Transformação - Mansão SKZ
12 Cap 09 – Nosso amor é a maior de todas as forças.
Notas iniciais
Dessa vez não acordei sozinha pois, quando abro meus olhos o Hyunjin é a primeira coisa que vejo.
Ele não está dormindo claro, mas está abraçado a mim e de olhos fechados o que o deixa imensamente lindo.
— Estava sentindo sua respiração e fechei os olhos para isso. — Ele percebeu que acordei. — Nem acredito que tive você por uma noite inteira em meus braços.
Ele está sorrindo e ainda de olhos fechados.
— Bom dia Jinnie! — Eu já estava bem aninhada nele, mas ao dizer isso me aconcheguei ainda mais o que o deixou com o semblante nitidamente satisfeito.
— Bom dia meu amor!
Ainda ficamos abraçadinhos e trocando carinhos por um tempo quando ele finalmente soltou:
— O triste é saber que agora preciso ir e que não será hoje o dia que você passará comigo — O tom dele era mesmo pesaroso.
— Eu ainda posso ir até você não? — Perguntei, mas mais com vontade de dizer que nem queria sair do quarto se ele pudesse ficar ali comigo o dia todo, mas me lembrei do combinado e então deixei para lá.
— Até poderia, seria muito bom por sinal, mas hoje não estarei em casa pois é a minha vez de caçar e combinamos de fazer isso durante o dia pois para onde vamos é longe e queremos estar aqui ao anoitecer!
— Ah entendi, — Falo tentando fazer as contas de quem iria com ele hoje. — Então hoje vão os quatro que faltam?
— Isso mesmo, o Channie, o LeeKnow, o I.N e eu.
Pensando nisso entendo que dos que ficaram na casa apenas dois ainda não encontrei e me pergunto se me encontrarei com um deles ou se me reencontrarei com o Han ou o Felix, e o Hyunjin percebe.
— Bom, se o que você está pensando for mesmo o que acho que está, acredito que hoje será um encontro inédito, achamos que os encontros só se repetirão depois que você passe um dia inteiro com cada um de nós. — Ele é todo gentil ao falar isso o que parece maluquice pois como ele saberia? De repente pode rolar um encontro repetido sei lá, mas não penso muito nisso e involuntariamente eu o abraço com mais força.
— Entendo, então você precisa ir agora certo? — falo sem querer deixá-lo ir.
— Sim meu amor, vamos nos separar agora, mas fique tranquila, nosso dia está cada vez mais próximo. — Ao falar isso ele beija minha testa e se levanta. — Eu o encaro, ele é tão lindo que eu fico tonta de olhar e cheia de vergonha quando ele me encara — Bom agora vou deixar você se arrumar e enquanto isso vou preparar seu café e como não te encontrarei mais, até de noite.
Ele se aproxima me dá um selinho demorado e com isso se vira e vai embora.
UAU Naty, nem em seus melhores sonhos; penso completamente eufórica e logo vou me arrumar.
Quando saio do banho vejo a bandeja de café que o Hyunjin me trouxe, com uma linda rosa e um bilhete: “Coma direitinho meu amor, tenha um lindo dia, e eu espero poder passar mais noites com você, do sempre seu, Hyunjin.”
As palavras dele escritas ali fez com que as borboletas no meu estomago dessem cambalhotas, “do sempre meu?” O Hyunjin era meu? isso é surreal, mas é tão bom! Nunca havia me sentido amada nesta vida e tenho um pouco de medo dessa sensação de agora, mas voltando a real não pensei muito mais que isso depois que li o bilhete, apenas comi, pois, estava faminta e depois de me olhar no espelho uma última vez arrumando apenas a alça do meu vestido que estava torta saio do quarto para ver o que o dia de hoje me reservou.
Me viro olhando na direção que me levaria ao quarto do Felix e pego a direção oposta, passo pelo piano e entro em um corredor, “esta casa é realmente uma enorme mansão” penso, “e eles realmente conseguem sua privacidade aqui, aposto que se quiserem ficam um ano inteiro sem se ver” dou um sorriso pensando no quanto eles devem querer um tempo só para si depois de tantos anos juntos.
Ouço barulhos vindo de uma (mais uma) grande porta e decido olhar.
