Transformado Pelas Trevas.

29 Diversão e descobertas.


Notas iniciais
Gente! Ficou muito grande! Espero que não fique ruim de ler, mas realmente não deu para dividir. Uma nova personagem surgirá intrigando a todos.
Devo mencionar que este capítulo é dedicada à KamilaPaesLeme, por sempre me divertir nos capítulos de suas fictions.
As músicas que vocês precisarão escutar serão descrita pelo capítulo.
Desculpe alguns errinhos que deixei escapar, mas meu computador reiniciou sozinho e dei apenas alguns ajustes, no que já estava para lá de ajustado. Chega de falar! Bora ler! Xêro pra vocês ♥

Estava no quarto de Patch junto com o próprio. Estava deitada sobre o seu braço, enquanto a mão do mesmo acariciava meu ombro. Estávamos em silêncio, absorvidos pela quietude. Até que um alvoroço atrapalha nosso momento de sossego. Era o dia seguinte após a batalha contra Laurel. Cam não estava no quarto desde que chegamos.
A porta do espaço quadrado abriu até o canto.
— Aphrodite. Tem noção do que está propondo? – Dizia Cam incrédulo deixando-a para trás e sentando-se em sua cama, sem nem nos olhar.
— Mas é claro que tenho trevas. Se não tivesse não estaria propondo... – Ela parou abruptamente ao notar que estávamos no quarto. – Patch gosta de comemorações? – Indagou repentinamente com um sorriso indagador sobre os lábios.
Ele me olhou no fundo dos olhos e como se houvesse uma LCD no fundo de seus olhos eu vi nossa noite – dia – anterior passar por suas órbitas negras. – Mas é claro.
Eu ri abafadamente com sua insinuação. Aphrodite e Cam pareceram não notar o momento íntimo que se criou sob uma penumbra entre nós.
— O Sr. Trevas ali. – Continuou Aphrodite indicando Cam. – Não quer comemorar a vitória de Nora e nem o retorno de Vee.
— Comemorar? – Interrompi.
— É! Nora... Concorde comigo, por favor?! Nós nunca saímos do inferno dessa jaula. – Dizia ela gesticulando com as mãos. A mesma parecia nervosa. – Todos concordaram, mas Stevie tá cheia de nhã-nhã-nhã dizendo que se Cam não for, ela não vai. – Continuou com os olhos esbugalhados em indignação. Seu jeito sincero e extrovertido me fez sorrir. – Ok! Enfim, eu reservei mesas para a gente em um pub não muito longe daqui. Todos nós temos carro e em dois ou três dá para nós irmos. – Aphrodite praticamente implorava com os olhos. Eu não me sentia a vontade em pensar em sair da Morada, mas me sentia confortável com a ideia de sair daquelas paredes; daquela prisão, Laurel fez com que este sentimento se criasse em mim. De deixar as dúvidas um pouco para trás e de simplesmente curtir uma noite como não faço há muito tempo. Não que eu fosse acostumada a frequentar esses lugares, pois os constantes sons das músicas não me deixavam excitadas como com outras garotas, mas sempre é bom respirar novos ares. Era o que Vee sempre me dizia antes de sairmos.
— Tenho que confessar que a ideia da maldita dos infernos, parece interessante. – Disse Vee aparecendo repentinamente pela porta.
— Concordo com a Vee e infelizmente com Aphrodite. – Disse Shaunee apoiando um de seus ombros no batente da soleira da porta.
— Viu, seu careta? – Zombou Aphrodite em direção a Cam.
— Careta. Olha como fala garota, não sabe o que posso fazer.
— Siga em frente se tem tanta coragem Sr. Trevas.
— Eca. Isso, sinceramente, parece briga de casal. – Disse Vee olhando com os lábios retorcidos e os olhos unidos em uma expressão de nojo.
— Sem querer contradizer, mas eu gostei da ideia. – Eu interrompi qualquer coisa que poderia ocorrer ali.
— Ficar sempre aqui desgasta corpo e alma. – Completou Patch. “Eu vou onde você for Anjo.” Ouvi sua voz sussurrar sensualmente em meus pensamentos.
Stevie logo adentrou pela porta, abarrotando o cômodo de corpos. – Fui convencida. – Ergueu os braços em forma de redenção. – Vamos Cameron? – Soou séria.
Ele a olhou nos olhos e vi dúvida na expressão de ambos. Eu via o elo que os dois carregavam se rompendo lentamente. Ele acenou positivamente.
