Trente jours avec elle

43 Meilleur Noël de ma vie


Notas iniciais
Boa tarde, deixamos aqui um novo capitulo, esperamos que gostem. Besitos ♥

—Acordem, Papai Noel veio. Tem presentes na árvore – falava Zahara entusiasmada tocando as bochechas de Maura e Jane ainda desacordadas.

As duas terminaram de despertar com a menina as puxando para levantar

— Venham ver são muitos — falou já descendo da cama e correndo porta a fora, fazendo com que ambas as mulheres saissem correndo atrás da garota que já descia as escadas.

— Vou pegar Bem – falou Jane andando até ao quarto do menino, chegou ao berço e pegou-o nos braços indo logo de seguida ao encontro de Maura e Zahara.

Quando chegou na sala, Zahara andada de um lado para o outro, junto à arvore de natal mostrando sua enorme ansiedade e curiosidade, procurando desvendar cada presente dentro do embrulho. Enquanto isso Mauara estava sentada com a Bem ao colo, que palreava de forma alegre.

— Zahara – Maura chamou – Porque você não pega seu presente? – falou apontando o maior embrulho – É o presente da Jane para você.

Zahara sorriu, estendeu os braços, tirou o laço,e rasgou o papel que o envolvia o enorme embrulho, maior do que ela propria e quando viu o presente, saiu a correr dando um abraço apertado na morena, estava feliz com o que tinha recebido uma casa de princesas.

— J´adore Jane – falou a menina entusiasmada, dando pulinhos de contente.

— Agora é a vez do Bem – Jane falou levantando-se do sofá e pegando o presente do menino. – Maur coloque ele na manta para ele rasgar o seu embrulho – pediu Jane

— Ele terá um pouco de dificuldade – alertou Maura

— Eu ajudo ele.

— Certo – Maura levantou-se colocou o menino na manta e logo Jane colocou o presente, junto ás pernas do menino, que logo agarrou o papel e desfez o papel com a ajuda de Jane. Dentro do embrulho estava uma mesa de atividades musical da girafinha, automaticamente atraido pelas luzes o menino carregou nos botões fazendo o som ecoar pelo espaço.

— Zahara agora pode pegar o meu presente para você – falou maura apontando um outro embrulho.

— O que é? – questionou a menina trazendo o embrulho de arrasto desde a arvore até ao sofá.

— Não sei, abra para ver. – Falou Maura e logo a menina obedeceu e rasgou o papel, revelando vários livros para colorir e muitos lápis, uma das coisas que a menina mais gostava de fazer, desenhar e colorir.

— Merci, J´adore – falou Zahara dando um beijo na bochecha de Maura.

— Zahara porque agora você não vai pegar o seu presente para a Jane?

— Eu não sei onde está – falou a menina com tristeza.

— Eu guardei logo ali – falou Maura apontando um dos embrulhos que ainda estava de baixo da arvore.

— Vou buscar – Zahara saiu a correr do sofá em direção à arvore de natal, pegou o embrulho nos braços e voltou para junto de Jane e Maura.

— Par vous – falou Zahara estendendo o embrulho em direção à morena.

— Merci mon amour – falou Jane pegando o embrulho e começando a desembrulha-lo cuidadosamente. Quando tirou o papel totalmente revelou uma moldura, que continha o desenho que Zahara tinha pintando quando ainda estava no refugio.

— Notre famille – falou Zahara, fazendo Jane e Maura abrirem um sorriso nos lábios. Naquele momento nem uma nem outra conseguia esconder a emoção que sentia deixando algumas lagrimas rolarem de seu olhos, Jane por causa do desenho e Maura por causa das palavras que a menina tinha acabado de pronunciar “notre famille”.

— C´est trés belle Zahara, J´adore – falou Jane tentando pronunciar as palavras em francês corretamente. Merci ma petit. Jane puxou Zahara para os seus braços e a apertou forte.

— O que acham de nós pendurarmos na parede quando formos para a nossa de Boston? – Questionou Maura com um sorriso.

— Você acha que nós poderemos ir? – Questionou Jane não escondendo sua alegria com aquela possibilidade.

— Com certeza iremos, um dia. Você sabe Jane o que eu mais quero é poder ser uma familia com você e com as crianças e podermos voltar para nossa casa, sua familia…

— Ohhh – murmurou Jane – Você não sabe como eu fico feliz de ouvir isso e o que eu mais quero – Jane puxou Maura para si selando os seus lábios nos dela. – O advogado já falou mais alguma coisa com você? – questionou

— Eu tenho mantido sempre contacto com ele e ele tem grandes esperanças que o processo se conclua nos proximos meses, no tempo que você esteve em Washington algumas assistentes sociais nos visitaram e ficaram impressionadas com a adaptação fácil das crianças e também com a minha adaptação a eles e o advogado falou que isso pode ser uma enorme mais valia para o juiz deliberar a sentença o mais rapido possivel, até porque as crianças não tem nenhum parente proximo.