— Aaaah não acredito, Naty você veio! — O Changbin estava em uma academia dentro da mansão pelo que notei em meio a uma seção de “puxador” o que me faz pensar que ele já tem costas lindas; mas ele parece gostar muito de se exercitar então decido nem comentar que ele já tem um corpo perfeito. Ele está vestido todo de preto e isso é uma visão perfeita para mim. — Naty não fique aí na porta, venha cá meu bem se aproxime por favor.
Ele para seu exercício e me faz sinal com a mão me chamando para mais perto.
Eu vou sem pensar muito e verdade seja dita; no momento eu não consigo pensar em muito mais que “meu deus que músculos perfeitos ele tem”.
Eu confesso que o estilo “bombado” nunca me atraiu muito, mas o Changbin estava longe de ser só um grande conjunto de músculos, e eu teria essa convicção sendo comprovada muito em breve.
Quando chego perto dele ele me abraça me levantando no ar e girando comigo, o que não pude deixar de achar fofo.
— Ah minha Naty, até que enfim estamos juntos! Estou tão feliz que poderia sair quebrando tudo e gritando que nem louco! — Eu sorri para ele que estava com o rosto iluminado por um belo sorriso direcionado a mim também. Ele era sempre tão empolgado assim? A verdade é que não tínhamos interagido muito ainda, mas estou amando o fato de que hoje poderei conhece-lo melhor. — Vem aqui, sente-se e vamos relaxar um pouco!
— Poltronas de massagem? — Falo sorrindo e ele confirma com a cabeça — Nossa vocês têm de tudo mesmo por aqui.
As poltronas são demais, e eu estou realmente relaxando, e o Changbin está me olhando atentamente o que me fez corar um pouco.
— Essa sua expressão, eu amo tanto! — Não me toquei que estava fazendo nenhum tipo de expressão específica então sorri para ele. — E o sorriso fecha tudo com chave de ouro! Nossa Naty eu realmente senti sua falta.
Eu me sinto enrubescer ainda mais com seu comentário, acho que de todos eles, o que mais me deixa sem jeito, sem ação ou completamente sem palavras era o Changbin.
Eu me arrumo melhor ficando cara a cara com ele que está de frente com a poltrona agora e com nossos rostos digamos que bem próximos nos encaramos por um segundo antes de sorrirmos e ele me estender a mão.
— Vem comigo. — Ele sugere e eu não negarei nada a ele ainda mais com esse sorriso lindo que direciona a mim, o Changbin tem um sorriso... huum... FOFO? Meu deus ele é um grande fofo!
Eu institivamente pego em sua mão e o sigo, atravessamos uma academia incrivelmente bem equipada, coisa de última geração mesmo e tudo parece novinho em folha e com este pensamento me viro para ele:
— Com certeza você é o que mais vem aqui né?
— Ah sim, com toda a certeza, mas o Channie é um frequentador assíduo também, já os demais, bom, eu as vezes os trago aqui para brincarmos um pouco mas eles só me enrolam.
Nós dois sorrimos.
— Mas vocês precisam de exercícios? Tipo, vampiros são cheios de força sobre humana né? — Acho que os assuntos com ele fluirão assim...
—Ah somos fortes, temos dons, mas também podemos nos manter em forma, em foco, e o exercício ajuda... — Ele fala todo animado — afinal viver por tanto tempo pode nos deixar loucos então é bom também ter coisas assim pra fazer.
Quando ele fala ele me hipnotiza, ele fala com tanta propriedade e segurança, de um jeito tão bonito e acolhedor que eu só quero ouvi-lo por horas a fio sabendo que não me cansarei e com isso em mente me seguro no braço forte dele enquanto caminhamos o que o faz dar um sorrisinho e percebo que este ato automaticamente dá uma mexidinha em seu nariz e eu me sinto derreter, mas preciso me concentrar senão daqui a pouco eu babo nele.
— Hum... Já que você falou em dons, quais exatamente são os seus? — meu tom é tão curioso que o faz parar de súbito, me encarar de frente e sorrir para mim e então ele se aproxima me encarando sem tirar seu olhar do meu o que dá a ele um ar misterioso e me fala com uma voz baixa, mas firme como sempre:
— Você confia em mim? — Eu só tenho tempo de acenar que sim com a cabeça quando ele me pega em seus braços e de repente tudo a nossa volta muda.
Agora o que eu vejo com certeza não é a academia onde eu sei que estamos, mas definitivamente não é o que meus olhos me dizem agora...
