Trente jours avec elle
6 Désirs refoulés
Notas iniciais

Podiam sentir a sua respiração quente tocando uma na outra, os rostos estavam perto, cada vez mais perto…
Um barulho de porta a abrir chamou a sua atenção
— Ma fille, est vous? — murmurou Messieur Leminnier que tinha acordado com o barulho excessivo que Jane e Maura faziam ao subir as escadas.
Abruptamente as duas afastaram-se e encararam o homem ao pé da escadas.
— Desculpem, o barulho me assustou– falou Luminnier ao ver o ar atrapalhado das duas.
— Não por isso, já estamos a subir – Jane falou e continuou a subir as escadas equilibrando-se no corrimão, sem olhar para Maura, que estava imóvel e sem palavras.
— Ma fille, ça va? – questionou o homem vendo Maura pálida.
— Oui Luminnier, ça va bien, merci. – respondeu Maura que ainda tentava controlar a respiração.
— Bonne nuit ma fille
— Bonne nuit Luminnier.
Os dois despediram-se e Luminnier voltou para o seu quarto. Maura continuou estática parada no meio das escadas. Quando sentiu as pernas pararem de bambear, Maura continuou a subir os degraus calmamente, tentando perceber o que tinha acabado de acontecer ali. Maura andou pela casa a fora com os pensamentos, os pensamentos longe e quando deu por si estava parada em frente à porta do quarto de Jane. Colocou a mão na maçaneta da porta e quando deu por si, preparava-se para abrir.
— O que você esta fazendo Maura? – questionou a loira em pensamentos, tirando a mão da porta.
Maura abanou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos e andou rapidamente para o seu quatro fechou a porta atrás de si e encostou-se nela, deslizando até ao chão. Já no chão a loira abraçou os joelhos fortemente e abaixou a cabeça, procurando algum conforto em si própria.
(POV Jane)
Já ando a ouvir coisas, estou ficando louca, primeiro quase que beijo a minha melhor amiga e depois ouço barulhos numa porta onde não tem, o que se passa em sua cabeça Jane Rizzoli? Esse vinho da França deve ter coisa ruim dentro. E o que deu em Maura para ela querer me beijar? Ela é sempre tão certinha, definitivamente esse vinho só pode estar estragado, nunca que a Maura iria querer beijar uma pessoa como eu, durona, sem classe, ainda mais eu sou mulher, Maura gosta de homens não gosta? Eu acho que sim, ela sempre namorou homens. E eu? Se Luminnier não tivesse entrado naquele segundo eu teria correspondido aquele beijo, como assim eu teria correspondido? Eu gosto de homens, não é? Maura é uma mulher e pior Maura e a minha melhor amiga. E melhores amigos não desejam se beijar? Porque eu desejei beijar ela?
Estou ficando louca, esse espírito de amor de Paris está fazendo mal para mim…
***
Maura continuava sentada no chão a abraçar os próprios joelhos e os pensamentos fugiam a todo momento para Jane mesmo Maura tentando trava-los a todo momento, as lágrimas ameaçavam cair e ela só conseguia tremer.
(POV Maura)
O que estava acontecendo ali? Jane é minha melhor amiga, eu não posso ter essa vontade louca de beijar ela. Como será que ela vai olhar para mim amanhã, será que ela vai ficar com ódio de mim, eu não posso perder a sua amizade por causa de um desejo idiota passageiro! Como assim um desejo Maura, os amigos não se desejam. Os amigos não ficam com as pernas bambas, os amigos não querem beijar-se, os amigos não ficam com ciumes uns dos outros.
Porque é que eu estou com essa vontade louca de agarrar ela e não soltar mais? Esse vinho tá me deixando louca só pode, é melhor eu tomar um banho gelado e dormir
***
Jane tirou a roupa que veio da rua e deitou na cama apenas de calcinha e soutien, cobrindo-se com os lençóis até à cabeça, como se aquela fosse a única forma de fugir do problema que poderiam ter criado naquela escada.
