Trapped
2 Cap2: Prazer, seu pesadelo.
Notas iniciais
Claire’s POV
O auditório inteiro se calou. Todos começaram a se olhar em volta com rostos questionadores... Eu também nunca ouvira falar deste menino antes. Prestaria minhas orações a ele, de qualquer forma.
Este ano, eu e Ali havíamos pegado o pior dormitório de todos. Mas segundo ela, iria mandar reformarem ele até virar o melhor. Não duvido nada... A Ali sempre quer o bom e o melhor, mas mantém sua classe. Protesto não é com ela. Ouvi dizer por aí que o Harry fez um escândalo com a senhora da secretaria... Típico dele!
Maddi’s POV
Só com esse mapa para me guiar nesse colégio – enorme – mesmo.
Finalmente cheguei ao tal dormitório Baggas. Haviam poucos quartos comparados aos outros. E mesmo com poucos quartos, poucos estavam ocupados. 50, 51, 52... Cheguei a porta do meu quarto onde ficaria o resto do ano. Dei dois toques leves para saber se tinha alguém lá dentro.
- Oi! – disse com um sorriso no rosto quando vi uma garota abrindo a porta.
- Então...? – ela disse como quem não tivesse tempo para ser simpática.
- É que... Segundo a lista de dormitórios, este é o meu quarto. Meu nome é Maddis...
- Eu acho que não – ela me interrompeu – Mais alguma coisa?
- Aqui está o papel que diz – estendi minha mão com o papel – Este é o quarto 52, certo?
- Eu não tenho tempo pra isso! E eu não sei nem quem você é.
Que garota ignorante! Se não fosse pela voz que falou de dentro do quarto que a interrompeu “Calma Ali, o quarto dela pode ser esse”, acho que minha mão teria parado em seu rosto... Na minha imaginação, claro. Ela abriu a porta contra sua vontade. Que quarto enorme! Eu tinha quase certeza absoluta de que este era o maior quarto do dormitório. Um closet maior que minha sala de estar, TV de plasma, duas camas de casal e uma de solteiro (já até adivinhei onde iria dormir), um mini-sofá, e até um pequeno lustre balançava no teto. As paredes eram cor salmão, a cortina tinha uma cor bonita verde abacate. Eu não tinha mesmo o que reclamar! Me dirigi até a cama de solteiro, e pus minhas duas enormes malas.
Escutei elas duas falando algo sobre uma festa do pijama. Será que eu seria convidada? Bem, fiquei calada... Até porque eu acho que elas achavam que eu não estava escutando por conta dos fones no meu ouvido. Mas bem, tenho ouvidos potentes.
Depois que almocei no refeitório, quando voltei ao quarto, estavam entrando e saindo gente o tempo todo, um grande movimento. Quando entrei, levo um susto. Havia mesinhas espalhadas com comidas e bebidas, decorações, sacos de dormir de seda espalhados pelo chão... Espera, cadê minha cama? E as outras duas camas? Eu sabia que o quarto havia aumentado de tamanho!
- Onde está minha cama? – perguntei olhando para o lugar da última vez que estava, que foi substituído por uma mesa de um daqueles salgados chiques que tem um nome difícil de pronunciar.
- Anh... Tivemos que tirar para dar espaço para nossa festinha – Ali disse dando pulinhos.
“Festinha?”
- Bem, onde que eu vou dormir? Nos sacos de dormir? – falei meio animada. Eu nunca havia ido a uma festa do pijama antes.
- Claro que não bobinha. A festa é só para veteranas. E líderes de torcida.
Espera. Onde eu me encaixo nisso?
- Onde você quer que eu durma?
- Ué?! Não sou eu que tenho que saber disso... O problema aqui não é meu. Você não fez amizades aqui ainda?
O que??????!!!!!!! Ela queria que eu tivesse feito amizades no primeiro dia em que eu cheguei nesse campo minado de ricos? Onde aperta para voltar para casa...
Niall’s POV
“Podemos sair amanhã então?”
“Não vai dar, Ali... Eu peguei detenção”.
Não há coisa mais difícil que encaixar meus horários com os de minha namorada. De vez em nunca nos encontrávamos na escola. Ela é líder de torcida, e eu sou jogador de futebol. Apesar de nossas áreas se encontrarem, temos que nos focar, e quase não prestamos atenção um ao outro, por mais que tenhamos nos conhecido dessa forma.
“Eu vou ter que desligar agora. Jája minhas convidadas chegarão, beijinhos!”
Eu nem tive tempo de responder. Porque as pessoas sempre fogem de mim? Primeiro meus pais... Agora minha namorada. Eu nem sei onde os meus amigos estão agora. E eu me sentia cada vez mais sozinho.