— Vamos Nora! Vamos nos arrumar. – Disse Vee já me tirando dos braços reconfortantes de Patch.

Gostava do elo que havia se formado entre as garotas e eu. Era incrivelmente bom ver Aphrodite se entendendo com Vee, Shaunee e Stevie. Aquilo me deixava feliz, pois fiquei com medo de as três recusarem Aphrodite entre nós; Aphrodite era uma boa pessoa.
Meus pensamentos foram de encontro a Ariane e a minha promessa de tirá-la dos túneis o quanto antes. De repente sair esta noite soou errado. Deixá-la sozinha nos túneis pareceu egoísta, mas uma voz interna insistia em repetir que eu tinha que refrescar corpo e mente.
Aphrodite não parava de dizer as cores com que o tom de nossa pele combinava. Shaunee e Vee estavam entretidas no assunto e Stevie parecia perdida em pensamentos, ou simplesmente perdida pela conversa das meninas.
— Está tudo bem? – Indaguei ao pé de seu ouvido.
— Estou sentindo algo estranho. – Ela confessou olhando para baixo. – Uma sensação muito estranha, nunca senti isso antes mana. – Ela me olhou profundamente nos olhos e pareceu uma criança pronta para ser embalada pelos braços de seu pai ou mãe.
— Ei. – Eu chamei sua atenção. – Lembre-se, as coisas podem dar errado um dia, mas você sempre tem a escolha de fazer dar certo. – Eu tomei força com as palavras que surgiram repentinamente. – E se você quiser fazer dar certo, você fará Ste. – Lhe chamei por um apelido íntimo. Seus lábios se abriram no seu sorriso delicado e costumeiro.
— Caipirona vamos decidir sua roupa agora. Sei que eu estava apressada, mas ainda temos tempo suficiente... – Começou Aphrodite puxando Stevie pelo pulso, que não hesitou em seguir a antiga maldita dos infernos.
Vee logo tomou a providência de puxar meu braço, sem que eu notasse a mesma já estava pronta, mas tudo indicava que ainda faltava a maquiagem, pois a mesma estava com um nécessaire na mão e eu sabia – pela quantidade de anos que nos conhecemos – que ali continha de tudo um pouco. Rímel, batom, gloss, pó compacto, corretivo, blush e vários tipos de sombra e até um minipacote com glitter para aplicar nas pálpebras.
Sua roupa era azul, não sei se havia alguma semelhança com seu elemento, mas Vee estava deslumbrante como sempre ficava antes de ir para as baladas, ou pubs. Ela vestia uma camisa azul esvoaçante com botões marcando o centro da mesma, a gola estava bem arrumada – coisa que nunca acontecia com Vee, pois eu sempre tinha de arrumar as mesmas – o que indicava sinceramente que Aphrodite deu um auxílio. Ela estava com uma saia justa e curta como de costume, a mesma era com estampas florais em azul nas laterais indo de encontro ao negro do centro do tecido. Suas panturrilhas já estavam trincadas por conta do salto metalizado que estava utilizando.
— Eu preciso me maquiar. Mas já arrumei sua roupa, tudo bem? – Disse ela depois de se sentar ao lado de Shaunee na penteadeira que dividíamos. Shaunee também já estava pronta. Ela vestia uma blusa com mangas tipo “machão” com fundo branco e algumas taxas dispostas pelo tecido, um zíper dividia a peça ao meio. A mesma não chegava ao seu quadril e sim a metade de sua cintura, deixando um filete de pele e logo vestindo uma saia justa e branca. Vee e Shaunee conversavam animadamente sobre a noite. Vee contando detalhes que ocorreriam e que iria “se acabar de dançar”. Sorri com todas as meninas felizes e logo uma Aphrodite apoiava sua mão macia em meu ombro enquanto colocava seus sapatos pretos com o salto prata.
— Parece até que você já tinha tudo planejado. – Confessei ao notar que ela não saíra de meu quarto para se trocar e utilizar as roupas de seu próprio quarto.
— E estava meu bem. Eu iria de um jeito ou de outro, só queria que vocês fossem. – Disse ela com um sorriso doce nos lábios. Mas logo a expressão sumiu dali revelando a típica Aphrodite esnobe. – Ainda está com essa roupa horrível? Vá se trocar garota, já conversamos sobre o fato de que o Mundo não espera por você.
