Trente jours avec elle

51 Vous devriez être fier de moi


Jane foi a primeira a acordar, olhou para o seu lado e Maura ainda dormia tranquilamente no seu braço e não havia sinal que as crianças haviam acordado, depois de olhar o relógio que estava em cima do criado mudo, reparou que ainda era muito cedo, pouco mais do que oito horas da manhã, tentou voltar a dormir mas o esforço foi em vão, sentia-se irrequieta e por isso decidiu levantar-se.

Cuidadosamente beijou a testa de Maura e levantou-se andando até ao banheiro para tomar um duche rápido, quando voltou para o quarto depois do banho tomado, ainda com o corpo enrolado na toalha reparou que Maura tinha a cabeça ligeiramente levantada e a encarava confusa.

— Bom dia – murmurou Jane com um pequeno sorriso – Volte a dormir ainda é cedo.

— Porque você levantou tão cedo? – questionou a loira com a voz embargada de sono, enquanto esfregava os olhos e os abrir preguiçosamente.

— Não consegui dormir mais.

— Oh – murmurou Maura afogando a cabeça nas almofadas. Segundos depois voltou a olhar Jane que procurava alguma roupa no closet. – Você vai sair? – questionou a loira.

— É… pensei em ir visitar o departamento. Você se importa que eu vá? – Jane voltou para o quarto secou o corpo e o cabelo e começou a vestir a roupa.

— Você já sente falta de trabalhar? – questionou Maura enquanto Maura a olhava.

— Sim, mas eu só vou olhar mesmo…

— Tudo bem – respondeu Maura – Mas você não pode sair sem me dar um beijinho.

— Eu jamais faria isso. – Jane acabou de se preparar e andou até à cama e sentou-se na borda. Jane levou o indicador até à mandíbula de Maura, subindo pelos lábios sua bochecha e por fim começou a acariciar o cabelo. – Vou preparar o café da manhã, quando você acordar, alimente-se… — Maura não disse nada apenas selou os lábios delicadamente aos de Jane.

— Não demore muito, irei sentir sua falta – Jane aproximou-se novamente, olhando Maura nos olhos e beijou a loira mais uma vez.

— Vou voltar logo – Jane sorriu, tirando as mãos do rosto da loira e beijando a sua testa. – Te amo.

— Também amo você. – Jane levantou-se da cama e sorrindo caminhou até à porta, enquanto Maura voltava a afundar a cabeça na almofada preparando-se para dormir mais um pouco.

Jane saiu porta a fora, desceu as escadas e andou até à cozinha. Depois de pensar um pouco, preparou algumas panquecas, uma salada de frutas, café e suco de frutas e tomou o seu café da manhã, depois de terminar, pegou o seu casaco, o seu celular e saiu de casa.

Enquanto ia no carro, para o departamento, muitos eram os pensamentos que invadiam a sua mente, em sua vida, desde pequena Jane havia-se acostumado a ter sempre o apoio de sua mãe e de seus irmãos.

Jane sabia que sua mãe a imaginava casada com um homem que de alguma forma a fizesse estar em segurança, quiça um homem que a fizesse abdicar de seu trabalho na homicidios, que a metia constantemente em perigo, para se dedicar a uma vida de casa, dedicada a uma familia e filhos, Angela queria netos, mas Jane sabia também que em sua familia, sempre o mais importante era a felicidade de cada um e por isso Jane não entendia como sua mãe poderia estar contra sua relação com Maura, não percebia como Angela podia estar a ter esta reaçao de as evitar afinal nunca em sua vida, Jane tinha se sentido tão feliz como nos braços de Maura, nunca se tinha sentido tão segura, como na casa de Maura com as crianças, como se aquele fosse o seu refugio onde nenhum mal poderia entrar para abalar aquela segurança. Jane queria apenas uma oportunidade para falar com sua mãe, lhe explicar tudo o que tinha acontecido, falar de seus sentimentos, abrir o seu coração, logo ela que sempre se mantinha tão distante e pouca aberta a falar com sua mãe sobre essas coisas.

