Trente jours avec elle
32 Une bière et un verre de vin
Notas iniciais

PARIS 15:00 — Refuge- Village enfance heureuse
Maura chegou ao refugio e foi recebida euforicamente pelas crianças que a abraçaram nas pernas, fazendo uma enorme roda de crianças, pulando e gritando.
Naquelas semanas, todas as crianças se haviam habituado à presença constante de Maura e naquelas semanas Anabelle tinha-se tornado uma amiga e confidente de Maura, permitindo a sua presença a acompanhar as crianças.
Ao fundo da sala Maura ouviu um grito estridente, olhou na sua direção e viu Zahara que corria feliz em sua direção. Maura abriu os braços e Zahara deu um salto encaixando-se nos seus braços.
— Olá meu amor – falou Maura apertando a menina contra si.
— Senti sua falta – Zahara falou.
— Eu também meu amor… O que você estava fazendo?
— Um desenho – respondeu a menina
— Um desenho, sobre quê? A Maura pode saber? – questionou
— Não – respondeu decidida – Você pode pegar Bem, no fim eu mostro meu desenho.
— Tudo bem – Maura concordou – Vou pegar o Bem, vá acabar seu desenho, que eu volto já.
— Simmmm – respondeu a criança entusiasmada saindo a correr em direção à mesa, antes de ir buscar Bem, Maura ficou ali uns segundos a observar a pequena escolhendo creteriosamente os lápis com que pintava. Aquela imagem fez Maura sorrir, Zahara era uma criança muito inteligente para a sua idade, Maura lembrou de si naquela altura e aquilo a deixou um pouco triste, afinal sempre fora uma criança demasiado inteligente e solitária…
Abanou a cabeça afastando aqueles pensamentos e andou em direção ao berço onde o pequeno Bem brincava com alguns chocalhos. Quando o pequeno viu Maura começou a parear e a abanar os braços pedindo que a loira o pegasse no colo, Maura aproximou-se mais do berço, estendeu os braços e pegou o menino e durante alguns momentos ficou ali a olhar Bem, enquanto conversava com ele que como se compreendesse o que Maura dizia respondia com parear e sorrisos.
Alguns minutos depois, com Bem nos braços, voltou para perto de Zahara, a menina continuava entretida entre cores e folhas de papel, antes de interromper a menina, ficou a olhando, tentando perceber o desenho que esta fazia.
Maura puxou a pequena cadeira, adaptada ás alturas das crianças, e sentou-se junto à pequena, sentando Bem numa das pernas.
— Seu desenho esta muito bonito Zahara – falou Maura fazendo com que a criança a olhasse.
—Você gota? – questionou a pequena
—Sim eu gosto muito. Quem são? – questionou apontando um dos desenho, que tinha um boneco com longos cabelos pretos, outro boneco um pouco menor com longos cabelos amarelos, uma boneco ainda mais pequeno com um vestido e cabelos castanho no ar e um boneco que refletia um bebe.
— Esse é Bem, ele é um bebé – falou apontando o desenho do bebé – Essa sou eu – falou apontando a menina de vestido — Você e Jane – falou apontando os dois bonecos maiores.
Maura sorriu com os olhos marejados – O desenho esta lindo meu amor.
— Sera que a Jane ia gotar? – questionou Zahara
—Tenho a certeza que ela iria sim.
— Ela tá longe, eu vou guarda, quando ela voltou eu dou pra ela – Falou Zahara.
— Você quer que eu mande para ela? – questionou Maura ainda emocionada com o gesto da criança?
— Você não pode, pode?, pode? Pode? – falou a menina de forma repetida.
— Eu posso sim – respondeu Maura pegando o celular, que estava no bolso do seu casaco.
Maura virou o desenho para si, apontou o telemóvel para ele, ligou a câmara e carregou o botão, fazendo um flash sobre a imagem. — O que você acha? – questionou Maura, mostrando a fotografia à menina.
— Lindo, eu goto – respondeu Zahara com um enorme sorriso.
— O que você quer que eu fale para a Jane, para enviar junto com o desenho? – questionou a loira.
— Je manque de jouer avec vous et “love you”.
Maura sorriu para a menina, digitou a mensagem junto com a foto e enviou para a morena
“Hoje vim visitar as crianças, Bem está enorme e já tem um dentinho e Zahara cada vez mais esperta, ela fez um desenho para você, diz que sente sua falta, de brincar com você e falou que te ama…
Sinto sua falta e te amo, beijos nossos, Maura, Zahara e Bem”
— Já enviei meu amor, agora temos de esperar pela resposta da Jane.
—Ela não vai gostar, meu desenho tá feio – falou a menina fazendo um beicinho triste.