Foi então que notei sua roupa, todas nós poderíamos estar bem arrumadas esta noite, mas nenhuma de nós superaria Aphrodite. Ela usava uma blusa com estampa de galáxia em roxo. A mesma não tinha decote e ao final dela se rodopiava em uma minissaia. Ela vestia uma saia justa e preta, bem simples deixando suas coxas redondas a mostra. Seus cabelos estavam arrumados em um baby lis nas pontas e jogados sobre o ombro, seus olhos marcados pelo delineador, qualquer rapaz ou até mesmo homem acharia Aphrodite maravilhosa.
— Sua roupa está lá. – Disse ela apontando para o pequeno closet de meu quarto. – E não aqui. – Continuou usando os dedos para indicar sua roupa.
Eu acordei do transe e entrei em meu closet achando peças mínimas separadas para mim, eu iria discutir dizendo que não usaria aquilo, pois era um absurdo de pouca roupa, mas não estaria subestimando apenas Vee, mas também Shaunee e Aphrodite, que era pior que todas juntas.
Peguei as peças em minhas mãos e despi meu corpo. Vesti a blusa com mangas compridas e com a barra antes de se chegar à cintura, a mesma não tinha decote, mas as mangas eram transparentes com estampas de renda e se ajustava perfeitamente as minhas curvas, parecia que tinha sido costurada sob medida para mim. O short era colado, com paetês entalhados delicadamente, deixando a peça sofisticada. Vesti a peça que ficava abaixo da cintura, deixando um filete de pele, o mesmo era branco na parte de cima mesclando-se com negro na parte debaixo da peça e calcei meu típico e confortável peep toe negro.
Saí do quarto bagunçando os cabelos, era deste jeito que os ajeitava sobre os ombros e todas as meninas me olharam.
— Uau! – Exclamaram Vee, Shaunee e Stevie juntas.
— O garanhão vai se matar. – Disse Aphrodite fazendo um gesto obsceno com uma das mãos indo e vindo pelo ar com o punho cerrado sem força.
Eu ruborizei no instante em que pensei nos olhos de Patch sobre meu corpo, era como se ele fosse uma espécie de conquista para comigo, pois esta sensação de seus olhos me fitando arduamente nunca me abandonava; a sensação de ruborização. Mas também notei que Cam teria um pequeno espasmo quando olhasse para Stevie, ela estava divina e sua roupa não tirou sua delicadeza. Ela usava um casaco com fundo azul e estampa floral, combinando com o short de cintura baixa ajustado em suas curvas delicadas. Uma blusa branca se marcava em balonê e a mesma era a única que estava usando uma sapatilha bege, misturando-se com o tom de seu corpo.
Vee veio até mim e fez sua maquiagem rápida. Pude sentir um rímel passando em meus cílios, o corretivo em algumas áreas do rosto, um delineador e um blush.
Estávamos prontas para esquecer todos os problemas que insistiam em atormentar nossas vidas.

- Vocês estão lindas! – Cantarolou Damien. Ele também estava belo, uma calça jeans escura com uma camisa xadrez e uma camiseta branca por dentro. Suas feições do super-homem chamavam a atenção de qualquer garota, mas digamos que Damien torce muito para outro time e curtia a mesma fruta que nós garotas curtíamos.
— Obrigada. — Todas soamos juntas. Aphrodite jogou seus cabelos grossos para trás.
— Vamos os rapazes Trevas estão nos carros que vamos. – Continuou Damien seguindo em frente em direção ao estacionamento da Morada. Os alunos faziam isto aos finais de semana. Iam para a casa dos pais, ou saiam à noite, era só passar nosso creme cobrindo nossas marcas, para não assustar os mortais que estariam pelas ruas da cidade que não dormiam quando deviam estar dormindo.
Então chegamos ao local gélido pela umidade do estacionamento. Havia três carros ligados. Um veículo negro reluzente com Cameron já sentado no banco do motorista, seus cabelos estavam arrumados em um leve topete, vestia uma camiseta branca e um blazer, deixando tudo um pouco sofisticado, tudo indicava que o mesmo estava com uma calça negra; Scott em uma Mercedes – provavelmente a de Shunee – apoiado contra a porta do mesmo olhando impacientemente para o relógio, seus cabelos estavam com textura de que havia se aplicado gel ali. Ele vestia uma camisa azul com textura de papel, com as mangas estendidas até os cotovelos.
