Trente jours avec elle

38 Nouvelle famille ... incomplète


Notas iniciais
Ola, como foi o vosso natal? Temos um capitulo novo, esperemos que gostem.

PARIS 9:30 — Maison Isles

Maura praticamente não havia pregado olho a noite inteira, estava muito ansiosa e ao mesmo tempo desejosa de trazer as crianças para casa. Mal acordou, tumou um duche rapido, desceu tomou o pequeno almoço e com a ajudade de Luminnier começou a arrumar o quarto que receberia as crianças. Quando os homens das mudanças chegaram, desmonstaram os moveis que estavam no quarto e começaram a montar os novos moveis que Maura havia comprado no dia anterior.

Num lado do quarto, montaram um espaço para Zahara, a cama da menina, uma comoda para as suas roupas e uma pequena mesa para a menina fazer seus desejos e colorir seus livros de pintar, do outro lado montaam o berço de Bem, uma comoda para as roupas do menino, um muda fraldas e um sofá para os adultos se puderem acomodar.

Enquanto os homens montavam os moveis, Maura e Luminnier colocavam tapetes, cortinas adequadas, dobravam as roupas que haviam comprado e disponham pelo espaço os brinquedos, livros e objetos que também haviam comprado para as crianças disfrutarem do espaço.

WASHINGTON 10:00 — FBI

Jane estava perdida em pensamentos e em Maura . Seus olhos se encheram de lágrimas.

— Alguma coisa errada?

Ela se voltou com um sobressalto ao ouvir a voz grave, e deparou com o rapaz que a observa momentos atrás.

— Oh, não! Estou bem .

— Desculpe, não tive chance de me apresentar. Sou John O'Brian.

— Prazer em conhecê-lo, John. Sou...

— Jane Rizzoli — ele completou com um sorriso. — Você é uma das mulheres mais bonitas que já conheci — ele declarou a olhando, havia algo em seu olhar que fez Jane recuar .

— Aposto que você diz isso a todas as mulheres!

— Não, apenas àquelas com um toque de tristeza nos olhos.

Mike ficou incomodado quando viu John conversando com Jane e resolveu agir antes que o outro rapaz tentasse algo com amorena não acetaria que fosse passado para trás.

―Rizzoli posso falar com você? — Disse Mike se aproximando.

― Não vai dar Mike. Estou atrasada com um relatórios. — Ele bloqueou seu caminho.

―Cinco minutos – insistiu Mike

— Não tenho cinco minutos — O sorriso se apagou e ela adotou uma expressão séria.

— Nunca quer falar comigo, mas fala com outros homens — disse olhando para Jonh que entendeu que ele não era bem vindo, pediu licença e se afastou.

— Com quem eu falo ou deixo de falar e problema meu — Ele lhe agarrou o braço.

— Quero falar com você — Jane não se desvencilhou, apenas olhou para a mão dele em seu braço e então o encarou, gélida.

— Não insista. E saia da minha frente.

— E se eu não obedecer? Vai atirar em mim? Vai me prender?

— Vou lhe pedir, mais uma vez, que saia da minha frente — O humor dele mudou outra vez e sua expressão se suavizou.

— Desculpe-me. Jane desculpe-me. —Ela o fez soltar os dedos de seu braço.

—Se continuar agindo assim, farei com que leve uma advertência por má conduta Mike e prometo transformar sua vida em um inferno...

Em seguida, saiu sem olhar para trás, deixando Mike a a espumar de raiva.

PARIS 16:00 Refuge- Village enfance heureuse

Depois de preparar toda a casa para a recepção das crianças Maura saiu de casa, pegou um taxi e se derigiu ao refugio acompanhada por Luminnier.

Estava nervosa como nunca havia estado em toda a sua vida, aquele era a partir desta desta um dia especial para si, seria o começo de uma nova vida, que ela acreditava ser plena de felicidade e amor, mesmo embora sentisse falta de Jane, e desejasse que a morena ali estivesse com ela, ela sabia que mesmo longe Jane a apoiava incondicionalmente e que daqui a alguns meses estariam juntas de novo para serem uma familia feliz.

