Notas iniciais
Cap dedicado a minha amiga e beta KIKI CULLEN, que sempre está facilitando a minha vida aqui no Nyah. Meninas, aí vai mais um cap quentinho para vcs minhas lindas, espero que curtam, comentem e recomendem. Bjs!

Cap. 08.


Três dias mais tarde...


Edward.

Suspirei resignado enquanto carregava mais uma caixa para o bazar beneficente da igreja católica local. Como a Srtª Coop tinha conseguido me convencer a ajudar a carregar as caixas que estava no porão da velha construção para fora ainda era uma incógnita.

–Prontinho, esta foi a última, falei sentindo o suor brotando em minha fronte. Quando não estava chovendo em Forks havia uma grande concentração da umidade do ar o que tornava um dia como aquele muito abafado.

–Como assim a última?!

Questionou ajeitando os óculos de aro grosso sobre o nariz pequeno e enrugado.

–Srtª Coop eu tenho um compromisso em meia hora, disse já começando a perder a paciência.

–Que tipo de homem abandona mulheres desamparadas numa hora dessas?!

Ergui as sobrancelhas fitando-a com um olhar surpreso.

–Quantas caixas eu trouxe aqui para cima? Dez? Doze? Talvez mais.

–Mais ainda tem muitas outras lá embaixo. Como vamos conseguir trazê-las para cá? As caixas são pesadas!

–Tenho certeza de que darão um jeito, repliquei fazendo menção de afastar-me. Um bom mergulho seguido de meia hora de natação na piscina do clube me deixariam novo em folha.

–Pensei que fosse um cavalheiro, senhor Cullen, proferiu irritada.

–Cullen? O Promotor Público Edward Cullen?!

Dei meia volta e me deparei com uma freira sorridente, de olhos arregalados, rosto redondo e bochechas proeminentes.

–Sim, irmã, confirmei dando um meio sorriso.

–Irmã Ângela Weber, disse apresentando-se com mesura. –Mas que dia maravilhoso! Um dos homens mais ocupados da cidade veio nos ajudar com o bazar! Quantas bênçãos!

–Oh, mas eu não...

Comecei a esclarecer, mas a freira sequer me deixou concluir.

–Infelizmente o Sr. Cullen não vai poder demorar, irmã, emendou a minha irritante secretária sem perder tempo. –Mas quando soube que tínhamos muitas caixas para trazer do porão aqui para cima, ofereceu-se imediatamente.

Olhei para o céu obrigando-me a contar até trinta mentalmente ou iria dar uma resposta mais que desaforada.

–Quanta generosidade! Sinceramente Srtª Coop eu não sabia como iríamos solucionar este problema. O pastor da igreja metodista sempre nos dá uma mãozinha, mas hoje ele tem um passeio com os seus fiéis. Vão passar o dia em Port Angeles.

Respirei fundo tentando encontrar uma solução antes que elas conseguissem ocupar todo o meu dia.

–Sim, sabe irmã, na realidade eu...

–Oh, me perdoe, como sempre eu estou falando demais!

Disse interrompendo-me novamente. Revirei os olhos frustrado com a situação.

–Pode continuar trazendo as caixas Sr. Cullen, enquanto isso, eu e a Srtª Coop iremos organizando tudo por aqui, arrumando as coisas.

Suspirei resignado, dando-me por vencido e desci novamente para o ambiente escuro e úmido. Minha visão demorou um tempo para se ajustar a luz escassa. Logo distingui mais duas pilhas de caixas empilhadas junto a parede formando uma grande pirâmide. Automaticamente fiquei de lado esperando que uma freira que estava ali atrás sair evitando respirar muito para não encher os meus pulmões com o cheiro do mofo e iniciei meu trabalho.

Quarenta minutos depois, coberto de poeira e todo suado, desci finalmente para pegar a última caixa mentalizando como seria tomar uma boa chuveirada no clube antes de entrar na piscina e me exercitar, abençoando o fato de ter sempre uma muda de roupas limpas numa sacola de viagem em meu carro. Sem querer perder mais tempo, puxei a última caixa de papelão.

–Pode deixar, senhor, esta é minha.