Estamos em uma floresta, linda, bruta e bem no meio dela tem um lindo balanço todo enfeitado pela própria natureza onde flores e folhas de cores muito vivas o envolvem...
— Vem, vamos nos sentar ali. — Ele me diz com seu tom de voz suave, o mais suave que já ouvi dele então eu me perco por um instante, mas logo me lembro que ainda estou em seu colo e com meus braços em volta do seu pescoço e quando finalmente consigo me concentrar na sua voz, me viro para ele e com isso quase temos nossos lábios selados um no outro o que automaticamente me causa um calor interno que rapidamente toma meu corpo inteiro, sinto as benditas borboletas revirarem meu estomago e o queimar no meu rosto denuncia que com toda certeza estou vermelha. — Você é tão fofa bebê!
Eu sorrio, mas estou mesmo muito tímida mesmo por estar ali em seus braços a tanto tempo.
— Vamos sim, — Ele me encara aparentemente tão perdido quanto eu pela intensidade que se formou entre nós. — Sentar ali né? — Aponto o local antes sugerido por ele.
— Ah sim, certo. — Parece que ele também precisou voltar a si.
E ele me leva até lá e me coloca no balanço sentando-se ao meu lado.
Eu fecho meus olhos brevemente e consigo sentir o cheiro das flores, o verde ali chega a ser palpável e eu acabo me esquecendo de onde eu realmente estava.
— É tão lindo aqui Changbin... estou maravilhada com esse lugar, posso vir mais vezes aqui?
— Sempre que você quiser meu amor.
Ele me faz encostar em seu ombro e ficamos quietos por um momento apenas brincando com o entrelaçar de nossos dedos até que uma borboleta pousa no meu nariz, eu sinto cócegas onde ela encosta e eu sorrio me divertindo com aquilo, ela tinha cores lindas azul e roxo e mesclas dessas cores que são as minhas favoritas e eu sigo admirando-a até que ela voa e eu respiro fundo.
— Isso foi mesmo lindo, — e recobrando apenas um pouco da consciência eu pergunto — Então esse é o seu dom? Mostrar uma realidade que não existe? Você é ilusionista?
Ele desfere um selar mais demorado em minha bochecha.
— Um dos meus dons fora a força bruta que vai além a de um simples vampiro é sim criar ilusões, que junto com minha “criatividade aguçada” como o Channie gosta de chamar se torna um dom muito poderoso. — Ele para e contempla o nada por um instante. — Vê ali? — ele aponta para a nossa frente e quando sigo a direção de seu dedo vejo uma linda cachoeira, e quando olho em volta a floresta se foi, mas a beleza do que vejo ainda é grandiosa — Vamos até ela?
Estou boquiaberta, consigo sentir a brisa húmida que vem até nós devido à queda d’agua.
— Vamos sim por favor! — Estou muito empolgada e o Changbin sorri satisfeito.
E quando me dou conta estou novamente em seu colo atravessando o caminho até a cachoeira e me sinto tão animada que não penso, apenas o beijo rapidamente.
— Você sempre me beija assim quando está animada, e eu não consigo expressar o quanto estou feliz de te ter aqui comigo e poder sentir isso de novo.
Sorrimos e ele me senta em umas das pedras se sentando atrás de mim e assim ficamos abraçados ali.
— Eu consigo molhar minha mão? — Estou parecendo mesmo uma criança e isso o diverte.
— Sim, é só a estender.
— Uau Changbin olha isso — passo minha mão molhada em seu rosto — Eu sou tão suscetível assim?
— Eu não diria assim; — E nesse momento ele me devolve a realidade e vejo que agora estamos do lado de fora do ambiente de aparelhos da academia que ficou lá atras e estamos agora em uma linda piscina, o que me deixa confusa.
—Essa piscina... É na academia? Na mansão? — Pergunto meio que já sabendo a resposta pois os outros fortes estímulos sensoriais haviam sumido também.
— Exatamente. Então usei a água daqui pra coisa ficar mais real, porém mesmo se não tivesse a piscina você também teria a sensação de tocar na água pois, faz parte da ilusão e eu consigo fazer isso, mas eu prefiro quando as coisas ao redor se encaixam com o que eu sugiro.
— Você é um gênio poderoso. — Eu estou impressionada de fato.
