Transformação - Mansão SKZ

21 CAP. 19 O sempre nunca será o bastante. Parte I


Notas iniciais
Hoje é meu aniversário amores, por isso o capítulo foi intencionalmente dividido pois tenho muito a fazer entre hoje e amanhã e não queira trazer nada feito as pressas aqui. Porém este capítulo ficou até que robusto, mas já saibam que terá continuação. Sobre o LeeKnow: Ele foi minha terceira paixonite aguda entre os meninos e absolutamente TUDO nele me deixa caidinha por ele. Ele tem uma visão incrível sobre a vida, uma postura amável, o sorriso mais lindo do mundo e uma vibe intensa que eu amo enlouquecidamente, e ele todo é lindo demais também. Aproveitem esse capítulo, eu espero que curtam. Me desculpem se tiver muitos erros estou sem tempo de revisar. Desejo a todos uma boa leitura!

Acordo e estão todos comigo no quarto, todos e um senhor que desconheço.

— Ela acordou! Naty, bebê como você está se sentindo meu amor? — O Binnie parecia estar desesperado.

— Anh oi meu amor, eu estou viva e acho que já é um grande lucro. — Dou um breve selar em sua bochecha e tento me sentar melhor com medo da dor que vou sentir, mas para minha surpresa; nada! E acho que meu rosto denunciou minha confusão ali.

— Agradeça ao Jinnie docinho, nosso anjinho trabalhou muito bem. — O Lix deposita um beijo em minha testa sorrindo para mim.

— Claro, o Jinnie — O procuro com o olhar e o encontro perto da porta. — Venha aqui meu amor, por favor?

E antes que eu falasse mais alguma coisa ele já havia deslizado até mim.

— Oi meu amor! Que bom vê-la viva. — Todos sorriem.

— Ganho um abraço? — Abro meus braços para ele que vem de forma tímida até mim e se encaixa neles. — Nem pense em se culpar por nada disso amor, me prometa sim? Falo em seu ouvido — Você não tem culpa, — Olho pra os demais. — Nós não temos culpa está bem?

— Essa é mesmo a Alice!

A voz daquele senhor ali me tira o foco do que estava falando e ao me afastar do Jinnie o Channie o apresenta para mim.

— Naty quero te apresentar o Senhor, você já ouviu falar dele, e ele veio ajudar a trazer você de volta.

— É e ai que parece ele conseguiu, muito prazer Senhor! – estendo minha mão para ele que sorri em troca e ignorando por completo minha mão estendida ele vem até mim para um abraço.

— Você não me conhece agora, mas eu a tenho como uma filha minha querida, e desde que o doido do Lino te trouxe que eu estava querendo te ver.

— Hey eu não sou doido! — Todos caem na gargalhada.

— É sim Lino, e é por isso que todos nós te amamos tanto, fora que você também é um grande fofo!

A cara do LeeKnow está impagável neste exato momento, então ele só decide dar um largo sorriso e uma piscadela voltada a mim.

— Aaah eu gostei de você Senhor!

— Pode me chamar de Zephyr minha querida.

Todos ficam boquiabertos, o Senhor nunca havia revelado o real nome dele para eles, já eu assim que escuto o nome dele consigo me lembrar de coisas sobre ele e de nossa amizade então em um impulso eu pulo nele o abraçando com vontade e sem receios desta vez!

— Zephyr UAU é você meu Deus eu sei quem é você! Como fez isso? Que saudade! — começo a chorar devido ao desbloqueio de lembranças que tive.

— Ah minha filha não chore sim, isso foi um encantamento que fiz pois você só podia se lembrar de sua ligação comigo quando fosse seguro...

— Mas agora parece o contrário de seguro Zeeephyyyr — Todos caem na gargalhada com o jeito do Lix falar o nome dele que em séculos nunca havia sido revelado a eles. — Porque revelar assim e não só para ela, mas para todos nós?

“Nam nomen revelare” — E assim que o agora mais velho ali termina de proferir essas palavras todos os meninos parecem sair de um transe, menos o Channie que aparentemente já havia sido “desbloqueado” pelo mesmo. — Bom, como vê todos vocês já sabiam meu nome Feeliiiixiiiee só não podiam se lembrar.

Mais risos foram soltos ali por todos e eles pareciam ainda mais felizes em descobrir que conheciam a fundo o Zephyr.

— Naty você está bem? — O Channie me pergunta me encarando com seu olhar gentil.

— Sim eu estou meu amor. — Eu estava morrendo de saudades do Channie, de todos eles na verdade, e sabendo disso ele vem até mim e me abraça como se me afagasse.

— Ótimo meu amor, também estou com saudades — ele sussurra em meu ouvido me fazendo rir, acho que já me acostumei com ele lendo meus pensamentos. — Bom todos aqui viram o que aconteceu e o Zephyr está aqui para nos ajudar a ligar os pontos, mas para isso precisamos organizar algumas coisas antes — Eu estou prestando muita atenção no Channie, tanta que nem vejo o LeeKnow se aproximar de mim. — Então sugiro que todos nós nos encontremos na biblioteca em dez minutos okay?

— Todos menos nós dois gatinha... — Levo um pequeno susto, mas não deixo de sorrir para o LeeKnow ali ao meu lado.

— Como assim menos nós dois? — Eu o encaro e em seguida aos demais.