Quando chegou ao refugio, ao contrário de todas as outras vezes não foi recebido por um amontuado de crianças, gritos e saltos, mas sim por Anabelle acompanhada por uma advgada do menistério publico.

Assim que entrou e depois de apresentar a advogada Claire, Anabelle conduziu Maura até ao escritório para ultimar os ultimos detalhes, preencher alguns papeis, conversar sobre os direitos e os deveres de Maura e por fim assinar outro documento, aquele que outorga aquela decisão.

— Finalmente – falou Claire – Admito que desde que este caso me chegou ás mãos tenho imensa curiosidade em conhecer a doutora Isles.

— Sério? A que devo a honra? – questionou Maura

— Como sabe, não é todos os dias que uma mulher, solteira, com o seu nivel de responsabilidade em termos profissionais, assume a intenção de adotar dois menores, ainda mais tratando-se de crianças de etnias diferentes.

— Para mim isso é o mesmo, eu senti uma ligação com eles, mal vi o seu caso na televisão, tive logo interesse em conhece-los, e assim que tive a oportunidade de os conhecer eles me conquistaram, são crianças muito doces, quando soube que tinham perdido toda a sua familia direta a vontade de ficar com eles sobrepos-se a tudo.

— Não tem medo de se arrepender ou vir a ser criticada por esta decisão ou sua familia não vir a aceitar? – questionou Claire.

— Não tenho problemas com isso, a única pessoa que realmente me podia importar está do meu lado…

— Detetive Rizzoli – murmurou Anabelle

— Exatamente Anabelle – Maura deu um sorriso terno para a mulher.

— Então já vi que está muito decidida em relação a isto podemos proseguir?

— Podemos sim Doutora Claire. – Maura acentiu afirmativamente.

— Como a doutora Isles sabe, é direito fundamental de toda criança e adolescente ser criado e educado no seio de sua família natural, e excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária (art.19, ECA). Excepcionalmente, portanto, como na hipótese em que a família natural não seja capaz de garantir direitos e garantias decorrentes do princípio da proteção integral (maus-tratos, abandono, dependência a entorpecentes, orfandade etc), promover-se-á a colocação da criança e adolescente, sempre tendo em vista o melhor interesse destes, em uma família substituta, esta que compreende três espécies: a guarda, a tutela e a adoção.

— Sim eu sei, e eu estou a lutar de forma legal para conseguir a adopção plena dos menores. – falou Maura

— Eu li o processo doutora Isles — Claire falou continuando a ler os documentos à sua frente — A guarda excepcional para fins de representação dos pais biológicos ou responsáveis observando-se que não se trata de representação plena, mas de atos a serem praticados por um guardião temporário, nos termos seguintes: “Art.33 A guarda obriga à prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. § 1°. (omissis). § 2°. Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsáveis, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos determinados.

Maura permaneceu calada enquanto Claire continuava a falar dos seus deveres e dos seus direitos a partir daquele momento.

— Sendo assim creio que não seja preciso mais nada, a doutora esta ciente de todo e qualquer promenor referente a esta excepção…

— Estou sim doutora.

— Então para concluir preciso apenas que a doutora Isles e a doutora Anabelle, assinem este documento. – falou tirando uma folha de dentro de uma pasta colocando-a sobre a mesa.

Maura pegou o papel, leu-o com bastante atenção e no fim assinou e logo Anabelle fez o mesmo processo.

—O processo está concluido doutora Isles – Claire levantou-se e estendeu a mão para Maura — Pode pegar as crianças, creio que a doutora Anabelle agora será mais util do que eu, por isso retiro-me. Tenham o resto de uma boa tarde e encontraremo-nos em breve.

— Obrigada doutora Claire, espero que nos encontremos em breve.

Depois de Claire abandonar a sala, Anabelle e Maura andaram até ao pé das crianças.Bem estava deitado no berço e Zahara estava a pintar alguns desenhos na mesa do centro da sala de convivio. Assim que Zahara viu Maura correu para os seus braços e lhe deu um forte abraço, falando que tinha muitas saudades.

— Zahara – Anabelle chamou a menina.

