Notas iniciais
Oi pessoal! Senti saudades!
Aqui está mais um capítulo quentinho para vocês! Se houver algum erro, só dizer e, ele foi revisado cinco vezes! Espero, sinceramente, que curtam! Boa leitura s2
Canção inspiradora: Nicki Minaj - Did I't On'Em
Se vocês à ouvirem no momento da aparição de Aphrodite, ficará divinamente bom de se ler!!!

Enfim, hoje era o dia de aprender a lutar. Aprender à como me proteger sozinha. Com minhas próprias mãos e, melhor do que tudo: aprender a utilizar meus poderes. Eu clamei o dia todo – já que trocamos a noite de sono por dia — por isso.

Estava andando de um lado para o outro na “jaula”, esperando a chegada de Cam ou, quem sabe de Aphrodite. Eles lutariam para que eu pudesse assistir e, tentar aprender. Ontem na calada da noite – após a saída de Cam – foi possível escutar pancadas e, alguns barulhos extras no teto deste quarto. Eles deveriam estar transformando um simples estádio em uma arena para nossas lutas futuras. Meu ser dizia-me que muitas coisas seriam decididas ali. Muito ainda estava por vir.

Fui tirada de meus devaneios mentais graças ao barulho irritante da tranca sendo aberta. Dirigi meu olhar à entrada daquele calabouço e, avistei a silhueta de Cam com uma sacola negra obscura em suas mãos, com a silhueta de Aphrodite – coberta por sua capa negra sedosa – logo atrás.

Eles adentraram, o guarda-costas se afastou e, Aphrodite retirou a capa por completo. Revelando seus pés calçados por um par de all star; Seu corpo com um mini-short negro e, um top azul-bebê. Sua barriga lisa bronzeada chamaria atenção de qualquer menino, rapaz ou até mesmo um homem atrás de certas “diversões”.

Cam estava com o negro habitual. E, um sorriso extra no rosto.

— Olá. – Iniciei.

— Oi. – Disseram em coro.

— Trouxe para você. – Disse Cam, por fim entregando-me a sacola negra misteriosa. – Eu e Patch procuramos com a ajuda de Aphrodite para que você se sinta mais confortável na hora de treinar conosco. A arena está pronta. Todos ajudaram durante o fim da noite e, é para lá que vamos. – Terminou.

Apenas confirmei tudo com um meneio de cabeça enquanto seguia Cam e, Aphrodite pela saída do calabouço. Avistei os túneis com paredes em tom bege coberta por um pó antigo que já não seria mais tirado dali somente com água. Seguimos reto durante alguns minutos e, logo após viramos à direita onde encontrava-se outro calabouço com alguns buracos rodeando suas paredes. Viramos à esquerda e entramos no segundo corredor. Seguimos por alguns segundos e, subimos por uma longa escada que chegava a uma porta de madeira com uma camada de verniz recente. As mesmas paredes empoeiradas estavam ali. Aphrodite abriu a porta com um pouco mais de força do que o necessário e, chegamos ao antigo estádio. Agora transformado na arena de batalhas de retirada de corpo. O chão de carpete de madeira havia sido polido, mas ainda obtinha algum resto de cola de tiras que ali eram coladas para as antigas competições.

A porta por onde surgimos estava no canto de uma parede daquele estádio. Bem à nossa frente estava o início das arquibancadas agora cobertas por um veludo negro. As janelas no alto estavam cobertas por cortinas brancas à sua frente. Onde antes era a linha de uma partida de jogo de basquete, futebol ou handball agora era a arena das lutas. Ao outro lado havia mais arquibancadas e, ao fundo havia uma porta dupla. Repentinamente senti uma mão na minha e, quando olhei para cima avistei os olhos esmeraldas de Cam olhando-me atentamente.

