Treinados para Escuridão
4 alucinação ou realidade?
Notas iniciais
P.D.V Pedro
O telefone vibrou de novo no banco do carona do carro, eu estacionei e atendi.
— Até que fim. Qual é o problema de atender uma ligação? Perguntou a voz feminina que saia do celular
P: Eu tava dirigindo
— Por quatro horas? A voz soou incrédula
P: Estava resolvendo umas coisas.
— Pedro, por favor pensa no que vai fazer. Você nem conhece esses meninos
P: Eles são bons. Eu sei que são.
— Os outros também eram e onde estão agora?
Fiquei em silêncio incapaz de responder.
—Mortos.
P: E o que espera que eu faça? Essa situação não vai se sustentar, eu preciso arriscar
—Só não tente mudar o rumo dessa história depois
P: Eu não vou precisar. Desliguei e tirei o aparelho do ouvido. Olhei para frente, sem nada ver. As ameaças estavam se tornando mais fortes, a ajuda dos escolhidos era necessária. Que comecem os testes, pensei enquanto me dirigia a escola.
P.D.V Milena
Alguns minutos antes da primeira aula, eu treinava a fala que decorara pra uma apresentação quando ouvi um zumbido estranho, eu olhei em volta tentando identificar a origem do barulho
B: Q foi? Já esqueceu?
M: Não, é que ....
O zumbido parecia mais distante, como um volume de um rádio sendo diminuído
I: Que...... Inara me incentivou a continuar
M: Queria saber q barulho é esse. Eu disse
B:que barulho?
M:Não tá escutando Berlinda?
B:não tem nada pra escutar. Disse Berlinda.
Olhei para Inara,em busca de apoio, mas a expressão dela me dizia q ela também não estava ouvindo, suspirei alto
I: Calma, deve ser o nervosismo.
M: olha, eu vou no banheiro.
Saí e fui na direção do banheiro, tava passando pela cantina quando ouvi de novo, dessa vez mais forte, eu fui seguindo o zumbido até uma escada, o faxineiro sempre vivia subindo e descendo ela, subi os dois degraus de uma vez e o zumbido aumentou, subi rapidamente até o meio da escada, e parei com as mãos nos ouvidos, o zumbido ali era tão alto q fazia minha cabeça doer, pus o pé no próximo degrau , e senti uma mão segurar meu braço e puxar pra baixo
P:N faça isso! Era a voz do professor Pedro
P: É uma armadilha
M: O q?perguntei
Mas ele não estava prestando atenção, ele olhava pra cima, seu rosto estava ansioso e suor escorria pela testa, segui o olhar dele, da primeira vez q olhei não vi nada, já estava pensando em chama-lo de louco quando percebi, o ar parecia estar tremulando, uma sombra se erguia na parede, mais rápido do que pude perceber Pedro se colocou na minha frente, não tive reação, estava paralisada, a sombra começou a se afastar da parede, como se ganhasse forma, por instinto soltei um grito, a mão de Pedro tampou minha boca
P: Fique quieta. Disse alarmado
Ele tinha se virado pra ficar de frente pra mim e não percebeu a sombra se aproximando, algo veio de dentro dela, Pedro pareceu sentir e rapidamente conseguiu desviar, e então ela veio na minha direção, fui atingida com força no rosto, senti meus olhos lacrimejarem e minhas pernas perderem a força quando cai bolando pelas escadas. Escutei um grito de "não" , e com as poucas forças q tinha levantei a cabeça a tempo de ver o Pedro se lançando contra a sombra, um feixe brilhoso emanava de sua mão, tudo pareceu passar muito devagar, meus olhos se fecharam e pela segunda vez no dia tudo ficou escuro.
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