— Sim Belle

— Você gostava de ir visitar a casa da Maura? – questionou a assistente social, ficando à espera da resposta da menina.

— Eu gosta simmmmmm – gritou a menina em extase, mas logo a sua excitação deu lugar a alguma angustia que elas reconheceram no seu olhar.

— O que foi Zahara? – questionou Maura abaixando-se à altura da menina. – Voce não quer ir comigo? – questionou preocupada.

—Eu quero – respondeu deixando cair algumas lágrimas pela sua cara.

— Então porque você ficou triste? – questionou Maura

—Bem – respondeu Zahara entre soluços.

— Você esta triste por causa de Bem? – questionou Maura

— Sim.

— E se eu disse que o Bem também vai conosco?

—Ele vai? – questionou Zahara com um sorriso.

— Sim ele vai Zahara. Você quer ir? – questionou Maura

—Simmm – Zahara deu um grito e saltou para o pescoço de Maura.

— Boa – falou Anabelle – Vou pegar as coisas das crianças, algumas roupas, os seus brinquedos. Maura se quiser por ir buscar o Bem, ele tá logo ali – falou apontando o berço ao fim da sala.

— Quero sim, obrigada por sua ajuda, foi muito importante.

— Só quero que cada uma das crianças que estão aqui conosco sejam feliz, e tenho certeza que com a Maura serão muito.

— Darei o meu melhor. – respondeu Maura.

Logo depois de Anabelle deixar a sala para pegar as coisas das crianças, Maura andou até ao berço de Bem e pegou o garoto nos braços.

Ao fim de algum tempo, Anabelle regressou trazendo duas mochilas nas mãos, entregando-as a Luminnier, logo depois se abaixou a altura de Zahara, envolveu a cintura da menina com um braço e falou para ela visibelmente emocionada.

— Você vem visitar a Belle, Zahara? – questionou Anabelle olhando a menina.

— Eu posso Maula? – questionou a menina

— Sempre que você quiser Zahara. – respondeu Maura

— Então eu venho Belle – a menina colocou os braços no pescoço de Anabelle e a abraçou com todas as suas forças.

— Irei sentir sua falta pequena.

— E eu de você – respondeu a menina. Enquanto Anabelle se despedia das crianças, Luminnier e Maura observavam a cena internecidos, com certeza Anabelle era uma boa pessoa e dedicava muito do seu tempo e amor aquelas crianças, fazendo com que todas a adorassem.

—Está pronta Zahara? – questionou Maura

—Sim – respondeu a menina.

—Então agarre a minha mão – falou estendendo a mão livre para a menina, enquanto o outro braço segurava Bem – Você leva as mochilas Luminnier?

— Levo sim ma fille!

Os quatro sairam do refugio felizes da vida, Maura satisfeita com Bem no colo e Zahara agarrada à sua mão, Luminnier feliz por ver Maura tão satisfeita, Zahara que andava por entre saltos e Bem que olhava a irmã e gargalhava.

Depois de pegarem o taxi, chegaram finalmente a casa, entraram e Maura conduziu as crianças até ao seu novo quarto para colocarem as suas coisas, assim que entrou Zahara correu para brincar com um enorme peluche que estava no canto do quarto, sentando-se em cima dele.

— Isso é tudo para mim? – questionou Zahara olhando o espaço.

— Você gostou? – questionou Maura enquanto colocava Bem deitado no seu berço.

— Simmm Maula é muito lindo aqui.

— Você tem fome Zahara? – questionou Luminnier

— Sim eu tenho, depois eu posso vim bincar?– respondeu a menina com a sua voz doce.

— Você pode sim Zahara, este é seu quarto e de Bem agora – respondeu Maura. – Agora vá com Luminnier.

— O que você quer comer Zahara? – questionou o homem mais velho.

— Bolo e leite – respondeu a menina.

—O que você acha ma fille?

—Hoje pode ser, é o nosso presente de boas-vindas para Zahara. Zahara acompanha o Luminnier, enquanto eu troco a fralda ao Bem e já desco, para darmos papinha ao Bem também.

