Trente jours avec elle
4 Un nouveau départ
Notas iniciais

A luz radiante do dia as saudou, Jane e Maura se levantaram , fizeram sua higiene , tomaram café, chamaram um táxi e foram para o aeroporto .
Momentos depois, de estarem no aeroporto internacional de Logan Maura e Jane sorriam uma para outra , quem olhasse juraria que eram um casal. Entregaram os passaportes, entraram no avião se acomodaram nos seus respectivos assentos .Finalmente ,surgira uma oportunidade de fazerem uma viagem juntas ,só as duas, sozinhas, sem crimes, sem preocupações. Quando entraram no avião deixaram a detetive e a legista de lado, agora eram só Maura e Jane duas pessoas que iam a uma viajem rumo ao desconhecido ,não tão desconhecido só bastava dar o primeiro passo para romper a barreira .
PARIS 17:00 — Aeroporto de Paris Charles de Gaulle
O avião de Maura e Jane havia acabado de aterrissar no aeroporto Charles de Gaulle, depois 8horas 10min de voo. Maura e Jane pegaram as malas na ala de desembarque e andaram até à porta de saída do aeroporto.
Jane estava deslumbrada pegou sua maquina fotográfica e começou a clicar registando os momentos ali . Mas uma das fotos seria especial , sem Maura perceber Jane tira uma foto dela .Sorriu Maura estava com os cabelos soltos uma expressão serena em seu rosto . Ficaria com essa imagem para sempre quando fosse embora. Tentando se livrar dos pensamentos sombrios se aproximou de Maura se postando ao seu lado quando o taxi chegou. O trajeto de aproximadamente quarenta e cinco minutos as levaria até ao apartamento dos pais de Maura, pertinho do Champ-de-Mars. Um jardim público com de 780 metros de comprimento e 220 metros de largura, situado no 7° arrondissement de Paris, considerado o bairro mais elitista da capital de França.
(POV. MAURA )
O momento em que meus olhos viram Paris foi uma sensação mágica. Tudo era maior, mais bonito e mais dourado do que imaginava ou do que eu recordava de há anos atrás. O sonho se tornou realidade, eu estava ali com Jane, não havia sido um sonho sobre a almofada, era real eu podia sentir.
Eu sei que Paris não é uma cidade que despertaria interesse a Jane, então ela estava fazendo isso para me presentear, para estar comigo, e então eu coloquei como desafio a mim própria, fazer Jane se apaixonar por essa cidade, tanto quanto eu sou… Apaixonada por… (Maura travou os pensamentos) … por sua amizade – concluiu.
O tempo da cidade está bom, acabamos de chegar mas o friozinho com que a cidade nos brinda me aconchega o coração, como eu senti falta disso.
Olho para a Jane e reparo como ela esta maravilhada com tudo à sua volta, ao mesmo tempo que olha para as pessoas nativas com um ar estranho sempre que passam por nós a conversar usando o tão elegante idioma francês, não consigo não soltar algumas gargalhadas baixas vendo as expressões que ela faz, é muito engraçada, e eu irei sentir muita falta disso um dia.
(POV. JANE )
A viagem de avião deu-me a oportunidade de saborear o relevo do terreno em planura nas imediações de Paris, uma imensidão a perder de vista semeada por lotes de todos os tamanhos, grandes e pequenos. Fiquei fascinada com o deslumbre de verdes vistos da janela do avião, sempre presente seja nos bosques limpos com lagos, seja nas sebes a ladear jardins e avenidas com muitas flores cuidadas, que ao contexto insere uma paisagem idílica para se viver.
Todos me alertaram que em Paris faz um frio que jamais haveria sentido ou imaginado. E debaixo do calorão lá fui eu de casacão, camisola, cachecol, botas. Imaginem o calor que senti no avião. Vou poupá-los dos detalhes desta viagem.
Acabei de aterrissar em Paris, e o que tenho a dizer? WOW é bem a cara da Maura a cidade, uma cidade associada sempre a um delicado bom senso, a que se pode chamar elegância. É isso. Elegância. Nenhuma outra palavra descreve melhor a aura de Paris, sendo essa elegância que apaixona, acredito que ainda mal aterrei e já mudei a minha opinião sobre a cidade é capaz de ser uma viagem bem interessante mesmo.
***
Jane com sua maquina fotografava os lugares por onde elas passavam. Maura sorriu com a cena e também se concentrou nas paisagens e lugares. A cidade brilhava .com os reflexos das luzes coloridas, as ruas centrais, repletas de carros ,e transeuntes retratavam a agitação da cidade.
— Maur como e linda Paris — Disse Jane empolgada depois de guardar a maquina fotográfica .
—Sim e fica mais linda., com você ao meu lado — Disse Maura, percebendo o que tinha acabado de falar .
Mas Jane estava tão absorvida prestando a atenção na paisagem que não escutou o que Maura falou .
― O que disse Maur? — Pergunta a morena fitando a loira que estava vermelha .
― Eu disse que Paris e linda Jay . — Ela não tinha mentindo mas só não completara o resto da frase, portanto suas urticarias não iriam aparecer e entrega-la.
Quando chegaram ao apartamento Jane não conseguiu esconder o seu ar de espanto, a morena imaginava que a casa fosse qualquer coisa de muito elegante, mas nunca sonhou que fosse assim.
