Trente jours avec elle
57 Jour de émotions
Notas iniciais

—Maura, eu não tive culpa. — Disse Jane pela decima vez para Maura que continuava caminhando depois que saiu do carro batendo a porta. Jane colocou as as mãos para cima e e com um suspiro saiu do carro . Em segundos alcançou Maura que já estava com a porta de casa aberta .
— Maura... — Jane a chamou a segurando pelo braço.- Fala comigo eu não quero brigar com você hoje, amanhã é um dia especial para nós duas é o dia do nosso casamento eu não quero ficar brigada com você hoje. — Maura deu um suspiro e a olhou.
— Jane eu vi como aquela vendedora olhava pra você na ultima prova do vestido, e você ficou sorrindo pra ela o tempo todo. — Falou Maura num tom áspero.
—Mas Maura eu só fui simpática com ela. — Disse Jane soltando o braço da loira que ainda segurava .
—E o que você diz do cartão que ela te deu com o telefone dela e dizendo que se você precisar e só procurar ela?
—Maura me escuta.- Jane a segurou novamente quando Maura ia subir para o quarto. — Maura … — repetiu novamente a virando de frente para si. — Nenhuma mulher vai me ter eu só tenho olhos para você. — Jane retirou o cartão da loja do bolso o rasgando em vários pedaços. — Eu sei que sou irresistível mas não quero ning...
Jane não completou a frase só sentiu um tapa no braço.
— Jane Clementine Rizzoli hoje você dorme no sofá, até porque eu preciso estar suficientemente descansada para amanha, preciso ser perfeita- Disse Maura já se afastando e subindo para o quarto.
Jane resignada e não querendo brigar mais com Maura, foi para o sofá passando a mão no braço que tinha levado um tapa, pegou o controle e colocou no canal de sports estava passando um jogo do Sox e começou a assistir minutos depois pegou no sono.
No meio da madrugada Jane sentiu alguém a sacudindo levemente e acordou assustada quase caindo do sofá. Maura que estava agachada perto do sofá a segurou para evitar que caísse .
— Maura quer me matar de susto. — Disse Jane ainda sonolenta.— Aconteceu alguma coisa?
— Não Jane, eu acordei e vi que você não subiu , a cama fica muito grande sem você, eu não consigo dormir sem sentir os seus braços em mim, sem seu calor, sem seu cheiro.- Disse Maura ainda agachada.
— Maura... —Jane se sentou no sofá e puxou Maura que se levantou da posição que estava. —Vem aqui deu um tapinha no sofá. Maura se sentou e ficaram de frente uma pra outra.
— Jane me desculpa pelo que fiz, eu não sei o que me deu — Disse Maura pegando as mãos da morena entre as suas . —Eu estou nervosa por causa do...
— Shiiiiiii Maura tudo bem, eu te desculpo — disse Jane soltando uma das mãos das da loira e deslizando pelo rosto da loira. — Eu só quero você, eu quero construir uma família com você ...
Maura não a deixou completar calando-a com um beijo carregado de amor, paixão e luxuria. O beijo começou calmo mas foi ganhando intensidade, até que ambas se separaram para recuperar o fôlego. Depois de mais umas caricias trocadas Maura se afastou e levantou com Jane e as duas foram para o quarto. Deitaram na cama e Jane passou os braços no corpo de Maura as aproximando mais, e assim abraçadas dormiram.
Enfim chegara o tão esperado dia . Daqui a algumas horas, Jane e Maura estariam casadas. Jane acordou com Maura andando de um lado pro outro no quarto.
— Maura ainda e cedo venha dormir.
—Não consigo Jane é hoje o grande dia, e se alguém não vier?— É se não gostarem da comida e se …
— Maura calma. —Disse Jane que nessa altura já tinha se levantado da cama e se aproximado da loira. — Vai dar tudo certo fique tranquila, disse abraçando a loira. —Tenho uma surpresa para você disse Jane enquanto se afastou e pegou um envelope entregando-o para a loira. — Abre-o .— Maura pegou o envelope e o abriu.
