Treasure Hunting - O1 Temporada
2 Capítulo O1 - A outra face da lua
Notas iniciais
A outra face da lua
Novamente amanhece e com os raios solares novos destinos são iluminados, fazendo com que novas histórias e trajetos sejam tomados pelos vagantes do saber oculto. E trazendo à tona o conhecimento que abrira os olhos da humanidade.
Depois dos eventos decorrentes que mudariam a vida de Jake, ele se encontrava sendo levado vendado e algemado dentro de um porta-malas para algum lugar que provavelmente seria desconhecido para ele.
Pelo caminho apenas conseguia ouvir as vozes das pessoas que o haviam salvado, porém, não conseguia entender o que estava acontecendo e dúvidas sobre o por que deles o estarem levando surgiram, principalmente pela forma que estava sendo tratado.
Assustava-se ao se lembrar dos momentos de terror da batalha, onde a criatura a qual ele considerava que não podia ser morta, foi aniquilada pelas pessoas que o levavam em questão de segundos. E a pergunta que mais lhe assustava era – “Quem são eles ?!”
Ao chegarem no local de destino, o retiravam do carro a qual foi submetido a viagem e por impressão Jake se sentiu escoltado. Pelo caminho apenas se ouvia trancas se abrindo e fechando, portas batendo, além de saltos nervosos que estalavam ao encontrarem o chão.
No momento em que pararam, ouvia uma voz feminina o mandando sentar , logo alguém retirava seu capuz. Concomitantemente, Jake sentiu um clarão em seus olhos , percebeu que estava em um quarto totalmente isolado, envolto em branco do chão ao teto – estilo as prisões para doentes mentais – onde o garoto começara a pensar se eles estavam-no achando louco ou tentando fazer com que ficasse.
A sua frente havia uma mesa e duas cadeiras, onde se sentara e aguardara por alguns instantes. A ansiedade era sufocante e o deixava debilitado, por um momento olhara para trás a fim de conhecer seus salvadores e se assustava ao ver que nenhum deles parecia ter idade para estar enfrentando tais perigos. Mas, a pergunta que lhe via a mente era – “Existe uma idade para isso ?” – os três lhe encaram seriamente e até mesmo pareciam compreensíveis em relação a surpresa do garoto. A que aparentava ser mais nova , só não era confundida com uma anã por sua cara que demonstrava ser ainda uma criança. Com um cabelo chanel ruivo e olhos castanhos grandes e profundos, que lembravam os olhos de cervos que saltitavam pelas floras no amanhecer. A outra garota já tinha uma aparência mais velha, mas não devia passar dos 20 anos, além de uma roupa que poderia ser considerada atraente , estava com um cachimbo na boca e lançava fumaças ao ar como uma chaminé. O tom ouro com uma cor pistache se misturavam sobre seus cabelos e seus olhos davam um contraste a sua face. Já o garoto era uma personificação da escuridão, com seus olhos orientais e seu cabelo desfiado com uma cor negra como o eclipse.
Jake os encarou até que um homem com uma farda militar entrara na sala e se sentou na outra cadeira e quebrou o silêncio :
– Relatem ! – falava firme, o senhor que aparentava ser um coronel ou comandante por seus vários títulos sobrepostos sobre a farda.
– Senhor, como esperávamos , era mais um caso envolvendo akumas. – explicava a senhorita despojando de seu cachimbo e demonstrando suavidade em sua voz.
– Está cada vez mais frequente ... – dizia a menina , enquanto cruzada os braços e emburrava a cara.
– Ainda não sabemos o motivo, mas as áreas que estão sendo mais afetadas são o meio rural e pequenas cidades do interior. – novamente a senhorita tomava a palavra e colocava algumas folhas sobre a mesa.
– Mais alguma coisa que deveríamos saber ? – dizia enquanto abria a ficha que os garotos haviam trago consigo.
Logo o garoto tomava a frente :
– Bem, pelo o que sabemos ... quanto mais eles comem, mais fortes parecem ficar e percebemos mudanças na forma física e mental.
– Como assim ? – ficava curioso o senhor.
– Em nossa região nada foi notado ainda, mas em alguns locais foram relatados casos em que eles estão sendo considerados racionais, e alguns pareciam meio humanos. – Concluía a ruiva.
– A situação parece estar piorando a cada dia, as baixas da população e de nosso pessoal pode se tornar preocupante.
– Bem, mais por enquanto estamos conseguindo conter as ameaças com facilidade. E dessa vez conseguimos salvar esse garoto. – Retrucava a senhorita.
– Percebi... – respondia o senhor – porém, para terem o trago até mim, quer dizer que tem algo há mais.
– Vamos dizer que ele é alguém especial e que o destino o trouxe para nossas mãos..
O senhor lançava um olhar gélido e neutralizante sobre Jake :
– Parece que o irmão dele, já foi um dos nossos... – dizia enquanto analisava o relatório que haviam lhe entregado – sendo assim, só nos resta duas opções... – voltava a encarar Jake que ao ouvir falar de seu irmão encarava o senhor com um olhar afiado.
– O que o senhor quis dizer, quando falou que meu irmão era um de vocês ? – com grande agitação , perguntara Jake.
– Você deve ser Jake Sulivan. – folheava o relatório – Bem, o que eu quis dizer é que seu irmão já trabalhou para nossa organização , ele era um Treasure Hunting como essas pessoas que te salvaram.
Logo Jake vasculhava entre suas lembranças , tentando recuperar as memórias sobre seu irmão e seu trabalho. Porém eram muito vagas e quase não se recordava de sua face.
– O que sabe sobre meu irmão ?
– Seu irmão era como todos que trabalham ou já trabalharam aqui , preocupados com o bem maior, esperando por um mundo melhor para que ele e você pudessem viver.
Lágrimas tocavam a mesa e Jake se afogava em seus suspiros, e mal conseguia falar.
– E-E-E o que aconteceu com e-ele ?
A senhorita pousava uma de suas mãos sobre o ombro de Jake e enquanto limpava as lágrimas de seu rosto, falava :
– Isso ninguém sabe Jake... ele simplesmente desapareceu deixando sua arma e uma carta direcionada a você !
– Uma carta ? Onde ela está ? – perguntava o garoto se agarrando as esperanças do que poderia estar escrito nela. Poderia ser um recado de seu irmão ? Um adeus ?
– Está guardada junto a katana em nossos arsenais. Mas, não vem nada demais escrito na carta. A analisamos para tentar ter uma pista de seu paradeiro ou do que poderia ter acontecido com ele, mas nada. Porém, não creio que o pior tenha acontecido com ele... não com ele que é tão inteligente e perspicaz.
– Nós estamos dispostos a lhe ajudar com nossos recursos para que você posso reencontrá-lo, e te daremos todo tipo de assistência necessária para sua vida de agora em diante... com uma condição. – dizia o senhor.
– Que condição ? – perguntara Jake.
– Que você se torne um Treasure Hunting !
– Como? Como uma pessoa como eu , poderia fazer coisas como eles ? – apontara para os seus salvadores.
– Com a relíquia que seu irmão deixou para você ! Você já estava predestinado a esse encontro Jake, mesmo que não tivesse nessas circunstâncias , um dia você se tornaria um Treasure Hunting e não vejo melhor momento do que agora...
– Como assim ? Não entendo o que quer dizer !
– Bem simples, a família Sulivan é uma das constituintes dos Treasure Hunting’s. Sua família a gerações está envolvida com as relíquias ,e a katana que seu irmão deixou, só pode ser usada por você. Por esse motivo estou dizendo que estava predestinado a isso... – Concluía o senhor.
– Continua –
Fale com o autor