Notas iniciais
Olá! Decidi continuar a fic!!! E, aqui está um capítulo pronto há bastante tempo. Espero que continuem curtindo! Boa leitura s2

A visita de Patch havia acabado com o resto das forças que eu ainda obtinha. As frutas em nada ajudavam. O isolamento acabavam com o meu ego. Eu sei que isto era importante para a revelação do ponto no centro das minhas costas, mas não era justo com Patch. O colchonete em qual eu estava deitada não era nada confortável. Minhas costas latejavam, mas não era possível distinguir se era por conta do novo ponto ou, se era por conta do contato com o chão gélido dos túneis.

Depois da visita de Patch eu chorei por infinitos motivos. A dor acumulada em meu peito foi libertada por aquelas simples lágrimas. Aphrodite não voltou desde esta manhã e, muito menos Cam viera me visitar.

Meus ouvidos captaram mais sons de passadas leves e, calmas. Não senti o odor de menta, ou seja, não era Patch. Meu coração desejava que fosse o dono do par de olhos negros, mas infelizmente não era, pois a razão berrava para meus tímpanos.

A grade se abriu e, avistei Cam me olhando com receio. Nós Qualificadores recebemos essas afinidades em enchergar no escuro ou, não sentir muito frio. Com um silêncio absoluto Cam se aproximou de mim e, logo fora possível escutar o som das grades sendo ruidosamente fechadas.

— Olá. — Sussurrou Cam ao longe. — Como está se sentindo? — Perguntou em um tom doce que me fez sorrir com ambos os olhos fechados. Sentei-me indicando com a mão para que sentasse ao meu lado.

— Já sabe que Patch veio aqui. Não é? — Perguntei abraçando os joelhos com as mãos.

Cam se aproximou e beijou o topo da minha testa com seus lábios vermelhos. Sorri com seu carinho e, logo senti meu novo ponto ardendo em aprovação. Era preciso o toque de Cam e, sua presença para que meu ponto começasse a ganhar as forças necessárias. Cam abaixou-se e, sentou ao meu lado com um sacola levemente transparente sobre as longas pernas esticadas.

— É claro que sei. Fico feliz que tenha contado para ele. É bem melhor ele sabendo do que tendo que esconder estas certas coisas dele. — Ele tocou meu braço o que fez com que eu enchergasse seus olhos verdes esmeraldas como os de Vee. — Ele te mandou isto. — Continuou Cam entregando-me a sacola que estava sobre suas pernas. Peguei a sacola de seus dedos e, abri em um impulso. A emoção e, alegria tomou conta de mim. Aquilo provavelmente era um pedido de desculpas disfarçado e, um pouco tímido. Não era fetiche de Patch pedir desculpas de tal maneira e, era eu quem deveria estar se desculpando. Na sacolinha continha uma colher para sobremesas com um recipiente de plástico de tampa colorida em forma de arco-íris com as cores dos meus elementos: Amarelo, vermelho, azul, verde, roxo e a colher para equilibrar as cores vivas tinha o cabo negro provavelmente em nome da minha qualificação de nefilins. Dentro do recepiente havia pudim de chocolate daqueles que havia na geladeira da cozinha de Patch. Os cantos dos meus lábios ergueram-se em um sorriso verdadeiro e, eu tinha absoluta certeza que o brilho em meus olhos cinzas era perceptível. Patch não me odiara como eu pensara durante várias horas seguidas. Ele sabe do que eu gosto e, mesmo sabendo que aquilo poderia atrapalhar enviou para a minha felicidade. Meu estômago soltou um ruído em reprovação pela demora de consumir o pudim que já irradiava o cheiro. Deixei a sacola de lado abrindo o recipiente e, logo atacando o pudim que ali continha. Os cantos de minha boca arderam com o contato do doce entre os dentes. Minha língua adormeceu com o sabor e, meu estômago adorou aquele novo alimento.

— Ele sabe como te fazer feliz. — Disse Cam sorrindo e, olhando minha reação com aquele simples pudim. — Mas, eu também vim aqui para te contar certas coisas. Te manter informada. — Continuou enquanto deliciava-me com aquele pudim. — Scott Parnell chegou Nora. — Aquela informação me fez erguer os olhos em sua direção.

— E porque ele foi marcado? Todos temos um porque. — Perguntei olhando em seus olhos.

— Ele disse que foi para balancear. Porque já temos dois anjos caídos na Morada e, precisam de dois nefilins. Ele é um dos muitos do exército do Mão Negra e, este o enviou para descobrir quem é o outro nefilim. — Contou-me Cam.

— Quem é Mão Negra?

