Trente jours avec elle

48 Au revoir…jusqu'à ce jour


Notas iniciais
Ola ola boas leituras :D

PARIS 14:00 – Forum de Paris

A sala da audiencia era pequena, a juiza numa ponta sozinha, e em volta da mesa oval de reuniões, o advogado, Anabelle e a assistente social que acompanhou o caso desde inicio. Jane e Maura entraram na sala de mãos dadas, e logo seguido a elas entrou Luminnier carregando as duas crianças, Zahara pela mão e Bem no colo, sentando-se com as crianças ao fundo da sala numa cadeira colocada ali propositadamente.

As duas melhores sentaram ao lado do advogado e a juiza depois de se apresentar e apresentar o caso e a requetente deu como iniciada a audiencia, mantendo a sua postura austera e uma distancia fria entre o emocional e o racional.

— Senhora Maura Dorothea Isles — a juíza, uma figura imponente com suas vestes longas pretas, falou em francês — Estamos aqui para dar o veredito final sobre a adoção dos menores Zahara de 3 anos e Bem de 9 mêses, levando em conta que o processo de você é mais complicado, por pedir, juntamente com a adoção a autorização para que os menores abandonem o país e tenham cidadania estadunidense, para ter uma vida nos Estados unidos assim que a senhora voltar para o seu país.

Cada palavra proferida pela juíza fazia tanto Maura como Jane tremerem, embora Jane não percebesse muito do que a juíza falava a entoação da voz era assustadora, e ambas tremiam mesmo, era nítido,todos ali viam que elas estava pior que gelatina.

— Analisando o caso com extremo cuidado, tendo em conta os relatórios das assistentes sociais, que relatam a experiências com os menores, as condições de vida que lhes ofereceu no tempo que passou com os eles, a estabilidade pressenciada, o amor, eu declaro adoção concedida a você, com direito a livre circulação com os menores por países europeus e cidadania estadunidense.

Naquele momento um enorme alivio povoou o coração das duas mulheres que se abraçaram fortemente, deixando um enorme mar de lagrimas varrer as suas faces.

— Oh meu deus, você conseguiu Maur, você conseguiu – falou Jane visivelmente emocionada apertando Maura nos seus braços.

— Eu consegui – repetiu Maura olhando, sobre o ombro de Jane, Bem e Zahara que estavam serenos no colo de Luminnier ao fundo da sala. O homem também estava visivelmente emocionado e no momento em que o olhar de Maura se encontrou com ele, ele desabou, lagrimas de alivio, felicidade, comoção.

Também Albert, o advogado, estava sentado na sua cadeira, de um dos lados de Maura, não conseguia conter o seu alivio e a sua alegria, embora tendo extrema confiança ao longo do processo, nunca se conseguia ficar indiferente aquele ambiente que se tinha formado em torno daquelas crianças, do amor que se via entre todos.

—Senhora Maura Isles, você só precisa de assinar os papéis aqui comigo – falou a Juiza que por momentos tinha deixado o seu ar austero de lado e tinha um pequeno sorriso de alegria nos lábios.

— Certo – falou Maura soltando Jane e enchugando as lágrimas do seu proprio rosto.

Calmamente Maura pegou os papais que a juíza tinha extendido em sua direção e em direção de Albert e os leu.

Em data de 7 de Fevereiro foi prolatada Sentença (doc. 35), nos autos de nº 2 Vara de Família da cidade de Paris, autos estes em que os ora Requerentes obtiveram a adoção defenitiva e responsabilidade dos Requeridos Benjamin (Bem) e Zahara (irmãos) , conforme termo em anexo (doc. 50 ).

Comprovada idoneidade moral, sanidade mental e física e demais requisitos exigidos, da requerente Maura Dorothea Isles é lhe concedida a adoção plena dos mesmos

Cumpridas todas as formalidades e exigências legais e, estando hoje o menor Bem com 9 mêses e a menor Zahara com três anos respectivamente, estando eles hoje, sem sombra de dúvidas, melhor do que em uma instituição de solidariedade, num ambiente familiar adequado, com muito amor e assistência nos mais variados niveis.