— Que bom Maur é uma otima noticia, você não sabe como eu fico feliz por saber isso. Tou desejosa que este processo fique concluido e que sejamos para sempre uma familia…

— Voce não sabe como eu desejo isso também Jane… Eu tinha medo que as crianças não se adaptassem a mim, você sabe, mas até que tem sido fácil

— Nunca duvidei que seria uma otima mãe para as crianças.

— Você confia mais em mim do que eu propria – falou Maura acariciando a face da morena — Agora vamos acabar de abrir os presentes…

Alguns minutos depois, a sala estava uma desordem total, completamente forrada de papéis coloridos. Com as crianças completamente rodeadas por seus brinquedos, não escondendo sua felicidade…

— Este é o melhor natal da minha vida – pensou Maura para si.

Enquanto observava Jane e Zahara brincando junto a uma casa de bonecas que Zahara havia acabado de receber de presente; Jane parecia tão empolgada quanto Zahara, embora esse não fosse de todo a brincadeira favorita de Jane, a morena adorava mimar Zahara, Maura amava ele lado de Jane, leve, discontraido tal como uma criança, carinhoso e meigo.

—Agora que abrimos os presentes que tal tomarmos o café da manhã e depois irmos passear? – questionou Maura

— Acho otima ideia – falou Jane – Mas onde iremos? – questionou a morena

— Levar presentes para as crianças do refugio e assim Zagara e Bem podem visitar seus amiguinhos e Anabelle– falou Maura — O que você quer pro seu café?

— Que tal panquecas com mel? – questionou a morena.

— Perfeito – falou Maura. – Cuide das crianças enquanto eu preparo o nosso café.

Já na cozinha, Maura preparava a refeição, leite, café, panquecas e para Bem a mamadeira.

Enquanto Maura acabou de preparar o café, Jane deu a mamadeira a Bem e sentou Zahara na sua cadeira, fazendo a menina esperar pelo seu leite e sua panqueca de coelho que Maura carinhosamente preparava para a pequena, como Angela sempre fazia para Jane e seus irmãos. Depois foi a vez de Jane, Maura e Zahara tomarem o seu café com calma, deliciosamente preparado.

Depois de tomarem o café, subiram para os quartos se prepararam para sair para passear com as crianças, aproveitando para conhecer alguns dos mercados de natal que haviam pela cidade.

PARIS 14:00 Refuge- Village enfance heureuse

— Belle – gritou Zahara assim que entrou na sala de convivio do refugio e viu a mulher ao fundo da sala a brincar com algumas crianças, saindo a correr em direção a ela. Reconhendo a voz a mulher olhou em direção à porta e sorriu abrindo os braços para receber a pequena num abraço apertado.

— Zahara – falou Anabelle apertando a menina – senti sua falta.

— Eu também senti sua falta – respondeu a menina olhando agora para a mulher, que estava ajoelhada à sua altura.

— O que você veio fazer?

Zahara apontou o dedo em direção a Maura, Jane e Bem que tinham ficado parados em frente à porta da sala de convivio – È natal – murmurou.

— Pois é, feliz natal para você Zahara.

— Feliz Natal Belle – falou a menina – Venha, venha, Bem está ali – falou dando a mão a Anabelle e puxando a mulher em direção ás três figuras.

Anabelle cumprimentou Jane e Maura e pegou em Bem ao colo dando vários beijos na bochecha do menino. – Você esta de volta Jane? – questionou Anabelle surpresa por ver a morena. Não esperava ver-vos hoje.

— Eu voltei esta semana, não aguentava mais de saudades da Maura e das crianças. – falou passando a mão pela cintura de Maura e trazendo a loira mais para perto de si.

— Compreendo. A que devo a honra da vossa visita?

— Nós viemos trazer isto para as crianças – Maura e Jane elevaram as mãos mostrando algumas sacolas – São presentes de natal.

— Obrigada, vão fazer as crianças muito felizes. – murmurou Anabelle – estas epocas são sempre dificeis para eles.

— Nós sabemos e quisemos dar-lhes um miminho – falou Jane com um sorriso terno enquanto admiravam as crianças a brincar espalhadas pela sala.

— Zahara – Maura chamou a menina – você não quer chamar seus amiguinhos para lhes dar os presentes?

— Simmmm – respondeu a menina euforica.

— Enfant, enfant, enfant – gritou insistentemente Zahara sendo automaticamente rodeada por um grupo de crianças, num abraço gigante.

Zahara rasgou os sacos e começou a tirar os embrulhos distribuindo-os aleatóriamente por todas as crianças que saiam e sentavam-se pelo espaço tirando os laços e rasgando o papel. Em pouco tempo a sala estava cheia de papeis e todas as crianças tinham um novo brinquedo nas mãos, felizes e sorridentes.

— Vá brincar com seus amiguinhos Zahara – falou Anabelle

— Vocês não vão embora? – questionou Zahara para Maura e Jane

— Não vamos Zahara, pode ir brincar.

— Boa – falou saindo a correr para se sentar junto a uma menina que brincava com uma boneca que havia recebido.

