Transformado Pelas Trevas.
24 Expostos.
Notas iniciais
Então, hoje tá tudo muito corrido, então trago o link do Scott no próximo capítulo. Beijo
Agradeço à Recomendação maravilhosa da minha primeira leitora: Nichiporto! Suas palavras foram gentis minha linda. Agradeço muito.
Patch
Eu estava trancafiado e sentia meu novo ponto repuxar. As memórias de mim e de Nora passaram como um borrão.
Quando a levei até a Morada e enganei a todos. Quando entrei em seus sonhos e deixei a mesma com pouca memória do mesmo. Quando a vi pela primeira vez no dia seguinte. Quando tentei beijá-la e a mesma me mordeu. Quando ela caiu em meus braços inerte e seus dedos presos à ponta da minha cicatriz. Sua expressão dizia que ela não entendia o que estava acontecendo. Ela não sabia onde estava e foi por esse motivo que a levei para meu Studio, fui obrigado a tira-la daquela memória o mais depressa possível. Nosso primeiro beijo ocorreu naqueles túneis obscuros e foi quando senti que estávamos ligados há muito tempo e eu sabia que aquela ligação duraria uma eternidade sem fim.
Sua alma estava presa a minha e a minha alma estava presa a Nora.
Foi quando senti o segundo ponto se formando e foi quando soube que poderia falar em seus pensamentos a distância. A marca dizia que meu dever era protegê-la, eu deixei que as imagens passassem por meus olhos e eu queria que as mesmas passassem. Foi com aquilo que nossas almas e nossos corpos se ligaram profundamente. Tudo o que ela sentisse eu sentiria; e tudo o que eu sentisse ela também sentiria.
Laurel saiu assim que Nora foi retirada por Cameron da sala. Ela usou Nora sem dó. Sem piedade. Ela deu as costas a Deusa. A Deusa nunca permitiria que algo como este absurdo ocorresse. E eu sei que Nora teria força suficiente para fazer o que fosse preciso. Eu já chacoalhei, entrei na mente de Laurel, de Dragon. Chutei e esmurrei a jaula, mas nada me tirava de lá. Rixon não conseguiria fazer nada caso me encontrasse. Cameron muito menos. Quem tinha que me tirar dali era Nora. E se havia uma coisa que eu não gostava era isso. Estar separado dela e praticamente obriga-la a me tirar daqui. Nós precisamos ficar juntos. Minha áurea esconde um segredo de Mão Negra. E meu corpo vai continuar escondendo este segredo por muito tempo, mas para que isso ocorra com total segurança, eu preciso estar longe destas hastes com os elementos de Nora.
Cameron
Ela estava arrasada. Sei que ela saiu por aquela porta arrasada. Ela era corajosa em ficar cara-a-cara com Laurel e propor a batalha. Mas, se quaisquer coisas ousasse acontecer eu estaria ali para evitar. Eu era seu protetor.
Todos saíram do quarto, mas não permiti a saída de Aphrodite segurando a mesma pelo braço.
— O que quer? – Indagou ríspida. No típico modo de Aphrodite LaFont.
— Apenas conversar, Afro. – Disse em tom de provocação.
Ela puxou seu braço da minha mão com força e bateu a porta com o pé. – Diga... Trevas. – Disse um apelido não muito agradável. Eu tenho esse ponto, não preciso que me lembre de cinco em cinco minutos. Ela se sentou no tapete negro novamente, me olhando profundamente nos olhos. Aphrodite podia ser ríspida com todos, mas comigo ela sempre agia de um modo um pouco diferenciado.
— Diga Cameron. – Disse me chamando pelo meu nome, e não meu apelido. O que a diferenciava das outras pessoas.
— O que acha que devemos fazer a respeito de tudo? Você já teve a ideia da batalha, mas acho que ela precisa focar os poderes.
— Concordo Trevas. Mas, ela precisa ficar longe da horda. Só você vai poder se aproximar, ela vai precisar do ponto Trevas, para sua raiva crescer. Tem um lugar? – Indagou.
Assim que perguntou, pensei no meu Studio. Em baixo da terra, longe de tudo e de todos. Ninguém – exceto os caídos – sentiria a presença de alguém lá em baixo. Sempre vou lá por algumas horas, então o lugar está em ótimas condições, um bom lugar para Nora ficar por uns dias. Mas, Aphrodite sequer pode sonhar que o lugar existe.
— Tenho um lugar sim. Eu a levo para lá assim que ela voltar da sala de Laurel.
— Ela é completamente louca de ir lá sozinha, não acha? – Indagou puxando assunto com um sorriso nos olhos e não nos lábios como é de se esperar.
— Acho, mas isso vai servir para criar mais desprezo. Vai ser melhor para lutar.
— Também acho. – Respondeu, olhando-me profundamente nos olhos. Seus olhos verdes fitavam-me com curiosidade e eu fitava os seus com curiosidade em saber por que ela estava tão curiosa. Ótimo! Odeio que este tipo de coisa aconteça. Aphrodite continuava a me olhar até que notou sua situação e olhou para baixo, sorrindo. Levantou-se sem dizer uma palavra sequer e saiu porta afora, deixando-me sozinho com meus pensamentos.