Boston 10:00: Boston Police Departament

Jane chegou ao departamento e andou até à cafetaria, uma das coisas que mais tinha sentido saudades em Paris e Washington era aquele café do departamento antes de um dia de trabalho. Depois de pedir o café Stanley, Jane andou até uma mesa e se acomodou, olhando atentamente cada pormenor daquele espaço e cada pessoa que entrava e saia.

Frankie chegou na cafeteria e quando entrou avistou Jane sentada na mesa olhando fixamente para um ponto sua expressão era distante, pediu um café, o pegou e se aproximou. Carregando o café de Jane e o seu Frankie chegou até à mesa onde a morena estava sentada chamando a morena.

— Janie. — Mas Jane continuava alheia Janie chamou novamente e nada. Então suavemente colocou a mão no ombro da morena, que deu um pulo ao sentir o toque.

― Frankie , quer me matar de susto!

― Te chamei e não me respondeu. O que esta acontecendo? — Pergunta ao sentar na mesa.

— Estava distraida – respondeu Jane pegando o seu café e bebendo um pouco do liquido.

— O que se passa com você para estar aqui tão cedo se você não esta vindo trabalhar? – questionou Frankie ganhando um sorriso tenue de Jane.

— Senti falta disso aqui – respondeu Jane um pouco desanimada.

— Só isso? O que se passa com você, não deveria estar feliz?

— Nunca estive tão feliz em minha vida.

— Então porquê essa cara?

—Ma – respondeu Jane dando de ombro. – No dia que nós chegamos de Paris, ma foi a casa de Maura e nos encontrou dormindo juntas, abraçadas com pouca roupa e ela ficou muito chateada, saiu a correr.

Frankie olhou Jane em choque – Com pouca roupa?

— Sim, mas não vamos falar pormenores por favor.

— Ok Ok, ma precisa de tempo Jane, foi uma situação constrangedora, ela não esperava ver vocês assim

— Eu sei que ela precisava de tempo, mas já passou uma semana.

— Você ainda não conseguiu falar com ma depois disso? – questionou Frankie

— Não, ela continua a fugir de mim, nunca mais voltou a casa de Maura, no Dirty Robber sempre vai para a cozinha quando eu entro… Eu vim aqui pensando que a poderia encontrar, mas me enganei.

— Ma sempre viu Maura como uma segunda filha é tudo novo para ela, mas ela vai aceitar, ela ama Maura e ela só quer sua felicidade Janie

— Eu só preciso de uma chance de falar com ela Frankie, de explicar, eu e Maura não fizemos de proposito, nós tentamos fugir, mas não deu mais.

— E o que você esta a pensar fazer?

— Eu preciso de sua ajuda Frankie, ma anda a evitar-me e eu preciso de estar com ela, preciso que ela me deixe explicar.

— O que eu posso fazer? – questionou o homem

— Talvez você pudesse chamar ma para ir a sua casa, hoje à noite, você poderia inventar uma desculpa, assim eu poderia falar com ela sem ela tentar fugir…

— Claro que eu vou ajudar você maninha – falou Frankie colocando a mão sobre o ombro da morena, em forma de incentivo. – Deixe comigo.

— Obrigada, fico a dever a você uma…

— Vou cobrar – respondeu Frankie num tom de brincadeira enquanto piscava um olho para sua irmã.

— Agora vou para casa. Maura já deve estar a minha espera.

—Tudo bem, depois eu ligo para você. È bom ter você de volta Janie.

— Eu amo estar de volta!

Depois de se despedir de Frankie, Jane voltou para casa.

Quando chegou Maura estava sentada no sofá com Bem no colo e Zahara ao seu lado no sofá a ler uma historia. Jane sorriu ao ver aquela imagem, era aqueles momentos que lhe davam a confiança de ter feito a escolha certa. Jane queria pertencer aquela familia, queria faze-los feliz e ser feliz na mesma medida. Com um sorriso a morena caminhou em direção ao sofá e logo Zahara correu para os seus braços. O resto do dia foi passado com as crianças os quatro brincaram um pouco da parte da manhã com legos e com bonecas, depois Jane preparou o almoço, lasanha, e logo almoçaram e a seguir viram um filme da Disney escolhido por Zahara.