— Vem Luminnier – Zahara agarrou a mão de Luminnier e saiu do quarto a puxa-lo entusiasmada dando pequenos pulos, enquanto cantarolava algumas musicas que conhecia, enquanto isso Maura ficou a trocar Bem, feliz.

WASHINGTON 20:00 — Jane House

Já era noite, em Washington Jane havia acabado de chegar do trabalho e em Paris Maura preparava-se para dormir, afinal já eram duas horas da madrugada, quando Jane recebeu uma mensagem de Maura, abriu a mensagem e emocionou-se com o que viu, uma imagem de Maura, com Bem e Zahara no colo em sua casa, no sofá que tantas vezes as duas tinham partilhado, aquela imagem a atingiu forte e o remorso que sentia de não estar presente a atingiu como uma espada a atingir seu coração.

A forte Jane, sempre tão controlada desta vez não foi capaz de conter as lágrimas, que começaram a rolar pela sua face, de há um tempo para cá ela não se reconhecia, estava incapaz de controlar os seus sentimentos e ainda não tinha aprendido a lidar com sua angústia, ansiedade e inquietude que se abatia sobre ela todas as vezes que pensava em Maura e tinha saudade do seu toque.

Jane não foi capaz de dizer nada, largou o telemovel sobre a cama, ainda com a imagem aberta, e foi andando para o banheiro, largando suas roupas pelo chão, o passo forte que a caraterizava, que denotava sempre sua confiança e garra, havia dado lugar a um passo ser força, sem confiança, Jane sentia-se numa profunda tristeza e por mais que se afundasse no emprego, nos relatorios, nas aulas, tentando ocupar a cabeça não conseguia sair dela.

Depois de ligar a torneira da box, esperou a agua aquecer e entrou para baixo do chuveiro, deixando que a agua quente escorresse sobre o seu corpo e tomasse conta dos seus musculos, dando a sensação de relaxamento.

Depois de estar completamente molhada, deslizou até ao chão, sentando-se com a cabeça entre os joelhos e os braços a envolver as pernas e chorou não que nunca tivesse chorado antes, mas dessa vez era diferente, era um choro misturado com os sentimentos de saudade, arrependimento e angustia. Fechou os olhos e ali embaixo do chuveiro chorou por minutos interminaveis, até as lagrimas se esgotarem.

All Of The Stars – Ed Sheeran

It's just another night

And I'm staring at the moon

Saw a shooting star and thought of you

Sang a lullaby by the water side and knew

If you were here, I'd sing to you

You're on the other side

As the skyline splits in two

I'm miles away froom seeing you

I can see the stars from America

I wonder, do you see them too?

So open your eyes and see

The way our horizons meet

And all of the lights will lead

Into the night with me

(…)

Depois de algum tempo, perdida em seus pensamentos e angustias, saiu da box, secou o corpo e os cabelos, embrulhou o corpo numa toalha e andou para a cama.

Deitou do jeito que estava e ali pegou o celular de novo e olhou novamente a foto e com lagrimas nos olhos passou o dedo no rosto de Maura e sussurrou baixinho.

— O que fiu que eu fiz com a gente meu amor?

Jane fechou os olhos rezando para ter uma noite de sono sem nenhum sonho a respeito de como sua vida poderia estar hoje nesse exato momento lá em Paris.

PARIS 02:30 — Maison Isles

Em Paris, Maura ansiava uma resposta à sua mensagem por parte de Jane, mas os minutos passaram e ela tardou em chegar. Era a primeira noite das crianças em casa e Maura sentia-se tão feliz, que tinha ficado ali ao lado de Zahara na sua cama, ajudando a menina a dormir. Mas naquele momento a felicidade de ter as crianças junto a si foi substituida pela angustia de não saber nada de Jane, do silêncio que tinha tomado conta da morena.

Depois de algum tempo tentando afastar os piores pensamentos, enquanto acariciava os cabelos de Zahara, Maura deixou embalar pelo ambiente tranquilo que as crianças haviam trazido consigo e adormeceu.

Notas finais
Ficamos a aguardar os vossos comentários. Beijinhos e continuação de boas festas.