— E posso realizar todos os seus desejos. — Ele sorri, e me encara fixamente de certa forma me mostrando seu lado mais sexy o que me derrete inteira por dentro, porém tenho a impressão de que ele também fala isso muito a sério.
Nós que estávamos nos olhando intensamente desviamos o olhar ao mesmo tempo.
Eu estou nervosa perto dele, minha conexão com ele é muito intensa, mas diferente da que tive com o Felix, pois não é como se fossemos nos devorar, mas sim como se o mundo inteiro parasse e só ficasse nós dois em movimento.
— Changbin? — Voltamos a nos olhar.
— Pode falar bebê.
— Como era nossa relação antes de tudo isso?
Ele espira fundo.
— Nós nos amávamos simples e intensamente. — Ele faz uma pausa apenas para me ver encolher um pouco de vergonha. — Éramos românticos incorrigíveis, intensos, um pouco grudentos, mas só as vezes pois também sabíamos respeitar nosso espaço. E diferente dos demais acho que o que tínhamos ao nosso favor era nossa imaginação aguçada e uma enorme vontade de viver um romance em seu mais real significado. — Ele para e sorri um pouco — Éramos “melosos, e instintivamente pertencentes um ao outro” palavras do Channie. — Pelo que ele me faz sentir acredito em cada uma de suas palavras pois meu desejo agora é viver o romance mais clichê possível ao lado dele.
— E você tinha ciúmes de mim? — Não fiz essa pergunta aos demais, mas com ele eu fiquei curiosa pois, o Changbin pelo que eu noto se parece um pouco comigo e eu sou daquelas pessoas que se tenho ciúmes não vou demonstrar, ou vou evitar ao máximo esse tipo de demonstração e estou curiosa para saber se ele faz o mesmo.
— Todos nós temos ciúmes de você por favor entenda isso. — Ele parecia muito sério ao dizer aquilo. — Mas tudo foi um acordo entre nós então aprendemos “e vivemos” — ele faz aspas com as mãos — com o fato de você saber nos dar o seu amor de igual forma então com o tempo entre nós mesmos o ciúmes foi morrendo.
— Mas apenas entre vocês... entendi.
Ele sorriu.
— Sim, teve uma vez que por ciúmes quis quebrar a cara de em um idiota que ficava explicitamente dando em cima de você, mas você não deixou e me tirou de perto dele.
— Todo marrento... Esse é o meu Changbin. — Falei de forma totalmente involuntária e me pareceu estranho falar isso, mas ele pareceu não ligar.
— Você sempre me chamava de seu marrentinho — ele encosta o nariz dele no meu me dando um beijinho tipo esquimó o que mais uma vez me fez derreter por inteiro— Bom, já que estamos aqui vamos nadar um pouco?
E antes que respondesse algo já estava dentro da piscina com ele.
— Ei! — Olho para ele incrédula por ele ter pulado ali comigo em seu colo, mas a visão que tenho me desmonta e por um instante eu penso em como ele fica lindo todo molhado. — Isso não é justo Binnie. — Falo fazendo um beicinho manhoso.
— Aaaargh — Ele solta um grito muito “fofo” — Você me chamou de Binnie, e eu amo isso saindo dos seus lábios.
Ele se aproxima de mim, nadando lindamente e quando emerge d’agua ele está tão próximo a mim que não tem como evitar o que vem a seguir.
Ele deposita um intenso selar em meus lábios de forma extremamente apaixonada, parece que esperamos a vida toda por esse momento e ao mesmo tempo ele é certeiro em cada detalhe, sua língua que agora divide o mesmo espaço com a minha mas de maneira inteiramente sincronizada dá leves lambidas pelos meus lábios e a sensação que isso me causa é inexplicável; sabemos o que estamos fazendo, onde queremos chegar, estamos entregues e sentir suas mãos me segurando pelo quadril me fez automaticamente me encaixar nele com as minhas pernas envolvendo sua cintura fazendo com que nossos corpos grudassem ainda mais e então passo meus braços pelo seu pescoço fazendo minhas mãos se enroscarem em sua nuca deixando leves apertões ali o que faz ele responder de forma ágil me presando na parede da piscina para que suas mãos tenham a liberdade de descer e subir por todo meu corpo e essa movimentação me faz sentir o quanto ele está animadinho na parte de baixo o que me causa um arrepio na espinha e faz com que meu corpo responda em puro animo também e minhas pernas involuntariamente o apertam.