Desta forma foi-lhe deferido o pedido de adoção plena dos Requerido Bem & Zahara obrigando-se a Requerente, pela assistência moral educacional, material e emocional do mesmo, nos termos do artigo 4º e parágrafo da Lei 8.069/90, como se filhos legítimos fossem e passarão a ser;

Na sentença que foi prolatada favorável, foi conferido ao requerido o nome da mãe adotiva, ou seja, Benjamin Isles e Zahara Isles e de seus adotivos maternos, tudo de conformidade com o artigo 27 e seus parágrafo 8.065/90.

Será conferido ainda aos menores o direito de circular livremente por qualquer pais da comunidade europeia, bem com a cidadania estadunidense, igualmente como sua mãe, possibilitando assim a deslocação dos menores para o pais de origem da doutora Maura Dorothea Isles os estados-unidos.

Ainda emocionada, Maura assinou os papéis e registrou os menores entregando-os de seguida à juíza que os outorgou. Logo de seguida a juíza colocou-se em pé e estendeu a mão em direção de Maura que respondeu elevando sua mão também para a doutora.

— Muitos parabéns Doutora Maura – falou a juíza delicadamente, logo se virando também para Jane – Parabéns também para si senhora Jane. Uma nova vida começa para vocês agora. Honrem este compromisso que acabamos de selar e sejam felizes.

—Seremos senhora juíza. – falou Jane

— Por mim é tudo. Podem ir para casa com as crianças festejar. – falou a juíza dando um sorriso sincero para Maura e Jane.

— Obrigada doutora. – falou Maura logo enlaçando a mão em Jane e as duas andaram até Luminnier, pegando cada uma numa crianças e as envolvendo num abraço aperto.

A alegria que sentiam contagiava todos os lugares por onde passavam, depois de saírem da sala em direção ao elevador uma enorme algazarra atingiu o prémio, as pessoas pareciam tão felizes quanto elas, mesmo não sabendo elas o motivo a alegria parecia alastrar-se.

No caminho para casa, no taxi a alegria a festa mantinha-se, enquanto o taxista conduzia todos cantavam e batiam palmas, felizes.

— Une poule sur un mur // Qui picore du pain dur // Picoti, picota // Lève la queue et puis s'en va – cantava Zahara alegremente. e Bem tentava seguir a irma com palras e muitas palmas e gargalhadas e logo as duas mulheres e Luminnier as acompanhavam.

PARIS 18:00 – Maison Isles

Depois de chegarem em casa, entre risos, e bricadeiras, foram prepararar um lanche, com as coisas que haviam comprado, antes de voltar para casa.

Luminnier observava a interação dos quatros ao longe com um grande sorriso, enquanto colocova a mesa, Jane ia tirando os bolos e pães, geleias e frutas das embalagens, enquanto Zahara com cuidado e surpevisão de Jane pegava os talheres para levar para Luminnier a garotinha considerava o mordomo como um amigo e sempre que podia ajudava ele de algum jeito, Bem ficou no colo de Maura e via toda a movimentação não perdendo nada.

Depois de tudo colocado na mesa, se sentaram os cinco, Maura insistiu para Lumnnier, se ajuntar a eles, era um dia muito feliz para todos. Depois de muita risadas com os casos contados por ela, Jane e Maura se levantaram e ajudaram Lumnnier com a louça. Depois de tudo limpo, Luminnier se despediu e se recolheu no seu quarto, deixando ambas as mulheres com as crianças.

Cada uma pegou uma e foram para a sala, depois de se sentarem Jane e Maura se olharam e com um olhar de entendimento, aquele era o momento de expicar à menina tudo o que vinha acontecendo em suas vidas. Chamaram Zahara que brincava no chão e a menina levantou a cabeça

― Zahara meu amor, Maura tem algo para falar com você — disse a loira para a menina.

A menina se aacomudou no colo de Jane enquanto Maura começou a passar a mão em suas pequenas perninhas.

― Você viu que hoje saímos para ver uma senhora.

