Notas iniciais
Boa noite temos mais um capitulo para vocês esperamos que gostem ♥ Ps. se tiverem alguma sugestão para a fic estejam à vontade para falar conosco


Jane procurou por algumas gavetas mas nunca encontrou, aquela organização toda de Maura chegava para confundi-la totalmente.

— Onde está o seu pijama?

―Na gaveta, eu posso me trocar sozinha Jane. – resmungou Maura

Jane assentiu e quando entregou o pijama para Maura quando ela tentou se sentar tombou sobre o travesseiro, gemeu baixinho.

― Muito bem — Jane já vira o bastante. ―Hora de dormir doutora. – concluiu a morena.

Jane hesitou por alguns minutos perante a ideia de despir Maura, respirou fundo precisava fazer isso era sua culpa Maura estar assim.

Jane segurou Maura pelo ombro fazendo a loira se sentar novamente, Maura gemia com o frio que sentia por causa das roupas molhadas em contacto com o corpo.

Jane pegou novamente a barra do suéter e a puxou sobre a cabeça de Maura, engolindo em seco quando viu os seios de Maura cobertos apenas pelo sutiã. Jane deslizou a mão pelas costas de Maura, e encontrou os ganchos do sutiã e os soltou. Os seios de Maura ficaram expostos e Jane sentiu vontade de tocá-los. Prendeu a respiração por um segundo para se controlar, seria errado ter aqueles pensamentos com Maura praticamente desacordada.

Afastando os pensamentos eróticos, rapidamente vestiu a parte de cima do pijama.

― Maur, consegue tirar a calça? – questionou Jane

— Adoraria tirar a calça da loira, acariciar as pernas os quadris, mas que droga Jane controle-se – Pensou a morena para si.

― Maura ta me ouvindo – Mas Jane não obteve resposta, apenas silencio.

Maura havia adormecido apoiada em seu corpo. Jane tirou as calças de Maura, colocou as calças do pijama e segurando a loira nos braços, afastou a coberta e acomodou Maura melhor entre os lençois.

Depois que acomodou a loira na cama apagou a luz e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

Jane andou até ao seu quarto e entrou dentro do banheiro, colocou a agua do chuveiro a correr tirou as roupas jogando-as pelo chão da divisão e entrou na box, colocando-se de baixo da água gelada.

Jane sentia o corpo a ferver, embora tivesse uma relação proxima com Maura nunca tinha estado tão perto, sentindo a sua pele ou vendo as suas partes mais intimas expostas e isso tinha incendiado os seus desejos mais intimos.

Depois de tomar um banho, Jane colocou uma roupa de dormir e deitou-se na cama, como o dia tinha sido longo e ela se sentia demasiado cansada demorou pouco tempo para adormecer.

O dia amanheceu sem sinais do temporal da noite anterior, Jane abriu os olhos calmamente, tentando habituar-se à claridade que entrava pela janela, esperguiçou-se e passado alguns minutos levantou-se da cama, andou até à janela, olhou o céu e admirou-o, a imagem estava pintada de azul com pequenas nuvens brancas que flutuavam delicadamente.

Jane colocou um robe sobre o pijama que vestia e desceu até à cozinha, imaginando, pela hora, que Maura e Luminnier já estivessem a tomar o pequeno almoço.

Na mesa da sala de refeições, havia croissaints, bijous, algumas frutas da época, café e suco de laranja, cuidadosamente expostos.

— Bonjour Jane – falou o mordomo com um sorriso

— Bonjour Luminnier – repetiu Jane ainda sonolenta

— O pequeno almoço já esta na mesa pode servir-se menina.

Jane fitou a mesa e viu que sobre ela ainda estavam dispostos dois lugares, significava que Maura ainda não tinha tomado o pequeno almoço.

— A Maura ainda não tomou o pequeno almoço? – questionou

— Não, a menina Maura ainda não desceu do quarto – respondeu Luminnier

— Estranho, ela é sempre a primeira a levantar-se – respondeu Jane

— Se quiser eu posso subir e ver se a menina já acordou.

— Não é preciso eu vou ver.

— Está bem menina, depois coloco um café novo, que aquele já vai esfriar – respondeu Luminnier com um sorriso.

Jane subiu até ao quarto de Maura, bateu na porta, e ninguem respondeu, o que achou estranho, Maura para alem de ainda não ter descido para tomar o pequeno almoço, parecia ainda não ter acordado. Mas pensando bem depois do estado em que ela chegou na noite anterior nem seria assim tão estranho a loira ainda dormir.

Sem fazer muito barulho, Jane abriu a porta e colocou a cabeça dentro do quarto. Olhou Maura deitada na cama e ouviu alguns gemidos. Jane estranhou e entrou no quarto, andou até à cama da loira e viu que Maura estava totalmente encharcada de suor, o seu corpo tremia e sua fronte estava vermelha. Jane sentou-se sobre a cama e colocou uma mão no rosto dela e teve uma surpresa

— Maura você está queimando de febre. – Murmurou Jane — Maur – chamou Jane tentando despertar a loira

— Hey – respondeu com sua voz fraca, Maura tentou abrir os olhos mas não conseguiu. – Eu não tou me sentindo muito bem.