Como é um vampiro ele tenta o tempo todo controlar sua força para que não me machuque e eu percebo, mas isso não interfere na intensidade de tudo que está acontecendo ali.
—Eu te amo bebê — Eu vou responde-lo, dizer que eu também o amo pois este sentimento é tudo que explode no meu coração, mas não consigo dizer nada pois sou puxada por algo e me sinto sumir brutalmente dali...
“Ainda ao que parece envolvidos em um beijo intenso estamos agora em um lago, meu vestidinho preto e curto tinha sido trocado por um longo vestido em cores claras que está extremamente pesado por estar molhado o que não parece ser um problema para o Changbin que neste exato momento me beija como se daquele beijo dependesse nossas vidas.
— Eu a amo tanto minha doce Alice, não há nada que eu queira mais do que estar para sempre com você, toda a eternidade não é grande o bastante para caber o nosso amor, nosso amor é a maior de todas as forças. — Juras de amor sussurradas por ele em meio ao nosso ósculo romântico.
— Binnie meu amor, concordar com você pode parecer um desleixo da minha parte, mas tudo o que disse é a mais pura realidade, eu o amo tanto, e só o que quero é estar para sempre com você.
Continuamos envolvidos, estamos juntos, felizes o beijo do Changbin é detalhista e atencioso e eu me deixo levar cabendo perfeitamente em seus lábios, seus braços, seu corpo e a sensação que tenho é que logo não conseguiremos mais nos conter com apenas os beijos e toques íntimos indo assim para outro nível de intimidade e mal acabo de pensar isso quando percebo que mais uma vez de repente tudo muda...
Estou desnorteada, e agora ouço uma voz, voz essa que consigo reconhecer. A mesma que ouvi antes de apagar naquela masmorra do meu último sonho como Nathalia...
— Deixá-la viver? De novo? Vocês não se cansam disso Binnie?
— Eu imploro ******* — Não consigo ouvir o nome que o Binnie grita a plenos pulmões — Não a machuque, você quer a mim, aos meus irmãos então nos leve, mas a deixe viv...
Eu vejo claramente um Changbin que até agora estava lutando ferozmente com outros quatro vampiros parar com os olhos assustados na minha direção.
— O amor de vocês é mesmo a maior de todas as forças? — Ela fala isso vindo até mim tão rapidamente que mal a vejo parar ao meu lado e com uma voz que exala todo seu desdém, mas ainda sim com muita elegância como se estivesse deslizando — Vamos ver então se é forte o bastante para superar isso.
Sinto algo afiado me atravessar e antes que tudo apague eu o ouço
— ALICE MEU AMOR; NÃÃÃÃÕOO, POR FAVOR NÃO FAÇA ISSO ******* eu te imploro....
E ali para mim tudo se apaga.”
— Oh céus Naty! Meu bebê!? Por favor meu amor acorde logo vamos! Olha pra mim por favor Naty vamos.
Eu vou voltando a mim aos poucos e sinto que estou completamente sem forças, com uma dor aguda no abdômen e O QUE?? Tem mesmo sangue saindo de mim??
— Binnie o que houve? — vejo o sangue em minhas mãos e também em meu vestido que não é mais o vestido de época da visão de agora a pouco, mas sim o vestidinho preto, curto e leve que coloquei essa manhã antes de encontrar me com o Binnie. — Meu deus eu estou sangrando? Binnie você está bem? — Enquanto falo verifico meu próprio corpo para ver se fui ferida me dando conta que estamos completamente molhados, mas não mais na piscina, e percebo que fisicamente está tudo bem comigo, pois não há ferimento algum de onde o sangue parecia vir apesar de estar doendo como se eu tivesse sido perfurada no local e aí me lembro brevemente da visão que tive me fazendo entender o porquê a expressão do Binnie era a de mais puro horror.
— Vamos para o meu quarto. — É só o que ele me diz.
No instante seguinte que ele me fala para irmos ao quarto dele ele já está comigo em seu colo novamente já em direção ao nosso destino e sua expressão ainda é de horror, eu não falo nada pois não quero aborrecer ele, mas assim que chegarmos ao nosso novo destino precisaremos conversar e ele sabe disso.
...
Essa é minha segunda vez em um quarto que não é o que eu estou alojada e eu que pensava que o quarto do Felix era luxuoso entendi que luxo é como uma regra por aqui, pois o quarto do Binnie era de tirar o fôlego de tão lindo e perfeitamente aconchegante.
