Eu estava sentada sem conseguir dormir. Decidimos parar em algum lugar camuflado da estrada, e dormir nos carros mesmo. Eu dormia em Bee, Ashton em Optimus e Calum em Ratchet.

– Olha onde eu acabei, tendo que ajudar robôs alienígenas à salvar a Terra de robôs alienígenas. — falei — Sem ofensas Bee! Acho que vou tentar dormir, amanhã o dia será beeem longo. — suspirei e me deitei novamente.

*

– Eu preciso fazer xixi. — disse Calum.

– Ah meu Deus. Vai ali atrás da moita. — falei.

– Eu não vou fazer xixi atrás de uma moita... ah eu vou e daí? Não tem outro lugar mesmo. — disse ele indo para atrás de alguma moita.

– Bom, estamos apenas a três horas de Las Vegas e não podemos perder muito tempo, se não esse tal de Megatron pode nos achar! — disse Ashton.

– Verdade! VAMOS CALUM! — gritei.

– Ai pera aí. — disse ele fechando o zíper e saindo de trás das moitas — Agora vamos! — ele falou e assim entramos no carro e saímos pela estrada.

*

– Ok, estamos exatamente a vinte minutos de de Las Vegas. — falei olhando no relógio e logo depois escorando a minha cabeça no banco. Ashton estava dirigindo Bumblebee, pois eu estava cansada demais e Calum disse que não iria dirigir de jeito nenhum, apesar de Bumblebee conseguir 'se dirigir' sozinho.

– Eu juro que eu nunca me imaginei dentro de um carro que vira um robô alienígena, em busca de uma coisa que pode salvar a Terra junto à Madison Woodley e Ashton Irwin! — disse Calum.

– Nem eu me imaginaria aqui! — falou Ashton rindo fraco.

– Muito menos eu! — falei — A minha mãe vai tipo me matar se souber no que eu estou me metendo.

– Se você estiver viva até lá. — disse Calum rindo.

– Verdade. — falei rindo também.

*

– Wow, Las Vegas é tipo... — Ashton abriu um sorriso enorme deixando perfeitamente à mostra suas covinhas.

– Já entendi que você gostou daqui, mas agora precisamos achar um local para esconder os Autobots enquanto procuramos a peça. — falei e ele assentiu ainda sorrindo.

Rodamos a cidade toda procurando um local, até que achamos um local deserto onde havia uma uma ponte construída pela metade, e alguns destroços.

Descemos dos carros que se transformaram em robôs e tentamos desvendar os símbolos para saber exatamente o local da peça.

– Cassino Lótus. — disse Ashton olhando o mapa projetado por Optimus, e todos olhamos para ele, pois aquele mapa não tinha o nome do local, apenas as ruas — O que? Eu sei de muitas coisas sobre Las Vegas, meu sonho é vir para cá! — disse ele.

– Ok, vocês ficam aqui. — falei para os Autobots — E nós e Bumblebee vamos ao cassino achar a peça.

– Não tô querendo falar mal não, essas roupas ficam estranhas para um cassino. — disse Calum olhando para nossas roupas.

– Vamos comprar novas. — falei.

*

– Ok, agora estamos prontos! — disse Calum. Ele estava com um bleazer preto e camisa branca, jeans skinny e óculos escuros. Ashton estava com uma blusa de uma banda de rock, jaqueta de couro preta, também com jeans skinny, bandana preta e óculos escuros. E eu estava de calça jeans, bota, blusa branca e jaqueta de couro preta também.

– E o meu cartão de crédito agradece. — disse Ashton analisando suas roupas.

– A gente vai te pagar. — falei revirando os olhos.

– Levem isso! — disse Ironhide entregando um tipo de arma para cada um de nós três — É uma arma de emergência com tecnologia Autobot, caso precisem.

– Obrigada! — falei.

– Ok, agora entrem nesse carro e vamos de uma vez. — disse Calum entrando em Bumblebee no banco traseiro.