—Tenho certeza que ela vai adorar pequena, esta lindo…
WASHINGTON DC 10:00 – FBI
Jane escutou o telémovel tocando, sinal que havia recebido uma mensagem, pegou o telemovel que estava sobre a sua escrivaninha e o destravou e sorriu ao ver que o remetente da mensagem era Maura.
Jane sentiu um nó na garganta ao abrir a mensagem e ver o desenho. Controlou as lagrimas e respondeu a menssagem de Maura.
“Eu também amo vocês e estou com muitas saudades.
Fala para Zahara que eu amei o desenho , quero ver ele quando chegar ai e tenho certeza que Bem ficou lindo com seu primeiro dentinho
Te amo… Beijos nos três”
PARIS 16:00 — Refuge- Village enfance heureuse
— Zahara, Jane acabou de responder à nossa mensagem — disse olhando a garotinha que já prestava a atenção nela.
— O que ela falou? Me mostra Maula, mostra mostra – repetiu dando pequenos saltinhos na cadeira.
— Ela disse que amou o desenho e quer ver ele quando vier ver você.
— Ela gotou mesmo? – questionou a menina
—Sim ela gostou… — respondeu Maura dando um sorriso que transmitia toda a sua sinceridade.
— Que bom… eu vou guardar ele e eu vou fazer um para você também – respondeu a menina já pegando em novos lapis e flhas de papel.
— Eu vou adorar ter um desenho seu e eu vou coloca-lo bem no meu quarto, assim lembrarei sempre de você – respondeu a loira
—Oba – murmurou Zahara feliz. Por alguns instantes Zahara parou de pintar o seu novo desenho e olhou Maura, a loira pode perceber um sinal de preocupação nos olhos da menina.
— O que aconteceu meu amor? – questionou Maura
— E se… e se… — Zahara tentava falar mas as palavras não saiam
— Zahara, fique calma, falta para mim eu posso ajudar você
— Maula, e se eu peder o desenho da Jane? – questionou preocupada
— Você fará outro…
— Mas a Jane gotou desse, ela qué esse – a menina falou – Maula, você pode levar o desenho, você é cescida, os cescidos não perdem…
— Eu posso guardar sim… Eu levarei para minha casa e colocarei ele num porta-retratos muito bonito e quando a Jane voltar eu trago para você lhe entregar, pode ser?
— Simmmmmmmmmm – respondeu Zahara em total euforia, levantando-se da cadeira e abraçando o pescoço de Maura com os seus bracinhos pequenos.
— Zahara agora a Maura tem de ir embora, está ficando tarde, você e Bem tem de ir lanchar e o Luminnier esta esperando por mim.
—Ohhh – a menina fez um ar triste – Você volta outro dia? – questionou
-Eu volto, eu sempre vou volta.
— Je t´aime Maula – a menina falou dando um beijo na bochecha de Maura
— Je t´aime aussi.
Maura deu um beijo em Zahara, outro em Bem e entregou-o nos braços de uma das funcionárias que esperava os garotos para lhes poder dar o lanche.
Depois das crianças sairem de perto de si, Maura pegou a sua bolsa, saiu da instituição e voltou para casa de taxi.
WASHINGTON DC 19:00 – Blues house (Horas mais tarde)
Desde que recebeu aquela mensagem de Maura com o desenho de Zahara, Jane estava um pouco aérea, mas sabia que a melhor forma de ocultar as saudades que sentia dos garotos e da loira era ocupar o seu tempo e a sua cabeça, por isso nas ultimas duas semanas tinha virado rotina, depois do expediente do trabalho, Jane e os colegas faziam sempre uma paragem no bar, para beber e relaxar um bocado, e este dia não era diferente.
Chegaram ao bar Jane deu uma olhada ao redor estudando o ambiente. O bar tinha um comprido balcão de madeira com varias banquetas de madeira com assento estofado de couro preto. As paredes eram de tijolos vermelhos, no bar havia varios paineis e retratos dos anos quarenta. Conforto e estilo, resumiu Jane e sentaram-se na mesma mesa de sempre, no canto mais escuro, distante e reservado do bar.
Alguns minutos depois, a mesma atendente de sempre, uma moça nova, simpática e jovem, vem até ao grupo receber os seus pedidos.
— Boa noite detetives, o que vão querer hoje? – questionou a atendente.
— O mesmo de sempre – falou Mike
—Pra mim também – ouviu-se agora uma voz feminina, era uma outra colega de serviço de seu nome Jennifer.
— E a detetive Rizzoli, o que vai querer? – falou despertando Jane dos seus pensamentos, que estavam longe daquele bar.
—Uma cerveja para mim e um copo de vinho para a… — falou Jane levada pela força do habito e pela saudade que tinhas desse seu antigo habito com Maura ao seu lado, bebendo uma cerveja, um copo de vinho e jogando conversa fora, sem concluir interrompida por Mike. Todos os colegas de trabalhos olharam Jane curiosos e em total imcompreensao.