— Venha. – Disse ele. O mesmo saiu me puxando pelo longo caminho até as portas duplas douradas que tanto me chamaram atenção. Chegamos à frente dela e, ficamos ambos parados fitando-a. – Abra. – Disse piscando divertido com um dos olhos. Coloquei minha mão em uma das maçanetas e, abri com um impulso. Lá encontravam-se alguns bancos prateados enfileirados ao meio, com o chão completamente claro. Nas paredes laterais havia vários armários de metal com um fecho de senha e, rosas. Todos eles com a cor rosa que encantariam qualquer menina.

— Aphrodite. – Berrou Cam, fazendo o berro bater nas paredes e, voltar como um eco. Olhando por cima do ombro avistei Aphrodite aproximando-se de nós com seus passos firmes como o de uma modelo sobre a passarela e, rebolando ainda como uma típica vadia. Cam saiu andando e nos deixou a sós.

— É só entrar aí, se trocar e, sair. – Disse a mesma arqueando as sobrancelhas como se dissesse que não era assim tão complicado fazê-lo. Logo fechando ambas as portas deixando-me trancada naquele vestiário. Abri a obscura sacola e, comecei a retirar as roupas ali presentes. Havia várias blusinhas brancas simples e, alguns shorts que não eram meus. Shorts de ginástica de vários tons. Tons das minhas qualificações e, de outras cores também. Optei por uma blusinha simples e, um short roxo representando o espírito. Peguei a sacola saindo pelas portas. Meu cabelo em um rabo-de-cavalo no topo mais alto da cabeça. Deixei a sacola no canto do chão e, assim que o fiz Cam virou seus olhos para mim olhando-me dos pés à cabeça. Primeiro seus olhos passaram pelos pés subindo por minhas compridas pernas parando abruptamente no short; continuando pela blusa com o umbigo à mostra e enfim chegando ao meu rosto. Sorriu de um modo sedutor e, deu uma leve chacoalhada na cabeça como que para sair dos devaneios. Sem graça puxei um pouco a blusa para cobrir a barra do short.

— E agora? O que faço? – Perguntei tentando evitar aquela troca de olhares novamente.

— Você senta. Nós mostramos. – Disse Aphrodite de um modo sério.

Obedeci e, segui até a arquibancada subindo por seus grandes degraus e, chegando ao penúltimo. Eu tinha uma visão plena da arena à minha frente. Cam foi ao lado da arena e, puxou uma alavanca em um canto da parede na parte de trás da mesma. Um barulho de mecanismo tapou meus tímpanos e, grades mágicas subiram. Elas começaram a elevar-se e, por pouco não chegou perto do teto longínquo. Havia algumas barras visíveis, mas após o barulho de mecanismo parar a grade sumira dando lugar apenas a alguns pontos luminosos indicando que ali havia algo.

— A grade é praticamente invisível. – Começou Cam olhando-me nos olhos mesmo com aquela distância nos separando. – É para confundir o jogador, mas após algum tempo, você vai perceber quando ele estiver fora da área. Bom, é melhor acabarmos logo com isto. Como disse, poderão ocorrer transformações. Então, não se assuste muito, tá? – Indagou carinhoso. Confirmei com um movimento de cabeça.

Logo Cam foi para o lado direito da arena e, entrou. Alguns bips soaram e, a grade reverberou em brilhos. Se não fosse o ganho das qualificações, meus olhos arderiam neste exato momento. Repentinamente um sorriso esnobe surgiu ao rosto de Aphrodite que fechou os olhos e, então uma fumaça livre de cor rodeou seu corpo dos pés à cabeça. A mesma foi sumindo ao poucos revelando a longa perna de Aphrodite com uma bota cobrindo-lhe a pele até a metade das coxas. Um top branco de couro e, um short negro de seda com cintura alta marcada. Seus fios em rabo de cavalo. A mesma me olhou de lá.

— Vim nessa forma, por conta de uma qualificação não muito utilizada. Se Cam me olhar por muito tempo, pode ser encantado e fazer o que eu mandar. – Disse a mesma com um sorriso irônico nos lábios. Apenas continuei observando.