— Bom você já teve seus encontros com todos nós, menos com o LeeKnow então se não se importar hoje você ficará com ele está bem? — O Channie já sabe minha resposta: finalmente ficarei com meu “sequestrador” e isso muito me alegra. — E talvez você fique por mais de um dia com ele meu amor, espero que não se importe.

O LeeKnow me encara pois diferente do Channie ele não sabe o que estou pensando agora (ainda bem), pois já estou passando vergonha demais com o Channie perambulando na minha mente e sorrindo dos meus pensamentos sobre as possibilidades deste encontro.

— Não me importo nem um pouco, — Falo em voz alta para fazer a felicidade do LeeKnow — Só preciso de um banho, e comer alguma coisa pois estou faminta.

Mais uma vez todos sorriem e eu sei dentro de mim que esta cena é algo que eu nunca vou enjoar de ver.

— Hora da despedida! — O Binnie fala me abraçando por trás já que ele estava todo o tempo sentadinho ali atrás de mim o que julgo ser seu lugar favorito no quarto desde o nosso encontro pois ele nunca mais deixou de se sentar ali, me dando selares no pescoço do jeitinho Binnie de ser (todo fofo).

— Até mais Binnie — Eu o abraço e devolvo selares em seu pescoço e ficamos li um tempinho.

E depois um a um vem até mim, se demorando mais que o normal para se despedir pois como o Channie havia dito talvez eu fique com o LeeKnow por mais de um dia, fora toda a preocupação que estes carregavam que estava aparente para mim mas não comento e isso me faz lembrar que eles devem ter levado um grande susto ao me ver no estado que eu estava depois do sonho; só me intriga não termos falado nada sobre isso até agora mas decido deixar a ordem das coisas nas mãos deles já que aparentemente eles tem um plano.

— Não falamos nada sobre o que lhe aconteceu ainda pois precisamos que você relaxe e descanse o máximo que puder, mas fique tranquila, nós vamos nos reunir daqui uns dois dias e vamos falar sobre tudo está bem? Eu te prometo meu amor, enquanto isso aproveite seu tempo com o seu sequestrador. — O Channie fala essa última parte baixinho apenas para que eu ouça o que nos faz rir de nossa piada interna e eu uno nossos sorrisos com um longo selar em seus belos lábios finalizando assim, mas uma despedida dos rapazes.

— Também quero um abraço! — O Zephyr vem até mim e eu o abraço com todo carinho. — Tome filha, — Ele me dá um colar com uma linda pedra como pingente. — Este colar vai evitar que você caia cem por cento na escuridão, então mesmo que a Valentinne invada sua mente você terá ainda mais força para se livrar dela como sei que já fez uma vez e ele também irá te proteger dos danos físicos.

Eu o pego de sua mão e coloco em meu pescoço recebendo a ajuda do LeeKnow que vem fechá-lo para mim.

— Vou deixá-los, aproveitem esses dias, vocês merecem.

E assim ele se vai.

...

~Dia Um~

— Gatinha, vou preparar seu café da manhã tome seu banho e quando acabar estarei te esperando está bem? — Ele deposita um breve selar em meus lábios, de todos eles o LeeKnow foi o que menos tive contato até agora, e sentir os lábios dele nos meus me fez tontear, mas de uma forma muito positiva. — Demore o quanto quiser no seu banho está bem. — E fazendo um carinho em meu rosto ele se vira e sai pela porta.

O fato de eu estar sozinha novamente me dá calafrios e eu meio que travei sem querer na cama.

— Naty, quer que eu fique com você?

Ele voltou colocando sua cabeça na porta e me encarando como se entendesse como me senti naquele momento.

— Por favor Lino você pode ficar por aqui? Me desculpe, mas eu travei, acho que prefiro que me espere.

— Não me peça desculpas gatinha, assim que saí achei melhor voltar e ficar com você.

— Eu não estou com medo juro, só não estou confortável entende?

— Claro meu amor! Vai lá vou te esperar bem aqui. — Ele se deita na cama colocando suas mãos atrás de sua cabeça ficando incrivelmente irresistível naquela pose e me lança um olhar intenso. — Ou se preferir...

— Tome banho comigo! — O que acabei de dizer claramente o chocou pois ele ficou sem reação e eu amei a sensação de deixá-lo sem palavras, logo ele que é sempre tão galante e provocador. — Estou brincando com você Lino! — Dou uma risada alta e ele se junta a mim com um risinho tímido — Queria que você pudesse ver sua cara! — Dou um beijinho em sua bochecha — Me espere aqui está bem, até por que com mais de um dia teremos outras oportunidades de tomar banho juntos não é mesmo?

E lá está a falta de reação novamente e eu amei isso.

Vou até o banheiro, mas nem fecho a porta e tomo meu banho tranquilamente...

...

Saio só de toalha pois realmente tenho o costume de me trocar no quarto então nem pensei em levar minhas roupas para o banheiro.

— Quer que eu saia? — Ele tem aquele olhar intenso bem dentro do meu como quem declara ali que é a vez dele de me provocar.

Como pode alguém ser tão sugestivamente sexy e tão lindo assim o tempo todo?

— Só se quiser, mas você pode fechar os olhos ou ficar na janela de costas para mim também, então faça como preferir. — Ele venceu, eu estou sem jeito.