— Mão Negra é o líder de um exército de nefilins. E tudo o que acontece que envolva nefilins Mão Negra descobre, mas desta vez ele não sabe quem é este novo nefilim puro sangue. — Explicou Cam.

— Explique Cam. Continuo sem entender.

— Significa que este novo nefilim é mais poderoso que o próprio líder da raça. E, este nefilim é... é... você. — Disse com hesitação. Minhas sobrancelhas arquearam-se.

Eu não havia me transformado com o ponto e, já era notável meus poderes para outros? Mais poderosa que um líder com este nome? Isto não pode ser verdade. Como pode ser possível? Ainda nem consegui desfrutar dos prazeres que provém dos poderes de nefilins e, já sou a mais poderosa da raça.

— Eu? Mas como? Eu ainda nem me transformei em uma nefilim e... puro sangue? — Perguntei um pouco confusa com as informações recentes.

— Então você vai se tornar uma puro sangue. Porque seu pai biológico que fugiu para te proteger era um e, com a morte dele liberada pelos céus você se tornou a nefilim puro sangue, mas este poder foi "retirado" de você por ter sido marcada. Por isso tem mais facilidade em fazer a transfusão comigo porque você tem uma ligação com o meu sangue de anjo da guarda. — Informou Cam. — Eles não podem saber que é você. Pelo menos por enquanto. Eles vão usar de todos artifícios para descobrir quem é o nefilim mais poderoso que Mão Negra e, ele com suas próprias mãos irá te trancafiar para sempre. Te fazer sofrer por ser imortal. — Continuou.

— Diga onde está! — Gritou uma voz grave no corredor distante.

— Ali. — Respondeu a doce e fina voz de Ariane.

— Acho melhor que seja mesmo! — Respondeu a voz rude.

Repentinamente o grandalhão de guarda caiu de joelhos no chão sem tempo de sequer pensar em fazer algo e provavelmente mergulhou em uma profunda escuridão. Uma silhueta grande surgiu com Ariane segurada por seus braços pelas mãos do homem.

— Volte e sorte sua não ter nos enganado. — Disse o dono da voz rude olhando-me com atenção. Ariane derrubava lágrimas que se misturavam com o sangue vindo de suas narinas. A raiva me consumiu. Machucaram minha única amiga que vivia naqueles túneis. Meu ponto reverberou em ardência e uma pequena claridade tomou conta do recinto. A claridade vinha do centro de minhas costas. Cam tomou minha mão nas suas e, entrelaçou nossos dedos. Mais homens surgiram do lado de fora. O grandalhão que era loiro de olhos verdes e, tom de pele bronzeado abriu a grade. Logo ele estava na jaula junto à mais três homens que era difícil de distinguir a fisionomia naquela escuridão. Vários outros homens ficaram do lado de fora, provavelmente "guardando" o local.

— Ora ora rapazes. Olhem o que temos aqui. Uma prisioneira. — Disse o grandalhão loiro olhando em meus olhos. Os dedos de Cam pressionaram os meus com força.

— O que querem nefilins? — Indagou Cam com a respiração cortada. Então eram nefilins. Eles provavelmente seguiram Cam para tentar descobrir algo. Ninguém respondeu nada, todos continuaram a nos encarar com um olhar debochado e um sorriso esnobe pendurado nos lábios.

— Respondam. — Minha voz saiu entre cortada de minha garganta e a mesma estava grossa. Não havia vestígios de voz de Nora. Aquela voz aguda que em certos momentos irritava algumas pessoas. A raiva consumira meu corpo e, agora eu tinha certez que meus pontos estavam acesos. — Vieram aqui para ficar nos olhando? Então tirem uma foto e levem para casa. — Debochei olhando nos olhos de cada nefilim.

— Está com a lingua afiada prisioneira? — Indagou o loiro com um apelido nada agradável. — Nós seguimos este caído idiota porque pensávamos que encontraríamos algo de mais interessante e, achamos... você. — Continuou agora com nojo nas palavras. Levantei-me arrastando Cam com a mão. — Olha ela é alta e completamente... magra. — Dito isto todos os outros nefilins riram junto ao loiro.

Isto só serviu para que a minha raiva aumentasse. O ponto novo deu um solavanco quase como salto no centro de minhas costas e, senti minha pele revigorar. Instantaneamente soltei a mão de Cam e, ambos entendemos o que estava acontecendo ali. Meu ponto estava no processo de transformação quase completo. Eu estava quase pronta para usufruir dos novos poderes. A minha fraqueza sumiu repentinamente; a dor até nas veias sumira; o cansaço absoluto no pé desaparecera.