(POV Jane)
E como vai ser amanhã? Como eu vou olhar para a Maura e lembrar que quase nos beijamos? Lembrar que ela quis me dar um beijo? Só espero que se esse vinho for bom realmente eu não lembre de nada disso de manhã. Esse vinho não pode só servir para me fazer acordar com uma dor de cabeça terrível que parece que o meu cérebro vai saltar fora.
Nós somos amigas, nada mais que isso, não é como se fossemos sair por ai tendo vontade de beijar e agarrar todos os nossos amigos, então porque aconteceu isso conosco?
È melhor eu dormir antes que eu faça mais alguma besteira, por hoje já fiz besteira de sobra e já pensei de mais.
***
Maura andou até ao banheiro, ligou o chuveiro da box, tirou a roupa e entrou dentro de água. A água morna escorria sobre o seu corpo e fogo que ela sentia parecia aumentar a cada gota, Maura toma banho com toda calma, vai passando sabonete líquido por cada parte do seu corpo e quando pensa em Jane sente uma gostosa sensibilidade característica em algumas áreas. A loira abana a cabeça em negação e joga shampoo nos cabelos e faz uma suave massagem capilar.
Maura volta a ligar o chuveiro mais uma vez, para tirar a espuma do corpo, fecha os olhos e quando a água morna cai nas suas costas uma ótima sensação a atinge ela imagina as mãos de Jane descendo pela lateral do seu corpo à medida que dá leves apertões, as mãos de Jane descem pelo seu quadril até agarrar a sua coxa e o seu bumbum, dando um leve e demorado apertão, logo as mãos de Jane voltam a subir pelo corpo da loira parando nos seus seios, a caricia trouxe um tremor ao corpo de Maura.
A boca de Jane cobriu a de Maura, devorando-a de um jeito quase selvagem, um beijo cheio de desejo, lábios sugando-se, linguas revoltadas, deixando Maura completamente zonza e mais quente do que já estava. A mão de Jane continuava no seio da loira apertando-o, a mão fria de Jane cobrindo o seio foi suficiente para Maura arquear o corpo a agarrar os cabelos de Jane com luxuria.
Os lábios de Jane deixaram os Maura e passaram a trilhar um caminho até ao seu pescoço, seu hálito quente fez Maura arrepiar-se ainda mais. Jane beijava o pescoço, e mordiscava de leve a pele já arrepiada, ao mesmo tempo em que acariciar o seio da loira com o dedo polegar.
O cheiro de Jane, misturado com o cheiro da espuma do banho, sua voz rouca e seus dentes roçando no pescoço foi o bastante para a loira gemer de novo e ondular o corpo contra o da morena.
A sensação era maravilhosa e indescritível, Maura nunca se tinha sentido assim…
A água, os beijo, corpos nus e quentes a respiração ofegante, minutos ou segundos, ou quem sabe horas se passaram e como quem acorda Maura saiu do transe abriu os olhos e deu-se se conta como tudo não passou de um desejo reprimido da sua mente, sentiu-se frustrada e ao mesmo tempo incoerente. Como a sua mente poderia imaginar aquelas cenas?
Maura abanou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos e rodou a torneira, precisava de água gelada, talvez fosse melhor mesmo um balde de gelo.
— O que está acontecendo comigo? – murmurou Maura antes de sair do banho.
(POV Maura)
Você tá definitivamente louca Maura Dorothea, você não pode pensar essas coisas com Jane, ela é sua amiga. E desde quando você se excita com mulheres? Você gosta de homens, altos, musculatura bem desenvolvida, morenos, abdómen definidos… O abdómen da Jane também…
O que deu em você Maura ? De onde vêm esses pensamentos agora? Você vai acabar perdendo amizade de Jane por isso, ela não gosta de você dessa forma, ela não tem esses pensamentos com você, Jane gosta de homens, ela deseja homens.
***
Depois de muito lutar contra os seus pensamentos, Jane acabou por ceder à exaustão e acabou por adormecer. Aos poucos Jane começou a rolar de um lado para o outro na sua enorme cama de casal, puxando as cobertas para onde se movia e arqueando o corpo.