Estavam sentados no sofá, Zahara deitada no colo da morena com a cabeça apoiada no seu peito e Bem deitado no colo de Maura, bebendo suco de frutas e comendo pipocas quando o telefone de Jane começa a tocar. Jane resolveu atender, do outro lado da linha era Frankie falando que tinha conseguido convencer Angela a passar em sua casa ao telefone, Jane agradeceu e se despediu e desligou o celular sem revelar quem estava do outro lado da linha. O que deixou Maura, que estava sentado ao lado da morena, bastante curiosa, quem poderia ser ao telefone, pensou Maura para si, e qual o motivo de Jane esconder a pessoa.

— Quem era ao telefone? – questionou Maura depois de Jane desligar o celular e coloca-lo em seu bolso do casaco.

— Ninguem – respondeu Jane deixando Maura bastante intrigada.

— Ninguem não telefona Jane, se você não quer me contar eu compreendo, mas você escusa de mentir para mim – Maura falou levantando do sofá com Bem no colo e se preparando para sair da sala.

— Eu não estou mentindo para você, não era ninguem importante. – respondeu Jane. A morena sabia que era importante, mas temia que ao encontrar sua mãe as coisas não corressem como ela esperava e tudo o que ela não queria era criar falsas esperanças em Maura, fazendo depois a loira sofrer. Se depois as coisas corressem bem Jane explicaria a Maura…

— Tudo bem, vou colocar Bem para dormir a sesta – respondeu Maura num tom aborrecido e ao mesmo tempo com ciumes, na cabeça de Maura, Jane nunca havia mentido para si e se agora o estava a fazer era por algum motivo ou quiça por alguem que Jane queria manter em segredo, talvez Jane estivesse se fartando dela. Maura saiu da sala e jane bufou em desagrado, Jane conhecia Maura melhor do que ninguem e sabia que a loira tinha saido aborrecida consigo.

— Porquê que sua mãe é tão inteligente? — questionou Jane para Zahara que havia adormecido no seu colo. – Daqui a pouco vou ter de sair e ela vai ficar ainda mais chateada, vou precisar de sua ajuda, viu garotinha?! – Jane falou e a seguir beijou a testa da menina – Agora vamos colocar você pra dormir na sua caminha – Cuidadosamente Jane levantou-se do sofá, com Zahara nos braços e andou até ao quarto, com chegou viu como Maura havia adormecido com Bem no seu quarto, Jane caminhou com Zahara e logo colocou a menina deitada ao lado dos dois e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

Logo de seguida, aproveitando que a loira dormia e assim não tinha de lhe explicar onde ia sem mentir, pegou a sua carteira e a chave do carro e saiu de casa.

Boston 18:00: Frankie House

— Frankie, o que você quer comi… – preparava-se para questionar Angela, apos Frankie lhe abrir a porta de sua casa, mas a sua pergunta foi interrompida assim que deu um passo para dentro de casa e viu Jane sentada no sofá. – Você fez isso de propósito Frankie – falou a mulher visivelmente alterada.

— Eu fiz ma, vocês são minha familia e eu não gosto de ver vocês assim, você precisa de ouvir Jane, ela precisa lhe explicar…

— Não tenho nada para ouvir Frankie, você não tinha o direito de armar isso

— Qual é ma? Eu amo vocês… Você sempre foi a melhor mãe para nós, sempre quis nossa felicidade. Jane é sua filha e pela primeira vez em sua vida eu a vejo realmente feliz, querendo fazer planos para sua vida, dedicando-se a algo que não seja seu cargo no BPD, querendo construir uma familia. – Enquanto Frankie falava, Jane e Angela o observavam, Jane estava quase a deixar uma lagrima correr pelo seu rosto e Angela parecia ouvir cada palavra. – Vocês precisam conversar ma. Eu vou deixar vocês. Amo vocês -Frankie beijou a bochecha de Jane apertando seus braços como forma de incentivo e andou para Angela, dando-lhe um olhar “confio em você”, de seguida deu um abraço em sua mãe e saiu deixando as duas olhando uma para a outra.

— Ma, você pode me ouvir por favor? – Jane questionou levantando-se do sofá e andando até à mulher que estava parada junto ao balcão da cozinha.