Enquanto Zahara brincava com seus amiguinhos, Anabelle conversava com Jane e Maura e brincava com Bem, que estava cada vez mais esperto. Praticamente todos os funcionários do refurio, vieram abraçar as crianças, a historia deles tinha tocado no fundo de coração de todos e por isso todos se sentiam muito ligados a elas.

Ao fim de algumas horas, depois de lancharem com as crianças no refugio, já quando o dia ameaçava escurecer, despediram-se de todos e sairam para casa.

Quando chegaram a casa já Luminnier havia chegado, como já estavam um pouco atrasadas, Jane e Maura cumprimentaram o homem, colocaram as crianças para dormir um pouco antes de jantar, uma vez que elas tavam muito cansadas da correria do dia e subiram para o quarto para se prepararem para o jogo de futebol. Antes de sairem de casa, jantaram e depois chamaram um taxi… Enquanto elas foram ao jogo Luminnier cuidaria das crianças.

PARIS 20:15 – Parc des Princes

Hoje é dia de disputar o primeiro lugar da tabela da Ligue 1, a liga francesa, na disputa o Paris Saint germain e o Olimpyc Lionnais. Em redor do Parc des Princes uma confusão. Pela cidade os comboios estão lotados, e o metro foi afetado de igual forma.

Já no estádio o ambiente está incrivelmente fervoroso. As bancadas enchiam-se de cor, azul e vermelho de apoio ao PSG. Estava um ambiente que faz qualquer um estremecer ao ouvir os cânticos, os nomes dos jogadores, os fumos lançados, as bandeiras, as camisolas, enfim, uma panóplia de coisas que servem de incentivo aos jogadores.

Depois de entrarem no estádio, sentaram numa das principais bancadas, mesmo de frente para a baliza para onde a equipa da casa, PSG, iria começar a atacar a baliza.

O jogo estava prestes a começar e o ambiente estava a fervilhar de emoções. Jane não conseguia pensar, só sentir e olhar para todo o lado sentido a verdadeira emoção de um derbie francês.

Os primeiros minutos foram vividos com intensidade e fulgor não só pelas claques de apoio e pelos adeptos, mas também por Jane que vibrava pela equipa da casa. Na primeira tentativa de gol do PSG, a defesa do Lyon cedeu e foi o primeiro dos germanois. Todo o estádio saltou, inclusive Jane, o estádio festejou a ritmo de tambores e fumos e Maura continuava a observar tudo, a interação entre as pessoas, os cânticos e os festejos uma vez que não percebia muito do esporte em si. Foi uma celebração bonita.

O jogo continuou, sempre com muitos festejos e cantidos, numa disputa entre a claque da equipa da casa, o PSG, e a claque da equipa visitante o Lyon, e a cena se repetiu novamente minutos antes do intervalo. Já estava dois a zero, ganhava o PSG.

A frustração podia sentir-se na expressão das caras dos adeptos do Lyon, descontente com a exibição dos jogadores da sua equipa que estavam apáticos, com falta de dinâmica e criatividade. . Lances que à partida eram goles óbvios foram falhados pelas estrelas da equipa visitante. A situação tornou-se dramática quando, no minuto antes do intervalo, o PSG marcou outra vez, estava três a zero para a equipa da casa.

Os adeptos do PSG sorriam e estavam felizes por sua vez os adeptos do Lyon, tinham sido silenciados por aquele ultimo golo. Durante o intervalo as duas levantaram-se e foram até ao bar, pedir uma água e alguns snakes para comer.

O fim do intervalo estava próximo e elas voltaram a dirigir-se para a sua bancada para assistirem ao resto do jogo. Na segunda parte do jogo os adeptos continuaram fervorosas, mas a equipa do Lyon veio com outra capacidade de defender o que dificultou o jogo para o PSG que acabou por não marcar mais nenhum golo na partida.

Quando o arbitro deu o apito final os adeptos pareciam loucos, saltando e cantando de um lado para o outro. A equipa visitante saiu de cabeça baixa, não havia conseguido minimizar a derrota marcando nenhum gol e a equipa da casa aproximou-se dos seus adeptos agradecendo e fazendo uma vénia, em nome do magnifico ambiente que tinham criado ao longo de todo o jogo.

De mãos dadas, as duas apressaram-se para sair do estádio, para não apanharem os festejos das claques que ficaram retidas pela policia dentro do estadio para evitar possiveis confrontos no final do jogo, pelas ruas de paris, esperando que os adeptos normais se despercassem pelo espaço. Já passava das 22h30 quando entraram dentro do taxi que as levaria de volta a casa.

— O que você achou? – questionou Maura quando já iam no taxi para casa.

— Foi otimo, ver um jogo na europa e um pouco diferente…

— E concordo… Mas não deixa de ser entusiasmante?

— Não, os adeptos do PSG são incriveis com seus canticos, embora eu não tenha percebido nada, quase me apeteceu cantar junto com eles.

— Foi um otimo dia de Natal, obrigada amor por estar aqui.

— Vou estar sempre Maur, para sempre, eu amo você!

Notas finais
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