— Você precisa de ser vista por um médico Maura, volto já – falou Jane preparando-se para se levantar da cama

— Não – respondeu Maura segurando firme no braço de Jane – Não me deixe aqui sozinha.

— Eu não vou, só vou até à porta do quarto chamar o Luminnier, você me verá.

Jane se levantou um pouquinho, andou até à porta do quarto e chamou Luminnier, pedindo-lhe para chamar um médico para observar Maura.

Jane voltou a entrar no quarto, andou até ao banheiro e pegou uma toalha molhada, andou até à cama, sentou-se, e colocou a toalha sobre a testa de Maura, tentando dessa forma baixar a febre da loira, até ela ser vista pelo médico.

A médica, doutora Marion Gullard, uma médica alta, magra, bem parecida, morena de cabelos cacheados, chegou praticamente uma meia hora depois, Luminnier encaminhou-a ao quarto de Maura, Marion observou Maura que delirava, gemia de dor e frio e tinha bastante dificuldade em respirar.

— Você sabe o motivo para a paciente ficar assim? – questionou Marion para Jane

— Ela ontem chegou em casa completamente molhada – respondeu Jane

— Entendo – respondeu Marion abanando a cabeça.

A médica pegou no estétóscopio e começou a auscultar Maura,

— Vou receitar um antibióticos que preciso que seja comprado na farmacia o quanto antes.

— Pode deixar doutora eu irei pedir já ao Luminnier para ir já comprar. Mais alguma recomendação?

— A Maura deve permanecer de repouso em casa, evitar trabalhar, beber muita água e se alimentar normalmente – respondeu Marion

— Faremos tudo direitinho doutora.

—Assim o espero, amanhã voltarei para ver como está a paciente.

No instante em que Marion falou, Maura abriu os olhos e deu um sorriso para a médica que retribuiu na mesma intensidade. Jane olhou e sentiu um ciume incontrolável. A médica despediu-se das duas e foi encaminhada por Luminnier até à porta. O homem andou até à farmácia e pegou os remédios receitados pela médica e voltou para casa, levando logo o rémedio para Maura.

Quando Jane, bruta, ainda por causa dos ciumes, se preparava para se levantar da cama, Maura voltou a segurar o seu braço, pedindo-lhe para ficar. Jane apertou a mão de Maura na sua, a loira parecia tão indefesa e desportegida, que Jane não quis sair mais do seu lado, mesmo estando com raiva de Maura, dos sorrisos dela para Marion.

Jane soltou a mão de Maura, retirou todas as almofadas que estavam sobre a cama e deitou-se no seu lugar, Jane abraçou Maura trazendo-a para bem perto de si que mesmo estando agora com o corpo mais quente ainda tremia de frio sob o edredom.

A cabeça de Maura deslizou para o colo de Jane e acabou por adormecer, murmurando coisas que Jane não conseguia compreender. Levada pelo tédio de estar parada a olhar para o teto, Jane também acabou por adormecer.

Algumas horas depois, Maura acordou, sentiu uma mão sobre a sua em cima do seu corpo, olhou sobre o ombro e viu Jane, que ainda dormia, colada a si. Maura sorriu levemente e com a mão que estava livre começou a acariciar delicadamente a mão de Jane.

Maura virou o seu corpo, ficando de frente para Jane e levou uma mão até à face de Jane, começando a deslizar um dedo pelos traços marcados da morena, como se de um desenho se trata-se, tocou-lhe as faces, o nariz e o queixo, para depois contornar-lhe o pescoço esguio, sentindo o toque a morena começou a mexer a cara em desagrado e abriu os olhos, vendo Maura à sua frente sorriu, delicadamente Maura tirou a mão do rosto de Jane.

Jane agarrou a mão de Maura e beijou-a enquanto se olhavam, as duas acomodaram-se na cama e começaram a aproximar as suas faces enquanto se olhavam com doçura, seus narizes deslizavam vagarosamente um no outro, numa delicada caricia, Maura aproximou-se mais um pouco do rosto da morena, naquele momento, Jane soube que iria ser beijada. E, mesmo que sua vida dependesse disso, não a impediria, fechou os olhos e sentiu os lábios de Maura tocarem os seus lábios húmidos, roçando-os suavemente, num toque leve e preguiçoso. O corpo das duas respondeu aquela caricia, e as duas soltaram um sorriso sincero.

Quando se separaram Maura ficou envergonhada e a sua cara corou novamente

— Desculpe – murmurou a loira sem coragem de encarar a morena

— Shhhh – Jane colocou um dedo polegar sobre os lábios de Maura e acariciou-os delicadamente fazendo-a parar de falar e de seguida levou a mão á testa da loira

— Parece que o remédio fez efeito, sua febre baixou – falou a morena com um sorriso.

— Já me sinto bem, foi só uma febra passageira. Obrigada por ter cuidado de mim.