Surpreso com a voz feminina virei-me dando de cara com um par de pernas longas cobertas por uma bermuda rosa e um suéter branco, deparando-me com um rosto lindo e muito familiar.

–Edward!

Exclamou surpresa com os lindos olhos castanhos arregalados.

–Bella, respondi sentindo meu corpo inteiro vibrar diante de sua aparição inesperada.

–Eu não sabia que você estava aqui, respondeu desconcertada.

–É um prazer revê-la também, falei com ironia. Ela deu um sorriso rápido, recuperando-se do choque e caminhou até mim.

–O que traz o ilustre promotor a um evento tão plebeu como o bazar anual da igreja? Pensei que sábado fosse o seu dia no clube. Endireitei meu corpo cansado pensando em responder a provocação à altura.

–Vejo que está ciente dos meus passos até no final de semana, retruquei louco para sair daquele local abafado e quente. –Mas está certa. Tenho um compromisso, falei tentando entender o que ela estaria pensando. Seus olhos expressavam arrependimento? Talvez.

–Desculpe-me, não tive a intenção de ser grosseira. É muito bom vê-lo aqui ajudando o pessoal. Há muitas crianças no orfanato e as freiras não contam com muita ajuda. Obrigada por estar aqui. Como fui praticamente forçado a aceitar o trabalho senti-me constrangido quando ela disse aquilo.

–Em que grupo está?

–No que leva as caixas para cima, respondi com secura.

–Que bom. Estou na lanchonete.

–Muito bom.

–Fico feliz que esteja aqui.

–É sempre bom poder ajudar, falei sentindo que queria impressioná-la. A verdade era que Bella estava mais linda que nunca usando roupas casuais. Ela lembrou-me o dia em que bati à sua porta no chalé sem ter a menor noção de onde isso me levaria.

–Preciso levar esta caixa para cima. É a última, declarei sem esconder meu cansaço.

–Não se preocupe, posso levá-la para você, disse puxando a caixa que escorregou fazendo-a perder o equilíbrio.

–Cuidado!

Gritei amparando-a nos meus braços evitando que levasse um tombo feio. Caímos juntos sobre uma montanha de cobertores velhos e empoeirados. Não precisei nem perguntar se ela estava bem porque sua risada ecoou no porão, instantes depois.

–Há, Há, Há, Há!

Antes que pudesse avaliar meu próprio estado, senti o roçar de seus cabelos em meu ombro e de suas curvas macias contra o meu corpo, recordei a última vez que estivemos assim tão próximos, numa das salas privadas do Fórum.

–Você tem sorte por eu não ser uma daquelas freiras mais gordinhas, disse apoiando-se num dos cotovelos. Meus olhos desceram diretamente para os seios rijos.

–Acho que está no peso ideal, emendei sentindo minha pulsação acelerar. Bella desviou os olhos e tentou levantar, mas eu a segurei, derrubando-a novamente sobre o meu corpo. Aquela mulher estava me levando à loucura!

–Quer parar de brincar?!

Proferiu irritada.

–E quem está brincando?

Devolvi adorando a deliciosa sensação dos nossos corpos encaixados. Ela mordeu o lábio inferior enquanto fitava minha boca. Sua rendição viria logo.

–Edward...

Murmurou baixinho.

–Bella...

–Beije-me, pediu.

Como resistir a um pedido como aquele?! Esquecei tudo e beijei-a com ardor. Nada mais existia além daquela necessidade primitiva e imperiosa de tocar e sentir. Nos virei deixando-a sob o meu corpo e aprofundei o beijo sentindo que ela me puxava num abraço apertado e forte. Desejei arrancar suas roupas, estar dentro dela e deixá-la selvagem tomada pelo prazer. Queria vê-la gozar, gritar meu nome e depois me perder naquele corpo suave e macio. Ela me beijava com ousadia, me provava, sugava, sua língua duelando contra a minha. Meu desejo começou a crescer até o limite do suportável, ameaçando incendiar todo aquele porão e os cobertores debaixo de nós. Já não me importava as freiras, a minha secretária nem o aglomerado de pessoas lá fora. Só importava que estávamos juntos. Bella e eu. E por mais que fosse difícil admitir, nós pertencíamos um ao outro. E eu precisava dela agora. Já!