― Uma senhora? – indagou Zahara

― Sim , você e Bem ficaram com Luminnier. ― A menina então sorriu qundo mais ou menos lembrou que estava com o seu amigo

― Então Zahara, eu fui pegar uns papeis para poder cuidar de você e do Bem — falou Maura enquanto Jane passava a mão carinhosamente nas costas da menina trazendo-lhe alguma tranquilidade e conforto. ― Lembra que Anabelle tomou conta de vocês … — parou para respirar e olhou para Jane que apertou sua mão...

A menina balançou a cabeça ― Tia Belle falou que papai e mamãe foram para o céu... Mas porque eles foram para o céu Maula? — Maura olhou para Jane com lagrimas nos olhos.

― Porque seu papai e mamãe eram muito bons e Jesus precisava da ajuda deles — Respondeu Jane com voz embargada para Maura traduzir enquanto Zahara a olhava com muita atenção.

― Tia Belle falou também… — a menina desceu do colo de Jane e correu pra Janela e olhando o céu apontou — Que mamãe virou uma estrela e toma conta de mim e Bem — Jane se levanta e pega a pequena e a apertando nos braços, olhou para Maura com os olhos marejados era visível a força que as duas estavam fazendo para não chorar.

― Sim meu amor, sua mãe é uma linda estrelinha, que sempre vai cuidar de vocês — Maura falou se levanta se aproximando das duas com Bem. ― Então Zahara assim como Anebelle, cuidou de vocês eu agora vou também cuidar de vocês, até vocês ficarem grandes — Maura falou ganhando um olhar encorajador de Jane

― Maula vai ser minha mãe? — Pergunta a garota

― Sim, ela vai – respondeu Jane dando um beijo na bochecha da menina.

― Sim meu amor, vou cuidar de vocês , eu e Jane vamos cuidar de vocês agora. A menina ficou as observando por uns momentos e num impulso agarrou o pescoço de Maura, sem sair do colo de Jane e disse.

― Maula je t´aime…

― Je t´aime aussi ma petite – falou Maura abraçando a menina que tinha os pequenos braços a envolver o seu pescoço.

― Jane… — a menina virou-se entusiasmada para a morena — Vamos ver filme? — Jane e Maura sorriram.

Maura sentou com as crianças no sofá enquanto Jane colocava o filme meia hora depois do filme ter começado, Zahara e Bem adormeciam profundamente, então as duas pegaram as crianças e as colocaram na cama, as aconchegando com os cobertores.

Depois de apagarem a luz do quarto, ficaram ali por uns minutos sentadas na cama de Zahara a ver a menina dormir serenamente.

Enquanto as observavam dormir Maura sussurrou no ouvido de Jane ―Jay eu quero ir para casa…

―Maura e o que mais quero é voltar para Boston com você

― otimo, então amanha arrumar tudo e vamos para casa

―Não via a hora disso acontecer… — Então as duas deram um selinho, se levantaram da cama e saíram do quarto das crianças abraçadas.

Os dias seguintes foram atarefados, primeiro Maura tratou de comprar malas novas para colocar todas as coisas que haviam comprado para as crianças, muitas roupas, objetos pessoais e de hegiene e alguns brinquedos. Depois começou a preparar as suas malas, que haviam aumentado substancialmente desde que estava a viver em paris, enquanto Jane preparou a sua propria mala, que no entanto era bem menor que as de Maura. Através da internet Jane conseguiu reservar quatro passagens de avião para a semana seguinte, em voo de primeira classe. Num dos dias seguintes passaram em alguns centros comerciais a fim de comprar lembranças para levar para a familia toda, desde os Rizzoli, aos Isles e até aos colegas do departamento.

Jane havia ligado para o departamento de homicidios em Boston e ficou a saber que, depois de ser transferida de FBI, havia sido restabelecida no seu antigo posto como detetive de homicidios, mas contrariamente ao que sucedia anteriormente não ia trabalhar com Korsak, uma vez que o homem se tinha reformado, e sim trabalhar diretamente com o seu irmão que tinha sido promovido a detetive. Deveria apresentar-se ao trabalho no maximo em quinze dias.