Assim que entramos ele me coloca em sua banheira pede que eu tire a roupa e tome um banho enquanto ele pega roupas quentes para mim, vira as costas e sai, e eu fico ali naquele banheiro gigante sentindo uma água bem gostosa encher a banheira.
Tomo meu banho, mas de tão preocupada com o Binnie que estou eu não me demoro muito e quando saio ele já havia colocado um moletom dele para que eu usasse, e ao sair do banheiro ele também já está tomado banho e trocado vestido apenas com uma calça de moletom preta, ele está secando seus cabelos com a toalha o que o deixa irresistível e o vê-lo assim me fez perceber que a minha vontade de beija-lo novamente é enorme.
— Binnie, você está bem? — Falo me aproximando devagar, mas ele apenas se vira ficando um pouco mais próximo a mim.
— Estou sim, estou meu bem. — Sua voz estava trêmula — É com você que estou preocupado amor. — Agora ele diminui a distância ainda mais entre nós e me abraça.
— Eu tive outra visão, mas dessa vez pelo que vimos com reflexos físicos — falo abraçada a ele, mas quase como uma reflexão só minha, porém ele me responde.
— Sim, você estava sangrando apesar de não ter se ferido, eu não sabia se eu a machuquei o que me deixou horrorizado até você falar algumas coisas em voz alta, aí eu entendi onde você estava, e quero que saiba que eu sinto muito por tê-la feito voltar lá. — Ao me dizer estas palavras sua expressão é de um quase choro o que me faz pensar se vampiros choram.
— Não me peça desculpas Binnie, você não tem culpa disso, nenhum de nós tem. — Falo extremamente convicta, mas não pareço convencê-lo.
— Vem, vamos nos deitar na cama, seu almoço já está vindo.
Meu almoço não demora a chegar, o Binnie o pega para mim e pede para que eu me alimente bem, eu estou mesmo com muita fome então o faço, enquanto ele se acomoda ao meu lado e me encara.
— Preciso dizer que você ficou linda com meu moletom, a partir de agora ele é seu.
Ele queria nos livrar da tensão do que aconteceu, era nítido, e por estar mesmo preocupada com ele eu entrei na onda.
— Que bom que você assume que fica bem melhor em mim do que em você, e acredite eu já não tinha intenções de devolvê-lo ainda mais porque seu cheiro está nele e eu estou irremediavelmente viciada nele. — Falo da forma mais sincera e divertida possível; ele sorri todo bobo e eu continuo. — Aliás Binnie eu preciso falar sobre seu dom, foi realmente fantástico poder ver as coisas que você consegue fazer, me mostrar tudo aquilo foi bem lindo e eu ainda não o agradeci como se deve.
— Como se deve?... vou fazer uma anotação mental disso, pois irei cobrar isso depois. — Ele fala todo bobo, e por isso acho que está mais calmo. — Mas isso tudo que lhe mostrei não foi nada, eu posso ir muito além disso, experiencia sensorial completa de qualquer tipo de coisa o que faz com que minhas próximas palavras seja uma verdade que eu acredito já seja bem conhecida por você. — Ele para e me olha por um momento, me vê devorar meu almoço e continua — Isso pode ser mais nocivo do que belo, e acredite eu já fiz com que fosse nocivo em demasia.
— Sua “era sombria” né? Todos vocês a tiveram mesmo? — Ele acena que sim com a cabeça. — Mas você acha que a sua foi mais terrível ou algo assim? — Pergunto isso pois o tom dele ao mencionar os perigos dos seus dons pareceu até o momento o mais agoniado e triste de todos.
— Não sei se a mais, mas com toda certeza estou no pódio. — Ele fica inexpressivo por um momento — Imagine você eu mostrando todo tipo de realidades por aí, fazendo as pessoas acreditarem no que estão vendo, ouvindo e sentindo, eu era um “deus”, eles acreditavam que tinham de tudo, mas na verdade era eu que os tinha na palma de minhas mãos no final de tudo, e usar isso muito em uma única pessoa tem efeitos colaterais... como o efeito de drogas pesadas por assim dizer; eu era a “droga” de muita gente por aí... — Ele me vê prestando tanta atenção que esqueço de mastigar — Mas não se preocupe que agora estou controlado e muito consciente então não pretendo mais fazer essas coisas, não para esses fins maldosos; uso meus dons agora para levar a felicidade por aí, e se por um acaso uma guerra entre clãs vier, eu ainda estarei afiado.
