Traumatisierten

2 Convite e o desconhecido - Capítulo O2


Notas iniciais
Bom, como podem ver o título do cap ta uma porcaria, mas o cap. ta bom. *-*
Ahh, aviso sobre as postagens.
Passarei a atualizá-la as terças e sextas, quando conseguir, caso contrário, somente nas sextas. Se houver imprevisto, eu prometo avisar.
Voltei com tudo, graças ao incentivo que os reviews da minha one, escrita nas férias, renderam...
E é isso. xD
Boa leitura.

Depois disso eu ainda enrolei alguns dias pra contar a ele, mas achei que seria meu dever como retribuição da ajuda.

Um dia no intervalo ele veio até mim, como sempre desde o ocorrido, perguntar se estava bem e falar que não adiantava mais arrumar desculpas, porque por mais que fosse algo sério, eu teria que compartilhar com alguém, se não isso pesaria demais para o meu lado.


E eu sou obrigada a concordar...


Eu lembro que havia pedido a ele que não contasse nada a ninguém, muito menos alguém da escola, pois sei que então viraria alvo de piadinhas idiotas, ou até mesmo de comentários de pena, cujo é o que menos preciso no momento.


Fria? Talvez...


Eu acho que uso isso para me “defender” do que as pessoas possam fazer a mim ou falarem. Eu posso ser a pessoa mais fria com você, mas se for como o Marcos, com certeza serei diferente. Devo muito a ele. E ele fez por merecer.


Depende da situação e da pessoa, mas não consigo confiar nas pessoas facilmente, não depois de tudo que já fizeram a mim.


Não posso dizer que tenho amigos, mas posso afirmar que tenho um amigo. Sim, foi ele quem me salvou naquela noite. Pode parecer estranho essa amizade repentina, mas ele foi o único que consegui realmente confiar e me sentir segura dentro dessa escola.


Eu não gosto muito de recordar o meu passado, mas ele está sempre presente na minha memória. Às vezes desejaria não tê-los como lembrança, mas aí eu lembro que se não os tivesse, talvez não fosse quem sou hoje.


Uma mãe que tentava me prostituir a todos os idiotas que por sinal eram seus clientes. A garotinha frágil, que não sabia nada da vida. Uma mera prostituta de menor que não valia nada e sonhava muito.


“Esse é o pensamento da sociedade, sobre mim.“


Eu só agradeço que isso ainda não chegou aos ouvidos dos demais da escola.


Bryan é um caso do passado. Ele era filho de uma amiga da minha mãe, o garoto cujo sempre odiei e cujo sempre “me odiou” por rejeitá-lo. Ele agia como elas, e ainda age. Indiferente a mim...


XXESCOLAXX

Se não fosse tão necessário, juro que iria embora desse inferno chamado escola. Mas eu preciso dela... Principalmente para provar a todos que não sou a garota bobinha que eles pensam.


– Olá Annie.

– Olá Sebastian. – respondi.

– Ficou sabendo do novo aluno da escola? – Questionou enquanto acompanhava-me a sala de aula.


– Não. Mas deve ser mais um delinquente que se acha nerd o suficiente, e que depois de entrar aqui vai quebrar a cara e desistir como todos os outros. Ohh vida cruel. – falei sarcástica.


– Nossa. Você leu isso em algum lugar ou realmente elaborou no momento? – Falou rindo.

– Apenas elaborei. – sorri forçado.

– Bem, vou indo nessa. Até o intervalo. – Despediu-se.

– Até. – Dei-lhe um beijo na bochecha e adentrei a sala de aula.


Não posso dizer que me considero amiga dele, mas ele é legal pra jogar papo fora. Ele fala dos outros que falam de você e colabora com isso, mas pelo menos pra te distrair às vezes, ele serve.

A aula passou de forma lenta, totalmente perceptível. Como em todos os outros dias que permanecia aqui. Enfim bateu o sinal anunciando o fim da “tortura”.


Arrumei meus materiais e direcionei-me em direção aos armários dos corredores.

– Oi gata.


Dei um pulo, quando ouvi e senti alguém encostar-se em mim. Respirei fundo e virei.


– Olha aqui seu...


Ei, ei calma. Sou eu okay? Só estava brincando.


Eu já disse para parar com este tipo de brincadeiras Marcos.


Desculpe ta bom? Não vai mais se repetir.


Espero.


Bom... O motivo pelo qual estou aqui é outro. Vim te convidar para jantar lá em casa hoje. Um amigo meu chegou de viajem e passará um tempo lá em casa. Gostaria que o conhecesse. Aposto que se darão bem.


Okay. Vou pensar. Porque conheço bem os tipinhos dos seus amigos.


Ahh, ele é gente boa. Diz que sim?


Ta, ta.


Ta bom então. Quer que eu te pegue às 20:00?


Pode ser.

Okay. Ahm... Annie?


Sim?


Só não dê piti okay? O Tom tem um jeito meio moleque bad boy, mas ele não é nada do que aparenta ser. Confia em mim. Amigos de infância. – Cruzou os dedos.


Tudo bem. – Falei enquanto o mesmo afastava-se do meu campo de visão.


Só quero ver... – Sussurrei enquanto me virei para guardar o restante dos materiais.


Cheguei em casa e estava tudo no maior silêncio, como sempre. Afinal, morava sozinha, então era impossível haver algum barulho aqui.


Fui preparar algo para comer, para depois decidir que roupa escolheria para o jantar, afinal era ainda hoje que o mesmo ocorreria.

Por um momento me peguei pensando em como esse tal Tom, amigo do Marcos, deveria ser. Pelo que ele disse deve ser gente boa, mas o típico garoto que eu odeio.

Bom, isso veremos depois.


Assisti televisão durante um tempo e quando eram 18:30 fui tomar um banho.


No tempo em que permaneci em baixo do chuveiro, alguns pensamentos me tomaram como vinha ocorrendo de forma normal em minha rotina.


“Será que um dia eu seria desejada por amor ao invés de pura luxúria?” Pensei enquanto observava meu corpo no espelho da parede, perto da banheira. De onde eu estava conseguia enxergar-me perfeitamente.


“Eu nunca tive a sensação de amar e poder ser amada, eu já gostei de alguém, mas não me senti completa, não me senti como sendo retribuída desse sentimento.” E então me peguei pensando nas palavras de Marcos e lembrando “dele” novamente. Isso era loucura, eu nem o conhecia ainda e certamente o odiaria, se ele fosse como eu estava imaginando.


Mas, seria bom se eu tivesse com quem partilhar meus momentos, se eu possuísse alguém que eu pudesse desabafar e conversar abertamente sem sentir medo de estar errada. O difícil era achar alguém, ou melhor, um homem que aceitasse uma mulher assexuada por traumas.

Notas finais
Já sabem...
Comentários construtivos, sugestões e etc. sintam-se à vontade.
Reviews são pra isso e faz um bem danado ao autor, como podem ver no meu caso, rendeu muita escrita e atualização na fic.
Sexta-feira estou postando o próximo capítulo.
Beijos e até a próxima. ♥