Me troco rapidamente com ele ali deitado e de olhos fechados e quando termino vou até ele e deposito um selar em seus lábios me demorando por ali e sentindo suas mãos me segurarem firme em resposta.

— Você precisa comer, vamos? Quero te levar em um lugar depois.

— Vamos sim, mas onde você vai me levar?

— Será uma surpresa! Talvez você goste.

— Tenho quase certeza de que gostarei, mesmo sem saber do que se trata, — Ele me encara surpreso com a minha declaração. — Afinal a última vez que você me levou a algum lugar sem eu saber de nadinha eu vim parar aqui e bom, — Paro um pouco para encara-lo — Eu posso garantir que nunca estive mais feliz Lino.

Ele sorri nitidamente satisfeito por me ouvir falar aquilo.

— Você é uma fofa Naty! — Ele estende a mão para mim — Vem, vamos te alimentar.

...

Ali na cozinha ele me deixa sentada na bancada gourmet para que eu apenas o observe em ação e ele jamais terá noção do quanto que eu esperava por isso. Desde que cheguei aqui que comi de sua comida pela primeira vez tinha um enorme desejo de vê-lo cozinhar, e na verdade confesso a vocês que homens cozinhando mexem demais comigo.

— Aqui está! — Ele me fez panquecas com ovos mexidos, bacon e um suco de acerola com laranja e minha única pergunta é como ele sabe tanto dos meus gostos assim (suco de acerola com laranja é o meu favorito). — Coma sem pressa vou preparar uma cesta para levar com a gente para onde vamos.

— Onde aprendeu a cozinhar assim Lino? Pelos deuses, isso está divino assim como tudo que você faz.

— Acredite ou não quem me ensinou a cozinhar foi você. — Ele não para o que está fazendo enquanto fala e eu não consigo tirar os olhos dele.

— Eu? Tem certeza? — Dou risada, eu amo cozinhar, mas as coisas que faço não chegam nem perto das maravilhas que já experimentei dele. — Eu Alice, Rebeca ou Iris?

Ele solta um sorriso de canto devido a minha pergunta e olhando para ele eu tenho a necessidade de me concentrar ao máximo, pois ele me desconcerta demais com esses seus traços milimétricamente esculpidos.

— Você Alice, depois de um tempo que estabelecemos nossa amizade eu comecei a me juntar a você em algumas aventuras culinárias como gostávamos de chamar e você até que sabia muita coisa para uma moça de família tão poderosa e foi uma ótima professora também.

— Eu não era apenas uma dondoca mimada — Falo pensativa — ainda bem, detesto dondocas mimadas.

Ele da um largo sorriso que ilumina ainda mais seu semblante.

— Você nunca chegou nem perto de ser uma acredite.

— Certo, e quando vamos poder cozinhar juntos de novo? Não quero ficar só te olhando apesar da vista ser impagável.

— Então quer dizer que você ainda curte esse lance? — Agora ele dá uma gargalhada e vem até mim com a tal cesta já pronta.

— Esse lance? — Pergunto curiosa.

— Seu fetiche em homens cozinhando.

Eu engasgo de leve.

— Ah isso, eu sempre tive isso?

— Gatinha, nós dois cometíamos os maiores atos de loucura pelas cozinhas que passávamos pois você simplesmente me atacava do nada e acredite em mim era bom demais — Sinto meu rosto pegar fogo, ainda bem que ler mentes não está incluso nos seus dons. — Entenda bem que eu não estou reclamando, na verdade eu a levava intencionalmente quando queria mais de sua atenção e para minha felicidade isso nunca falhava.

— Sempre muito espertinho. — Falo tímida sem querer encara-lo demais, mal sabe ele que por mais de uma vez enquanto ele preparava meu café eu quase o agarrei.

— Um pouco, mas você era mais, já terminou seu café? — Ele nota que parei de comer.

— Sim terminei, já podemos ir.

— Ótimo! Então vamos!

Ele segura minha mão e saímos dali.

Após uma caminhada considerável chegamos a um quarto.

— Primeiro as damas. — Ele fala depois de abrir a porta e sinalizar para que eu entre.

O que eu vejo ao entrar não é um simples quarto qualquer, mas sim claramente o quarto do LeeKnow.

O quarto era amplo, luxuoso e o mais interessante ali era o fato de que não tinha uma parede que separasse das visíveis montanhas mais a frente, aquela vista era de tirar o fôlego, muito verde, árvores, as montanhas, e bem ao longe uma cabana encantadora.

— Sei que devo parecer uma idiota, mas UAU! — Eu observo tudo tão cautelosamente que só volto a mim de verdade com o abraço que recebo do vampiro ali comigo.

— Você não é idiota, e esse é o nosso cantinho; você sempre amou este lugar.

É estranho ver tudo pela primeira vez e receber a informação de que já estive ali antes, mas de certa forma também é reconfortante.

— E o que vamos fazer agora? — Me viro de frente para ele e encaro aqueles olhinhos sedutores.

— Precisamos conversar um pouco, se importa de vir pra cama comigo?

O olhar dele não é sugestivo, seu tom de voz não é sedutor, mas seu convite causa tanto impacto em meu corpo que quase desfaleço e preciso me concentrar muito para demonstrar o mínimo possível de como estou me sentindo agora, então aceno vagarosamente com a cabeça para que ele me conduza até sua cama como seu movimento de estender a mão para mim sugeriu que ele faria.

— Está tudo bem Lino?