Nós sorrimos, e eu entendo o quão mal ele já pode ter feito por aí assim como entendo também que o bem que faz agora é o que o mantém de pé.
— Eu entendo o que você diz, mas ainda acho seu dom algo realmente fantástico fora toda sua força que é, bem você sabe notória vamos dizer assim. — Sorrio envergonhada vendo que ele nota que estou o encarando “lê-se quase o devorando com os olhos” mas o Binnie não perde a expressão preocupada então eu tento tranquiliza-lo — Binnie, eu estou bem, acredite em mim por favor, aquele sangue, bom, não sei de onde veio pois não estou ferida nem nada, talvez nem fosse meu sangue mesmo você não me machucou, está tudo bem...
Na verdade, eu estava muito preocupada, aterrorizada na verdade com o que houve, por que vamos combinar? Aquilo foi realmente estranho, mas mesmo assim quero tranquilizá-lo o quanto puder.
— Vamos ter que contar isso aos demais mais tarde, eles vão surtar... Na verdade, eu estou surtando... — Ele não tira seus olhos de mim — Acho que entendo um pouco do que houve, vamos confirmar depois, mas se for o que estou pensando, te libertar será um pouco mais difícil do que imaginamos.
Sua expressão estava distante, mas ele ainda estava completamente presente.
Termino de comer e ele me leva para a cama dele.
— Vocês precisam mesmo ficar me pegando no colo? — Ele sorri se divertindo — Eu consigo mesmo andar sabe? — Sorrio de volta e deposito um selar em sua bochecha.
— Acredite, o que mais faz isso é o I.N ele simplesmente ama andar por aí com você no colo, sempre foi assim, mas sim, sabemos que você pode andar bebê, mas tente nos entender, estamos “morrendo” — Ele faz o gesto das aspas com os dedos de sua mão livre o que o deixa ainda mais fofo — de saudades de você então toda oportunidade de estar bem pertinho vamos aproveitar.
Ele já está me colocando em sua cama quando diz isso então não resisto ao impulso de puxá-lo para mim.
— Você diz, perto assim? — Ele se surpreende com minha atitude e solta um riso meio de lado o que me deixa enlouquecida.
— Assim para mais — Ele se deita ao meu lado antes que a coisa se intensifique e eu me deito em seu peito. — Se te beijar não fosse tão perigoso você estaria perdida bebê, acredite.
Eu fico o encarando, eu quero beijá-lo novamente, mas sei que por seu receio ele não vai permitir que eu o faça, então sem medo das consequências eu o pego desprevenido e selo meus lábios no dele com todo carinho.
— Naty, não... — ele resmunga com os sua boca colada a minha. — Por favor não quero que sofra por minha causa.
Eu continuo investindo selinhos lentos em sua boca, mas sem passar muito disso com medo que ele me afaste caso eu intensifique o beijo e então ele me segura com força e finalmente invade minha boca com sua língua me fazendo gemer baixinho com a sensação de formigamento que sinto passando pelo meu corpo e assim envolvidos em um beijo mais ardente ficamos por alguns instantes quando percebo algo como se alguém me observasse com um olhar assassino o que me faz entender para onde estou indo e com isso aos poucos eu mesma vou me afastando do beijo de forma sutil dando umas leves mordidas em seu lábio interior pois não quero que ele perceba que por pouco eu não volto para uma visão desastrosa devido ao nosso beijo.
— Isso foi bom minha pequena, mas vamos nos acalmar, teremos tempo e se continuarmos assim eu juro que não responderei por mim. — Ele me fala me dando outros beijinhos pelo meu rosto e pescoço e quando eu o olho ele está sorrindo novamente o que o deixa ainda mais lindo. — Vamos ficar de bobeira aqui o que acha? Descansamos um pouco e mais tarde nos encontramos com os demais para contar o que houve, pode ser? — Eu concordo o abraçando para ficar mais próxima a ele e juro que se pudesse eu me fundiria a ele sem pensar duas vezes.
O Binnie é calmaria, mas também é intensidade, me sinto protegida, mas também sinto que devo protege-lo, enfim eu sei que preciso logo descobrir o que está acontecendo para que todos nós tenhamos paz.
