Jane e Maura atravessaram o saguão em direção ao balcão de check-in cada uma com uma criança no colo. Depois de despachar a bagagem, Maura entrou com Jane na sala de embarque e sentaram-se com as crianças no colo, diante da janela, observaram a pista de pouso. Um momento depois se olharam, dava para ver que estavam pensando no dia em que Jane foi embora ...

— É o nosso voo… Uma nova vida nos espera! — Jane murmurou ao ouvir a voz metálica ecoar do alto-falante. — Jane se levantou com Zahara no colo e estendeu a mão para Maura que estava com Bem, assim de mãos dadas juntas foram para o avião.

Depois que acomodaram as crianças se sentaram.

Maura se aproximou dando um beijo em Jane — Eu te amo, Jane ! — Maura falou sussurrando entre os lábios da morena

— Também te amo, Maura, você e nossos filhos — Maura sorriu quando ouviu o que Jane disse. Recostou-se no assento e fechou os olhos. Estava feliz, porque estava voltando, para casa com toda a família reunida.

BOSTON 19:00 — Aeroporto Internacional de Logan

Em Boston já a noite caia quando o avião de Maura, Jane, Zahara e Bem aterrizou. Ao contrário do que acontecia em Paris a noite estava agradável, sem qualquer sinais de frio ou chuva.

Depois de sairem do avião, Jane segurando Bem nos braços e Maura com Zahara pela mão andaram pela zona de desembarque, com um sorriso feliz no rosto, uma nova vida estava começando, estar longe de Boston tinha-lhes mostrado como é bom estar em casa, com a familia, sentir o ar da cidade, o cheiro, olhando as ruas e os prédios, mesmo sendo Paris uma cidade incrivelmente encantadora e apaixonante, elas haviam sentido saudades de Boston e estar de volta era como se estivessem de volta ao seu mundo, à sua realidade, era ali que elas pertenciam.

Fizeram check-out pegaram as malas na passadeira rolante e as colocaram num carinho e logo se dirigiram até à entrada do aeroporto para procurar um taxi.

Quando sairam a porta para fora uma rajada de vento bateu nos seus rostos fazendo-as fechar os olhos e inspirar aquele ar que entrava pelas suas narinas.

— Senti tanto falta disto – murmurou Jane suspirando fundo.

— Eu também, tou louca para chegar em casa.

— Vamos procurar um taxi disponivel – sugeriu Jane.

Algum tempo depois, um txi parou bem na sua frente, um homem saiu de dentro do carro e carregou um amontoada de malas para a vagagueira do automovel e logo as duas mulheres se acomodaram no carro com as crianças.

Quando chegaram a casa observaram que Angela não estava, descarregaram as malas do carro e entraram, a casa estava impecavel, como sempre e como Maura havia deixado antes de partir para Paris, o mesmo cheiro, a mesma organização, a mesma decoração, tudo no lugar correto e levaram as malas para o quarto de Maura, como não havia alimentos em casa, enquanto Maura deu banho nas crianças, Jane ligou para pedir uma pizza para o jantar.

Não demorou muito até que o entregador chegou carregando uma pizza calabreza, Jane pegou a pizza na porta, pagou ao entregador e entrou colocando a Pizza em cima da banca da cozinha, na geladeira pegou uma cerveja para si e na adega de Maura pegou uma garrafa de vinho para a loira.

Depois de comeram e alimentarem as crianças, subiram com as crianças que estavam caindo de sono para o quarto de hospedes deitando-as na cama grande, com as barras laterais de proteção que haviam trazido de Paris, apagaram as luzes, deixando apenas uma pequena luz de candeeiro para que se as crianças acordassem não se assustassem por estar numa casa desconhecida.

—Nunca pensei que o meu regresso a Boston fosse assim – falou Maura para Jane que estava ao seu lado junto à porta do quarto de hospedes acenando para as crianças que dormiam serenamente.

— Eu também não. Você esta feliz de estarmos de volta?