Jane sentiu um barulho na porta, olhou e viu Maura parada à sua frente, vestindo um robe de seda vermelho aberto, uma calcinha e um soutien pretos de renda, esbanjando sensualidade e tesão. Sem nenhuma palavra Maura deixou deslizar o robe sobre os ombros até cair no chão e aproximou-se dos pés da cama, gatinhou sobre ela aproximando-se de Jane sedutoramente sem piscar os olhos, até encostar seus lábios nos da morena, começando um beijo doce e selvagem como se as suas vidas precisassem daquilo para se manterem vivas. Maura desceu sua boca para o pescoço da morena, dando fortes chupões, beijos e pequenas mordidas enquanto passava sua mão pelo corpo da morena, fazendo-a estremecer a cada toque. Maura tirou o sutien de Jane e começou a acariciar seus seios, em seguida, colocou sua boca de encontro a um enquanto acariciava o outro. Isso arrancava de Jane pequenos gemidos.
Maura foi descendo seus lábios até à barriga de Jane dando pequenos beijos e quando alcançou a sua última peça de roupa, a tirou lentamente observando Jane morder seus lábios de uma forma extremamente sexy e atraente, entregue totalmente ao desejo. Maura tirou a calcinha da morena e foi rapidamente de encontro à sua intimidade, dando pequenas mordidas seguidas de chupadas.
Maura podia ouvir o som dos gemidos de Jane invadirem seus ouvidos.
Brrr-buuummmmmm
No meio da madrugada e do sonho, começou uma tempestade horrível...barulho de vários trovões fizeram Jane acordar e despertar do sonho... Ofegante por causa do sonho que acabava de ter, Jane sentou na cama com os olhos arregalados e quando viu o clarão da tempestade aparecer na janela, fitou-o tentando trazer os pensamentos ao normal, então recostou-se sobre a cabeçeira e ficou a olhar a trovoada.
(POV Jane)
Que sonho foi este Jane Rizzoli? Como assim você tem sonhos eróticos com sua amiga? E por sinal ficando com sua calcinha húmida. Você tá ficando louca Jane, é oficial, você tá ficando louca! Isso não pode voltar a acontecer, só pode ser do vinho.
Que porra, ainda só são 3:02 da madrugada.
Maura deve estar na sua cama a dormir que nem uma pedra e eu com esses sonhos, aposto que nem ela, que tem uma mente mais aberta do que eu, que é mais louca e estranha, sonha com essas coisas, ainda mais comigo, com uma mulher, com sua amiga.
Me levantei da cama, e caminhei pisando forte pro banheiro. Sim estou com raiva por ficar sonhando essas coisas, você não vive só de sexo Jane, ainda mais sexo com sua melhor amiga. Mas sexo é tão bom e a Maura é tão sexy e naquela langerie do sonho ai...
Pára com isso Jane você não é gay, nunca teve relações com mulheres, nunca se sentiu atraída por elas, nunca se sentiu excitada por elas… Porquê isso agora?!
Preciso de tomar um banho gelado, para ver se meu fogo baixa.
***
Jane tomou um banho rápido e gelado, secou o corpo e os cabelos, colocou uma roupa interior nova e voltou a deitar-se na cama e passado algum tempo voltou a adormecer.
O dia amanheceu solarengo, sem vestígios da tempestade que se ouvia durante a noite. Maura acordou com um raio de sol a bater na sua cara, espreguiçou-se e levantou-se da cama, andou até ao banheiro, escovou os dentes, colocou uma camisola e desceu até à cozinha.
Maura já estava na cozinha quando Jane desceu de manhã, Maura estava tão bonita e bem vestida que Jane sentiu um friozinho na barriga quando a viu e no momento se lembrou do sonho da noite anterior. Tentou se controlar da melhor maneira possível Respirou fundo várias vezes, tentando se acalmar ela estava cansada e sonolenta por causa da noite mal dormida.
Jane se aproximou-se calmamente.
Maura estava tentando pegar os pratos para por na mesa mas sem sucesso. Jane chegou, sem fazer barulho, no exato momento em que ela se esticava para alcançar os pratos que estavam no armário mais alto, Jane estremeceu com a visão quando a blusa de Maura subiu um pouco revelando seus glúteos bem definido. Jane ficou a imaginar como seria tocar ali.
