Notas iniciais
Oeee Lindezas >< Bom, como vocês viram, eu demorei um tempinho para postar o capítulo. Mas, enfim, aqui está ele! Boa Leitura!

08

— Jeena! — Estou dentro de um quarto escuro e não sei quem gritou isso. Medo. Frio.

— Quem está ai?

— O seu pior medo. — Um pior medo? Mas afinal? Qual é o meu pior medo? Morrer.

— Quem é?

— A morte.

— Morte? Como assim? Você veio me buscar?

— Não. Vou buscar sua mãe.

— O que? Não faça isso. Eu preciso dela.

— Adeus.

— Ei! Espera ai! Volta aqui — A voz não respondeu. O quarto continua escuro.

Ratos andam pelo quarto.

— Jeena. — Agora é outra voz chamando a mamãe.

— Quem está ai?

— Eu.

— Meu Deus, me ajude. Tire-me daqui. Não aguento mais. — Espero que minhas preces sejam ouvidas. Mas não são.

— Por que reza tanto?

— Por que eu não quero mais viver assim.

— Sabe? Todos esse pesadelos eram em forma de vingança. Você era inocente. Ouviu bem: ERA.

— Vingança? Era inocente? Como eu era?

— Você acabou com toda a sua inocência ontem.

Lembro-me de ontem. O beijo de Dylan. Klaus.

— Não.

— Sim. Você é idêntica a sua mãe. Até no pensamento vocês são iguais. Tenho dó desse Klaus.

— Eu não quis fazer isso. Estou arrependida. Meu Deus! Quem é você?

— Sou quem está á procura da a vingança certa.

— Por favor! Pare!

— Nunca! Vou embora. Até o próximo pesadelo. Fique com minhas amiguinhas.

— Espera! — Eu grito, mas novamente sou ignorada.

O zum-zum-zum de algum tipo de inseto vem se aproximando de mim a cada segundo. Parece uma nuvem de vespas. Zum-zum. É uma nuvem de vespas que chega em mim. Zum-zum. Sou picada por todo o meu corpo. Zum-zum. Grito como uma louca. Zum-zum. A sala ecoa meu grito. Zum-zum. Ninguém me escuta. Zum-zum. Desmaio.

Minha cabeça dói loucamente. Acordo e estou em uma sala de um hospital. Não consigo mexer minhas mãos. Olho para elas e um inchaço enorme. O corpo coberto por ferroadas das vespas. Parece até que estou com catapora. Não há nenhum lugar que não há as picadas. Estou cheia de pomadas para amenizar a dor. A ânsia vem e eu vomito no chão do hospital. Consequência da bebida da noite anterior.

— Filha? Você está bem?

— Claro que não, mãe! Estou de ressaca e fui picada por uma nuvem de vespas e agora, deitada em uma cama de hospital.

— Calma querida. O Klaus está aqui para te ver. Ele pode entrar.

— Pode. Mas você sai. — Seca. Ela sai e Klaus entra.

— Oi Jeanie. — Ele vai me beijar, mas vê a situação da minha boca e não beija.

— Oi Klaus.

— Eu sinto muito por tudo.

— Obrigada.

O médico entra no quarto e diz que o horário de visita acabou.

— Mas não tem nem trinta segundos que ele entrou!

— Já faz uma hora que ele chegou aqui veio te ver, mas você acabou de acordar.

Fiquei calada. Mas com raiva. Quem mandou eu dormir muito? Eu não consigo pensar em como ele reagiria se eu dissesse que beijei aquele otário do Dylan.

Minha mãe volta novamente para o quarto e, eu sem hesitar, pergunto:

— Quem é Larry? — Sua feição do rosto muda completamente. Antes estava com um ar de preocupação. Agora parecia que ela queria morrer. Ficou desesperada.

— Como você sabe dele?

— Eu não poderia saber, mãe?

— Filha, depois conversamos.

— Mãe! Eu tenho direito de saber! Eu quero saber.