— Muito, mas tenho medo da reação das pessoas e se forem contra o nosso relacionamento? – Questionou Maura suspirando pesado, só de imaginar essa possibilidade o seu coração apertava e ela sentia uma enorme agonia.

— Não pense nisso agora, de qualquer forma nada irá mudar, eu não deixarei ninguem nos afastar amor. Confie em mim!

— Você promete Jane? Tenho medo de perder você… — falou Maura deixando transparecer sua angustia na voz.

— Shiuuuuu não vamos falar disso – Jane falou presando a Maura entre a umbreira da porta e o seu corpo — O que você acha de comemorarmos o nosso regresso a casa? – Falou baixinho roçando os lábios no lóbulo da orelha de Maura.

Maura soltou um gemido baixo — Olhe as crianças Jane.

— Eles estão dormindo Maur e você não respondeu a minha pergunta – Jane passou a lingua pelo pescoço de Maura, fazendo-a estremecer e cerrar os olhos. Jane começou a beijar o pescoço de Maura e deslizou a mão para dentro da camisa de Maura, alisando a barriga da loira e tocando a linha de seus seios.

— Hummm – Maura soltou um gemido — O que a detetive tem em mente? Não está cansada da viagem? – Maura questionou e Jane mordeu o seu lábio inferior, calando-a.

— Nem um pouco – respondeu Jane piscando o olho. – Quero mostrar-lhe que não há nada que temer me perder, porque eu te amo. Você confia em mim? – questionou a morena.

— Humhum – Completamente fora de orbita causado pelos toques de Jane em seu corpo Maura apenas assentiu com um pequeno murmuro praticamente inaudivel, mas que fez Jane sorrir, ele amava o poder que tinha sobre Maura.

— Eu sou louca por você– Falou a morena e logo colou os lábios aos de Maura e a sua lingua pediu passagem e logo Maura entreabriu os lábios iniciando um beijo calmo e ao mesmo tempo quente. Se separaram pela falta de ar, sorriram uma para a outra e voltaram a se beijar, mas desta vez com movimentos selvagens e avidos cheios de desejo

— Quarto. – murmurou Maura ofegante.

As mãos Jane deslizaram até às nádegas de Maura dando-lhe impulso para que ela prendesse suas pernas ao redor do seu quadril. Aos beijos finalmente chegaram ao quarto, Jane deitou Maura delicadamente sobre a cama e tirou sua camisa antes de deitar sobre a mesma. Os beijos recomeçaram mais calmos e intensos, como se estivessem compartilhando segredos.

Maura começou a desabotoar a camisa de Jane, enquanto a morena continuava a beijar e a morder o seu pescoço, quando acabou de desabotoar a camisa tirou-a e jogou-a para o chão, arranhou levemente o abdomen defenido de Jane e deslizou as mãos até aos seios da morena pegou o soutiã da morena e o desapertou revelando os pequenos seios da morena, as mãos de Maura deslizaram sobre eles apertando-os fazendo Jane gemer, logo Maura desceu as mãos até ao cós das calças da morena desfivelando o cinto e desapertando o botão das calças, Jane afastou-se um pouco e tirou a propria calça, revelando uma calcinha box preta, que logo foi jogada para um canto do quarto.

Maura desapertou a saia tubinho que vestia, com a ajuda de Jane, fazendo-a deslizar pelas pernas. Jane deu um beijinhos nos lábios de Maura e começou a descer seus beijos para os seios ainda cobertos pelo sutiã.

Maura deslizou as alças do sutiã pelos ombros, levou as mãos ao feixe e abriu o sutiã, o soltando e jogando no chão. Jane inclinou-se e começou a chupar o mamilo esquerdo, fazendo Maura se contorcer enquanto massajava o seio direito, os lábios da morena vagavam pelos seios de Maura com beijos molhados, mordiscadas e sucção nos seus seios, sua língua passeava ao redor da auréola ora mordendo o bico intumescido e desceu seus beijos para a barriga. Jane começou a descer sua mão, até chegar na calcinha já encharcada de Maura, puxou o pano para o lado, e massageou o clitóris inchado com movimentos circulares e alguma pressão.