— Desde quando você mudou seus habitos Rizzoli? – questionou Mike – Rizzoli – chamou Mike insistindo uma vez que a morena continuava distraida.
—Hey – falou Jane olhando o homem à sua frente – O que foi? – questionou
— Para quem era o copo de vinho que você pediu? Mudou seus habitos agora? – questionou Mike
— Qual é, não se pode ter vontade de beber um copo de vinho?
— Pode, só que você não bebeu, pensamos que não fosse adepta desse tipo de bebidas – falou Mike
— Não sou, mas um copo de vinho faz bem à saude, todos deveriam beber, esta provado que o vinho eduz, não só o risco de doença cardíaca e alguns cancros, mas também diminui a progressão de doenças neurológicas degenerativas, caso de Alzheimer ou Parkinson…
— Éeeeee pare ai Rizzoli – Mike intrometeu-se nas explicações de Jane – Você hoje esta muito estranha!
— Me esquece Mike, tou sem paciencia para aturar você hoje…
— Ui parece que o mau humor matinal se extendeu ao final da tarde – Mike continuou a provocar Jane.
— Pessoal eu vou andando, a bebida fica pra amanhã – jane falou levantou-se da mesa e pegou o seu casaco que estava pendurado sobre as costas da cadeira.
— Fique jane – Jennifer falou – Mike só esta brincando com você, não ligue!
— Realmente eu sinto que preciso ir para casa, tou cansada, preciso de uma boa noite de sono. Nos vemos amanhã pessoal.
Depois de se despedir, Jane deixou uma nota sobre a mesa para pagar a sua despesa e saiu do bar, andou ate ao estacionamento e pegou o seu carro e dirigiu até casa.
No caminho para casa Jane ligou o rádio, precisava de barulho para calar os seus pensamentos que insistiam em martelar-lhe a cabeça, e uma musica começou a tocar e naquele momento parecia que as saudades que sentia de Maura não cabiam mais no seu peito, Jane precisava urgentemente de ouvir Maura, ouvir sua voz, sua gargalhada, seu gemido… Como era possivel alguem que sempre foi independente se tornar tão dependente de outra pessoa, tão necessitada a ponto de sentir dor…
You Are Not Alone — Michael Jackson
Another day has gone
I'm still all alone
How could this be
You're not here with me
You never said good-bye
Someone tell me why
Did you have to go
And leave my world so cold
Everyday I sit and ask myself
How did love slip away
Something whispers in my ear and says
That you are not alone
I am here with you
Though you're far away
I am here to stay
You are not alone
I am here with you
Though we're far apart
You're always in my heart
You are not alone
'Lone, 'lone, why, 'lone
Just the other night
I thought I heard you cry
Asking me to come
And hold you in my arms
I can hear your prayers
Your burdens I will bear
But first I need your hand
Then forever can begin
WASHINGTON DC 20:00 – House Jane || PARIS 01:00 – Maison Isles
No momento Maura esta olhando a neve cair em Paris sua mente estava em Jane pensando Onde você está agora? O som do aparelho celular tirou a concentração de Maura que estava no quarto, sentada na sua secretária de frente para a janela, a escrever um capitulo do livro, estendeu a mão para apanhá-lo e nem verificando quem estava ligando
— Olá amor.
Maura sentiu o coração disparar no peito ao ouvir a voz grave do outro lado da linha.
— Jane! — Ouvir aquela voz sexy e rouca fez Maura estremecer estava com muita saudade da morena. ― Sinto sua falta Jay aqui comigo. – Maura disse.
―Também sinto muita sua falta. – Disse Jane com voz embargada — Eu preciso de você agora.
Conversaram mais um pouco sobre a rotina de Jane e os dias de Maura até que...
― Maur – Jane a chamou reticente. – Maura eu estou louca de saudade eu não estou suportando ficar sem poder te tocar ...
Aquilo atingiu Maura em cheio. ―O que quer dizer com isso Jay ?
―Quero dizer que estou louca demais de saudades de você queria te abraçar te tocar, sentir você perto de mim ...
― Jay ... ― Foi tudo o que Maura conseguiu dizer quando uma onda de desejo se espalhou pelo seu corpo. — Você alguma vez já fez sexo por telefone?
―Como é que é? — Pergunta atônita uma Jane do outro lado Maura continuou com a voz mais calma do mundo.
―Vamos lá Jay, por favor. – Maura disse.
―Tudo bem – Jane disse depois de um tempo em silencio.
―Você é linda Jay. Sabia disso? É linda, quente e excitante. Você é inacreditavelmente sexy.
