Trente jours avec elle

8 Rencontres désagréables


Notas iniciais
hello, temos mais um capitulo para vocês, esperamos que gostem.



Paris 15:00: Museu do Louvre

Alguns dias depois na cidade. Jane e Maura resolvem visitar o Museu do Louvre, o dia estava alegre, o sol era intenso e convidativo para um belo passeio.

A imponente construção recebia visitantes do mundo inteiro. Todos encantados com as obras de artes únicas que ali eram exibidas. Não tinha como não ficar impressionado.

Passeando pelos corredores, levando longos minutos para analisar cada item exposto, Jane já estava entediada quando um um aglomerado de pessoas chamou sua atenção. A ampla sala estava lotada. A curiosidade falou mais alto que o tédio ou o cansaço. Precisava saber o que tinha ali. Com muito esforço e após uma difícil luta, alcançou seu objetivo. Na frente do grande grupo, ela colocou- se de frente para uma obra de arte. Não pode evitar a vontade de rir e ao mesmo tempo ficou com raiva do que viu . Eles despertaram a curiosidade dela, fizeram ­na atravessar uma multidão, a qual teria que cruzar novamente para poder ir embora, e tudo por causa de um quadro pequenininho. Não conseguia ver o que tinha de tão interessante naquilo.

Também não compreendia porque ainda estava ali observando a pintura.
Até que uma voz ao seu lado a despertou era Maura que se aproximou .

—Monalisa – Falou Maura.

—Mona quem?

Maura ficou boquiaberta. Jane realmente não sabia na frente de quem estava. Ficou a encarando com os olhos estalados, a mão suspensa no ar indicando o quadro.

—La Gioconda!

—Você não disse que era Mona alguma coisa?

—Essa obra é conhecida pelos dois nomes: Mona Lisa e La Gioconda . E do brilhante Leonardo da Vinci.

—Já ouvi falar nele.

— Ele era o verdadeiro homem renascentista. Um génio não so na pintura mas como matematico, escultor, arquiteto, fisico, escritor, engenheiro, poeta, cientista, botânicio e musico, suas obras são conhecidas pelo munto todo. Você esta perante um quadro de valor incalculavel! La Gioconda, é uma obra fantastica. Veja como ela está centralizada no quadro. Se traçarmos uma reta de um cotovelo ao outro e destes até a testa dela teremos um triângulo equilátero. As medidas são simplesmente perfeita. A linha do horizonte em um lado e árvores no outro concede uma profundidade sem igual. Da Vinci era brilhante. Ele calculou cada músculo de Mona Lisa para retratar esse olhar e esse sorriso. Os tons da tinta brincando com o efeito de luz e sombra. Ele se preocupou com cada detalhe. Levou meses para criar o esboço dessa perfeição. Uma obra ­prima. Esse quadro, que possui somente 77 × 53 cm, é capaz de mostrar a genialidade e brilhantismo do homem.

―E um incrível gênio de outras doze obras que estão nesse museu — interrompeu um voz grave. Fazendo com que ambas as mulheres virassem para ver quem era.

Jean era alto, de ombros largos com olhos azuis, cabelos negros, lisos e grossos o olhar dele mesclavam uma intensa e agressiva sensualidade.

— Désolê, je ne vou connais pas? – questionou o homem dirigindo-se a Jane

—Sorry, I don´t speak french – respondeu Jane

— Ohhh Sorry, não nos conhecemos? — Questionou o homem novamente

—Creio que não — respondeu Maura friamente não gostando de como o homem olhava para Jane, dos pés à cabeça.

— Muito prazer, chamo-me Jean Pierre e sou guia do museu. E a senhorita é? – questionou o homem ignorando totalmente a figura loira que estava parada ao lado de Jane.

— Jane Rizzoli muito prazer — a morena deu um sorriso para o homem quando apertou a sua mão.