Fui até o lugar mais próximo de onde eu conhecia algum amigo meu. O Sushi Bar da nossa escola. Eu sou muito amigo do chefe, porque eu praticamente vivo lá.
- Niall, garotão! Achei que você não viesse por aqui hoje... Já está meio tarde.
- Hey Matt. Eu resolvi dar uma passada. Não tem muitas novidades por aqui... – disse cabisbaixo.
Conversei um pouco sobre o meu verão com ele (resumindo: eu ligando para meu pai e minha mãe, e eles não atendendo). Minha mãe é atriz. Meu pai, diretor. E essa área de Hollywood não é fácil. Eu nunca tenho tempo para ficar com eles. Às vezes eu acho que eles não se importam comigo... Eu fui criado pela minha avó. Ela morreu quando eu tinha 5/6 anos. Não me lembro bem desta época, eu só sei que eu a amava muito. Tive que ir para o internato desde pequeno para ter onde ficar em tempo integral. Nas férias de verão, eu fico só. Eu tenho que ter muito cuidado com minhas amizades. Quando se tratam de interesse ou não. A única pessoa com quem posso confiar hoje em dia é Liam. O conheci por conta da Ali. Nós dividimos o quarto sempre, mas quase nunca nos vemos. Enquanto eu sou jogador de futebol, Liam gosta da área de laboratórios. Ou seja, não tem nada haver comigo.
O Sushi Bar estava vazio. Estava eu e um casal bem no canto do restaurante que logo saiu. Em seguida entrou uma garota pálida, com cabelos escuros e longos, olhos brilhantes cor de mel. Eu podia jurar que ela estava chorando até ela secar uma lágrima, e eu tive certeza. Saí do banco em frente onde o Matt faz sushi e fingi que trabalhava ali quando cheguei até a mesa onde ela estava sentada.
- Olá, posso ajudar?
- Não, eu... Eu não vou pedir nada – ela pareceu frustrada, e falou logo em seguida: Por enquanto.
- Tudo bem. Eu não trabalho aqui – disse dando uma risada.
Ela que estava de costas até então se virou e deu um sorriso sem mostrar seus dentes.
- Nossa... – ela disse enxugando o rosto – Me sinto frustrada.
- Não tem problema. Eu sou mestre em chorar também – eu disse puxando uma cadeira – Posso me sentar?
- Claro – ela disse mais calma.
- Eu sou muito intrometido! Mas você tem cara de caloura, então... Quis ajudar.
- Acertou em cheio. E este é o problema.
- E porque isso seria um problema?
- Uma garota muito grossa, que divide o quarto comigo me expulsou de lá porque está dando uma festa, ao qual eu não fui convidada.
- Hm... Acho que você está falando da minha namorada.
Harry’s POV
Levei um dia tranquilo sem levar em conta que eu não consegui mudar de dormitório. Eu ainda estava pensando no acidente do garoto que viria a dormir no meu quarto e do Louis. Um acidente de moto... Na madrugada... Sem carteira... Essa história me pareceu muito familiar. Eu queria pensar em outras coisas, mas minha cabeça sempre se encontrava com o pensamento do acidente. Comecei a imaginar cenas na minha mente. Cenas do acidente, como se eu tivesse presenciado. Elas passavam como vultos em minha mente me deixando pertubado. Deitei-me na cama para ver se a dor de cabeça passava. E as cenas continuavam rolando na minha mente, embaçadas...
Harry’s flashback
Abri meus olhos. Eu estava deitado em um carro em movimento... Eu não estava dirigindo, aliás, estava no banco de trás do carro. Tudo parecia muito perturbador. Eu sentia dores em todos os lugares do corpo. Não me sentia nada bem... Eu estava sem forças. Eu tentava me levantar, mas a tentativa era falha. Depois meus olhos começaram a se fechar novamente. Eu tentava mantê-los abertos, mas não conseguia. Até que eles se fecharam.
Zayn’s POV
Meus olhos tentaram se acostumar com a claridade. Eu estava em um quarto todo branco, com um cheiro triste no ar... Algo apitava sem parar “PI, PI, PI...”. Olhei para um dos lados e vi uma porta com uma janela. Do lado de fora passavam-se macas. E médicos. Eu estava em um hospital. Olhei para baixo e vi um grande corte na minha perna. Depois vi um médico, Marlene e Josh entrando no meu quarto. Marlene estava chorando de felicidade. Eles falavam algo, mas ainda estava difícil de raciocinar. Meus pais de criação estavam muito felizes, eu só conseguia ver isso. A claridade pertubadora me fez ficar com uma leve tontura, e caí em sono profundo novamente.
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