— Sim, está. Mas eu queria muito ter este momento com você, e-eu... — Ele hesita e sem pensar muito eu faço carinho em sua mão que ainda seguro, o encorajando a continuar. — Naty eu sinto muito.

O que ele quer dizer com “eu sinto muito”?

Ele continua ao ver que estou prestando atenção no que ele diz.

— Sinto muito por ter te trazido de volta para algo que claramente a própria vida queria tirar de você, sinto muito por fazer você passar por tudo isso, sinto por toda a dor que causei a você com meus impulsos e sinto ainda mais por ter atrapalhado seu novo destino com o tal do Dr. Bonitão.

Eu não sabia que ele estava segurando tudo isso e ouvi-lo me deixou surpresa.

Eu o encaro organizando meus pensamentos para poder respondê-lo e fazê-lo entender de uma vez.

— Lino olhe bem para mim! — Ele estava desviando o olhar como quem não pudesse encarar uma verdade cruel, mas ao me ouvir ele não hesita e me encara tão fixamente que me sinto incapaz de respirar e por isso preciso me concentrar o máximo que posso para continuar. — Preciso que saiba que eu não tenho uma gota de ressentimento em relação a nada do que você fez, e posso garantir a você que tirando o susto inicial que tive por acordar aqui e ver vocês pela primeira vez eu nunca tive nenhum sentimento negativo a nada disto e muito menos em relação a você. — Ao falar isso levo minha mão livre ao rosto dele e faço um carinho demorado ali o que o faz pender a cabeça para o lado com os olhos fechados como se fosse um gatinho manhoso, na verdade acho que posso afirmar que ele até ronronou um pouco. — Então por favor acredite em mim está bem? Você agiu por impulso sim, mas ao impulso de não querer me perder e eu sou muito grata a você por isso.

— Mas se você não tivesse vindo para cá; quer dizer se eu não a tivesse trazido sua história teria o reinicio que você merece, e provavelmente seu novo destino estaria ligado ao Kevin, — Ele faz uma longa e engraçada (ao meu ver hilária) careta ao dizer o nome dele e eu sorrio em resposta. — E aquele cara até que não é de todo mal, você seria feliz e não ficaria sendo torturada por um passado que só foi ruim com você.

Eu entendo o ponto de vista dele, mas não concordo nem por um instante com aquilo tudo e preciso me segurar muito para não desabar na frente dele, pois vê-lo assim me dói muito, ele está sofrendo por achar que me privou de ser feliz quando na verdade ele me fez mais feliz do que nunca e eu preciso fazê-lo entender isso de uma vez por todas.

— Lino quem te garante que com o Kevin eu seria plenamente feliz?

Ele me encara surpreso pela minha colocação e pelo tom firme que estou usando ao falar.

— Com certeza não teria uma psicopata no seu encalce e isso já é alguma coisa...

— Você me garante? E como poderia garantir?

Nós dois nos encaramos como se fosse um jogo de quem pisca primeiro e eu decido que por mais que vampiros naturalmente não pisquem eu não vou perder essa e então continuo.

— E se o destino da minha alma seja este? — Ele me encara confuso e eu sigo explicando meu ponto de vista — Eu só ia ser tirada deste cenário por que vocês não têm mais almas para me acompanhar na jornada Lino, mas isso não significa que minha história possa ser diferente, então mesmo com o Kevin ou com qualquer outro eu poderia ter que viver coisas assim, só mudaria o fato de não ser em um cenário repleto de vampiros, entende o que quero dizer? — Ele me olha com a nítida expressão de quem me entende e de que não tinha pensado por esse lado. — Seja como for Lino, eu sou grata por saber o que sei hoje, minha origem, o significado de tudo que estamos descobrindo aos poucos, mas juntos; e eu garanto a você que não teria outro cenário que eu escolheria, sou grata a você meu amor, grata por não ter me deixado no escuro, por não ter me abandonado, por ter lutado por mim mesmo “contra” a vontade dos demais.

O LeeKnow me encara sem dizer nada por algum tempo.

— Então se for para queimar, que queime?

— Sim, e se eu tiver que me queimar que seja ao lado de quem eu sempre amei, de quem eu e sempre amarei.

— Você ainda é a mesma, ouvir os meninos falando era uma coisa, mas poder contemplar você... — Ele vem até mim e sela nossos lábios diminuindo bem o espaço entre nós e com sua boca ainda na minha ele sorri. — É insano de tão bom.

Meu corpo inteiro se arrepia devido ao fato de tê-lo tão perto a mim, por ter seus lábios gélidos juntos aos meus, ele agora encosta sua testa na minha e coloca sua mão livre em minha cintura, em momento algum nós soltamos a mão que seguramos um do outro desde o início da conversa.

— Lino... — Eu hesito por um instante, mas não por medo ou dúvida pois acreditem em mim não há nem um pingo desses sentimentos em mim agora, mas sim por que sei o quão importante isso é para ele.

— Hum..?

Com sua cabeça ainda encostada na minha ele segue de olhos fechados então eu fecho os meus também, respiro fundo e falo baixinho.

— Eu amo você.

Nada mais foi dito, no instante que minha voz se cala eu abro meus olhos e o vejo manter ainda a mesma posição, mas em um reflexo ao que disse ele aperta o fechar dos seus olhos e morde os próprios lábios tão lentamente que parece que estou o observando de uma câmera amplificadora dessas de documentários sobre seres microscópicos.