— Passageira Maur? – perguntou Jane como uma voz como se tivesse dando uma bronca – Não foi passageira, você podia ter apanhado uma pneumonia, inclusive teve de ser vista por uma médica, que por sinal você adorou. – falou não escondendo o ciume que sentiu.

— Adorei? – questionou Maura sem compreender.

— Pelos sorrisos que trocaram imagino que sim.

— Oh desculpe, não lembro – Maura encarou o edredon desviando o seu olhar de Jane , não tinha coragem de olhar a morena, como poderia ter trocado sorrisos com a médica, depois da morena ter tanto trabalho a cuida-la e estar tão preocupada com ela.

— O que quer comer, que eu peço para o Luminnier? – questionou a morena

— Não sinto muita fome Jane

— Você precisa se alimentar a médica falou

—Eu também sou médica, esqueceu?

— Não, não esqueci, mas hoje você é so paciente, então trate de fazer tudo direitinho. O que lhe apetece comer?

—Tudo bem, mas só se você comer comigo.

— Sim até porque eu ainda não comi nada hoje e sinto o meu estômago a roncar – Jane falou com um sorriso. – Vou pedir ao Luminnier que nos prepare algo.

Jane levantou-se da cama e deu um sorriso para Maura, assim que a morena saiu do quarto, Maura suspirou profundamente, lembrando-se do beijo que acabou de trocar com Jane, passou a língua pelos lábios procurando o resquício de gosto que a morena tinha deixado. Ela não sabia como aquilo tinha acontecido, não sabia porquê, nem sequer se se voltaria a repetir, mas queria saborear-lo e guardar a lembrança daquele beijo para sempre. Como um simples beijo poderia significar tanto para uma pessoa.

Jane voltou trazendo nas mãos uma bandeja cheia de coisas saborosas, frutas, croissant, pão, geleia e suco de laranja. Maura sorriu ao ver entrar a morena.

— Voltei, sentiu saudades minhas? – brincou Jane

— Não poderia, você saiu há tão pouco tempo – respondeu Maura – Mas do seu beijo já sinto sim – pensou Maura para si.

Jane andou até à cama, sentou-se sobre ela colocando as costas apoiadas na cabeceira da mesma. Pegou na jarra do suco e serviu dois copos. Depois pegou num croissant e barrou-o com compota e entregou as duas coisas a Maura, que agora estava recostada sobre a cabeceira.

Maura pegou no suco e no croissant e deu uma mordida – obrigada, está delicioso.

—Eu só servi. – respondeu Jane

As duas continuaram a comer e a conversar até que ouviram uma batida vinda da porta do quarto — Toc Toc Toc

— Pode entrar – falou Maura

— Ma fille, a doutora Marion veio ver como você estava – falou Luminnier parado ao pé da porta do quarto.

— Mas não era só amanha que ela vinha? – questionou Jane para o mordomo

—Sim, mas ela diz que arranjou um tempo livre e como estava aqui perto decidiu passar por aqui. – respondeu o homem.

— Mande ela entrar Luminnier, por favor – falou Maura com um sorriso. Jane vendo o sorriso de Maura bufou em desagrado.

— Já vi que estou a mais, vou deixar-vos à vontade – Falou Jane preparando-se para se levantar da cama.

— Fique Jane, eu quero que você fique – Maura segurou a sua mão, abrindo um sorriso para a morena.

Quando a médica entrou no quarto Jane e Maura olhavam-se intensamente e continuavam de mãos dadas enquanto sorriam uma para a outra.

— Desculpem incomodar o Luminnier disse que eu podia entrar – a médica falou

— Esteja à vontade doutora – falou Jane

— Muito gosto eu sou a doutora Marion – Marion estendeu a Maura para cumprimentar Maura

— Muito gosto, sou Maura, a Jane falou-me de si – Maura cumprimentou a mulher com um sorriso, que não passou despercebido a Jane.

— Como se sente agora Maura?

— Bem melhor, a Jane cuidou muito bem de mim.

— Tomou o remédio que receitei?

— Sim — respondeu Maura

— Alimentou-se?

— Estávamos a acabar de comer quando a doutora chegou.

— Vejo que a Maura tem sido uma otima paciente, se continuar assim logo estará bem.

— Ficarei sim, não quero estragar as minhas férias.

— Não quero incomodar mais, vou andando – a médica falou pegando a sua maleta que estava colocada sobre a cama.

— A doutora não incomoda

— Quando a Maura estiver boa depois conversamos, agora preciso de ir – Marion aproximou-se de Maura, deu-lhe um beijo na face e saiu do quarto.

Jane continuava sentada sobre a cama, tinha os braços cruzados sobre o corpo e uma expressão séria e chateada no rosto, enquanto encarava a porta à sua frente se fechar.

Maura olhou Jane e estranhou aquela cara fechada

— Porquê essa cara fechada? – questionou a loira

— Me diga você – respondeu Jane bruta.

Notas finais
Porque a Jane esta de cara fechada? O que vocês acham? Estão a gostar de acompanhar a nossa fic?