Notas iniciais
Estamos muito contentes por começar assim! Muito obrigada a todos que tiveram curiosidade de entrar nesse novo mundo!

Boa leitura!

ANO 767 DEPOIS DOS ANTIGOS


O Reino das Salamandras explodia em festas, assim como os distritos sulistas, Vulcano e Águia Roxa. Sua princesa havia nascido forte e saudável.

Faixas e bandeirolas eram espalhadas pelas ruas das vilas, as tabernas foram abertas para todos, desde os mais pobres até os mais ricos, — nesse dia não existiam diferenças sociais — flores enfeitavam as janelas das casas e bandas tocavam músicas alegres em desfiles para sua princesinha Hoethy.

O Rei Tonriel e a Rainha Trinna não poderiam estar mais felizes, sua primeira herdeira nascera. Ruiva como o pai, pálida e sardenta como a mãe e de olhos mais azuis que as cachoeiras do distrito das Grandes Cachoeiras, ao Norte, essa era a princesa dos distritos do Sul.

Porém a terrível guerra de quinze anos ainda assolava TraréMreta. Com mais de 500 mil criaturas mortas, humanoides e outros seres, essa era a primeira grande guerra que ocorria no planeta desde a chegada dos Antigos Terráqueos.

— Tonriel... — a rainha cansada e suja do parto chamou por seu marido, que segurava sua pequena joia nos braços.

— Sim, meu bem?

— Acabe com a guerra... Pelo bem da nossa filha...

O rei encarou sua rainha com os olhos raivosos por causa da mágoa que causou a guerra.

— Você sabe o que eles fizeram!

— Sei... Assim como sei que não é saudável para a sua filha crescer em um mundo repleto de guerra e ódio.

Trinna encarou firmemente seu marido e estendeu as mãos para pegar sua princesinha. Observou seu rei andar de um lado para o outro inconformado, pensando em maneiras de criar Hoethy longe daquela guerra.

— Não há outro jeito que não seja esse. Tonriel... Você sabe que a Rainha do Norte está esperando um bebê...

— Não! Não darei a minha pequena para aqueles vermes! — esbravejou o homem, quase derrubando a pequena mesa de cabeceira ao seu lado.

A pequena princesa acordou no colo de sua mãe com o grito de seu pai, assustada, Hoethy começou a chorar. Tonriel pegou sua filha novamente e andou mais calmamente dentro do quarto de seu Palácio.

— Tonriel! Esqueça agora essa guerra estúpida! Sua filha merece ser criada em um mundo limpo! Não interessa se ela vai casar ou não com um menino de Paraíso. Ela pelo menos irá crescer lhe amando, lhe achando um homem justo e benevolente!

Olhando para sua esposa com feições decididas, o rei entregou-lhe novamente a princesa e saiu do quarto.

[...]

— E é apartir de hoje! Com o nascimento da minha filha, a princesa Hoethy! Que eu declaro paz ao Reino do Norte.

A população inteira de TraréMreta vibrou de alegria, enquanto os dois reis apertavam as mãos selando o início de uma nova amizade entre os reinos.

— Eu, Mutaw, rei do Norte, ofereço a mão de meu filho, Loghion à sua filha, Hoethy. Quando eles completarem 22 anos de vida, o casamento será realizado.

Um aperto de mãos selou o destino dos pequenos bebês, assim como selou o destino de TraréMreta. Uma paz e esperança surgia novamente em um povo devastado por guerras sangrentas e conflitos intermináveis.

Enfim TraréMreta viveria anos de paz e tranquilidade. Pelo menos era isso que todos achavam.

Notas finais
Vejo vocês no próximo sábado! Deixe o que achou nos comentários abaixo!