Vendo que Maura não ia alcançar os pratos resolveu se aproximar .Maura levantou o corpo, para tentar alcançar os pratos novamente . Quando ia tentar pegar um prato que conseguiu alcançar . Maura, sentiu a respiração quente de Jane, próximo ao seu pescoço, pulou em um sobressalto e acabou se desequilibrando só não caiu porque Jane a segurou rápido fazendo com que os seus corpos se aproximassem mais fazendo ambas soltarem um gemido.
— Desculpe, Maur, eu não queria te assustar!!!
— Não foi nada, Jane. É que eu não ouvi você chegar.
— Você se machucou ?
— Não. Estou bem.
— Posso te ajudar?
— Hum... você pode alcançar os pratos é os coloca-los na mesa. Estão muito altos Eu não alcanço .
— Ok, eu os pego .
Maura disfarçou seu arrebatamento momentâneo e , Jane seu constrangimento, mas não restava a menor dúvida de que ambas haviam ficado sensivelmente perturbadas pelo sutil evento de minutos atrás...
Jane colocou rapidamente os pratos sobre a mesa, e pediu licença para usar o banheiro. Precisava se refrescar porque, por muito pouco, não agarrou Maura pela cintura, e beijou aquele delicado pescoço.
Messieur Luminnier chegou entretanto, colocou umas sacolas sobre o balcão da cozinha e fitou Maura que continuava ruborizada
— Bonjour ma fille, ça va?
— Boujour Luminnier, oui ça va – respondeu Maura com um sorriso.
— O que você estava fazendo? – questionou Luminnier
— Estava colocando a mesa para o café
— Bonjour Jane – falou o homem com um sorriso para a morena que retornava agora a cozinha.
— Bom dia Luminnier
— Sentem-se que eu já vos preparo o pequeno almoço. Fui na padaria, comprei croissaints, pão quentinho, duchesses e macarrons. Vocês vão querer, leite, café ou suco?
— Para mim café bem forte – respondeu Jane
— Oui madame
— Para mim pode ser suco de laranja — falou Maura para o mordomo
— É para já ma fille
As duas sentaram-se e Luminnier foi colocando sobre a mesa, vários produtos alimentares fresquinhos. Durante o pequeno almoço Jane e Maura praticamente não trocaram uma palavra, tanto uma como outra tinham medo de falar alguma coisa que não deveriam. Os olhares eram dados de fugida e quando a outra estava distraída, evitaram o tempo todo cruzar os olhares, com medo de se perderem neles e não encontrarem o caminho de volta.
As duas acabaram de tomar o pequeno almoço, preparam-se e saíram de casa, apanharam o metro naEstação de Metrô: Abbeses.
Na place de Abbesses puderam apreciaruma da poucas entradas do metrô no estilo Art Noveau.
Para chegar à Basílica,elas seguiram sempre subindo para o Norte e mais à frente, depois de andarem um pouco, avistaram a igreja.
PARIS 10:00 — Basilica de Sacre-coeur
— Você sabia que… — Maura começou a falar mas foi interrompida por Jane
— Não sabia mas vou saber porque você vai me contar – falou Jane revirando os olhos.
— Tudo bem vou ficar calada – Maura falou num tom triste.
— Não Maur, conta quero ouvir.
—Ok – Maura deu um sorriso e começou a falar – Você sabia que a ideia de construir um templo dedicado ao Sagrado Coração surgiu depois da guerra Franco-Prussiana em 1870, como pagamento da promessa feita por Alexandre Legentil e Hubert Rohault de Fleury de erguer uma igreja caso a França sobrevivesse às investidas do exército alemão? – questionou Maura com os olhos aregalados a olhar para a igreja
— Hummm muito interessante – Jane falou num tom pouco entusiasta e irónico que Maura não compreendeu.
— É, não é? Também acho.