— Vamos sair daqui! — Ele fala em um sussurro — Me espere apenas um instante está bem? — Eu concordo com um pequeno sorriso o que o faz sorrir largamente para mim e desta vez é ele quem afaga meu rosto me fazendo ronronar para ele. — Minha gatinha manhosa.

E com essas palavras ditas ele pega a enorme cesta de comida que estava ali a espera de sua serventia e saindo pela abertura em seu quarto ele some entre as árvores.

Eu fico ali sentada pensando em tudo que acabamos de conversar, eu sempre soube que ele não era todo durão como aparentava ser a maioria do tempo, mas vê-lo tão entregue ao nosso momento juntos foi uma agradável surpresa para mim.

— O quarto dele é tão sedutor quanto ele... — Falo para mim mesma observando os detalhes intensamente marcantes daquele cômodo.

— Então quer dizer que eu sou sedutor gatinha?

Ele já está de volta, encostado na parede ali apenas me encarando.

— É, e sabe disso; não se faça. — Sorrio para ele que vem até mim.

— Sim eu sei, mas ouvir isso vindo de você é enlouquecedor de tão bom. — E adivinhem só? Antes que eu me dê conta estou em seu colo. — Essa não é nossa primeira vez Naty, já carreguei você por um longo caminho, a diferença é que da outra vez você estava desacordada. — Ele está sorrindo, o sorriso mais lindo que já vi, e de perto assim o sorriso dele é ainda mais tentador...

— Meu sequestrador! Saiba que não estou me opondo a isso. — Dou um selar em seus lábios e meus braços já envolvem seu pescoço. — Me leve para onde bem entender eu simplesmente estou a sua mercê.

Ele sorri novamente. Ah Lino... que sorriso é esse?

E em um impulso ele salta de seu quarto e vai para o meio daquelas belas árvores e sem pressa alguma começa a caminhar comigo ainda em seus braços.

— Não e não.

— Não o quê? — Pergunto sorrindo para ele, como ele sabia que eu estava me perguntando algo e por que a resposta é não?

— Não a peguei no colo só para pular do quarto para cá e também não vou colocá-la no chão, quero andar assim com você até nosso destino, podemos falar sobre o que você quiser enquanto apreciamos a paisagem ao redor.

— Meu tão teimoso Minho! — Eu paraliso, de onde eu tirei esse Minho?

— Sou seu, sou bem teimoso sim e meu nome é Minho, Lee Minho muito prazer novamente minha amada.

Eu tenho agora um turbilhão de emoções em mim, nunca havia ouvido o nome dele, como eu poderia saber? Mas o fato é que eu sabia! Ele está impresso em minha alma em meu coração por isso eu sempre soube, e agora com nossa maior proximidade apenas veio à tona tão fácil quanto respirar, e isso parece tê-lo agradado bastante.

— O prazer é todo meu Minho, sou a Nathalia. — Falo em voz suave próximo ao seu ouvido e assim nós nos “re-conhecemos”.

O caminho é tranquilo e a nossa volta tudo é muito lindo, ele parece se concentrar em não andar rápido demais para ficar o máximo de tempo comigo em seu colo, e por ser um forte vampiro ele caminha sem oscilar nenhuma vez, não precisa corrigir a postura ou me jogar para cima para me arrumar em seus braços, parece que sou leve como uma pluma.

— Minho? — Quebro nosso silêncio

— Sim...

— Quais são os seus poderes? — Uma hora ou outra eu teria que perguntar isso então por que não agora? Eu realmente quero saber...

— E quem te disse que tenho mais de um? — Ele fala levantando a sobrancelha — E se de repente eu for o vampiro menos dotado do clã?

— Impossível! — Solto tão automaticamente que ele simplesmente solta uma gargalhada deliciosa, mas que também me faz lembrar um acesso de loucura, ele meio que causa isso sem nem perceber...

— Tá você me pegou; (de novo) falo baixinho esta última parte, mas sei que ele ouviu e que está se divertindo com isso...

— Sou portador do “toque indutivo”, como o Lix sou um excelente rastreador também, posso ficar invisível e também posso neutralizar ou amplificar os sentidos.

— Menos dotado... sei. Pode me explicar seu primeiro e último dom mencionados?

— Mas e a invisibilidade? Não fica curiosa se eu consigo entrar no seu quarto sem que me veja?

— Você já fez isso? — Essa possibilidade nem tinha se passado pela minha cabeça, mas pelo que pude notar ele fez questão de colocar essa pulga atrás da minha orelha.

E antes que eu me dê conta ele me coloca no chão e estamos em frente a cabana que havia avistado do quarto dele.

— Mais de uma vez se quer saber... — E passando por mim enquanto sussurra aquela confissão ele abre a porta da cabana.

Me sinto corar, o que será que ele viu?

— Minho!

— HaHaHa calma gatinha, eu só queria ficar por perto sem parecer inconveniente, afinal de todos eu fui o que você menos deu trela, então...

— Você está fazendo um biquinho? — Meu deus ele é adorável quando quer — Isso aí é um biquinho Minho?

Ele não responde apenas sinalizando para que eu entre e eu caminho para perto dele dando um selar naquele biquinho fofo dele.

— Bem vinda ao nosso cantinho.