— Jeanie! Não é ninguém!

— Mãe! Eu preciso saber. E se eu morrer amanhã? — Ela deixou o quarto aos prantos.

Duas semanas passam e consigo sair do hospital. Tive sorte de não ter morrido. E Ainda estou com marcas, mas estou bem melhor. As picadas não coçam mais. Cresceram cascas e já estão cicatrizando. Continuei pressionando minha mãe com a história de Larry. Não contei para ela dos sonhos. Quem esta provocando esses pesadelos me deu alguma trégua. Ainda sonho. Mas são algumas coisas ‘‘menos graves’’ até porque estava tão debilitada nos últimos dias que não conseguia nem andar.

Essa noite, mamãe saiu, Klaus iria chegar daqui a meia hora, não aguentei, cai no sono, e, como já era previsto, veio o sonho.

— Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.

— Como assim? — Eu chorava.

— Você sabe muito bem o que é PERDER!

— Pelo amor de Deus! Pare com isso. Não fiz nada. Se vingue de outra forma. Eu não tenho nada a ver com a sua vingança! Quem é você?

— Quem sou eu? Já não está tão óbvio?

— Não. Não está óbvio. Diga!

— Eu sou o Larry.

— Larry. Você está querendo se vingar da minha mãe me machucando?

— É a única coisa que a atinge.

— Meu Deus! Pare com isso! Não aguento mais. Deixe-me em paz.

— Há belezinha. Você acha mesmo que vai acabar tudo bem? Claro que não!— Ele diz com raiva. Dá uma pausa e volta a falar. — Não diga a ninguém sobre isso.

— Por favor, pare!

— Nunca! — Ele grita e dá uma risada maléfica. Estou em um circo agora. Crianças choram e alguns palhaços correm rindo atrás delas. Um deles me chama atenção. É o pior. Parece o líder de todos. Seus dentes têm uma ponta afiada. Quando ele come, deve estraçalhar toda a comida com apenas uma mordida. Escondo-me dele. Mas quando entro atrás de uma moita, o barulho começa a chamar sua atenção. Ele anda em minha direção. Encara a moita onde estou e pega em meu braço com suas unhas afiadas me machuca demais. Enquanto meus braços estão sendo perfurados pelas suas unhas, meus tímpanos estão quase explodindo com a mistura de som alto das músicas infantis, o grito das crianças e as gargalhadas maléficas dos palhaços.

— Por favor! Pare! — Grito.

— Porcariazinha. Calada!— Imediatamente, tudo fica em silêncio. As crianças somem. A música acaba. Mas os palhaços não somem. Eles começam a rir mais e mais. Estão se aproximando de mim, sinto que vou morrer esmagada.

— Acorda Jen! — Acordo com Klaus gritando e me chacoalhando. Eu grito ao sentir Klaus apertando o meu braço, o braço que foi estraçalhado pelo palhaço. Klaus percebe e solta. Sem graça, ele se desculpa:

— Me desculpe. Eu sinto muito.

— Por favor. Me ajude.

— O que foi Jeanie?

— Meus pesa...— Imediatamente interrompo-me. Lembro de Larry: ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’

— Seus pesadelos? — ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’

— Sim. — ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’

— Com o que você sonha? — ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’

— Coisas. — A frase se repete em minha mente incontrolavelmente. ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’ Mesmo odiando chorar perto dos outros, meus olhos se umedecem e as lágrimas jorram dos meus olhos. Klaus me aninha e sussurra em meu ouvido:

— Vai ficar tudo bem.

Acabo dormindo novamente. Mas dessa vez, bem profundamente, não sonho com nada, Klaus me abraçou e acabou adormecendo, primeiro que eu. Ainda penso em Larry. Em sua frase: ‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’ Adormeço. Eu e Klaus. Dormimos juntos.

Notas finais
Bom, aqui está o capítulo, em breve, posto o 09. Beeeeijooooos ^^