— Wow – murmurou Jane com a boca aberta.
— O que foi não gostou? – questionou Maura um pouco nervosa.
— È… — murmurou a morena sem soltar mais nenhuma palavra.
— É? – questionou a loira.
— Elegante…
— Sim é elegante – repetiu Maura.
— Grande.
— Sim é bastante grande também. Eu repito não gostou?
— Acho que sim, só não esperava que fosse algo assim. Se bem que os Isles algo inferior não seria tão bem adequado.
— As vezes os meus pais exageram um pouquinho, mas eu acho lindo. Você tem de ver a vista maravilhosa. Vamos subir? Acredito que Messieur Leminnier estará à nossa espera.
— Messieur quê? – questionou a morena.
— Messieur Leminnier, o mordomo da casa dos meus pais.
— Há ok.
Com o charme do típico apartamento parisiense, uma vista maravilhosa para a torre Eiffel e o rio Sena. O apartamento tem cinco quartos, seis casas de banho, um elevador privado e acesso exclusivo à varanda situada no telhado, onde está o spa, o jacuzzi, uma sauna e um ginásio, com impressionantes vistas sobre Paris
Numa mistura harmoniosa entre peças de design moderno e pormenores mais clássicos, a casa tem como característica predominante o mármore e os espaços abertos, entre os quais se contam uma grande cozinha e uma espaçosa sala de jantar. o apartamento tem ainda um quarto de mordomo e uma sala de segurança. no rés-do-chão há uma entrada de serviço e na cave existem duas adegas e uma garagem para vários carros.
A fachada do apartamento, de vários andares, consegue ser, ao mesmo tempo, imponente e acolhedora. Destaque para os vasos simetricamente dispostos sobre as varandas da casa. A iluminação dá ainda mais charme às plantas. A parede revestida de mármore e as janelas com esquadrias trabalhadas com floreados fazem com que o imóvel tenha um ar de requinte.
— Sua casa é realmente muito bonita — Disse Jane olhando a fachada do lado de fora.
— Obrigada. — Maura disse, pegando a bagagem e as chaves para entrar . Maura pegou sua chave destrancou a porta.
As duas subiram ao primeiro andar do apartamento e como Maura julgava à espera de ambas estava o Messieur Leminnier, um homem sexagenário, de cabelos grisalhos, trajava um smoking, uma impecável camisa branca e um papillon ao pescoço, tinha uma postura elegante e um trato que parecia ser severo no entanto as aparência por vezes iludem.
— Maura, ma douce fille – o homem recebeu Maura com um abraço caloroso.
— Leminnier, Je vous ai manqué
—Ainda estou aqui – resmungou Jane – A não ser que use o tradutor, agradeceria que falassem algo que ela entendesse … Muito prazer eu sou a Jane – Jane estendeu uma mão para Leminnier, que sorriu e a puxou para um abraço.
— Maura me falou muito de você … Agora percebo que ela não exagerou em nada do que disse sobre si… Enérgica, Extrovertida e trés Belle.
— “Trés belle”? – questionou Jane com um sorriso de deboche para Maura. — Não sabia que a doutora andava a elogiar-me por ai. – Maura corou ligeiramente com a afirmação de Jane.
— E… E… E – Maura tentou falar algo mas estava constrangida, o que conseguia no minino era dar um sorriso ligeiro.
— “E” eu sei que sou “trés belle” – Jane falou e soltou uma gargalhada.
— E Risonha – conclui Leminnier- Devem estar cansadas da viagem, não querem acomodar-se? Preparei dois quartos para as duas, um do lado do outro, para a Jane se sentir mais confortável.
— Eu aceito estou realmente cansada, a viagem matou-me .
— A viagem não pode ter matado você Jane, você – Maura começou mas foi interrompida por uma nova gargalhada de Jane.
— E uma expressão Maura, quer dizer que me deixou muito cansada.
— Há entendi – falou a loira com um sorriso, ela adorava como Jane tinha sempre vontade de lhe explicar as coisas de forma a ela entender. – Leminnier podes levar as nossas malas ao quarto?
— Sim ma fille – respondeu o mordomo.
Depois de mostrar a casa a Jane, Leminnier conduz as duas até aos seus respectivos quartos. Jane entrou no quarto e mais uma vez ficou de queixo caído, uma cama enorme dominava a parte central. Era um quarto acolhedor e aconchegaste, requintado e elegantes. Jane poderia afirmar com certeza que aquela quarto ocupava todo a sua casa em Boston.
Jane não via a hora de deitar naquela cama o cansaço da viajem já eram evidentes Jane caminhou até a cama para observar melhor .
— E impressionante — Jane falou, depois de acomodar suas coisas, Maura continuava a observar a morena, com um sorriso. Jane parecia uma criança que acabava de ganhar um doce.
— Vou arrumar as minhas coisas e tomar um banho no meu quarto – falou Maura – Qualquer coisa sabe onde estou.
— E nós? – questionou Jane antes de Maura sair do quarto.
— Nós? – questionou Maura sem perceber.
—Sim nós, não vim para Paris para ficar quieta, tem muita coisa para fazer em um lugar desse, não teria? — perguntou Jane a Maura. Maura não pareceu constrangida a pergunta da morena .
—Com você aqui? — Maura riu. — É uma distração muito boa, melhor ainda do que qualquer coisa que eu possa fazer em Boston .
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