Treacherous
1 This daydream is dangerous,
Notas iniciais
Getting swept away,
I hear the sound of my own voice,
Asking you to stay,
And all we are is skin and bone,
Trained to get along,
Forever going with the flow,
But youre friction,
Fanfic — Trecherous — SherLolly (oneshot)
Era quase meia noite,eu ia saindo do meu turno depois de um dia cheio...A cabeça cheia de problemas,pensamentos,teorias,coisas que iam bem além do meu trabalho,e até mesmo do que eu conseguia acompanhar.
Guardei os ultimos relatorios dentro da gaveta,despi meu jaleco e percebi que estava muito frio. Caminhei até o armeiro e puxei meu casaco preto,e por um instante me peguei pensando nele.
Aquele tinha sido um dia realmente cheio,todas aquelas acusações sobre Sherlock Holmes,todas aquelas indagações sobre sua genialidade,que nunca passaram pela minha cabeça,e Moriarty...
Pensar em Jamie doía,não conseguia acreditar que tinha sido tão idiota em cair na conversa dele,que parecia tão maravilhoso,prometendo lhe fazer esquecer tudo aquilo que sentia por Sherlock,que durante tanto tempo só machucava,mais e mais...Eu estava preparada para um novo começo,porém,me senti usada,James não era quem mostrou ser,ele simplesmente me usou.
Mas pensar em Sherlock também doía,e muito,ao lembrar que nada do que eu sempre esperei e sonhei se tornaria real,que não importava o que eu fizesse,jamais iria atrair a atenção ou no mínimo os olhares dele...
Me peguei pensando nas palavras que eu havia trocado com ele mais cedo na hora do almoço,
" — Você me lembra o meu pai...Sabe,ele morreu...Mas,mas não foi...Não foi isso que eu quis dizer... É que,perto de morrer,ele sempre ficava alegre,e adorável,exceto quando ninguém o via...Quando o vi,parecia triste...Você parece triste quando pensa que não podem vê — lo. — Senti o olhar do seu John a concordar comigo,com uma expressão que mostrava tristeza — Você está bem? Não me diga que está,pois...Eu sei o que significa,parecer triste quando pensa que ninguém pode te ver.
— Mas você pode me ver — Sherlock parecia confuso
— Eu não conto! Se houver algo,Sherlock,por mínimo que eu possa fazer,eu estou aqui... — Mas aquele era Sherlock Holmes,o "homem da razão" não importava o que acontecesse,ele nunca,nunca mostraria sentimento algum.Mas pelo menos,eu havia tentado,mostrei para ele que poderia me ter ao seu lado,assim como o John,eu mostrei que era leal,e que acredito nele,não importa o quê.
— Mas no que eu precisaria de você,Molly?
— Não sei...Talvez,agradecer — Baixei os olhos,e saí,tentando mudar de assunto,me sentia boba naquela hora."
Respirei fundo e me cobri,não importava ficar refletindo sobre palavras ditas,afinal elas eram passado,não havia como retirar o que disse,não era uma viajante do tempo como O Doutor...E me diverti com esse pensamento,o que me fez sair do escritorio distraida e sorrindo.Eu sou realmente uma boba...Já ia deixando o laboratório quando de repente...
— Estava errada,sabia? — Disse a voz que vinha de trás dela,uma voz familiar,mas que me havia assustado a ponto de amaldiçoar o dono dela até sua ultima geração. Me virei e me surpreendi mais ainda: Ali estava Sherlock Holmes,à meia noite,em meu escritório. — Você é importante. Sempre foi,e sempre confiei em você,mas...Você tem razão,eu não estou bem.
— Qual,o problema? — Disse escolhendo com cuidado as palavras
— Acho que vou morrer,Molly
— E do que você precisa?
— Se eu não fosse tudo que acha que sou,tudo que acho que sou...Ainda assim me ajudaria? — Disse se aproximando de mim cada vez mais
— Sherlock...Do que você precisa? — procurei escolher MUITO bem minhas palavras,pois àquela hora a minha razão já não mais falava,e quanto mais próximo ele ficava,mais meu coração saltava no meu peito...
Aqueles olhos de oceano me fitaram por um longo tempo,e um silencio sepulcral caiu naquele laboratório escuro.Então ele chegou muito próximo,tomou minhas mãos nas suas e falou:
— Preciso de você,Molly...
Pronto,meu coração não era mais o mesmo,não acreditei,que eu estava ali,com Sherlock Holmes,de madrugada,estávamos de mãos dadas...Não,aquilo só podia ser minha imaginação,um sonho ou algo assim...Sim! Quando eu acordasse,eu estaria no meu apartamento,na minha cama,e eu voltaria para o trabalho,mais um dia que eu sofreria em silencio com minha paixão por Sherlock.
Mas foram as mãos dele que me provaram que aquilo era real,agarravam as minhas com um desespero plausível,era como se ele segurasse à toda esperança que tinha,como se eu fosse a única pessoa que ele confiava...