Levei as mãos até a barra do suéter, levantando e alcancei seus seios, acariciando a borda do sutiã rendado. Ela gemeu emaranhando os dedos nos meus cabelos.

–Porra, o que você está vestindo?

Perguntei deliciado com a sensação da renda contra os meus dedos. Ela não respondeu apenas arrancou minha camisa para fora da calça correndo os dedos pela pele das minhas costas. Ignorando o último apelo da razão, afastei o sutiã delicado e capturei um dos mamilos com os lábios. Ela delirou de prazer gemendo alto desta vez. Aproveitei e tirei o sutiã, mas então houve um grande barulho lá fora que nos fez enrijecer imediatamente, trazendo a minha consciência onde nós estávamos. Me detive a tempo. Ela corou violentamente desviando o olhar, fitando seus próprios pés, constrangida.

–Quero você, mas não aqui, falei com a respiração entrecortada.

–Eu... Nós não podemos, retrucou fracamente. Segurei seu queixo com uma da mão obrigando-a ame encarar.

–Se eu não tivesse escutado o barulho lá fora, estaríamos transando agora mesmo.

–Edward, eu... Isto é nós... Bom, o que eu quero dizer é que...

–Não se engane, Bella. O que existe entre nós é muito forte e poderoso demais para ser ignorado.

Ela respirou profundamente enquanto eu a ajudava a ficar de pé.

–Tudo bem eu concordo.

Os cantos de minha boca erguerem-se num sorriso.

–E só para constar, eu não estava brincando com você. Ela me olhou com o rosto em chamas. Devia estar muito envergonhada pois tínhamos agido como um casal de adolescentes.

–Você não disse que precisava embora? Que tinha um compromisso?

–Sim, mas ele vai ter que ser adiado.

–Por que?

–Porque você me deixou numa situação difícil, eu disse apontando para a minha ereção visível. Ela corou ainda mais.

–Não sei o que fazer quanto a isso, respondeu afastando-se e arrumando o cabelo com as mãos.

–Sabe perfeitamente o que fazer, Bela. E não me provoque ou vou até aí e em dois segundos estaremos rolando pelo chão, o que vai ser um escândalo não acha?!

–Você é terrível Edward Cullen!

–Você também não fica atrás, docinho.

–Tudo bem, o que vamos fazer então?

Perguntou cruzando os braços sob o peito num gesto claro de defesa.

–Na sua casa ou na minha?

A pergunta fez com que seus olhos quase saltassem das órbitas. Vi que a tinha pegado de surpresa mais uma vez.

–De jeito nenhum! Ficou louco?! Estaríamos na boca do povo em dois tempos! Seria uma fofoca só!

–E quem liga para isso?

–Eu, Edward! Eu ligo! Tenho uma reputação a zelar e ver meu nome associado a fofocas sórdidas não está nos meus planos. Além do mais o meu irmão tem acesso a minha casa, então, definitivamente não!

–Minha casa então?

–Não! Você está morando na Rua dos Newton, esqueceu? A senhora Newton é uma das maiores fofoqueiras da cidade. Deus me livre! Se ela me vir entrando na sua casa, vai ser um pandemônio!

Conversa maçante e irritante!

–Tem alguma outra sugestão? Por que eu não vou sair daqui sem um sim, Bella, falei com firmeza.

–No escritório, exclamou baixinho. Foi a minha vez de fitá-la com surpresa.

–Não pode estar falando sério!

–Claro que estou! Onde mais poderia ser? Ambos somos advogados e podemos ter esquecido de revisar algum processo ou sei lá o que... Olhei-a fixamente.

–Eu não fodo ninguém no meu escritório, disse taxativo. –Não misturo trabalho com prazer, emendei. Os nossos olhares se cruzaram numa batalha silenciosa

–Sempre existe uma primeira vez para tudo na vida, Edward. Estarei lá dentro de uma hora, disse saindo sem esperar resposta e sem olhar para trás.

