Traídos Pelo Desejo.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Oi gente, desculpem o atraso do post ok? Aí está o cap 04 e eu espero de coração que todas(os) gostem e por favor comentem bastante. E Não esqueçam de recomendar estória mais na frente ok? O meu dia dos namorados também não foi bom, pois choveu com força aqui e acabamos sem sair de casa assistindo um filme no sofá com as crianças.......Rsssssssss....fazer o que .... XERO!!!
Cap. 04
Edward.
Quinze minutos e duas doses de uísque depois que eu cheguei ao hotel, uma batida leve foi dada a porta do quarto. Levantei sorrindo e caminhei até lá vestindo apenas minha calça jeans desbotada. A camisa, a jaqueta e os sapatos já tinham sido tirados e cueca eu não estava usando. Não seria necessário naquela noite. Abri a porta e meus olhos gostaram do que viram. Ela era mais alta do que eu gostaria que fosse, mas os cabelos, a cor dos olhos e o formato do rosto eram praticamente idênticos aos de Bella. Usava um sobretudo pesado, marrom escuro, fechado de cima até embaixo e sapatos de salto alto na cor marfim. Eu desconfiava que a única coisa por baixo do grosso casaco era a lingerie. Afastei-me permitindo a sua entrada e o cheiro forte do perfume adocicado atingiu minhas narinas. Apertei os punhos com força, ficando muito irritado com aquele cheiro enjoado, mas não falei nada. Ia ser difícil transar com ela a noite toda sentindo aquele cheiro forte e não o cheiro irresistível e único de Bella.
-Boa noite, disse entrando e entregando-me um cartão de visitas com o seu nome: Kate.
-Boa noite. O seu nome não me interessa. Hoje você será quem eu quiser, falei descartando o cartão em algum lugar do chão.
-É uma honra ser escolhida pelo novo Promotor da cidade, falou com um sotaque arrastado do meio oeste. Meu sistema me alertou que a voz era muito diferente, que aquela não era Bella, mas eu precisava de uma mulher, então decidi intervir na mesma hora.
-Não lhe dei permissão para falar, disse autoritário. Eu desejava Isabella com todas as minhas forças, mas estava com raiva dela por me deixar naquele estado crítico e com um insano mau humor, então hoje eu iria à forra.
-Desculpe-me doutor, respondeu sorrindo amavelmente. Eu conhecia aquele jogo de cor e salteado. Sabia que ela seria submissa ou ativa dependendo apenas das minhas ordens e vontades.
-Assim está melhor. Fale apenas quando eu mandar.
Ela assentiu despindo o casaco, revelando um espartilho cor de vinho de renda e tule, caro e de qualidade. Colocou o casaco dobrado sobre a cama e aproximou-se devagar. Muito lentamente levei uma mão até o zíper da minha calça, baixando-o, libertando meu pau duro. Ela olhou-o cobiçosa e lambeu os lábios. Fiz um sinal com os dedos mandando que se aproximasse e se ajoelhasse à minha frente. Ela obedeceu imediatamente tirando uma camisinha do interior do sutiã, deslizando-a sobre o meu pau habilmente.
-Você vai colocar tudo na boca, entendeu? Vai me chupar sem fazer nenhuma pausa até que eu goze, fui claro?
Ela sorriu e começou o trabalho. Segurei em sua cabeça pressionando mais os movimentos fechando os olhos e imaginando que era a boca de Isabella me envolvendo, subindo e descendo, o calor de seu hálito morno. O cheiro do perfume me atingiu novamente eu prendi a respiração tentando focar minha atenção no alívio que aquela desconhecida estava me dando. Teria de me contentar com aquilo, pois com o perfume que ela estava eu não conseguiria levá-la para cama de jeito nenhum. Deixei que me chupasse por uma boa meia hora até que não agüentei mais e explodi num gozo forte. Ela continuou com a boca em meu membro até que eu a empurrei com delicadeza, levando a mão ao bolso traseiro de minha calça tirando duas notas de cem dólares e entregando-as a ela. Vou tomar um banho agora e não quero vê-la aqui quando eu sair. Pode ir embora.