—Jane... — Maura fica sem palavras por um momento.
— O que foi doutora a deixei sem palavras? — pergunta Jane olhando a loira com um sorriso .
—Jane eu não sei o que dizer ...
—Maura eu vi essa casa e imaginei a gente lá com as crianças eu não fechei o negocio ainda, mas peguei a chave para você poder olhar, ela e linda Maura , você vai gostar eu tenho a certeza, é enorme, tem um grande quintal para as crianças poderem brincar, tem um estilo rustico tal como você gosta… Mas se você preferir podemos escolher outra, eu só pensei que podíamos começar uma nova etapa de nossas vidas num novo lugar.
—Jane ... —Maura se aproximou com olhos lagrimejantes. —Eu já disse hoje que te amo muito? —Disse agarrando o pescoço da morena e dando um beijo longo e demorado .
—Hum eu adoro quado você me beija assim. —Disse Jane puxando Maura mais pra junto de si .Depois de mais uns beijos trocados, se afastaram um pouco.
—Eu tenho certeza que vou amar a casa que você escolheu para nossa família e estou super ansiosa para poder conhece-la e podermos começar a decorar ela.
—Agora doutora temos que tomar banho, e sair temos um casamento para ir e não podemos faltar , marquei um dia de noiva para nós duas hoje, você está indo com sua mãe, Constance, que deverá estar a chegar e eu vou com ma . — Disse Jane já pegando Maura pela mão e a puxando para o banheiro.
— Você pensou em tudo detetive.
Depois de tomarem banho as duas saíram de casa e cada uma se dirigiu a um salão diferente, era hora de ultimar os últimos preparativos, hora de cuidar delas próprias. Como Jane havia falado, Maura foi na companhia de Constance e Jane na companhia de Angela, depois do salão, Maura voltou para sua casa e Jane foi se preparar na casa de hospedes com sua mãe, para manter a surpresa e o suspense. As mães das duas caminhavam de um lado para o outro para conseguir acompanhar tudo.
— Será que o vestido está bom? – Maura perguntou aflita — E se ninguém gostar e se Jane no gostar?
— Pare com isso Maura você está linda, Jane nunca a acharia feia, ela te ama de qualquer jeito, mas tenho certeza que ela vai achar você mais linda ainda — responde Angela sorrindo, a ajudando a fechar os botões do vestido em um dos quartos da casa de Maura.
— Como estão as crianças? – perguntou Maura.
— Estão ambas preparadas Bem tem o pequeno smoking, o cabelinho penteadinho e Zahara o lindo vestidinho que vocês escolheram e tem o cabelo bem cacheado, agora estão a brincar no quartinho delas. – falou Angela enquanto ajeitava o cabelo de Maura sobre o ombro.
— Estão com mamãe? – questionou a loira.
— Sim, Constance completamente se derreteu com elas – respondeu Angela.
Maura sorriu para a sua futura sogra – Obrigada por toda a sua ajuda Angela, é muito importante para mim e para Jane ter sua ajuda e seu apoio.
— Eu não sei como demorei tanto tempo a aceitar, vocês se amam, e eu amo você como uma filha, você é a esposa perfeita para minha Jane, você a faz feliz e lhe deu uma família, me deu netos e eu só tenho de agradecer a você por isso…
— Você me deu uma família Angela e eu vou ser eternamente agradecida para você, você é como se fosse uma mãe para mim… — falou Maura lutando contra suas lagrimas que ameaçavam aparecer e borratar a maquilhagem.
— Eu agora vou ter com Jane, entrega-la a Frankie para a conduzir ao altar.
— Você leva as crianças?
— Sim – respondeu Angela.
— Obrigada. – respondeu a loira, enquanto se ajeitava nuns últimos pormenores.
— Não demore os convidados já estão sentados nas suas cadeiras.
— Certo. – respondeu Maura.