Nora
- O que está fazendo aqui? – Perguntou uma Laurel ríspida. Agora ela não se importaria em esconder sua verdadeira identidade.
— Vim tentar fazer as coisas darem certo.
— Tarde demais, querida. – Murmurou com falsidade.
— Vim propor uma batalha. Na Arena. – Ela me olhou confusa, provavelmente pensando que eu não conhecia aquela parte da história. – Não se faça de tola. Batalha de Retirada de Corpos, mas só que agora não será por diversão. Se eu ganhar Patch sai da porcaria da Jaula! Sei que você pode libertá-lo.
— E se eu ganhar? Continuo com ele é claro, acho justo.
Sei que parecia bobagem tentar algo desta dimensão. Colocar Patch mais em risco do que já estava. Sei que a batalha seria complicada, mas esta foi a única saída que encontramos e eu faria ela funcionar.
— Exatamente.
— A batalha será depois de amanhã. Quanto antes melhor. – Disse ríspida e voltando seus olhos para os papéis a sua frente.
— Concordo, que quanto antes melhor mesmo, Laurel. – Terminei saindo porta afora com lágrimas já rolando por meu rosto. Não iria para o meu quarto ficar sozinha, Vee com certeza não estaria lá. Ela sempre está na sala de vídeos com o pessoal. Segui a caminho do quarto 336, mas agora para encontrar Cameron e não Patch.
Levantei a mão para bater contra a porta, mas de alguma forma Cam me sentiu e abriu a porta deixando minha mão suspensa no ar. Ele percebeu as lágrimas em meu rosto. Sem pensar, pestanejar ou sequer hesitar joguei meu corpo contra seu peito nu. Ele me abraçou pela cintura enquanto uma de suas mãos alisava meu cabelo freneticamente.
— Tem que dar certo Cam! – Eu sussurrava em seu ouvido.
— Dará pequena. Mas, você tem que confiar em mim a partir de agora, tudo bem?
Me soltei de seus braços tocando meus pés no chão e encarando seus olhos esmeraldas como os de Vee. Acenei positivamente com a cabeça, para que ele continuasse.
“Terá de ficar no meu Studio. Suas forças vão se canalizar, elas se tornarão evidentes e a raiva vai tomar conta de você. As trevas estarão com você e você só sairá no dia da batalha.”
“Tudo bem.” Respondi decidida em seus pensamentos.
Cam sabe o que fazer e como fazer e eu – por experiência própria – sei que ficar trancada em um local longe de todos fará com que meus poderes entrem em combustão. Focalizar a raiva irá fazer com que os mesmos explodam por meu corpo e a motivação de que tudo isso ajudará ainda mais Patch, vai fazer com que todos os meus sete poderes entrem em foco.
Estávamos no subterrâneo da Morada. Seguimos pelos corredores frios e inebriados pela escuridão. Cam parou em frente a uma porta antes de chegarmos sequer perto de onde ficava o Studio de Patch. Ele abriu a porta com um empurrão e nós entramos em uma cozinha muito bem organizada. Os móveis eram brancos e havia uma mesa com quatro lugares no centro da mesma. Não havia louça na pia e o mesmo seguiu em frente fechando a porta atrás de si, assim que entrei no recinto. Cameron seguiu com passos decididos em direção ao corredor com carpete cinza-escuro.
Havia uma sala com um sofá em “L” ao longe, Cam entrou em uma porta do corredor e revelou um quarto com lençóis brancos bem delineados sobre a cama também king size. Havia um guarda-roupa com portas de correr. Dois criados-mudos. Uma escrivaninha com uma luminária.
— Vai ficar aqui, tudo bem? Venho visitar você todos os dias nos horários em que der. Tem comida na cozinha, a TV na sala funciona e você pode dormir aqui. – Disse cético. Aproximou seu rosto do meu e depositou um leve beijo em minha testa, saiu porta do quarto afora deixando-me sozinha com meus pensamentos. Me sentei em sua cama confortável. Depois optei por deitar. Minha mala estava na soleira da porta, eu não iria colocar as roupas simples no lugar, não havia necessidade.
E sem que notasse meus pensamentos foram de encontro a Patch. A visão da Deusa. A ameaça de Laurel. Ao meu convite. Ao meu pessoal me apoiando.
Eu lutaria com ela e eu a venceria era o que eu tentava impor em meus pensamentos.
Os dias até a batalha seriam longos. Disto eu tinha certeza. Cam viria todos os dias, mas e o restante das horas? Como iria ocupar minha mente? Somente com TV? Isso não seria possível, deixei de me interessar por televisão há muito tempo.
A saída era focalizar minha raiva. A saída era fazer com que a mesma entrasse em foco nas minhas veias, nas minhas forças e foi assim que adormeci, contando os dias para eu resolver as coisas de uma vez por todas.
Notas finais
3ª Temporada: Capas editadas [ESCOLHA EM ANDAMENTO] - Acontecimentos semi-concluídos - Trilha Sonora pronta - Nome em fase de escolha.
Me contem os trechos favoritos também! Beijos.
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