Agora uma fumaça rodeava o corpo de Cam, mas diferente da que estava em Aphrodite, aquela tinha cor, uma cor muito conhecida por mim. Ela era de um negro vibrante. A mesma começou a sumir e, revelou um Cam com poder exalando de seu próprio corpo. Qualquer mortal sentiria medo daquela figura. Uma jaqueta de couro fechada com taxas douradas nos ombros. Calças negras; Coturnos; Uma capa negra não muito longa com o desenho de asas. “Completamente impressionante”, pensei comigo.

Os oponentes entreolharam-se e, soltaram sorrisos irônicos um para o outro. Cam desviou o olhar devido à qualificação de Aphrodite. O local estava parcialmente escuro, pois era noite. Aphrodite ergueu ambos os braços para os lados sem tirar os olhos da figura imóvel de Cam, que após alguns segundos saiu de sua posição normal, andando lentamente e, olhando fixamente para os olhos azuis – agora irradiantes de desejo — de Aphrodite que ainda olhava para um ponto fixo como se Cam ainda estivesse ali. Ah. Ele estava usando seus poderes. O mesmo parou ao lado de Aphrodite olhando para sua figura concentrada que ergueu seu braço direito e, levantou seu dedo indicador. Começou a remexê-lo para trás e, para frente. Como se brincasse com algo. Um sorriso de prazer escapava de seus lábios grossos.

Cam aproximou seu rosto da lateral do de Aphrodite e, sussurrou algo para que somente ela pudesse escutar e logo após acordou do transe em que se encontrava olhando incrédula em sua direção. Com ódio Aphrodite fez uma tentativa de empurrá-lo, mas o mesmo não moveu um pé. Os caídos são mesmo impressionantes. Ela agora com mais raiva, levantou a cabeça e, quando voltou a abaixa-la a cor roxa tomava o lugar da azul de seus olhos.

— Nora. – Disse ela em um tom alto olhando-me. – Aqui, na arena, eu ganho a qualificação do espírito e, isso de alguma forma me liga a você. – Como? Pensei comigo mesma. Eu e, Aphrodite... ligadas? Por uma qualificação? Isso só poderia ser brincadeira.

Voltou seus olhos à Cam que encontrava-se de costas para mim, imóvel. Aphrodite ergueu um dos braços e, logo após um dos dedos. Com facilidade ergueu mais o braços e, com isso o corpo de Cam a acompanhou aos poucos. E a cada movimento que ela fazia com o braço o corpo de Cam fazia de um modo idêntico. Com um pouco mais de força e, velocidade ela atirou seu braços para cima e, fechou a mão em um punho forçado. Cam foi ao teto e, voltou ao chão com os olhos apertados em si. Mas, nada disso funcionaria com Cam, afinal ele era um banido dos céus. E, os banidos nada sentem – à não ser por Patch, que ganhou esta graça de nossa Deusa Nyx.

“Entre na mente Cam.” – Sussurrei com mais facilidade que achava que tinha. O mesmo com dificuldade ergueu os olhos até mim e, fez um meneio confirmativo e, rápido.

“Tudo tem seu tempo.” – Sussurrou de volta sem me olhar. Sorri comigo mesma.

Aphrodite começou a olhar para seus pés e, à berrar. Cam apenas olhava para sua figura com um sorriso irônico pendendo de seus lábios. Aphrodite começou a balançar ambas as pernas e, olhava compulsivamente para o chão. Suas mãos estavam bambas e, o medo era evidente em seu rosto. Ela caiu de joelhos e, arrastava as mãos pelo chão saindo do ponto onde estava ainda em desespero. Era como se ela estivesse à beira de um precipício, ou... ou... um buraco abriu diante de seus olhos. Por isso o desespero evidente em suas feições. Aphrodite fechou ambos os olhos, os apertando. E rompeu o ar com os dois braços.