Maura e Jane tinham escolhido uma cerimônia bem simples no jardim da casa de Maura, com poucos convidados só os familiares e amigos mais próximos.
— Maura, vamos a cerimônia...– Constance disse entrando no quarto mas não completou a frase quando viu Maura ali de pé com vestido de noiva, um vestido branco de seda, com uma pequena cauda, num toque reto e sem mangas, lagrimas vieram a tona. — Filha, você está... Está linda. Jane tem sorte de ter você
— Obrigada mamãe – falou Maura com um sorriso rasgado na sua cara. – Você acha que Jane vai gostar?
— Ela vai amar minha filha – falou Constance acariciando a face de Maura com sua mão — Vamos, querida, não é elegante chegar muito atrasada. — Constance disse agarrando a mão da loira e a levando para fora.
Desceram do primeiro andar e Artur já estava a espera da filha ao fundo da escada, com um grande sorriso se aproximou e deu um beijo em sua testa, depois disso ficaram lado a lado esperando a hora de entrar, através da marcha nupcial.
Quando a musica começou a tocar Maura e seu pai foram andando lentamente pelo tapete vermelho que dava acesso ao jardim da casa de Maura, com os convidados acenando. Jane mais a frente olhava e sorria para Maura, que correspondia o gesto, em nenhum momento quando andava pelo tapete vermelho Maura parava de olhar para Jane e Jane também fazia o mesmo.
Chegaram até o altar Artur deu mais um beijo na testa da filha e depois voltou-se para Jane, a puxou para um abraço e deu um tapinha em suas costas e sussurrou no ouvido da morena
—Cuide bem dela. — Jane sorriu e acenou que sim com a cabeça. Artur se afastou dando espaço para que Maura se aproximasse.
Jane a olhou novamente e estendeu mão para a loira que a pegou entrelaçando os dedos e se viraram para o juiz que começou a cerimonia
Olá Jane e Maura
Estamos aqui hoje para celebrar perante as leis do estado a união e o amor destas duas mulheres, na verdadeira sentido da palavra. Jane e Maura são mulheres independentes, têm as suas próprias famílias, são realizadas profissionalmente, em trabalhos num mundo maioritariamente dominado pelos homens e orgulham o seu pais e o estado que representam, na busca de um mundo mais justo e seguro. Mulheres estas que amando-se tiveram a coragem de enfrentar os seus próprios medos e todo o preconceito que a sua decisão podia trazer-lhes, para estar aqui hoje perante todos, por tudo isto para mim é uma honra ter sido convidado para celebrar esta cerimônia, onde o amor se faz tão presente.
Portanto, Jane Clementine Rizzoli é da tua livre vontade contrair este matrimónio e promete amar e respeitar Maura Dorthea isles todos os dias da sua vida até que a morte vos separe?
— Sim, é de minha livre vontade- respondeu Jane Maura Dorothea !sies é da tua livre vontade contrair este matrimônio e prometo amar e respeitar Jane Clementine Rizzoli todos os dias da sua vida até que a morte vos separe? — Sim, é de minha livre vontade!- respondeu Maura — Unam as suas mãos direitas e podem fazer os vossos votos de casamento:
—Eu Jane Clementine Rizzoli recebo-te por minha esposa, a ti Maura Dorthea Isles, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe. —Eu Maura Dorthea Isles recebo-te por minha esposa a ti Jane Clementine Rizzoli e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.
Existe alguém que tenha alguma objecção à concretização desta união? — como ninguém respondeu o Padre continuou a fazer a cerimonia.
Não separe o homem o que Deus uniu.
Podem trocar as alianças.
Assim que o juiz terminou de falar, Maura e Jane colocaram-se de frente uma para outra, enquanto olham diretamente nos seus olhos emocionados:
-Maura Dorthea Isles recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade — fala com a voz mais rouca e pausada do que o normal e uma lágrima preste a cair dos seus olhos, enquanto coloca a aliança no dedo anelar esquerdo.