Maura ficou observando a interação do estranho com Jane . Ela sentia vibrações estranhas entre eles e não gostou nada do que viu, pigarreou para ter sua presença notada .

— Jane vou dar uma volta nos encontramos daqui a pouco.

( POV. Maura )

Bonito agora você deu para sentir ciumes da sua amiga, nem parece você Maura. E desde quando Jane fica logo cheia de sorrisinhos para uma pessoa que acabou de conhecer? E se ele for algum bandido, ou aproveitador? Pode ser um aproveitador, lindo, mas um aproveitador. Onde ficou o sentido de protecção e responsabilidade dela? O que a falta de sexo faz com uma pessoa, ela deve estar realmente necessitada!

Maura Dorothea, que pensamentos são esses? Acalma esse ciumes maluco, não tarda é capaz de você tar jogando fogo pela boca, feito dragão das histórias de criança.

E é preciso praticamente esquecer de mim para dar atenção ao seu novo amiguinho?

***

Enquanto Maura continuava a visitar o museu, sozinha, Jane continuava entretida com Jean Pierre a visitar o museu, nada do que falavam tinham haver com as obras expostas, Jane poderia jurar que mesmo Maura seria melhor guia que aquele homem à sua frente, mas não podia negar ele tinha alguma coisa que a atraia, talvez os seus bonitos olhos azuis ou os músculos definidos ou talvez a simples necessidade de se envolver com alguém para tirar os seus últimos desejos da cabeça, ela não era gay, logo ela não poderia nunca desejar Maura.

— Você está gostando de visitar Paris? È sua primeira vez? – questionou o homem sempre com o seu sorriso no rosto.

— É minha primeira vez sim e sim estou gostando, Maura é uma otima guia.

— Maura é sua namorada? – questionou o homem mostrando a sua curiosidade?

— Minha quê? – Jane engasgou com a pergunta – Não não, ela é a minha melhor amiga. Eu não sou gay! — Falou com uma ligeira ruborização nas faces.

— Ainda bem – respondeu o homem – Não gosto de me relacionar com mulheres com mulheres comprometidas.

— Se esse era um problema então não é mais – Jane sorriu para o homem mantendo o flert.

Ao fundo da sala Maura os observava totalmente incrédula, e incomodada com a cena. Jane era so sorrisos e risadas para com aquele homem. Maura jurava que não tinha visto Jane assim desde os tempos de Casey.

Tentando controlar os seus impulsos, Maura aproximou-se dos dois, tentando parecer o mais normal possivel. Ela é simpatica, ela é educada, ela é elegante logo ela não poderia ser indelicada.

— Jane – a loira chamou, prendendo por segunda a atenção da sua amiga – Irei embora, encontramo-nos mais tarde nos meu apartamento. Você sabe a morada, basta indica-la ao taxi.

— Eu iria com você, mas a conversa com o Jean Pierre, está tão boa, você não se incomoda, não é? – questionou Jane sorrindo novamente para o homem

— Não eu sei o caminho – respondeu a loira friamente. – Até logo.

— Até logo Maura. – Jane aproximou-se da loira para lhe dar um beijo na face, mas a loira virou a cara antes e saiu andando, em direção à porta de saida do museu.

— A tua amiga é um pouco antipatica – falou Jean Pierre

— Não, a Maura é a pessoa mais doce que eu conheço.

— Não pareceu… Ela parecia bastante incomodada conosco aqui.

— A Maura só deve estar cansada, nós temos passeado muito e ela ainda tem escrito um livro.

— Oh ela é escritora? – questionou o homem

— Não, mas está a escrever um livro, ela é legista chefe do estado de massachusetts.

— Oh parece-me importante – murmurou o homem.

— É muito.

Maura chamou um taxi e dirigiu-se até casa. Chegou ao apartamento, subiu as escadas apressada e andou até ao quarto, fechou a porta e deitou-se sobre a cama, as lágrimas caiam sobre o seu rosto, ela não sabia porquê, mas sentia-se muito triste.