Algo incrível ocorreu após aquele momento. Aphrodite se recompôs com ambas as mãos na cintura e, uma forma idêntica a sua surgiu ao seu lado. Se uma Aphrodite não é tão bom assim, imagina duas? Encaminhei meus olhos à figura preocupada de Cam, olhando compulsivamente para as ambas, confuso. Estava acabado, ele se confundirá agora e, não saberá qual é a verdadeira. As duas Aphrodite’s começaram a mexer os dedos e, Cam começou a se debater em si mesmo. Ficando vermelho. Sem reação. Aphrodite era mesmo muito forte. Ambas aproximaram-se de Cam jogaram o corpo imóvel do mesmo para cima, que novamente bateu no teto e, voltou ao chão agora furando-o. Elas o tiraram do buraco em movimento idênticos e, começaram a balançar seu corpo para cima contra o teto e, depois contra o chão em diversas e consecutivas vezes. Levaram seu corpo até o teto e, fecharam o punho. Os mesmo se apertou lá em cima, como se algo o corroesse vivo, elas moveram o corpo de Cam para a esquerda, abriram as mãos e, desceram seus braços. A segunda forma de Aphrodite sumira como fumaça e, o corpo de Cam caíra ao lado de fora da arena. Batalha fácil para Aphrodite e, muito complicada para Cam. Como já era de se esperar.

Aphrodite possuía uma força e, uma confiança que ninguém deveria conseguir na arena. Desci correndo o lance de degraus da arquibancada e, cheguei ao corpo caído de Cam. Aphrodite veio logo atrás já sem a roupa da arena, sua roupa era a mesma de quando chegara ao meu calabouço.

— Ele não está sentindo nada Nora. Realmente vamos começar do zero, não é? Então aqui vai uma verdade, na arena nos machucamos, mas fora os ferimentos e as dores somem completamente. E aliás, ele nem sente nada mesmo. Só o joguei de uma altura um pouco impressionante. – Dito aquilo Cam levantou-se limpando a poeira de sua jaqueta de couro sem taxas e, agora aberta com as mangas erguidas até os cotovelos. Sorri de alívio, ele havia apanhado muito durante a pequena demonstração. Com a felicidade evidente pulei contra seu corpo e, meus braços envolveram seu pescoço enquanto mantinha meus olhos fechados. Seus braços seguravam-me firme pela cintura. Seu abraço quente e, reconfortante fez meu ponto se jogar contra a coluna e, aquele local começou a ser corroído por uma leve ardência. Aphrodite soltou um suspiro inquietante e, ambos estavam olhando impressionados para mim quando me soltei de Cam, minha blusa leve estava esvoaçando de dentro para fora. A brisa... provinha do meu novo ponto e, uma luz clara como o dia saía do local.

Aphrodite arregalou os olhos por completo quando olhei em sua direção.

— Seus olhos... – Começou ela com as mãos tampando a boca e, os olhos azuis arregalados. – Estão negros. Eles estão negros, Nora. – Terminou por fim.

— E seu cabelo se soltou do rabo-de-cavalo. Está mais negro do que nunca, olhe as pontas. – Disse Cam enquanto pegava uma pequena mexa de meu cabelo e, erguia diante de meus olhos. Meu olhar arregalou-se como os de Aphrodite e, ambas as minhas mãos também tapavam um grito que ameaçava sair. Ao invés de pontas negras como todo o cabelo, elas estavam em um tom diferente, em um tom igualando a uma de minhas qualificações mais fortes. As pontas de meu cabelo estavam em um forte tom de roxo. Meus poderes se evidenciaram sem eu estar presente na arena. Aquilo era impossível.

Notas finais
E aí? O que acharam? Consegui descrever bem? Faltou algo? Contem-me TUDO! Beijos e, até o próximo. E ah! Ouviram a música?