— E que mais? – questionou a morena, rindo com o entusiasmo de Maura
— A basílica está construída em pedra de travertino obtida no Château-Landon, Seine-et-Marne, na França. Essa pedra constantemente dispersa cálcio, o que garante a cor branca da basílica mesmo com as chuvas e a poluição. O mosaico no ápice, chamado Cristo em majestade, é um dos maiores do mundo. – respondeu Maura
— Hummmmmm.
Ao chegar à base da escadaria optaram por subir a pé. Na base da escadaria vários vendedores de lembrancinhas vieram até elas oferecendo variados produtos...
Subiram a escadaria e chegaram, a Sacré-Coeur uma das mais bonitas igrejas de Paris Localizada numa colina e por isso com uma vista da cidade bastante bonita .
De frente para a igreja, andaram até uma ruazinha na lateral esquerda da mesma, e chegaram até à place du teatre. Ali se encontram diversos artistas e pintores de rua, muitos turistas passeavam e admiravam cada pequeno promenor da igreja, a área era bastante boêmia.
As duas andaram até um banquinho e ficaram a admirar o ambiente entre elas continuava estranho, ambas tinham medo de dizer algo que fosse errado, mas não poderiam continuar assim, elas eram amigas.
— O que você esta achando de Paris? – questionou Mauraa tentando quebrar o silêncio que se debatia entre elas.
— É uma cidade bonita. E você?
— Eu já conhecia, mas estou amando conhecer tudo de novo com você.
— Aqui não há esportes ? – questionou Jane.
— Há futebol, eu não gosto de esportes , mas se você quiser podemos ver um jogo no estádio, não precisamos só de visitar museus.
— Eu acho que eu quero sim – Jane respondeu com um sorriso
Depois de descansarem, continuaram a andar pela rua Norvins, até chegar na Praça Marcel Aymé, famosa pela escultura do homem atravessando a parede.
As duas continuaram sempre descendo, depois de uns 20 minutos de caminhada chegaram a avenida Boulevard de clichy, uma grande avenida bem movimentada, com muitas lojas de sex shop, lingeries, boates, souveniers e lanchonetes, onde encontraram a famosa casa de espetaculos Moulin Rouge.
— Jane vamos entrar – falou Maura referindo-se ao museu do sexo ou Musee de l'Erotisme
— O quê, você tá louca. Nem morta eu vou ai.
— O que é que custa Jane? – A loira falou fazendo um beicinho
— Está bem – disse Jane não resistindo à cara que Maura fazia – mas eu vou cobrar.
— Eu faço tudo o que você quiser.
— Vou lembrar-me disso mais tarde. – respondeu Jane
As duas entraram e começaram a visitar o museu. O museu tem uma colecção permanente de mais de 2000 peças, um espólio que se divide por sete andares. Pénis coloridos, falos gigantes, talheres que imitam orgãos sexuais e imagens do kamasutra misturam-se com exculturas, pinturas, fotografias e documentos históricos num percurso que vai do sagrado ao profano.
As duas sairam do museu e andaram mais um pouco, até que Maura parou em frente a uma sex shop
— Vamos entrar – falou a loira
— Maura você tá ficando louca
— A loja tem coisas muito interessantes Jane
— Tem – respondeu irónica – dildos, strap on, langerie comestiveis, algemas… Só precisa de arranjar com quem usar.
— E… e… e – Maura tentou falar mas um ligeiro pensamento deixou-a ruburizada, ela imaginou-se usando aqueles objetos com Jane.
— O que foi o gato comeu sua lingua?
— Não tem gato aqui Jane.
— Voce já conhecia essa rua Maura, fez de propósito…
— Na verdade eu conhecia sim.
— E porque quiseste voltar aqui?
— Eu gosto do moulin rouge – respondeu Maura
— Moulin rouge sei – ironizou Jane
Nessa avenida se concentram também diversas casas de prostituição, o que deixou Maura bastante curiosa em relação a tudo.
Depois de almoçarem pelas ruas de paris as duas, após pegarem o metrô, sairam na estação d´orsay onde visitaram o museu com o mesmo nome.
Ao final da tarde, já quando a noite ameaçava chegar as duas regressaram a casa.
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