Fechei os olhos trincando os dentes, irritado com a petulância dela. Quando queria Bella era a mais arrogante das mulheres, mas saber que estaria me enterrando dentro daquela buceta quente em breve fez o meu ânimo melhorar consideravelmente. Andei de um lado para o outro esperando minha excitação diminuir para poder sair e entregar a caixa meio rasgada pela queda as freiras e a Srtª Coop. Nesses pontos eu tinha uma enorme inveja das mulheres. Ela podia estar excitada até a alma, mas ninguém veria ou saberia dizer. Deus havia sido muito injusto com os homens naquele ponto. Esperei uns dez minutos e vi que estava tudo sob controle. Peguei a caixa novamente e subi os degraus encontrando vários rostos conhecidos, inclusive o da repórter Jéssika Stanley que trajava um short preto indecente e uma blusa de malha azul onde podia se ver cada detalhe do sutiã que usava por baixo dela. Enquanto eu colocava a caixa sobre uma das mesas dispostas para este fim ela aproximou-se fazendo charme.

–Mas que surpresa encontrá-lo aqui, promotor Cullen, disse enquanto enrolava uma mecha de seus cabelos ruivos entre os dedos.

–Já estou de saída, repliquei enxugando minha testa com as costas de uma mão.

–Já? Por que não fica para conversamos e comermos alguma coisa? Veja, já estamos quase na hora do almoço, falou indicando um caríssimo relógio de ouro em seu braço esquerdo.

–Sinto muito, mas tenho um compromisso, falei desejando ir embora o mais depressa possível. Eu precisava tomar um banho antes de me encontrar com Isabella.

–Com a piscina do clube?

Questionou, metida como sempre.

–Não, com o meu trabalho. Agora, com licença, disse empurrando-a com delicadeza e caminhando a passos rápidos em direção ao meu carro. Seria mais rápido tomar banho no clube, que estava mais perto do que ir até a minha casa e depois voltar para o centro. Dei a partida no motor vendo pelo canto do olho a cara feia de Jéssika parada junto a uma das mesas do bazar. Definitivamente aquela dali não se conformava quando recebia um não.


Bella.



Fitando a minha imagem no espelho eu respirei mais uma vez. Eu estava pronta, tomada banho, com uma camada generosa de creme hidratante no corpo e algumas gotas do meu perfume preferido. Meu coração apertou-se um pouco ao lembrar a desculpa que havia inventado para conseguir escapar de trabalhar no bazar. A irmã Ângela ficara desapontada, mas quando dei uma nota de cem dólares para começar a incentivar as doações e compras, ela me abraçou forte. Tão forte que quase desloca alguns dos meus ossos. A imagem de Edward encheu minha mente. Lindo, forte, sexy, sedutor, viril, selvagem... Suspirei sabendo que necessitava de uma dose extra de confiança e sempre que isso acontecia, eu usava mão de um artifício: Vestia uma roupa nova. Como agora. Olhei-me de cima a baixo e gostei do que vi. Eu estava usando o novo vestido que Alice havia me dado. Ela comprara na boutique da Rose. Ele era marrom chocolate e abraçava cada curva minha sem parecer muito provocante. Era de malha e microfibra com um caimento extraordinário. Mas a minha arma secreta era a minha calcinha. Ah, aquele era o meu truque favorito. Eu sempre tinha uma lingerie cara e nova para usar. Gastava um bom dinheiro com aquele capricho, mas valia à pena. Cada centavo gasto. Vestindo algo sexy sob minha roupa, eu me sentia capaz, poderosa e imbatível. E aquela tinha todo esse poder. Ela era de renda e cetim preto, enfeitado com bordados nas costas e consistia em uma série de fitas de cetim delicadas cruzando para ficar no centro perto do meu cóccix com uma delicada flor de lótus. Ela deixava minha bunda quase toda nua e era incrivelmente sexy. A cada passo que eu dava o tecido suave do meu vestido acariciava minha pele nua, dando uma sensação de sensualidade e extrema confiança. Sim, eu o deixaria sem palavras e louco de tesão. Decidida apliquei uma leve camada de rímel nos olhos um batom rosa cremoso apenas para realçar os lábios e saí não esquecendo de apanhar sobre a mesa da sala de estar uma pasta contendo diversos documentos de clientes antigos e também uma cópia do processo que eu tinha feito contra o dono do jornal local, assim se alguém por acaso nos visse juntos, teríamos um excelente argumento para explicar nossa presença inusitada num dia de sábado no escritório da Promotoria.