—Jane Clementine Rizzoli recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. — fala Maura com a sua voz mais suave carregada de emoção, enquanto colocava a aliança no dedo anelar esquerdo de Jane.
Assim que terminaram de colocar as alianças e sem soltar a mão uma da outra, Jane e Maura, viram-se de frente para o juízo, afim de ouvi-lo pronunciar as palavras finais.
Que vocês continuem felizes, como a noite de hoje e estendam a vossa felicidade por cada uma das pessoas que aqui está, vocês são a alma desta festa, por isso: Declaro-vos casadas, podem beijar-se — num gesto suave e harmonioso Jane e Maura viram de frente uma para a outra e fitam olham-se profundamente, Jane coloca as mãos na cintura de Maura e Maura envolve com os braços o pescoço de Jane e calmamente selam os lábios durante alguns segundos, este era o primeiro beijo que selava uma nova etapa das suas vidas.
Depois de assinar o livro dos assentos do juiz, Jane olhou ao fundo do corredor vermelho e viu Albert caminhando até ao altar. Carregando um envelope consigo.
— Muitas felicidades minhas queridas – falou Albert puxando as duas para um abraço.
— Obrigada – falaram as duas mulheres praticamente em uníssono.
— Obrigada por ter vindo Albert – falou Maura depois de se afastarem do abraço, enquanto Jane ainda olhava o advogado sem compreender o motivo da sua presença.
— Vejo, que está curiosa da minha presença Jane, Maura me pediu para estar presente hoje para lhe entregar o seu presente de casamento.
— Presente de casamento? – falou Jane curiosa.
— Aqui está – falou Albert estendendo o envelope e uma caneta em direção à morena — Abra Jane.
Calmamente Jane pegou o envelope e começou a abri-lo. Dentro dele vários documentos que a primeira olhada Jane não percebeu o que era e por isso olhou para Maura.
— Por favor leia um pouquinho querida – falou Maura dando um sorriso de incentivo.
— Ok — respondeu Jane e voltou a olhar para os papeis, aos poucos foi tomando consciência do que estava escrito em cada uma daquelas linhas do documento e os seus olhos começaram a ficar cheios de lagrimas.
— É isso mesmo que eu estou pensando? – falou Jane olhando Maura que lhe deu um sorriso genuíno e caloroso.
— Eu quero que sejamos uma família, eu você e as crianças, você aceita?
— E claro que eu aceito Maura — falou Jane puxando Maura para um abraço apertado – é claro que eu aceito ser mãe das crianças com você – continuou a morena a falar visivelmente emocionada.
— Assine então querida – falou Maura afastando-se da morena, dando-lhe um breve selinho nos lábios – Assine para Albert poder concluir os papeis.
— Ohh meu deus Maura, você não imagina como eu estou feliz, é o melhor presente de casamento que você podia me dar, eu te amo tanto e eu amo tanto as crianças. – Falou Jane enquanto de forma tremula assinava os papeis logo os entregando a Albert.
— Parabéns Jane duplamente, agora Zahara e Bem, são oficialmente filhos de vocês as duas, tenho a certeza que serão uma família linda e feliz.
— Obrigada eu – falou Jane abraçando Albert que ficou sem palavras enquanto era praticamente esmagado pela morena.
— Desculpe, desculpe…
— Não foi nada. Agora continuem a vossa festa, os convidados esperam por vocês.
As mesas, redondas e retangulares espalhados pelo quintal de Maura, estavam perfeitamente decoradas com toalhas brancas e ao centro várias flores e velas múltiplas cores, criando um ambiente envolvente. as noivas transbordavam felicidade e os convidados acompanhavam-nas sentindo-se parte daquele momento, como uma boa família italiana haviam musicas e dança a toda a hora, as noivas eram chamadas a toda a hora para tirarem fotos com os convidados, que queriam registar aquele momento.
Quando o dia chegou ao fim, Angela levou as crianças para casa e Jane e Maura saíram para um hotel para poderem comemorar a sua primeira noite de casadas da melhor forma.
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