Transformação
15 Confissão
Notas iniciais
Scorpius não sabia dizer porque corria tanto, mas seu coração doía de preocupação, e se houvesse acontecido algo com sua amiga, ele tentava se convencer de que era por isso que corria porque Rose era sua amiga e ele se preocupava com ela, não havia nenhum outro motivo além desse. Chegou na porta do dormitório e disse a senha assim que a porta se abriu correu em direção a escada e subiu os degraus de dois em dois. Quando chegou na porta ele travou não sabia o que fazer.
Enquanto isto dentro do quarto Rose se sentia cada vez mais patética, se sentia mal por ter deixado que seus sentimentos pelo amigo chegasse a tal ponto, ela não conseguia mais lidar e nem ao menos esconder o que sentia por ele. Então uma música romântica iniciou e a fez se sentir pior, jamais teria algo verdadeiro com ninguém, pois seu coração pertencia ao loiro que jamais a olharia com outros olhos. E então em um ato de total infantilidade ela pegou seu aparelho trouxa e jogou com tudo em direção a parede próxima a porta assim que o aparelho atingiu a parede a música cessou.
— Rose Weasley como você é burra e patética – ela disse para si mesma.
Aquele ato infantil havia dado um certo alivio a ela, então sem pensar muito pegou seu livro que estava na cabeceira da cama de um romance trouxa e se preparou para joga-lo, mas antes que fizesse isto viu a porta do seu quarto abrindo-se vagarosamente e então Scorpius colocou a cabeça para dentro com uma cara um pouco preocupada. A ruiva congelou naquele momento com o livro em punho prestes a ser atirado.
Scorpius havia se assustado com o barulho do aparelho arremessado contra a parede e por isto sem pensar muito ele abriu a porta e assim que colocou a cabeça dentro do quarto viu que Rose estava sentada na cama vestida com uma camisa dos Chundrs ela estava com um livro na mão prestes a arremessar o livro.
— Você tem certeza que vai querer jogar esse livro longe? – ele perguntou a encarando – você jamais se perdoaria se estragasse um livro. Vai por mim te conheço bem, porque não joga outra coisa sei lá algo sem tanto valor. – ele sorriu.
— O que você faz aqui? – ela perguntou ainda sem abaixar o livro.
— Vim ver se você estava aqui e se estava bem. – ele então entrou totalmente no quarto e pegou o aparelho trouxa dela que repousava ao lado da porta – pelo visto você jogou com muita força isso aqui, parece quebrado. – ele falou examinando o aparelho.
Ele se aproximou lentamente da cama, Rose ainda tentava entender o que ele fazia ali e o que deveria fazer, lentamente ela abaixou o livro e colocou na cama.
— Você deveria estar na aula de história da magia – ela disse sem saber o porquê.
— Você também.
— Sim. Mas eu precisava pensar. Precisava ficar sozinha.
— Por que?
Ela o encarou por um instante e então aquela conexão que havia sentido na mesa do café apareceu novamente, mas então ela lembrou da resposta dele e desviou o olhar, era ridículo que ela imaginasse que ele pudesse sentir algo por ela.
— Scorpius eu só preciso ficar sozinha. – ela disse ainda sem olha-lo – eu estou bem.
— Rose por favor olha pra mim – ele disse se sentando a sua frente.
Ela não sabia o que fazer, não queria fazer papel de idiota novamente já havia interpretado errado o olhar dele uma vez não suportaria escutar novamente aquilo.
— Por favor Rose. Olha pra mim – ele pediu novamente.
Então lentamente ela o olhou. Eles se olharam por alguns minutos sem nada dizer. E então sem saber direito o porquê Scrpius resolveu quebrar o silencio.
— Rose eu não sei o que está acontecendo com você. – ele respirou fundo e resolveu ser sincero – e também não sei o que está acontecendo comigo. Você tem mexido comigo como nunca ninguém mexeu e hoje no café quando eu te vi meu coração falhou e eu não soube lidar com isso. E até agora eu não sei como lidar é como se eu sentisse uma atração muito forte por você e se fosse qualquer outra garota eu teria beijado e acabado com isso. Mas você é diferente Rose. Você é especial e não merece ser usada por mim ou por qualquer outro babaca e por isso eu não sei o que fazer. Não sei lidar com o que estou sentindo.
Rose não sabia o que dizer, a declaração de Scorpius havia pego totalmente de surpresa. Ela ficou o olhando sem reação, Scorpius a olhou de cima em baixo e então se levantou.
— E não ajuda nenhum pouco você estar com a minha camisa.
Só então Rose se lembrou que vestia apenas a camisa do amigo, ela ficou instantaneamente da cor de seus cabelos. Scorpius foi em direção a porta, novos sentimentos surgiam nele e se ele continuasse ali logo seriam visíveis a ruiva.
— Acho melhor conversarmos outra hora – ele disse fechando a porta, mas antes que saísse olhou novamente para ruiva – a proposito ela fica muito melhor em você do que em mim.
Viu ela ficar um pouco mais vermelha e então sorriu e foi em direção ao seu quarto, quando entrou se jogou na cama e começou a pensar no que estava acontecendo e no que havia acabado de dizer a ela. Ele havia dito a amiga que sentia algo por ela, algo que ele não sabia o que era e não sabia o que seria da amizade deles a partir dali.
Enquanto isso no seu quarto Rose ainda estava vermelha, ela não sabia o que fazer, Scorpius havia dito muitas coisas pra ela e ela não sabia como processar aquilo. Ele havia assumido que sentia atração por ela mas que não sabia como agir, e agora ela também não sabia como agir com ele.
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