Por dentro a cabana era enorme, toda rústica com muitos detalhes em madeira e passando a entrada me deparo com uma lareira linda e aconchegante o que me arranca um suspiro longo.

— Como vamos ficar mais de um dia juntos, achei justo te trazer logo para cá, o que achou?

— Eu amei demais Minho, isso aqui é perf... — Sinto algo roçar em minhas pernas.

— Doongie! Você está aí, diga oi para mamãe.

— Meu deus ela é lindinha! — Me abaixo, deixo que ela me cheire e quando ela finalmente se mostra à vontade eu a pego no colo e encho a cabeça dela de carinho. — Oi Doongie!

— Já vi que serei trocado. Ainda tem duas que devem estar por aí a Soonie e a Dori que completam nossa família a parte.

Vou até ele e lhe beijo na bochecha.

— Acho que estou ainda mais apaixonada por você, e antes que eu me esqueça, não é que eu te dava menos trela, é que você me intimida um pouco, então eu nunca sabia como agir com você.

— Eu te intimido? Como assim sou tão fofo! — Nós dois sorrimos. — Sou carismático também, não acredito que intimido você.

— Bom agora nem tanto, mas no começo... — Ele me encara cruzando os braços, mas sem parar de me analisar enquanto faço muitos carinhos na Doongie. — Ah Lino se coloca um pouquinho no meu lugar vai, você me apagou e me sequestrou, hoje sou mais que grata, mas na época tive medo...

— Eu sei querida, — A Doongie resolve que já deu de carinhos e pula do meu colo. — Vem cá vem — Ele me abraça forte e de forma extremamente aconchegante. — Senti tanto sua falta.

— E eu a sua Minho.

Ele deposita um longo selar em minha testa.

— Sobre meus dons — Ele fala me levando e me sentando no grande sofá que tem ali e indo em seguida em direção a lareira para acendê-la. — Meu toque indutivo foi exatamente o que usei em você para trazê-la para cá inclusive peço desculpas por isso também, nós nunca usamos nossos dons em você, mas eu meio que precisei para você não se assustar com a minha abordagem. Então o que fiz foi encostar em você e ordenar que dormisse, só que o ruim é que esse meu dom causa dores e confusão mental quando o alvo sai da indução, então mais uma vez me desculpe.

— Eu me lembro, quando acordei parecia que eu tinha sido atropelada por um caminhão, foi o Jinnie que cuidou de mim. Mas já disse para você não se desculpar, eu te entendo agora mais do que nunca, você precisou fazer o que fez, eu realmente entendo e agradeço você.

Ele balança a cabeça em um sim ligeiro.

— É o Jinnie é ótimo nisso, ele ficou muito bravo comigo, mas depois que saímos do seu quarto aquela noite ele veio até mim e me abraçou acho que por uma hora inteira em agradecimento por tê-la trazido de volta para nós, eu quase bati nele para que ele me soltasse, garoto grudento, mas foi fofo.

— Saiba que todos vocês são muito fofos, as vezes eu acho que não vou aguentar tanta fofura junta.

E como já parece ser nosso costume, nós dois sorrimos juntos com a minha confissão.

— Mas continuando amor, esse meu toque indutivo é como se fosse a voz indutiva do Lix, mas diferente dele eu só consigo meu domínio sobre a vítima se conseguir tocá-la o que está implícito no nome que demos ao dom. — Ele levanta suas duas mãos em um movimento junto a seus ombros tipo um “né” só que mimicado — A diferença são os danos colaterais que causo pois são fisicamente mais intensos que os do Lix.

— Certo! Muito interessante na verdade, tão intenso quanto você.

— Olha só, ela está me chamando de dano colateral... tsc tsc tsc... Você não era assim dona Nathalia.

— Aiiin Minho, não me chama de Nathalia não, parece que está brigando comigo credo. — E agora é a minha vez de fazer bico. — E não você não é um dano colateral, pode até ser um vício irremediável, mas um dano não.

O que que dá em mim quando eu estou com ele? Parece que não penso em nada só saio falando besteiras (as verdades).

— Fofa demais! Quero te morder... sei lá arrancar um pedaço seu posso?

Eu só dou risada com o jeito doido que ele tem em demonstrar amor.

— Se me deixar fazer o mesmo com você podemos até conversar.

Ele vem e se senta ao meu lado e eu encosto minha cabeça em seu peito me aconchegando nele.

— O tempo podia parar agora... — Ele fala baixinho e sem pensar no mundo fora da cabana eu só consigo concordar com ele. — Voltando aos meus dons, a neutralização ou amplificação dos sentidos é bem simples até apesar de ser apavorante para quem é submetido a ele.

— Deixa eu ver se eu entendi — Me aconchego mais a ele ficando ainda mais confortável em seus braços. — Você consegue privar alguém de sua visão, audição, tato, paladar e olfato? Ou então deixar tudo isso maximizado certo?

— Bingo!

— Nossa! Deve ser apavorante mesmo, faz comigo?

— Tá maluquinha Naty? Como assim “faz comigo?” — Ele faz tentando me imitar o que eu acho graça. — Enlouqueceu de vez...

— Não quero que faça todos de uma vez, sei lá um por vez só para eu ter uma noção vai por favor Minho?

— Nossa quanta manha, vou beliscar você. — Ele tenta parecer bravo, mas nitidamente está adorando minha curiosidade. — Tá bom, está bem escolha o primeiro.

