torre Eiffel

— Eu não disse que você ia amar? – questionou Maura olhando para Jane que tinha a mão sobre o corrimão da torre enquanto admirava a paisagem à sua frente.

O céu noturno da cidade estava iluminado por um enorme caminho de estrelas que cintilavam intensamente.

— É perfeito Maur – murmurou Jane, puxando a loira para os seus braços, olhou-a no fundo dos olhos e a beijou nos lábios delicadamente – Entendo porque esse é o seu lugar favorito em todo mundo.

— Esse era o meu lugar favorito em todo mundo… Passado Jane – Maura corrigiu a morena – Agora o meu lugar favorito no mundo é assim – falou referindo-se aos braços da morena que a envolviam – Nos seus braços.

Jane sorriu com aquela resposta, beijou o pescoço da loira, e um tremor invadiu o seu corpo uma mistura do desejo o do frio que sentia com o vento que entrava batendo na sua pele através da jaqueta de couro que vestia. Maura sentiu o corpo de Jane tremer e uma leve preocupação apareceu

— Você esta com frio Jay?

— Não – respondeu a morena – Essa visão causa efeitos bons em mim, assim como o teu toque. – Maura inclinou-se mais contra o corpo de Jane e apertou os braços da morena que a envolviam contra o seu corpo.

Há volta das duas vários casais trocavam caricias e beijos enquanto admiravam a vista encantadora da cidade e das suas luzes. Maura virou de frente para Jane e selou os seus lábios aos da morena, num beijo terno e calmo.

— Jane – Maura falou chamando a atenção de Jane para si — Você sabe que a torre eiffel para mim tem um significado especial, eu sempre vinha para cá quando me sentia sozinha, e eu não quero nunca mais me sentir sozinha, nem quero mais voltar a visitar a torre apenas quando estiver triste, porque quero que com você ela se torne o lugar onde realizei o dia mais feliz da minha vida. Você mudou a minha vida, desde que entrou nela, você tomou conta do meu coração, basta pensar em você para meu coração disparar, você sabe que eu era uma pessoa reservada no meu mundo junto com os mortos, e eu agora gosto de estar junto com os vivos, junto com você, eu sorrio sempre que ouço sua voz, sempre que vejo seu rosto. É uma reação automática à força poderosa que você exerce sobre mim. Aos poucos o meu sentimento por você mudou e eu não sei mais viver sem você, sem os seus beijos, sem os seus toques, sem o seu sorriso, sem o seu olhar, sem a sua voz. Um dia acordei e tive certeza de que não era apenas amizade o que eu sinto por você, mas sim amor! E hoje decidi que seria o dia de tomar uma decisão que pode mudar a minha vida.

Jane olhava para Maura atenta a cada palavra que a loira pronunciava, os seus olhos começavam a marejar com a declaração que Maura acabava de fazer.

Maura parou respirou fundo afastou-se um pouco de Jane, sem quebrar o contato visual com os olhos da morena, pegou uma caixinha so seu bolso, e abriu-a estendendo-a em direção a Jane.

— Você aceitar ser minha namorada? – Maura falou com um sorriso no rosto.

Jane olhou Maura e sorriu, a sua voz parecia presa e a morena não conseguiu-a pronunciar uma palavra, ainda dominava pela surpresa que aquele pedido lhe causava. Naquele momento uma sensação estranha invadiu o peito da morena, criando nela uma enorme vontade de chorar, mas não era um choro de tristeza ou de mágoa, e sim um choro de felicidade. Jane nunca pensou que ela e Maura poderiam ser namoradas, poderiam se amar de outra forma onde o desejo carnal ganha tanta importância, mas a realidade e que ela também não conseguir imaginar a sua vida sem Maura por perto, sem as suas esquisitices, sem a sua inteligência fora do comum, sem os beijos, os seus toque. Aquele pedido havia sido sim uma surpresa, ela não esperava que acontecesse, mas a deixou imensamente feliz como nunca achou que poderia ser. Ao mesmo tempo que ficou feliz uma enorme sensação de medo também a atingiu. As vezes, quando tudo nos direciona para a busca da felicidade, algo nos puxa para trás, parece mesmo ridículo afirmar que as pessoas têm medo da felicidade. E então, aparece uma estranha sensação que sentimos quando tudo vai bem demais nas nossas vidas e de um momento para o outro tudo pode se perder. Por que o medo que a nossa felicidade fosse algo tão frágil que pudesse nos escapar a qualquer momento?

— Eu aceito – respondeu Jane com a voz embargada e os olhos cheios de lagrimas. — Eu aceito – gritou agora fazendo as pessoas á sua volta olharem-se para si. Jane enlaçou os braços na cintura de Maura, elevou-a do chão e rodopiou as duas numa misto de felicidade e de liberdade, que a torre lhes trazia – Eu aceito Maur, eu aceito – repetiu — É claro que aceito, namorar com você era tudo que mais queria, é um sonho tornado realidade! Vou aceitar todos os dias e todas as horas que você precise que eu repita. E em todos os gestos, em todas as palavras você vai encontrar a palavra amor no meu olhar, no meu rosto, no meu coração! Eu amo você Maur, eu sempre amei voce e eu vou amar sempre. – respondeu Jane

Jane estendeu a mão, Maura agarrou-a e colocou-lhe a aliança no dedo anelar, logo depois Jane pegou a outra aliança da caixinha, agarrou a mão de Maura que estava estendida ao longo do corpo da loira e colocou a aliança. As duas sorriam, estavam realmente felizes.

Maura jogou-se nos braços de Jane e os seus lábios alcançaram os de Jane, a loira passou a língua pelos lábios da morena pedindo passagem que logo foi concedida. As suas línguas iniciaram uma luta explorando cada canto das duas boas que se enlaçavam. Quando o ar se fez necessário as duas afastaram-se e sorriram uma para a outra.

— Eu amo você Maur – murmurou Jane puxando mais o corpo de Maura contra o seu, num abraço ainda mais apertado.

— Eu sempre amei você… Eu sou a mulher mais feliz do mundo.

— Eu sinto-me tão feliz que até tenho medo – murmurou Jane

— Não pense assim Jane – Maura falou — Eu li que "enquanto a felicidade está na sua sala, a infelicidade dorme na sua cama." Se isso é mesmo verdade, então, só tenho uma sugestão para nós: mudar de quarto, de cama, dormir na sala... mas guardar a preciosa felicidade! O que é nosso ninguém toma a menos que a gente permita. E eu não vou permitir te perder Jane, por nada, nem por ninguém!

As duas soltaram uma gargalhada com aquela frase que Maura pronunciou. Elas estavam felizes, agora se pertenciam e não precisavam mais de esconder para o mundo que se amavam, porque mais ninguém as poderia separar.

Notas finais
Então o que acharam do pedido de namoro? Maura corajosa hahaha E agora qual será o próximo passo? Besitos ♥