Ela assentiu sorrindo, colocando o dinheiro no sutiã caminhando em direção à cama. Entrei no banheiro, fechei a porta e liguei o chuveiro no máximo, louco para me livrar do perfume doce que estava impregnado em minha pele. Demorei cerca de quarenta minutos e quando voltei para o quarto constatei satisfeito que ela havia ido embora. Tomei mais uma dose de uísque e liguei para a recepção pedindo que encerrassem a conta, mas o recepcionista falou que seria por conta da casa. Sorri fazendo uma nota mental para não esquecer de agradecer ao Emmett no dia seguinte.
Dois dias depois...
Bella.
-A primavera é a estação de que mais gosto, Jake, e você? Ela sempre me faz lembrar de poesias, dos tempos das festas da escola, o perfume das flores no ar... Ele deu uma risadinha abafada.
-É a estação dos namorados, Bella.
-Isso é apenas um mero detalhe, emendou.
-Você está virando uma filósofa, disse rindo.
-É porque é tão curto o tempo que temos para apreciá-las...
-Se gosta tanto da primavera assim, poderia ser a minha namorada, falou divertido.
-Essa conversa de novo?! Quantas vezes eu já disse que eu jamais estragaria a nossa amizade namorando você?!
-Mais de um milhão, respondeu num suspiro.
-Acho que você está precisando consultar um otorrino então, gracejou. Jacob havia se declarado há muito tempo, mas eu nunca lhe dei esperanças. Gostava muito dele, o amava até, mas como se fosse um irmão. Nós crescemos juntos em Forks e nossos pais foram muito amigos, mas para mim nada mais que isso e depois do fim de semana que passei com o promotor Cullen... Céus... Eu precisava tirar aquele homem da minha cabeça depressa ou iria acabar enlouquecendo.
-Jake, pare ali na lanchonete para eu comprar um sorvete!Seus me fitaram como se visse um extraterrestre.
-Ficou louca? Estamos quase chegando ao clube!
-Mas eu não tive tempo de almoçar hoje por isso estou morrendo de fome!
-Não, Bella.
-Jake, por favor...
-Passo lá depois do jantar se você ainda quiser, respondeu categórico.
-Vou acabar passando mal, respondeu emburrada.
-Me avise quando estiver prestes a desmaiar que eu prometo não deixá-la cair no chão, mas não vou entrar no clube com você segurando um sorvete nas mãos.
-Você está mais rabugento que de costume. O que houve?
-Cansei de ficar sozinho. Estou à procura de alguém para dividir minha solidão e a minha vida, replicou.
-Não seja dramático, você é jovem e tem uma vida inteira pela frente.
-Quero encontrar alguém especial, Bella.
-E vai, disse dando uma tapinha de encorajamento no braço musculoso.
-Acho que estou apaixonado, respondeu fitando-a diretamente.
-Deve estar mesmo, pois quase atropela o manobrista. Cuidado, Jacob!
Ele estacionou e acenou para o rapaz pálido na entrada do clube num pedido claro de desculpas. Saltei do carro andando até a escadaria e esperei por ele que estava acionando o alarme do veículo.
-Você está muito bem hoje, falei carinhosa.
-E você está deslumbrante como sempre. Esse vestido é capaz de deixar um homem sem fôlego, respondeu sorrindo charmoso. Sorri satisfeita com o elogio. O vestido realmente estava impecável. Rose havia caprichado demais. Era tomara que caia com um laço na parte de trás e colava-se ao meu corpo como uma segunda pele, mas longo, o que evitava que fosse vulgar. Uma estola completava o traje formal necessário para ocasião.
-O laço como está?
Perguntei dando-lhe as costas.
-Um pouco torto, ele respondeu. –Espere um minuto que já vou ajeitar...
Ouvimos passos aproximando-se e a voz grave e sedutora soou em questão de segundos deixando-me inteiramente arrepiada da cabeça aos pés.
-Pensei que a diversão viesse depois das formalidades da festa, disse com sarcasmo. Respirei profundamente tentando me concentrar no momento e não no fim de semana. Ui... Não foi fácil... Soltei o ar bem devagar voltando-me para encará-lo e quase morri. Ele estava mais lindo que nunca usando um traje preto formal completo, os cabelos penteados para trás temporariamente domados e exibia um sorriso mais que irônico.
-Olá, Edward. Tirando conclusões apressadas, como sempre...
Jacob estendeu a mão em direção a ele.
-Como vai o seu carro?
Ele aceitou o cumprimento esboçando um sorriso com os cantos da boca repuxados para cima.
-Temperamental como sempre, mas você fez um ótimo trabalho.
-Obrigado, respondeu ampliando o sorriso diante do elogio.