— O tato? Me prive do tato. — Escolho o tato por achar que seria tranquilo...

Mas não foi.

Assim que termino de falar deixo de sentir o toque dele em mim, não sinto o sofá onde estou sentada, ponho minhas mãos nele e nada e ainda piora quando toco em mim e não sinto absolutamente nada, em um impulso nervoso tento me levantar, mas caio em cima dele por não sentir o chão também.

— Está bem chega disso.

Ele está preocupado comigo, fofo.

Volto aos poucos a sentir, sinto a textura das roupas que ele usa, o frio de sua pele gelada...

— Nossa! Isso foi tão estranho, mas ao mesmo tempo muito interessante...

— Lá vem você com seu jeitinho maluco, não vamos mais fazer isso está bem? Lembre-se que você também está aqui para descansar.

— Tão gato assim todo preocupado, vamos só mais um? Por favor vai?

Ele faz uma expressão que não sei decifrar, mas parece que vai atender o meu pedido.

— Confie em mim está bem? Vou te privar de um sentido e amplificar um outro, então se te incomodar não hesite em pedir para que eu pare.

— Certo.

— Promete?

— Prometo sim!

— Ótimo, fique de pé amor. — Eu me levanto e ele em seguida ficando de frente a mim. — Certo, vamos lá.

Ele mal termina de falar e eu não enxergo mais nada.

— Está tudo bem Naty?

— Está, eu acho... — Na verdade isso é apavorante, mas tento não demonstrar pois quero ter a experiência prometida por completo, então espero qual vai ser o sentido amplificado.

— Normalmente quando estamos defasados em um dos sentidos automaticamente os demais se amplificam, mas isso a longo prazo devido a necessidade o que não é seu caso, então...

Sinto ele se aproximar de mim.

Sinto sua proximidade, sinto suas mãos em mim por dentro da minha blusa mais não de forma comum.

— Uau, nossa — Me sinto ofegar, era como se a pele dele estivesse adentrando a minha.

Sinto seu lábio no meu ombro e de todos os choques causados pelo impacto do frio vampiresco ao calor costumeiro da minha pele aquilo foi inexplicavelmente atordoante, mas de uma forma incrível.

Ele segue com seus lábios subindo pelo meu pescoço e eu tenho plena convicção de que estou me contorcendo em suas mãos.

— Minho... — Estou ofegante, não consigo ver absolutamente nada, mas ao contrário do pavor que senti de inicio agora o que sinto é o mais puro êxtase.

— Oi amor — Ele me responde com seus lábios intensamente grudados em minha pele ou pelo menos é assim que sinto.

— Me beije por favor! — Sim eu acabo de suplicar um beijo a ele e consigo sentir seus lábios formarem um largo sorriso adentrando a pele da minha bochecha.

— Quer um beijo gatinha? — Ele mordeu meu lábio e eu garanto que a presa dele está perfurando-o.

— Sim, — Se não me conter certeza que vou começar a gemer ali e ele ainda nem me beijou. — Por favor amor me beije.

E agora tenho os lábios dele completamente nos meus e sua língua pedindo passagem que sem nenhuma hesitação eu concedo, sua língua passando pela minha me faz sentir toda a sua aspereza como se um tigre estivesse me beijando o que não é nem um pouco ruim porém é intenso demais e eu não sei se darei conta de tantas sensações, ele leva suas mãos para minhas nádegas e as aperta com força o que me faz sentir a impressão de seus dedos através do pano do meu shorts e automaticamente todo meu corpo vai para frente e sem ter espaço para onde ir pois o próprio corpo do Minho está na frente do meu causando um atrito gostoso em mim.

O beijo não para e a sensação é aumentada, sinto cócegas no céu da minha boca devido ao roçar de sua língua por ali e eu garanto a vocês que esse está sendo o beijo mais molhado de toda minha vida.

Agora a mão dele sobe meu abdome parando propositalmente em meu seio e eu infelizmente não conseguirei descrever o que estou sentindo envolta do meu mamilo.

— Vou devolver sua visão. —E assim que ele fala começo a ver, ele vai diminuindo o beijo sem se separar de mim e eu puxo seus cabelos involuntariamente com mais força do que eu queria o que nem vai incomodá-lo, mas a mim deu extrema satisfação. — Agora vou devolver seu tato a normalidade. — Ele volta a me beijar e já consigo notar a diferença, o tigre foi embora e em minha boca agora sinto apenas a gostosura que é língua do meu gatinho.

— E aí como está?

Se ele olhar minimamente para mim ele já vai entender que estive muito próximo do estado de calamidade.

— Estou flutuando, pegando fogo e extremamente abalada, mas no melhor sentido da palavra eu juro.

Ele dá um largo sorriso e ao encará-lo dou graças a deus por ter a visão de volta, como ele é lindo.

— Sabe que tudo isso já foi usado para males inenarráveis né?

— Sua era sombria?

— Exato.

— Mas e agora? Você ainda usa seus dons para algum bem?

— Sim, não, depende, às vezes, na penúltima vez que usei um de meus dons em alguém eu acabei trazendo uma linda dama para esta mansão sem que ela sequer soubesse o que estava rolando e da última quase fiz a mesma dama ir a loucura.

Ainda abraçado a mim ele deposita selares pelo meu rosto que agora queima em vergonha pois ele tinha toda a razão eu quase enlouqueci em seus braços a pouco.