Ficamos agarradinhos boa parte do tempo as vezes conversando sobre muitas coisas, outras não falando uma só palavra e ele sempre me enchendo de carinhos e beijinhos que as vezes se intensificam e quando já ofegantes decidimos em meio que uma concordância implícita por interromper por medo do que possa vir e o efeito disso em mim só me leva a uma certeza: eu o amo!
Logo escurece e quando abro meus olhos enfim descubro que dormi em seus braços e então eu o encaro o vejo sorrir para mim enquanto alisa meus cabelos.
— Vejo que meu bebê dorme como um anjo e sabe de uma coisa? Eu passaria a eternidade te olhando dormir.
— Precisa ser tão fofo assim Binnie? — Falo em tom bem manhoso não por simples manha, mas também por estar despertando e ele ri.
— Eu sou fofo bebê, vai dizer que não percebeu? — Ele sorri mais intensamente — Vem comigo, vamos voltar para o seu quarto, eu avisei aos outros para irem para lá pois temos muito o que conversar.
Eu concordo com a cabeça e ao sairmos do quarto dele dou um suspiro involuntário o que o faz se virar para mim de imediato.
— Hey você pode voltar aqui sempre que quiser meu amor. — E com essas palavras ele deposita um selar em minha testa fazendo também um cafuné nos meus cabelos e assim seguimos de mãos dadas até meu quarto.
—--
~ Ponto de vista do Changbin ~
O teimoso do LeeKnow fez o que todos nós faríamos, ele é louco sempre foi, mas eu jamais vou julgá-lo pois se estivesse em seu lugar a Naty estaria aqui até antes disso e ele sabe disso sobre mim.
...
Como ela está linda! É ela rodos sabemos disso e estão todos tão felizes.
Eu a quero comigo, preciso dela não posso mais ficar longe, nem sei se vou aguentar muito quando chegar minha vez com ela.
...
As coisas não estão indo tão bem assim e a Naty está sofrendo em sua alma por conta disso, eu não sei como, mas precisamos ajuda-la.
...
Eu não acredito! Finalmente chegou minha vez AAAH eu quero sair quebrando tudo! Nem lembrava mais o que era ser feliz assim... Amar alguém que não fosse ela? De certo modo a única coisa que temos sem ela é nosso amor uns pelos outros, com o passar dos anos nós começamos a nos relacionar entre nós mesmos nos apaixonando também uns pelos outros e tenho certeza que a Naty já percebeu isso. Foi a própria Alice que nos incentivou a isso dizendo que uma hora ela não estaria mais com a gente e que nós precisaríamos de todo amor possível e ninguém melhor que nós mesmos para nos amar assim. A Rebeca adorou sabe que já tínhamos este tipo de relação e fez parte de tudo com todo amor possível, e Íris nos fez jurar que nunca perderíamos isso, que era sim o certo para nós mesmo com ou sem ela.
E fora isso nenhuma outra pessoa entrou em nossas vidas, a demônia tentou diversas vezes, mas ao fazer mal ao nosso bebê ela só conseguiu nos repelir ainda mais.
E nisso sempre quem sofre mais é a agora a que conhecemos por Naty e isso precisa acabar.
Precisamos finalizar isso e transforma-la.
Não tem por que não a deixar com a gente para sempre e se perdermos esta oportunidade jamais teremos outra.
...
Beijá-la apesar de tudo foi o que trouxe cor a minha existência novamente.
Mas as consequências... Acredito que se este suposto sangue que apareceu hoje é ato de uma conexão com a demônia, mas qual seria essa maldita conexão e como ela foi feita?
...
Sei que antes de chegar aqui ela se sentia só, e acreditem eu as vezes me sinto muito assim também e sei como é difícil estar sozinho então minha promessa a ela é essa: Estarei ao seu lado onde quer que vá e nunca mais a solidão te alcançará. E quando precisar pode chorar em meus braços, não precisa mais tentar ser a luz que ilumina a tudo e a todos o tempo todo. (ref a streetlight).
Eu vou te proteger, melhor, nós todos vamos meu bebê! Isso vai ter fim em breve. Eu te amo, e a razão disso? Apenas por ser você! Você é a única razão pela qual eu realmente te amo e isso é o que quero que você sinta sempre que estiver comigo eu só quero poder te amar por toda a eternidade como sempre sonhamos.
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