-Bom, acho melhor entrarmos. Já estamos atrasados, falei segurando possessivamente no braço do meu melhor amigo. Era a festa de lançamento do livro do ex-prefeito Newton, o pai de Mike Newton meu colega de trabalho. Nos misturamos a multidão e conversamos com um ou outro sempre que alguém nos abordava. Ao final dos discursos de praxe, entramos na fila para adquirir um exemplar enquanto a orquestra começava a tocar uma música suave. Jacob me puxou para mais perto.
-O que você aprontou desta vez?
Dei um sorriso singelo fazendo-me de desentendida.
-O que? Quem costuma aprontar quase todos os dias é você, Jacob Black e não eu. Emendei.
-Eu vi como Edward Cullen está olhando para você, Bella, e aquela criatura está querendo sangue. O “seu sangue” para ser mais preciso, disse olhando por sobre o ombro encontrando o olhar atento de Edward Cullen no lado oposto ao que nós estávamos. Arqueei as sobrancelhas divertindo-me com a insinuação.
-Vai me dizer que o novo Promotor da cidade é um vampiro? Sério?
-Bella... As lendas e tradiçãos são coisa séria. Devemos respeitá-las.
-Tudo bem que você foi criado na Reserva, Jake, mas acho que as histórias das lendas Quileutes estão subindo à sua cabeça.
-Aposto que alguma coisa você fez para tirá-lo do sério, eu só não sei o que foi desta vez.
Foi a minha vez de contar mentalmente até dez.
-Já pensou em deixar de ser mecânico e virar detetive particular?
-Não é hora para piadas, ele falou tenso.
-Por que toda vez que ele está de mau humor eu tenho que ser a culpada?! Vai ver ele teve um dia ruim ou uma noite, sei lá. Jacob olhou para o teto do clube como se estivesse contando mentalmente.
-Mais do que ninguém você tem sido uma pedra no sapato dele, falou recebendo um dos livros de uma moça nativa jovem e muito bonita.
-Isso não foi gentil nem justo, Jake, protestei num murmúrio baixo temendo que alguém mais escutasse. – Sabe que sempre dou o melhor de mim em cada caso que defendo. O que posso fazer se os nossos caminhos sempre se cruzam e ele leva tudo para o lado pessoal?!
Ele me olhou enigmático.
-Edward Cullen é um homem experiente e muito astuto Bella, e sinceramente eu espero que você saiba com quem está se
metendo.
O ex-prefeito Newton nos recebeu com alegria ao lado da esposa e do filho. Mike me deu um longo olhar de apreciação, mas ao fitar o Jacob que lhe dirigiu um olhar assassino, baixou a cabeça. O ex-prefeito sorriu e fez questão de dedicar os livros. Agradecemos sorrimos e saímos da fila.
-Obrigada por se preocupar, mas você melhor que ninguém sabe que posso perfeitamente cuidar de mim, rebati tranqüila. Logo depois Jacob e eu fomos abordados por um casal idoso e em seguida pelo Chefe de polícia. Pedindo licença para tomar uma bebida, afastei-me olhando disfarçadamente na direção em que ele estava e nossos olhares se cruzaram fazendo o meu coração disparar loucamente. Se existia um homem ali que se enquadrava perfeitamente dentro da palavra “HOMEM COM H MAIUSCULO”, este era Edward Thomas Cullen. Alguém chamou a sua atenção e logo mais ele estava envolvido numa conversa paralela, o que me deu a oportunidade de observá-lo com calma enquanto degustava um delicioso e refrescante coquetel de frutas.
Se fosse descrevê-lo hoje à noite a melhor palavra seria “arrebatador”. Sua pose quase aristocrática, 1,85 m de altura, os traços angulosos do rosto de anjo sedutor, nariz reto, boca definida e bem feita, cabelos castanhos acobreados, associados a pele alva, produziam um efeito impressionante, até mesmo intimidador, mas não seria eu a ser intimidada pela beleza, astúcia e pelo charme devastador daquele homem, afinal eu conhecia muito bem as minhas habilidades como profissional.
-Bella, que bom que veio!
Disse o Juiz Black aproximando-se e me dando um generoso abraço.
-Obrigada, Billy. Como anda a vida de aposentado?
-Ainda não comecei a aproveitar, na verdade. Nesses primeiros dias estou fazendo alguns exames, verificando se está tudo bem com a saúde, respondeu o magistrado satisfeito. – E o Jasper?