— Fique quieto. Não sabe nem o que quer para chegar aqui agindo de tal forma. — Disse Cam com os pulsos cerrados. O loiro provavelmente ficou nervoso com a acusação de Cam pois em passos largos ele pegou Cam pelo pescoço e o jogou contra uma das paredes. Os outros três nefilins vieram contra meu corpo ambos me segurando. Comecei è espernear e me debater chutando o nada.

— Soltem-no. — Berrei. Mas ninguém me atendeu. — Fogo venha até mim. — Sussurrei inadivelmente. Abruptamente meu torso foi envolvido por um calor e, concentrado-me fiz com que este tornar-se chamas em torno de meu corpo sem que me queimasse e, assim que isso ocorreu foi possível ouvir berros dos três nefilins soltando-me contra o chão e, passando as mãos contra as calças. Um ainda atormentado pelo ocorrido saiu da jaula e, foi possível notar os nefilins que aguardavam ao lado de fora com os olhos esbugalhados. — Mandei você soltar. — Disse entre dentes na direção do loiro. Cam segurando seu pescoço olhou na minha direção e consegui ver o reflexo das chamas nas suas iris. Olhei para meu corpo e me deparei com algo surpreendente: chamas rodeavam-me sem que eu me queimasse. O meu poder estava absolutamente no controle e sugando minhas novas energias. Ergui meus braços e com toda a energia que ainda obtinha jorrei chamas sobre o corpo daquele nefilim. Ele era imortal então passaria por uma dor e logo se recuperaria. As chamas atingiram o corpo do nefilim com força fazendo com que suas mãos soltassem Cam contra o chão e, ele fosse de encontro a parede em um solavanco. Seu corpo deslizou pela mesma e chegou ao chão. Ele esperneava e batia em si mesmo tentando tirar as chamas ali existentes. — Saia. — Disse para ele. E como um menino obediente ele saiu correndo com chamas percorrendo o corpo levando todos os nefilins consigo. — Obrigada fogo, pode descansar agora. — Sussurrei novamente. As chamas passaram por minha nuca deixando um sorriso aparecer em meus lábios e, sairam flutuando pelos túneis. Fiquei fraca sem o fogo, mas não era a fraqueza que sentia antes disto tudo acontecer.

Cam veio correndo em minha direção com os lábios vermelhos. Suas mãos tocaram ambos os lados do meu rosto e seus polegares acariciaram minhas bochechas. Fechei os olhos.

— Mão Negra ficará furioso. Você está em risto agora. — Disse Cam.

— Eles eram nefilins do exército... dele? — Consegui sussurrar erguendo o olhar para fitá-lo.

— Sim eles tinham a marca do punho de ferro na clavícula Nora. — Disse Cam olhando-me nos olhos. Ele hesitou por um momento mas depositou seus lábios em um simples beijo na minha testa. A verdade me atingiu. Mão Negra pode desconfiar e vir até mim.

— Acha que eles desconfiaram? — Perguntei em meio ao medo.

— Ainda não. Eles sabem que é uma nova raça sobrenatural. Mas, não sabem que você é nefilim. Pelo menos ainda não. — Disse Cam agora com o queixo apoiado no topo da minha testa. — Como conseguiu aquilo? — Perguntou-me puxando meu rosto e, encontrado meus olhos. Assim que o fez percebi que seus olhos dilataram em susto. Meu queixo tremeu em desentendimento. — Seus olhos... estão... eles estão... negros e não cinzas como sempre. Estão negros. — Disse Cam olhando-me incrédulo.

Negros? Como pode? Negros como os de Patch e, não cinzas tempestuosos como o meu? Isso é impossível.

— É a manifestação nefilim no seu corpo. Seu ponto está ficando mais forte. — Disse Cam. — Preciso falar com Patch. — Continuou.

— Tudo bem. Vá e conte tudo para ele. — Pedi olhando em seus olhos.

— Claro. — Respondeu depositando outro beijo delicado na minha testa e saindo pela abertura da grade. Me trancou ali e, assim que sua silhueta sumiu meus ombros queimaram em formação de desenhos. Puxei a manga da blusa para ver o que estava ocorrendo. As marcas espalharam-se. Era possível visualizar os desenhos de rendas turquesas com pequeninas flores vermelhas em meus ombros. Eu obtinha duas marcas. De duas raças distintas. Agora eu me sentia poderosa, a fraqueza havia abandonado meu corpo. Visualizei as pontas dos meus cabelos negros que estavam sedosos; meus lábios não estavam ressecados; meus pés estavam firmes no chão; minha pele estava nutrida e, agora eu também tinha um par de olhos negros quando usava os meus poderes. Eu tinha um par de olhos negros transformado pelas trevas.

Notas finais
Eaí? Como foi a leitura? Me contem TUDO o que acharam!!!