— Como isso aconteceu? – questionou a mulher mesmo antes de deixar Jane falar qualquer coisa.

— Nós tentamos evitar ma, eu juro que nós tentamos, nós não pensamos em nada, simplesmente aconteceu. – Angela escutava sem dizer uma palavra.

— Mas como é possivel Janie, você sempre gostou de meninos, desde quando você é lésbica?

— Eu não sei, eu não sou lésbica, eu nunca me interessei ou senti atraída por outra mulher em minha vida, mas Maura foi diferente, na realidade eu acho que nunca amei nenhum homem como eu amo Maura.

— Nem Casey? – questionou Angela firme, não gritando mas firme.

— Eu amei Casey, eu acho, mas o que eu sinto por Maura eu não sei explicar, eu nunca me senti tao feliz, tão protegida, tão amada, você deveria ter orgulho em mim, ma, porque eu admiti meus sentimentos, você sabe como isso sempre foi dificil para mim, pela primeira vez eu tou abrindo meu coração para você

— Você falando em orgulho eu que deveria falar disso por ter visto que minha filha que criei com princípios esta desse jeito…

— Princípios para mim são aqueles que te levam para frente na vida sem passar por cima das pessoas ou descriminar seja por opção sexual ou condição financeira. Principios de lutar sempre pela vida nunca baixar os braços.

— E o que nossa familia vai pensar quando souber? – Angela pergunta olhando nos olhos de Jane.

— Isso é o mais importante para você? Você nunca foi de ligar para o que os outros pensam ma e você está fazendo isso logo agora, que eu me sinto tão bem? Você não pensou nisso quando Tommy foi preso por atropelar o padre… — Antes de Jane completar a frase Angela a cortou

— Eu nasci numa familia italo-cristã você sabe, isso é errado, relacionamento de pessoas do mesmo sexo é errado – falou Ângela

— A única coisa errada aqui é esse preconceito bobo – Jane fala cuspindo as palavras.

— Eu não sou preconceituosa. Eu apenas não entendo Jane como isso foi aconteceu, vocês foram amigas por sete anos, não percebo como em um mês as coisas mudaram.

― Ma eu sempre amei Maura e depois que quase a perdi, esse amor só aumentou. – Jane fala com uma voz baixa, temendo cada palavra, como se aquele dia ainda estivesse tão perto.

―Como assim quase perdeu Maura? — Pergunta Angela com os olhos arregalados.

― Nós estávamos naquele atentando em Paris. Quando um dos homens que nos estava fazendo de reféns ia atirar em mim, Maura pulou na frente da bala sendo atiginda — Jane falava enquano as lagrimas começavam a rolar pela sua face.

― Janie... — Angela foi interrompida por Jane que continuou.

―Quando eu estava tentando ver a gravidade do ferimento de Maura uma bomba explodiu e eu Maura fomos atingidas, Maura que estava na minha frente recebeu um impacto maior, ficou vários dias no hospitar entre a vida e a morte.

— oh – sussrrou Angela de forma quase inaudivel tentando não interromper Jane.

— Eu a vi quase morrer duas vezes antes do socorro chegar, ma. — Jane tremia ao lembrar dos acontecimentos.― Ma, eu quase enlouqueci só de pensar de perder ela.

— Você pode estar confundido as coisa Jane… Voce pode estar apenas sentindo-se culpada e querer de alguma forma compensar Maura por ter salvo sua vida, mas você não precisa fazer isso, você pode manter vossa amizade, e depois encontrar uma homem que a faça feliz, para construir uma familia, ter filhos

— Como você não entende Ma? – gritou Jane fora de si – Eu já amava Maura antes do atentado, eu já sabia, nós iamos ficar juntas antes disso e eu não me posso contentar apenas com sua amizade quando eu já experimentei tamanha felicidade que é te-la em meus braços, eu já tenho uma familia e ela me faz muito feliz eu pretendo ter dois filhos muito em breve – quando terminou um sorriso se transformou em sua cara, simplesmente por se lembrar das crianças, sorriso esse que não pasosu despercebido para Angela.