-Está viajando, mas talvez chegue a tempo de vir para cá. Faz bem em cuidar da saúde. Vinte anos de tribunal é muita coisa, falei sentindo uma mão grande e quente sobre meu ombro. Era o Jacob.
-Oi pai, disse com cordialidade.
-Oi filho. Estou feliz que tenha vindo, disse o homem mais velho fitando o filho com um olhar carinhoso.
-Agradeça a Bella. Se não fosse para lhe fazer companhia eu estaria passeando de moto pela cidade e não apertado nesse terno como um pingüim!
Dei um sorriso forçado e pedi licença arrastando-o até o bar.
-Quer controlar esse sorriso sarcástico, pedi olhando-o irritada.
-Ele mereceu, disse dando de ombros.
-Ele é o seu pai, Jake e nada vai mudar isso. Ele me ignorou e chamou o barman pedindo um Bourbon com água tônica.
-Quer alguma coisa?
Balancei a cabeça negando.
-Que tal pegarmos uma mesa? Meus sapatos vão começar a incomodar daqui a pouco, eu disse.
-Mulheres! Não porque vocês usam esses sapatos desconfortáveis se sabem que eles sempre vão incomodar mais cedo ou mais tarde.
-E nunca vai entender mesmo, Jake. Você não é mulher!
Retruquei fazendo rir.
-Tudo bem vamos pegar uma mesa perto da pista de dança, pois o jantar será servido logo mais e você está morrendo de fome, falou brincando.
Edward.
Parado junto a uma das portas laterais do salão, observei atentamente o casal que retornava de um passeio pelos jardins. Estive de olho em Bella a noite inteira esperando o melhor momento para abordá-la e aquele pareceu-me apropriado. Com desgosto notei que ela estava mais linda que nunca metida naquele vestido longo tomara que caia, os cabelos escovados e soltos pelas costas como uma cascata cor de mogno. A brisa leve fez chegar aos meus ouvidos sua risada cristalina e aquilo me incomodou profundamente. O que Jacob Black poderia estar dizendo que seria tão interessante?! Contraí os lábios. Ele podia ser mais alto que eu e mais musculoso, mas não era homem suficiente para ela. Não mesmo. Nesse ponto eu até o consideraria ingênuo, afinal de contas pelo que o seu pai me confidenciara estava apaixonado por Isabella há anos enquanto eu mal a tinha conhecido e já estávamos rolando sobre o tapete macio do chalé, nus em pêlo.
Isabella Marie Swan era uma mulher linda, inteligente e perigosa. Mulheres assim poderiam manipular homens facilmente, trazendo-os numa coleira, subjugando-os com seus caprichos, mas eu não. E Jacob mais cedo ou mais tarde aprenderia aquela lição.
Assim que eles subiram as escadarias voltando para o salão eu me aproximei.
-Quero falar com você, disse direto.
-Edward! Quase nos matou de susto!
Ela falou levando a mão ao coração.Meu olhar seguiu sua mão e me vi devorando o decote do vestido desejando poder tirá-lo e envolver os seios redondos e rijos com as mãos.
-Não foi a minha intenção, respondi agradecendo aos céus pela fraca iluminação está ocultando minha visível ereção.
-Não? O que gostaria então? Me dar outro sermão?
Cerrei o maxilar contrariado enquanto Jacob lhe dava um olhar de advertência.
-Bella...
Se aquela mulher tinha medo de alguma coisa, eu desconhecia, mas com certeza a sua fraqueza era não saber parar quando estava passando dos limites.
-Por que não me ligou? Deixei vários recados com a Alice.
Indaguei objetivo.
-Pensei em ligar, mas ultimamente você não tem se mostrado gentil com a minha pessoa e, além disso, tive muitos compromissos esta semana...
-Você me chamou de velhote incompetente, esqueceu?!
Ela mordeu o lábio inferior levando-o entre os dentes olhando-me com desconforto.
-Já me desculpei por aquilo, falou com secura.
-E resolveu colocar a minha paciência a prova, falei sombrio.
Nesse momento Jacob ergueu as mãos para o alto e resolveu afastar-se deixando-nos a sós.
-Não sabia que tinha a capacidade de testar a sua paciência, disse sorrindo amplamente, fazendo com que o seu rosto fosse iluminado. Engoli em seco tentando lembrar que ela agora era a inimiga, mas não foi fácil.