E lágrimas rolaram dobre aquele rosto perfeitamente esculpido,o que me cortou o coração profundamente,ali à minha frente quem estava não era "Sherlock Holmes,o herói de Reichenbach",aquele era um garotinho indefeso,que precisava de ajuda mais do que nunca.
— Sherlock,eu não sei como...Como ajudar com,atitudes...Mas — Fui interrompida,seus braços agora envolviam meu corpo e eu senti suas lágrimas quentes pelos meus ombros,e as mãos que acariciavam meus cabelos. E aos poucos fui retribuindo o abraço,cada vez mais apertado...Eu queria protegê — lo de tudo,e eu podia.
— Sherlock...Há algo que sempre quis falar,mas...Nunca achei que fosse o momento certo... — 'Não Molly Hooper!" gritava minha razão,mas não queria escutá — la,o que eu queria,o que eu precisava,estava bem ali,na minha frente,nos meus braços — A verdade é que,eu sempre te amei...Desde muito tempo,e eu nunca tive coragem suficiente para...Para falar isso,mas,você é o gênio da dedução,então,você sempre soube...Não é? — Disse me afastando do abraço,para o olhar nos olhos. Eu sabia o que estava fazendo,embora parecesse insensato...Mas naquele instante,era o certo a se fazer: Varrer a dúvida da sua cabeça,provar que eu acredito,e que ele sempre esteve certo.
— Você está certa novamente,Molly — Disse Sherlock limpando as lágrimas dos olhos — Vejo em cada detalhe,o modo com que você me trata,como fala comigo,e como quer me proteger de tudo e de todos — E deu um leve sorriso — Eu percebo quando você tenta me chamar a atenção
— Você é genial,Sherlock — Falei em tom motivacional,sorrindo com sinceridade
— Sempre achei seu jeito engraçado,sabe,você é tímida,inocente...Eu gosto disso
— Tem muita coisa sobre mim que você não sabe — Falei girando nos calcanhares e indo à um canto na parede. "Não,Molly,NÃO!" A maldita razão gritava,mas eu não dava ouvidos,já havia ouvido durante toda a vida,porém agora não.
Caminhei até os armários,que ficavam distantes dos produtos químicos (os feitos para que eu guardasse alguns dos meus pertences) e de lá,tirei uma garrafa média de Wiskey e dois copos de vidro.
Ele atirou a cabeça para trás,rindo como uma criancinha.
— Isso foi capaz de surpreender até mesmo Sherlock Holmes? — Perguntei rindo,e voltando para perto dele — Talvez abra um pouco a nossa mente.
Sherlock dissertou com detalhes o que Moriarty tinha em mente,falou sobre os assassinos em Baker Street,sobre o sequestro,sobre como o psicopata obcecado havia se tornado em Richard Brooke,um ingênuo rapaz da Irlanda que havia se mudado pra Londres com a pretenção de ser um ator...E quando chegou na queda,estremeceu.
Depois disso,foi mero planejamento,como iriamos brincar com a mente de Moriarty,como o fariamos acreditar que ele estava no comando,e como forjaria sua própria morte.
E isso o fez entristecer novamente.
O wiskey estava intocado ao nosso lado,no chão onde estávamos sentados,porém,não sei exatamente o que deu em mim...Eu estava ébria do amor que sentia por ele.
Me aproximei cada vez mais,até que estávamos realmente lado a lado,em silencio,sérios.
Sua cabeça pousou em meu ombro,e novamente eu o ouvi chorar baixo,procurando esconder o que sentia,por sua vida,por John...
Então,foi como se meus devaneios tivessem se tornado reais: Ele ergueu sua cabeça,e se pôs seus lábios próximos a mim,embora eles não se tocassem,tudo fugia de foco,e eu o olhava bem naqueles olhos verdes misteriosos,capaz de ver sua pupila se dilatando. Eu entendi o que ele queria. Tomei sua mão nas minhas e senti seus batimentos acelerados...Seu corpo o havia traído,Sherlock Holmes era meu.
— Você entendeu,Molly?
— As reações quimicas mostram tudo...Mas,não tenho certeza
— Meu corpo falou o que nunca conseguiria dizer com palavras Molly...E você está certa novamente.
Sorri de todo o meu coração,não consegui acreditar,ele me ama,.
Aquilo era traiçoeiro,perigoso,mas eu gostava. Aquilo não parecia real,e mais uma vez,acreditei que não,porém,algo me provou que não era um devaneio.
Ele me tomou em seus braços e me beijou calorosamente,não queria que aquilo acabasse,nunca.
Suas mãos se enrolavam em minha cintura e ele me beijava cada vez mais desesperadamente,como se eu fosse sumir dali a qualquer momento.
E durante um bom tempo,nós fomos somente um naquela noite,e eu adormeci,com Sherlock Holmes em meus braços,sorrindo,e pensando feliz 'ele é meu'.
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