A ansiedade do regresso à medida que os dias avançavam pairava cada vez mais no ar, aqueles dias em Paris haviam sido melhores do que qualquer uma dela podia ter imaginado, mas as saudades de casa já eram muitas, para Jane era a primeira vez que tinha estado tanto tempo longe de casa e Maura, embora já tivesse viajado pelo mundo todo, não havia sitio nenhum onde se sentisse tão em casa como em Boston, talvez porque tenha sido lá que ganhou uma familia, amigos, que deixou de ser a “rainha dos mortos” e aprendeu a conviver com as pessoas vivas e também porque havia sido lá que conheceu Jane.

Depois de reservarem os bilhetes resolveram conversar com Zahara para explicar à menina que eles mudarariam, de casa e de país, e que nessa nova casa, ela e Bem , teria um primo para brincar, avós e tios, que com certeza iam adorar eles. Melhor do que ninguem elas sabiam como aquela mudança poderia afetar Zahara, que já tinha perdido tantas rotinas e pessoas em sua vida e por isso queriam explicar as coisas com muita calma.

Zahara no começo ficou relutante, não queria deixar seus amigos da instituição , e nem Anabelle. Mas depois de Maura e Jane lhe assegurar que de vez em quando iam visitar eles a menina concordou e empolgada começou a fazer inumeras perguntas sobre a sua nova vida e a sua nova casa.

— Sua casa é grande Maula? — perguntou Zahara. Havia mais entusiasmo do que tristeza em sua voz.

— E sim meu amor, bem grande? — Disse Maura com a garotinha sentada em seu colo.

— C'est trés grand — Completou Jane ainda com o seu francês um pouco básico, mas que havia melhorado substancialmente.

Zahara olhou para Jane e com a inocência de uma criança. — Jane, vous allez vivre avec nous? – Mesmo Jane não entendendo bem a pergunta da menina, algumas palavras a situaram no que a menina queria perguntar.

— Oui, je vais ma petite! — Disse olhando Maura que fazia um afirmativo com a cabeça.

—Vai sim meu amor, Jane vai viver conosco — Disse dando um beijo na cabeça da menina. Depois olhou para Jane que sorria.

Depois de mais um momento Zahara começou a dormir e Maura se levantou e a levou para cama.

No ultimo dia, antes da viagem, Jane e Maura levaram Bem e Zahara até ao refugio para elas se poderem despedir de Anabelle e das outras crianças, para Zahara havia sido um dia muito emocionante uma vez que a menina já se tinha apegado muito a todos na instituição e não compreendia porque tinha de se despedir e não poderia voltar a vê-los tão cedo, para Bem, como ainda é um bebe, não percebeu nada e por isso foi bem mais fácil.

Jane se abaixou para fica na altura da garotinha e com a ajuda de Maura e Anabelle explicou à menina que por mais que ela fosse embora ela poderia voltar para visitar seus amigos, mas não tantas vezes como era quando vivia em Paris. Depois que Zahara escutou Jane saiu correndo para brincar com seus amigos. Jane se levantou e olhou para Maura que sorriu.

—Jane você vai ser uma otima mãe, leva jeito com crianças.

— Nós seremos uma otima familia – falou Jane puxando Maura para si e a beijando suavemente na bochecha ganhando um sorriso.

— Nós seremos sim… Eu te amo Jane e eu amo nossa familia…

Depois de passarem a tarde toda no refugio Jane e Maura vendo o cansaço das crianças resolveram ir embora, se despediram de Anabelle e das crianças e foram para casa , a semana seria corrida por ter muitas coisas para fazer antes de irem embora

O ultimo dia em Paris passou a correr, as malas foram colocadas junto à porta para nada ficar para trás e devidamente verificadas por Maura dezenas de vezes através de uma lista que ela tinha feito.

Depois de fazerem um jantar de despedida com Luminnier, que ficaria em frança com a promessa de fazer uma visita em breve a boston, Jane e Maura deitaram as crianças e logo de seguida também elas se foram deitar para poderem estar descansadas e preparadas para a viagem que seria de várias horas.

Notas finais
Proximo capitulo returnamos a casa :D Como sera que a familia vai reagir a esta nova etapa da relação das duas e as crianças? curiosos?