―Maur – Jane sussurrou, seus desejos tomando o controle de suas ações lentamente. Só de ouvir a voz de Maura sentiu quase que imediatamente os bicos dos seios ficarem rígidos .
― Eu queria que você estivesse aqui nesse momento para que eu pudesse tocar sua pele de novo. Sua pele quente e deliciosa
―Você está vestida Jay? — Jane estremeceu mais com a pergunta .
― Estou com uma calcinha boxer e camiseta e deitada – Jane disse já rouca. Maura sorriu imaginando agora naquele momento ela tirando a camiseta de Jane .
―Jay se dispa. — Jane tremeu e simplesmente levou as mãos na camiseta a retirando,
―Estou...despida – ela disse com dificuldade.
―Agora se imagine me despindo, eu posso imaginar Jay, posso ver você, posso sentir minhas mãos sob sua pele explorando-a.
Enquanto Jane escutava Maura suas mão passeavam em seu corpo.
―Onde você está se tocando?
― No meu pescoço. – Jane disse fraco.
— Me imagine descendo as minhas mãos na sua pele. Desça as mãos, faça o caminho que eu faria. Eu tocaria seus seios — Jane seguiu as ordens de Maura e sentiu um arrepio quando tocou o mamilo rosado e rijo do seio direito. Repetiu o gesto no outro seio e deixou um gemido rouco escapar.
―Isso -disse Maura — Eu gostaria de prová-la Jay, inteira. Gostaria de deslizar minha língua nos seus seios perfeitos. ― Jane roçou as coxas numa agonia delirante.
― Maura ...
―Está gostando Jay ?
― Ssim... – estava cada vez mais difícil falar.
― Jay eu não vejo a hora de ter você de novo assim colada em mim. Eu fico louca só de me imaginar tocando você, sentindo você dentro de mim.
Jane sem se conter desceu o dedo indicador lentamente pelo ventre e tocou seu próprio sexo sua intimidade pulsava, pedindo que seus dedos afundassem mais Jane gemeu quando o ritmo dos seus dedos se alteraram.
Em sua mente só conseguia vislumbrar o corpo nu e perfeito de Maura sobre o seu, o toque aveludado da língua macia sobre seu sexo, o roçar das peles, o calor que emanava dela. Era possível sentir seu cheiro.
―Queria estar com você Jay nesse momento
― Maura .. eu... — Jane estremeceu diante do primeiro sinal do orgasmo.
Maura também estremeceu, deixou-se enredar pela mesma onda de prazer a imagem de Jane gritando de prazer sobre os próprios dedos chamando por ela foi muito erótico. Nos próximos segundos, tudo o que se pôde ouvir foi a respiração pesada e descompassada de ambas.
―Jay ... – Maura chamou quando recuperou a voz.
— Hum... – Jane gemeu em vez de responder.
―O que achou Jay ?
―Maravilhoso – ela disse ―Gostaria que estivesse aqui – ela disse sincera.
―Também gostaria – ela disse – Mas por enquanto não será possivel.
— Obrigada por isto Maur, por você mesmo longe ainda ser capaz de me surpreender e satisfazer… Eu te amo tanto.
—Como foi seu dia hoje? – Maura mudou de assunto, sabia que aquilo iria fazer as duas chorar não tarda muito e ela não queria tornar aquele momento em algo triste.
— Bom, dei algumas aulas e preenchi alguns relatórios – Jane falou – E o seu? – questionou.
— Fui visitar Zahara e Bem, eles estão cada vez mais crescidos, e sentem muita saudade de você, a Zahara pediu que eu guardasse o desenho que ela fez para você tem medo de perder…
— Tão querida, eu também sinto saudades deles, nunca pensei me afeiçoar tanto a duas crianças que conheci à tão pouco tempo…
— Nem eu Jane – Maura concordou mas não deixou de sorrir ao ouvir aquela afirmação de Jane.
— O seu advogado nunca mais falou mais nada sobre o processo? – questionou
— Falou sim, ele disse que nos proximos dias deve estar a sair os papeis da guarda excepcional e eu vou poder traze-los para casa…
—Que bom Maura, eu sei que você irá conseguir, e será uma otima mãe para eles…
—Eu ainda quero que nós sejamos os quatro uma familia Jane
— Eu também quero muito Maur, quero ajudar você a cuidar deles, mas você sabe que ainda falta algum tempo para meu contrato acabar.
— Eu sei e eu irei esperar, eu te amo e espero o tempo que for preciso para estar com você. Amor vou ter de desligar tenho de ir escrever um pouco, tenho de continuar o meu livro, a editora já me pediu para revisar os capitulos iniciais.
— Eu também vou, tenho de ir dormir. Até amanha meu amor.
— Até amanha Jane, durma bem e não se esqueça de se alimentar. Te amo!
— Também amo você – e desligaram o celular.
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