— Usou muito bem então, essa dama deve ser muito sortuda.

— Ela é, e está com fome também. — Ele fala isso por minha barriga ter começado a roncar. — Vem, trouxe uns lanches naturais para você.

— Obrigada por cuidar de mim Lino.

— Que isso gatinha, e por falar em gatinhas... — Tem três gatinhas lindas na cozinha e uma delas era a já minha amiga Doongie. — Essa é a Soonie, e esta aqui é a Dori, ele fala o nome da última a pegando no colo.

— Ai meu deus como são lindinhas, parecem com o papai delas. — A Doongie já está pertinho de mim e a Soonie pensando se vem ou não falar comigo.

Ele decide colocar a Dori no meu colo e vai arrumar a mesa para eu comer.

— Oi Dori, — A gatinha decide que vai se aninhar ali mesmo no meu colo e dormir um pouco.

— Elas reconheceram a gata da mãe delas.

— Você não para mesmo... – Ele me encara sorrindo.

— O que? Só estou falando verdades, você é uma gata e tanto, me apaixono um pouco mais sempre que olho para você.

Pensando bem, me sinto assim em relação a ele também.

— Nossa que lindo...

— Obrigada, sei que sou.

— Ah qual é Minho! Estou falando do jeito que você arrumou a mesa.

— Ah sim. Ta bonito também, vem comer vem, pode trazer a Dori com você eu a pego.

Sigo sua sugestão e entrego a gatinha para ele, lavo minhas mãos e sem enrolar começo a comer.

Olho pela janela e vejo que já está entardecendo e me pego pensando que este dia passou rápido demais.

— O que vamos fazer depois?

— O que quer fazer?

— Huuum, não sei... Se você não quiser fazer nada não tem problema também...

— Vamos caminhar um pouco lá fora, depois entramos você pode tomar um banho para relaxar e curtimos a lareira noite a dentro o que acha? Tem vinhos excelentes na adega.

— Aqui tem uma adega? Repleta de vinhos? Você bebe?

— Sim, temos uma adega te levo lá depois... Já os vinhos são todos seus.

— Cara vocês não poupam esforços quando o assunto é luxo, e eu nem bebo tanto assim para ter toda uma adega só para mim.

— A Rebeca bebia e muito...

Ele está novamente com aquele bendito/maldito sorriso, e eu que quase nunca paro pra pensar nas minhas outras versões me peguei curiosa.

— Posso te perguntar uma coisa?

— Claro gatinha.

— Qual das minhas versões você mais gostou?

Acho que agora pareço uma maluca.

— Você não era muito diferente fisicamente da Alice como Rebeca ou Iris, o que tinha era apenas nuances na personalidade, mas entenda; eram bem poucas.

— Então?

— Então que era sempre você, sua essência, sua vibração, seu senso de justiça, sua coragem aguçada, seu talentos, suas maluquices, sua intensidade, sua paixão, sua leveza... Sempre você.

— Mas agora sou fisicamente diferente certo? — Ele acena positivamente com a cabeça nitidamente querendo saber onde isso ia dar. — E por mais que eu tenha visões eu estou sempre dentro do avatar então na real não sei ao como aparentava ser, na verdade nem fico tão curiosa com isso, mas queria saber se fisicamente ainda causo o mesmo efeito em vocês.

— Sua cabecinha sempre foi assim, eu gosto das suas linhas de raciocínio. — Ele vê que acabei de comer e vem até mim. — Vamos caminhar?

E eu apenas vou com ele.

...

— Essa sua duvida você vai ter que perguntar para cada um de nós pois eu não posso responder pelos demais.

— Certo, tem razão.

— Mas quanto a mim, posso garantir a você que sua aparência de agora me atrai tanto quanto sua anterior, eu a reconheci e a rastreei, descobri que era você ali, mas isso só começou porque quando coloquei meus olhos em você e me senti extremamente atraído em um nível que só havia me ocorrido uma única vez e por isso eu suspeitei que você poderia ser meu amor que estava ali salvando vidas naquele centro cirúrgico.

Enquanto ele fala nós vamos caminhando de mãos dadas aos redores da cabana e podendo avistar a bela paisagem ali de cima das montanhas, era lindo e bem romântico e aquelas palavras que ouvi dele foram me fazendo pensar no quanto que ele deve ter me procurado.

— Não vamos mais nos separar está bem?

Havíamos parado de andar então aproveito para abraça-lo.

— Nunca mais meu amor, nós não vamos deixar que mais uma vez aquela infeliz nos vença, desta vez ela é quem vai sair perdendo.

Ficamos ali por um tempinho e quando começou a escurecer decidimos entrar e aproveitar a lareira e o vinho como ele havia sugerido.

—--

Continua...

Notas finais
Tem muita coisa para desenrolar né? Eu sei, mas eu precisava fazer essa interação mais a fundo dos dois, o LeeKnow tinha receios em relação a Naty mas o entrosamento deles é tão fluído e eles se entendem tão bem... Teremos ai mais um dia para eles então aguardem... O Zephyr é um fofo (eu adoro ele) e ele vai dar o seu melhor para cuidar de seus rapazes. Não vou me demorar muito, chegou o final de semana e agora só nos vemos na segunda então fiquem bem, se cuidem e aproveitem bem. Não esqueçam de beber água tá. Beijokas!