Satisfeita, sorri mais uma vez para o meu reflexo e peguei as chaves do carro, saindo de casa para ir ao encontro de Edward.

Enquanto isso...


Jasper.


Olhei para Lauren Mallory ainda adormecida entre os lençóis e suspirei. À noite e a manhã seguinte haviam sido maravilhosas. Ela era uma das muitas freqüentadoras da minha cama e como tantas outras, Lauren gostaria de um relacionamento mais sério, mas eu não queria assumir compromisso com ninguém. Imediatamente meus pensamentos voaram para Alice. Mary Alice Brandon. A melhor amiga da minha meia irmã e também a mulher que quase roubara o meu coração. Sim. Quase, porque eu fugi antes que fosse tarde demais. Alice com certeza seria a mulher perfeita para mim, mas ainda não havia chegado o momento. Por enquanto eu só queria sair, me divertir e farrar até não poder mais. Durante a semana eu levava os negócios da família com mão de ferro e dificilmente relaxava, mas na sexta à noite eu esquecia meu trabalho e só queria saber de curtição. As noites para mim eram crianças e quanto mais sexo eu tivesse, melhor seria.

Afastei as cobertas saindo da cama de fininho para não acordá-la e alcancei o corredor. O chão frio fez com que eu me encolhesse um pouco. Mal dei alguns passos quando meu celular começou a vibrar. Olhei no relógio e vi que estávamos quase na hora do almoço. Eu não havia nem tomado o meu café da manhã. Peguei o aparelho com uma das mãos esfregando os olhos para ver quem estava ligando: A foto de Alice apareceu piscando na tela enquanto eu dava um suspiro e deixava cair na caixa de mensagens. Alguns segundos depois o telefone tocou novamente. Praguejei com a insistência dela, decidido a ignorar. Assim que parou de tocar, desliguei o telefone. Foi quando as batidas na porta começaram.

–Mas que diabos...

Proferi alto enquanto me encaminhava mal humorado para atender o intruso. Escancarei a porta vendo que era a própria quem estava ali, como sempre linda num vestido azul estampado com um casaquinho combinando.

–Olá Jasper. Precisamos conversar.

–Alice, não é uma boa hora, retruquei bloqueando sua passagem. Se ela entrasse e desse de cara com Lauren iria ser uma confusão sem tamanho!

–Sei que não está sozinho, mas isso é importante.

–Importante quanto?

Perguntei irritado.

–Diz respeito a nós dois, as nossas vidas, rebateu colocando as mãos na cintura e fitando-se com seriedade.

–E não pode esperar até segunda de manhã?

Questionei com ironia.

–Não, falou com raiva.

Respirei profundamente tentando me acalmar. Será que ela não entendia que eu precisava de espaço? Me pressionar daquela forma era pior, muito pior!

–Alice, escute. Que tal você ir embora agora? Eu prometo que te ligo na segunda feira e que nós dois vamos conversar sobre esse tal assunto importante. Realmente não estou sozinho e prefiro que você vá embora antes que “ela” acorde.

Seus olhos fuzilaram-me como hastes de fogo e eu me encolhi brevemente. Ela então ergueu-se empertigando-se e me fitou irada.

–Eu estou grávida, Jasper Withlock. Grávida de um filho seu!

Cuspiu e deu meia volta deixando-me parado ali, aturdido, catatônico, completamente pasmo e em choque. Observei enquanto ela abria a porta do Porsche 911 amarelo reluzente e entrava sentando ao volante. Alguma coisa conectou-se em meu cérebro e ele ordenou as minhas pernas que se movessem. Corri em sua direção alcançando-a antes que fizesse a manobra toda e fosse embora de uma vez.

–Como assim você está grávida?!

Eu não acreditei que aquilo estivesse acontecendo comigo. Justo comigo! Ele me olhou com ceticismo.

–Jura Jasper que não sabe? Vai querer que eu te explique como isso aconteceu?!