-Temos alguns assuntos pendentes, esqueceu?!
Falei fazendo questão de frisar cada palavra. Ela ergueu as sobrancelhas numa ensaiada expressão de surpresa.
-Que assuntos? Confesso que você me pegou desprevenida agora...
Mas eu não me deixaria enganar por aquele ar de fragilidade. Se ela queria jogar eu pagaria para ver! Respirei fundo e lancei a bomba disposto a ver aonde exatamente aquilo iria nos levar:
-Esqueceu que você pode estar grávida?!
A cor fugiu do seu rosto imediatamente, seus olhos fitaram-me com assombro. Ela tentou andar, mas suas pernas não a obedeceram e assim tropeço caindo diretamente nos meus braços que a ampararam com muito prazer.
-Está louco?! Sibilou num sussurro olhando desesperada para os lados, esperançosa de que ninguém ali por perto tivesse ouvido.
-Você não me procurou, falei com raiva sentindo os arrepios carregados de eletricidade sexual percorrem o meu corpo e o dela. Bella bufou, empurrando-me, recompondo-se e respirando fundo.
-Por que eu ainda não sei!
Arqueei as sobrancelhas fitando-a com ceticismo.
-Mesmo? E acha que eu vou acreditar nisso?
-Se acredita ou não é problema seu promotor, mas não se preocupe porque eu sempre soube cuidar de mesma desde que os meus pais morreram num acidente de carro...
-Oito anos atrás, respondi. Sim, eu tinha feito o dever de casa.
-Andou me investigando?!
-Digamos apenas que eu fiquei curioso, falei sendo evasivo.-Mas essa conversa ainda não acabou, Bella.
-Para mim já está mais que encerrada. Boa noite, respondeu dando-me as costas.
-Não tão rápido, falei esticando um braço e segurando-a com firmeza.
-O que foi agora?!
Seus olhos castanhos soltavam chispas em minha direção. Fiquei fascinado por aquela mulher que agora parecia-se cada vez mais com uma gata selvagem.
-É seu trabalho colocar criminosos como Volturi de volta às ruas?
-Quando são inocentes sim, rebateu sem titubear.
-Essa é boa! Ele é tão culpado quanto era quatro anos atrás, quando cometeu os primeiros roubos!
-Sei que ele era culpado naquela época, ele mesmo me confessou. Estou falando de hoje.
-Só pode estar brincando, Bella!
-Não considerou a hipótese de ele ter se reabilitado? As pessoas podem mudar, Edward.
-Não me faça rir! E nem pense em tentar me convencer com a triste história da vida dele.
-Não vou tentar lhe convencer de nada, Edward quero apenas lhe mostrar os fatos! Caius encontrou algo que o fez mudar. Uma pessoa. Uma mulher e se apaixonou. Minha expressão não poderia ser mais irônica.
-Que tal citar isso assim que começar a sua defesa? Garanto que o julgamento dele será o mais rápido que essa cidade já viu!
-Não pretendo ir tão longe. Espero que ele seja solto assim que se apresentar para a citação.
Arregalei meus olhos em choque.
-Não pode estar falando sério Isabella!
-Com certeza para um homem cínico como você esse conceito de “amor” não existe, mas para muitas pessoas no mundo isso é diferente, Edward. O amor pode ser uma grande motivação, declarou por fim.
Balancei a cabeça de um lado para outro, incrédulo.
-Sim, amor, Edward, e não vou ter nenhum problema em falar sobre isso, porque foi exatamente o que aconteceu. Essa é a verdade. Ele está perdidamente apaixonado por uma jovem chamada Jane Fanning e como não tinha escolaridade suficiente para arranjar um bom emprego começou a trabalhar como caixa numa loja de conveniência para poder fazer um curso quando juntasse dinheiro suficiente. Seus assistentes por acaso não incluíram este detalhe no processo?
Perguntou abrindo aspas no ar com ambas as mãos.
-Dificilmente, já que lidamos diretamente com os fatos e não com romances e novelas.
-Edward, quando vai se convencer de que só estou fazendo o meu trabalho como advogada e não declarando guerra a você e sua equipe?!
Cruzei os braços propositalmente, dando dois passos para frente bloqueado sua passagem e sua visão. Estávamos tão próximos que pude sentir o calor de sua respiração batendo em meu queixo.
-Então que tal irmos a um lugar mais reservado e você tentar me convencer disso, Isabella?!
Continua...
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