― Como assim dois filhos em breve Janie... – Depois de respirar fundo Angela, se aproximou ― Quando vi vocês juntas na cama e sai do quarto esbarrei com uma garotinha, quem é ela?

― Zahara e Bem são filhos da Maura, ma.

― Filhos da Maura? — Pergunta Angela confusa

― Sim Ma os pais deles morreram no atentando, alias Maura os viu morrer à sua frente. — Disse Jane com a voz embargada.

― O meu deus Janie

― Maura viu a história deles no jornal, e quis conhecer as crianças, para poder ajudar, chegando lá nós nos apaixonamos pelos dois, pedi a Nina para descobrir se eles tinham mais parentes, mas infelizmente não tinham ninguém, então Maura resolveu adota-los. — Angela escutou tudo e começou a chorar.

— Como eu não fiquei sabendo disso mais cedo Janie? Porque vocês esconderam tudo de nós?

— Nós não tinhamos a certeza que o processo de adoção seria concluido favoravelmente, foram meses de luta juntamente com o advogado e assistentes sociais.

― Janie mas como você esteve no processo se voce foi para Washington?

― Exatamente por isso Maura os adotou sozinha, nós ficamos meses separadas e essa foi a pior decisão da minha vida, sem ela e sem as crianças ao meu lado perdeu todo o sentido, eu me sentia triste o tempo todo, cheia de saudades e querendo voltar.

— Quando eu estive em Washington, tentando juntar você com Mike, vocês duas já estavam juntas? – questionou

— Sim nós estavamos, mas eu não quero falar de Mike, antes de pedir transferencia para o departamento de Boston eu tive problemas com ele, quase precisei de denuncia-lo por assedio, felizmente consegui um acordo com meu chefe bom para as duas partes.

— Oh Janie eu sinto muito eu não sabia que ele não era uma pessoa de confiança, ele era um agente -falou Angela com uma fala calma e com a voz baixa e doce aproximando-se de Jane para envolver a filha num abraço, fazendo carinhos nos cabelos negros rebeldes – Eu sinto muito Janie, eu tou sendo uma pessima mãe.

— Eu compreendo você ma, eu sei que é estranho para voce.

— Não Janie eu tou sendo uma pessima mae eu sei — Angela solta Jane e segura a sua cabeça e dá um sorriso. – Sinto muito orgulho de você, nunca baixe a cabeça, Jane, não importa quem você ame, homem ou mulher, eu sempre vou te amar – Angela volta a abraçar Jane novamente – Eu só preciso de tempo.

—Ma eu sei que para você e estranho, e eu só quero que você nos de uma chance de mostrar o quão isto pode ser tão certo. Você pode tomar o tempo que você precisar, quando se sentir preparada eu e Maura teremos todo o gosto em recebe-la em casa e eu quero muito lhe apresentar as crianças, tenho a certeza que você vai ama-las. Bem e um menino muito doce, Zahara é cheia de energia, muito esperta e pespineta.

— Eu agradeço isso Janie eu vou tentar não demorar muito tempo eu prometo.

—Ma antes de sair só quero que você saiba, que tanto quanto eu te amo, Maura também ama você e para nós é muito importante ter você em nossas vidas e ter seu apoio.

— Eu também amo vocês duas. Te amo tanto Jane e so quero que voce seja feliz.

— Eu sou ma, pode acreditar. Obrigada por ter me ouvido.

— Eu já deveria ter feito isso à mais tempo, andei fugindo feito boba.

— Eu compredo. Também amo você – Jane deu mais um abraço na sua mãe e a seguir um beijo na bochecha da mulher mais velha. – Agora tenho de ir para casa, que a Maura já deve estar preocupada com o meu sumiço. Mais uma vez obrigada ma.

Angela deu um beijo na filha e em seguida um sorriso terno, de seguida as duas pegaram as suas coisas e sairam de casa de Frankie, seguindo seus caminhos, Angela seguiu para o Dirty Robber e Jane seguiu para casa de Maura.

Quando Jane chegou a casa Maura andava com Bem no colo de um lado para o outro e Zahara estava em cima do sofá sentada. Ambas as crianças choravam sem parar. Jane se aproximou de Maura e viu como a loira parecia irritada.