A frase carregada de ironia não disfarçava as olheiras escuras sob os seus lindos olhos, castanhos amarelados. Engoli em seco sentindo o pânico começar a me dominar.

–Alice, escute, nós precisamos conversar.

–Agora?! Não obrigada.

Respondeu acelerando o motor.

–Por favor, Alice. Não vá ainda! Nós temos de resolver isso!

–“Isso?” Olhe como fala! Isso é uma criança Jasper, gritou apontando para o ventre, aborrecida. – E nem pense que vou me livrar dela!

Minha boca escancarou. Ela pensava que eu concordaria com um aborto?! Será que Alice me conhecia tão pouco assim?!

–Eu jamais sugeriria tal coisa, Alice. Sou cristão e freqüentei a mesma igreja que você. Mas...

–Nem “mas” nem meio “mas”. Curta o seu final de semana, nós nos falamos na segunda-feira.

Concluiu arrancando com o veículo e desaparecendo das minhas vistas numa nuvem de poeira. Céus! Eu estava muito, muito encrencado!


Bella.


Estacionei o carro na rua de trás e saltei com o coração descompassado batendo na garganta. Alisei a frente do vestido, segurando firmemente a pasta com os documentos enquanto andava em direção ao prédio que a Defensoria dividia juntamente com a Promotoria. Olhei para ambos os lados, mas não havia ninguém por ali aquela hora. A maioria das pessoas estava no bazar e as outras deveriam estar no clube ou em suas próprias casas. Essa era uma das vantagens de se morar em uma cidade pequena como Forks.

Tirei minha chave do bolso vendo que o carro dele estava parado mais adiante. Ou seja, qualquer um poderia pensar que ele tinha deixado o veículo ali e saído. Respirei fundo sentindo um leve tremor percorrer-me de cima a baixo. “Não seja covarde, Bella, não vá desistir agora” pensei vacilando, inserindo a chave na fechadura e girando para a esquerda. A porta cedeu e eu empurrei-a, entrando e trancando-a novamente. Andei com cuidado escutando o som dos meus saltos altos ecoando no assoalho polido. Dei mais alguns passos e estaquei em frente à porta da sala dele onde seu nome brilhava incrustado numa placa: Edward Thomas Cullen. Tomei coragem e girei a maçaneta que cedeu. Entrei, fechando a porta atrás de mim. Ele estava vestido casualmente com jeans e uma camisa de tecido azul escura solta, descalço, sentado na sua cadeira, os cabelos acobreados molhados do banho recente e por isso mais escuros. Lindo, deslumbrante, sexy até a alma, exalando virilidade por cada um dos poros de seu corpo. Um Deus grego com certeza. As persianas estavam abaixadas. Mesmo que alguém aparecesse ali hoje à tarde não nos veria. Meu coração batia tão forte que eu tive medo de que ele pudesse ouvir. O som de uma respiração profunda chegou até mim. Vi que assim com eu, ele também estava mexido com o nosso encontro furtivo.

–Hum... Está dez minutos adiantada.

–Pontualidade é uma de minhas qualidades, brinquei tentando quebrar o pesado silêncio.

–Sou um grande apreciador das qualidades femininas, rebateu fazendo um gesto para que eu me aproximasse e sentasse em sua mesa. Obedeci, mas antes deixei a pasta sobre uma das poltronas que havia no caminho.

A cada passo que dei eu pude ver o peito dele subindo e descendo e cada respiração dele. Uma mais profunda do que a última. Sua mão moveu-se lentamente para minha coxa. O polegar começou a se mover, deslizando para trás e para frente, seus olhos nunca deixando os meus. Eu nunca me senti assim antes. Cada músculo do meu corpo ficou tenso na expectativa do que estava por vir. Eu podia sentir o calor que emanava de sua mão, percorrendo meu corpo, e a umidade que começava a se infiltrar na minha calcinha do poder.



http://crepusculoportugal.blogs.sapo.pt/10760878.html

Continua...


Notas finais
Rssssssssssss....o próximo cap promete garotas(os) e vou caprichar no encontro. O Jasper agora hein?! Por essa ele não esperava. Rsssssssss...muitas coisas irão acontecer por aqui...Bjs e um ótimo fim de semana. Tiih e Kiki.