– Tudo bem. — falei entrando no carro no banco ao lado do motorista.

– Vegas! — disse Ashton sonhando alto sentando no banco do motorista — Eu estou dirigindo um Camaro Concept 2014, em Vegas. — ele sorriu que nem um bobo e eu ri da cara dele.

– Pisa fundo! — falei e Bumblebee ligou sozinho, e Ashton pisou no acelerador.

*

– Caralho, esse lugar é gigante! — disse Ashton analisando o cassino.

– Vamos, estaciona o carro ali. — disse apontando para vaga onde um carro havia acabado de sair, e então Ashton estacionou o carro.

– Já voltamos Bee, antes disso não se transforme! — falei para o carro e desci do mesmo.

– Vamos! — disse Calum e nós saímos para a entrada selecionada do cassino. Tinha uma fila enorme, pois não precisava pagar. Eles selecionavam as pessoas que pareciam legais e as deixavam entrar. Nós conseguimos furar a fila e ficar bem na frente, pois algumas pessoas foram tão trouxas e não perceberam.

Chegou na nossa vez e o segurança fazia um monte de perguntas e nos deixou passar. Ele não perguntou idade pois aquele era um cassino para jovens de no mínimo dezesseis anos.

– Agora vamos procurar! — falei. — Onde estaria uma peça lendária dentro de um cassino? — perguntei à eles.

– Não sei, mas precisamos nos misturar. — disse Calum — Vocês estão com seus celulares?

– Aqui. — eu e Ashton dissemos ao mesmo tempo mostrando os nossos celulares.

– Então o seguinte, vamos nos misturar e ficar de olho no celular qualquer coisa é só ligar um para o outro. — disse Calum e nós assentimos.

– Pera, eu não tenho o número de vocês. — disse Ashton e eu revirei os olhos. Depois trocamos os números e saímos no meio da multidão da pista de dança.

Eu saí meio dançando no meio das pessoas até que eu bato em alguém.

– Me descul... — não terminei de falar e a pessoa me puxou pela cintura e ficou dançando comigo. Garoto, só podia — Ei, me solta. — falei indignada.

– Calma gata, vamos curtir! — disse o garoto e me virou e continuou dançando.

– Não, eu não posso curtir. — falei me soltando dele e indo em direção à saída da pista de dança. Enxerguei um corredor com uma placa escrita "Restrito". Caminhei até o corredor, e olhei para os lados para ver se vinha alguém.

– O que você pretende fazer aqui em? — o garoto da pista e dança havia me seguido. Ele tinha um sorriso e olhar malicioso. Ele era loiro, alto, magro e tinha um piercing no lábio.

– Ai garoto, sai daqui. — falei.

– O que você procura?

– Te interessa? — perguntei extremamente grossa.

– Eu posso te ajudar.

– A menos que você conheça esse local com a palma de sua mão, você não pode me ajudar. — falei.

– Sorte a sua, pois meu tio é o dono daqui, então sim, eu conheço esse local como a palma a minha mão! — ele disse se gabando enquanto meu queixo caía.

– Isso é sério?

– Mas é claro. — ele disse.

– Você por acaso sabe de uma peça estranha, tipo um pedaço de um quebra-cabeça? Uma peça de metal, mais ou menos assim. — gesticulei mais ou menos o tamanho da peça.

– Para quê você quer? Meu tio achou essa peça enquanto reformava o local e a colocou junto com a sucata. — disse ele desconfiado.

– Longa história. Mas eu preciso tipo muito dessa peça, me ajuda, por favor? — implorei. Ele arqueou uma sobrancelha, cruzou os braços e ficou me olhando.

– Eu quero uma coisa em troca. — ele disse.

– Tudo bem, o que você quiser. — falei e ele sorriu malicioso — Mas não abusa! — falei e seu sorriso malicioso se desfez.

– Ok, já pensei em outra coisa. Vem! — ele disse me puxando para aquele corredor.