— E você o que faz? – questionou o homem

— Sou detetive de Boston, alias mudei-me agora pro FBI

— Wow impressionante – murmurou o homem

— Por eu ser mulher?

— Não, porque só os otimos detetives chegam ao FBI, então você deve ser otima no que faz.

— Tenho uma boa equipa, inclusive a Maura. Tá ficando tarde, é melhor eu ir andando – falou Jane

— Que pena a conversa está tão boa.

— Pode ser que nos encontremos por ai outro dia.

— Pode ser hoje à noite?

— Como? – questionou Jane sem compreender

— Você aceitar jantar comigo?

— Oh o convite é tentador mas não sei, mas a Maura está sozinha em casa…

— Acredito que ela não se incomode. Converse com ela e se aceitar ligue-me, aqui esta o meu cartão – o homem entregou a Jane um pequeno cartão com o seu numero de telemovel.

— Tudo bem, eu falarei com ela e depois ligo. Até um dia Jean

— Até logo Jane, aguardarei a sua chamada a confirmar presença. – falou o homem dando uma piscadela para Jane e um beijo na sua bochecha,

Paris 19:30: Maison Isles

Jane chegou a casa e estranhou o silêncio que se sentia, andou até à cozinha e apenas encontrou Messieur Leminnier que ajudava a cozinheira na refeição da noite.

— Boa noite Leminnier – Falou Jane entrando na cozinha

— Boa noite Jane, pensei que já tivesse chegado com a menina Maura

— Não eu cheguei apenas agora, ela veio antes.

— Ohhh entendi – o homem deu um sorriso forçado para Jane

—Entendeu? – questionou Jane sem compreender.

— Nada menina Jane nada.

— Onde está a Maura? – questionou Jane

— A menina está fechada no quarto desde que chegou. Deve estar a descansar é melhor não interrompermos.

—Eu preciso de falar com ela, não irei demorar muito tempo.

— Tem a certeza menina Jane? A menina Maura é frágil, cuidado para não a magoar Jane.

— Porque diz isso Leminnier? Há alguma coisa que eu precise de saber?

—Não, é apenas um conselho de amigo – o homem sorriu para Jane – O jantar está quase pronto menina.

— Não sei se irei jantar Leminnier.

— Oh ok.

Jane despediu-se de Leminnier e andou até ao quarto, bateu a porta mas como Maura não respondeu decidiu entrar mesmo assim. A loira estava sentada numa poltrona em frente a janela de olhos fixos na torre eiffel, totalmente distraida. Jane aproximou-se mais um pouco e viu a lágrima que caia sobre o rosto da loira.

— Maura – a morena tocou-lhe no braço tirando-a do tranze.

— Oh já chegaste? – Maura limprou apressadamente o rosto

— Sim – respondeu Jane – Estavas a chorar. E tu não podes mentir Maura.

— Se viste porque é que hei-de negar? – questionou Maura num tom arrogante.

— E qual o motivo?

— Pensei que ia ficar mais tempo com o seu amigo – falou Maura levantando-se da cadeira ao mesmo tempo que fugia da questão.

—Era sobre isso que eu queria falar contigo

—Sim, o que foi então?

—Ele convidou-me para jantar

— E o que estás aqui a fazer?

— Não iria sentir-me bem de aceitar sem antes conversar contigo. Não te incomodas que eu vá?

— E porque incomodaria?

— Porque estamos de férias juntas e é minha amiga

— Intimamente já aceitaste, não é? Tens vontade de estar com o teu novo amiguinho não é? Então não faz mal se me incomoda ou não.

Maura aproximou-se da porta do quarto, abriu-a e estendeu a mão para Jane indicando-lhe a porta — Divirta-se.

Notas finais
O que acharam do capitulo? Aguardamos as vossas opiniões. Será que a Jane vai ao jantar? Beijo