—Awnn Jane — Gemeu baixo, apertando os ombros da morena. Jane sorriu e colocou as mãos nas laterais da calcinha de Maura fazendo-a descer lentamente pelas pernas claras. Jane começou um vai e vem com um dedo, Maura tentava segurar os gemidos, mas vez ou outra escapava

— Baixo Maur olhe as crianças – repreendia sem parar os movimentos.

Ela penetrou ou outro dedo, e um gemido um pouco alto escapou dos lábios da loira.

—Maur, não se esqueça do que eu disse.

A velocidade de seus dedos começou a aumentar, e Maura começou a sentir espasmos pelo corpo e a se contorcer. Vendo o estado de Maura, Jane parou com os movimentos e tirou seus dedos lentamente da sua intimidade e posicionou-se entre as pernas de Maura, começando a acariciar, a chupar o seu clitóris e a fazer movimentos circulares com a língua, ouvindo Maura gemer cada vez mais alto. Jane começou a penetrar a sua lingua enquanto Maura gemia o seu nome

Demorou um pouco, entre urros ela disse — Continue Jane eu vou… — Ela não conseguiu terminar a frase... Logo sentiu seu corpo estremer e o seu líquido escorreu na boca de Jane, a morena passou a língua uma última vez por sua intimidade e Maura soltou um longo e alto gemido.

Jane deitou ao lado de Maura e ficou olhando-a a tentar normalizar a própria respiração com os olhos fechados, enquanto seu peito subia e descia freneticamente descompensado. Quando Maura abriu os olhos, já com a respiração normalizada olhou Jane e a puxou para um beijo calmo, carinhoso e sem segundas intenções. Jane a puxou pela cintura, fazendo os seu corpos ficarem colocados e Maura afundou seu rosto no peito da morena e dormiu. Logo Jane também caiu em um sono profundo.

Angela chega a casa e quando estaciona o carro leva um susto ao ver as luzes da sala de Maura acesas, pega sua copia da chave e entra devagar, olha a sala e a cozinha, ve que esta tudo em ordem, olha de novo e vê uma luz vindo do corredor com medo pega um vaso e sobe as escadas, silenciosamente.

Ao chegar no cimo das escada vê a porta do quarto de Maura entre aberta, ela resolve se aproximar, em silêncio e quando abre a porta fica em choque com a cena que vê à sua frente.

— O que significa isso aqui? – gritou fazendo Maura e Jane acordarem sobressaltadas soltando os braços que envolviam uma na outra, tendo apenas tempo de cobrirem seus corpos nus com o lençol, ficando completamente estáticas e sem reação a olhar para a mulher mais velha.

— Angela nós podemos – Maura tentou falar mas foi interrompida pela mulher à sua frente, ainda com os olhos arregalados e completamente pálida.

— Cala a boca – gritou severa – Não quero saber o que está acontecendo aqui, isso é imoral – gritou a mulher, saindo do quarto completamente a tremer fechando a porta atrás de si de forma agressiva.

—Ma espere! – Pediu Jane completamente assustada – Eu posso explicar. – Em vão Angela já tinha batido a porta e saido do quarto.

Os olhos de Maura aos poucos haviam-se enchido de lágrimas e um soluço escurregou de sua boca. As duas se olharam completamente assustadas.

— Calma amor, tudo vai ficar bem — Jane beijou a testa de Maura tentando acalmar a loira. Levantando-se logo de seguida e procurando apressadamente as suas roupas pelo quarto.

Ainda incrédula com o que acabara de ver Angela, encosta-se na porta e suspira fundo, fechando os olhos procurando acalmar-se, as imagens não saiam da sua mente, atormentando-a.

— Como elas puderam fazer isso, como? elas são praticamente irmãs! Maura e Jane não podem…Elas não podem! — parou de pensar tentando controlar o tremor pelo corpo.

Ao fim de alguns segundos, quando Angela se preparava para correr pelo corredor, fugindo de qualquer explicação que as duas tinham para lhe dar, bateu contra algo que caiu sobre o chão.