Traumatisierten
3 Ele - Capítulo O3
Notas iniciais
Pretendo estar bem criativa e inspirada para o próximo.
Espero que gostem. ♥
Bjks, JC.
Estava tão inerte em pensamentos, que havia esquecido completamente da hora.
Quando realmente caí em mim e saí do banho... Já se passavam das 19:20, ou seja: eu tinha menos de uma hora pra me arrumar, sendo que eu nem havia escolhido a roupa ainda.
Abri as portas do guarda-roupa e vasculhei tudo, até encontrar o que eu queria. Já que não se tratava de um jantar formal, optei por algo simples: Uma calça em jeans lavado, em tons claros e escuros, uma regata com bordados em renda, na cor cinza, e nos pés um bico de navio na cor azul turquesa. Simples e confortável.
Deixei o cabelo secar ao natural e estava quase terminando a maquiagem, quando ouvi baterem na porta.
– Já vai, gritei do quarto. – Larguei tudo e fui atendê-la.
– Olá Annie. Nossa você está linda. – Disse me cumprimentando e logo em seguida dando um sorriso.
– Obrigado, mas... Eu quase nem me arrumei. – Falei, logo em seguida retribuindo ao sorriso. — Quer entrar? Só falta eu terminar a maquiagem. – Disse abrindo passagem.
– Pode ser.– Ele adentrou sentando-se no sofá e logo falei. – Juro que falta bem pouquinho. Sinta-se a vontade se quiser algo.
– Sem problemas. – Disse quando eu já estava me dirigindo ao quarto. – E então... Tudo isso é por causa do Tom?
– Capaz, como já disse quase nem me arrumei Marcos. Aliás, nem o conheço ainda. – Falei enquanto dava os últimos retoques na maquiagem.
– Aham, eu acredito em você. – Senti uma pontinha de sarcasmo nisso, mas depois me entendo com ele.
– Prontinho. Eu disse que era rápido.
– Com esse olhar o Tom gama hein.
– Para com isso seu bobo. Vem, vamos logo porque já estamos atrasados.
– Esqueci que você é a mesma Annie pontual de sempre. – Fingiu estar decepcionado.
– Você me convida e ainda reclama por ser pontual? – Disse rindo.
– É que isso me causa inveja de quem casar com você. Ele nunca ficará esperando, e você não vai ter a desculpa do atraso para o casamento, já que você é totalmente organizada e pontual. – Riu também. – Vamos madame? – Disse fazendo pose e oferecendo-me seu braço.
– Vamos seu bobo da corte. – Disse encaixando o meu braço no dele.
– Ei, isso me ofendeu viu. – Fez cara de magoado.
– Oh, desculpe senhor, esqueci que és sensível a palavras que podem ferir seus sentimentos tão frágeis quanto os de uma moça. – Falei fazendo reverência e segurando uma risada enquanto ele me olhava emburrado.
– É você está muito engraçadinha, agora tranque essa porta e vamos logo.
– Ei Marcos, calma, eu só estava brincando.
– E eu também bobona. – Disse dando-me um beijo na bochecha enquanto se direcionava ao carro.
No caminho fomos que nem dois loucos rindo e acompanhando a música que tocava no rádio, com nossa melodiosa voz. Ta eu sei que não somos os melhores cantores do mundo, mas nos divertimos muito com isso. Como a casa de marcos não ficava nem longe, nem perto da minha, o trajeto até lá não demorou muito e logo estávamos estacionando na frente da sua casa.
– Prontinho. Chegamos princesa. – Disse desligando o carro.
– Oh. Como se eu não soubesse onde você mora. – Disse irônica enquanto saíamos do carro.
– Você poderia ser menos irônica às vezes. Faz bem pra saúde e para o convívio social. – Disse sorrindo.
– Claro, deixe-me anotar isso aqui na minha agenda. – Fingi abrir a bolsa.
– Ei, eu estou falando sério. – disse rindo. – Primeiro as damas. – Disse abrindo a porta para mim.
– Obrigado duque. – Agradeci em reverência.
– De nada madame. – Disse imitando um verdadeiro duque. Só a gente mesmo.
Escutei som de passos descendo as escadas e logo fomos interrompidos por uma voz um tanto grossa, que, aliás, me chamou a atenção.
– Ah, vocês chegaram. – Quando virei-me dei de cara com aquele que deveria ser o dono do nome ao qual Marcos havia me falado.
– Olá. Annie, esse é o Tom. E Tom, essa é a Annie. – Disse nos apresentando.
– Prazer em conhecê-la. – Disse cumprimentando-me com um beijo no rosto.
– Digo o mesmo. – Falei, logo abrindo um sorriso.
Notando que o ambiente tomou um silêncio agonizante, marcos logo se pronunciou:
– Bem... Acho que poderíamos ir jantar ao invés de paquerar né? Vocês terão todo o tempo do mundo para isso. – Disse passando a mão no cabelo. Ele estava encabulado. Adoro essa mania dele.
Baixei a cabeça com vergonha. O que estava acontecendo comigo? Isso nunca foi assim antes... Sinto-me uma garota bobinha que acaba de encontrar o príncipe encantado. Eu nunca fui assim. Não posso ser assim.
– É... Vamos jantar. Seus pais já estavam comentando se você realmente foi buscá-la ou se foi sequestrá-la. – Falou rindo
– Claro. Eu raptar essa anãzinha chata? Obrigado, prefiro que outro tenha que aguentar ela, não da certo pra mim.
– Obrigado pela parte que me toca Marcos. – Disse colocando a mão no peito fingindo estar pronta para chorar.
– Oh pequena, você sabe que eu te amo. – Disse me abraçando enquanto um par de olhos castanhos apenas nos observava.
– Sim, eu sei. E... Eu estava brincando.
– Eu sei disso, eu também. – Disse sorrindo. Era um sínico mesmo.
– Eu já sabia que você não me amava. Não se preocupe.
– Se eu realmente não te amasse, não teria me preocupado tanto com você depois daquela noite. – Pigarreei para que ele se flagrasse do que estava falando.
– Bem, vamos jantar. Mamãe não para de falar em você. Disse que está com saudades. — E então nos direcionamos a sala de jantar. Mas eu sabia que atrás de mim havia um par de olhos castanhos bem curiosos para saber do que se tratava o assunto anterior.
É. Eu acho que adquiri mais um problema para mim. Marcos e sua boca grande acabam de me arranjar mais um problema, e tenho certeza que o questionamento não demorará a surgir por parte dele.
Notas finais
Comentários, sugestões e/ou reclamações, deixem review.
Faz bem pro autor e nos incentiva a continuar.
Beijão e até terça. *-*
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