Pude sentir o cheiro de Patch de longe e a ardência que minha pele sentiu foi enorme, por conta dos olhos de Patch sobre mim. Os cantos de seus lábios estavam erguidos em um sorriso. Ele já estava com a porta de seu Jeep sinuoso, aberta, um pé estava para dentro e uma mão apoiada na porta do mesmo. Ele estava com uma jaqueta jeans escura, quase negra. Por dentro jazia uma camisa azul clara que estava por dentro de uma calça negra com um cinto bem afivelado. Patch estava deslumbrante com aquelas roupas.
“Está maravilhosa tigresa” ouvi sua voz sussurrar, como se estivesse ao pé de meu ouvido, pois o calor que senti no instante em que reconheci sua voz foi o mesmo. Estávamos caminhando em sua direção quando respondi: “Você dá para o gasto” eu estava brincando, para que ele não se gabasse, mais do que se gaba normalmente. Era incrível que alguém como Patch se interessasse por alguém como eu. Mas eu gostava da sensação de coisas impossíveis acontecendo comigo.
Cada um seguiu para os veículos que iria. Vee e Shaunee foram com Scott, é claro por escolha de Vee que ao passar pelo “motorista” daquela noite lhe depositou um beijo no rosto. O mesmo cumprimentou Shaunee de um modo agradável que foi sentada na parte de trás de seu veículo negro incandescente. Stevie e Damien foram com Cam e todos entraram no carro conversando sobre um assunto que seria impossível escutar naquela distância, até Cameron estava rindo com o assunto.
— Nada de beijos ao volante garanhão. – Instruiu Aphrodite ao entrar no banco de trás do Jeep de Patch. Eu cheguei perto do mesmo que estava vermelho – provavelmente de raiva por Aphrodite ir conosco.
— Serão só alguns minutos. – Eu sussurrei ao pé de seu ouvido logo em seguida mordendo o lóbulo de sua orelha e depois voltando à frente do veículo para em seguida me sentar no banco do carona ao lado de Patch.
O mesmo entrou no carro ainda com feições irritadas fechando a porta com força, provando aquele sentimento árduo. Aphrodite estava com as pernas cruzadas e aquela sua expressão de indiferença estava em seu rosto.
— Eu disse para o pessoal que iriamos seguir em frente. Porque sou a única que sei o caminho, então depressa! – Disse ela. Patch em provocação começou a revirar sua carteira, contando seu dinheiro que com certeza já havia sido contado. Os outros carros estavam ligados, mas aguardando. Depois arrumou o banco, o retrovisor e só então deu partida no carro seguindo em frente. Saímos pelo portão da Morada com Aphrodite já tagarelando e com mais dois carros negros sinuosos nos seguindo pelas ruas inebriadas pela neblina densa do local próximo a mata.
— Então você vira à direita e é só seguir reto. Vai notar quando estivermos perto. – Disse ela. Aquelas eram as instruções? Um pub nesta parte da cidade – a mais deserta – não deveria ser tão lotado, pois as pessoas gostavam de lugares públicos para simplesmente estar entre muitas pessoas e provavelmente fazer novas amizades.
Mas eu notei que me enganei profundamente assim que o Jeep estacionou em um único espaço cheio de veículos ladeando a rua estreita. As batidas rítmicas de uma música eletrônica podiam ser ouvidas daqui. Meus tímpanos se acabariam esta noite.
— Não disse. – Gabou-se Aphrodite abrindo a porta do carro e fechando a mesma logo em seguida para então ajeitar a barra de sua saia e seguir em frente rebolando como fazia naturalmente.
— Tem certeza que quer Anjo? – Indagou Patch quando estávamos sozinhos.
— Quero sim Patch. – Eu disse. – Só que nunca curti este tipo de coisa, sempre acabo me soltando, mas no início me sinto estranha. – Eu disse fazendo uma leve careta insinuando nojo. Pude escutar o riso baixo e rouco de Patch.
— Solte-se Tigresa. – Disse ele pegando minha mão entre as suas e molhando a mesma com seus lábios; beijando-a. Descemos do veículo e todos já estavam ao lado de fora.
— Vamos. Pediram duas responsáveis e eu dei nossos nomes. – Disse Aphrodite me puxando pelo pulso, consegui me equilibrar sobre os peep toe e segui pé ante pé ao lado de Aphrodite. Chegamos à fila com o pessoal poucos passos atrás de nós e só então notei a fachada do pub. Sim, o local estava lotado o que me deixava um pouco distante da entrada, por isso eu consegui ver os detalhes da fachada do lugar. Havia um vidro fumê bastante escuro que não mostrava nada lá dentro, nem as luzes que com certeza estavam ligadas por todos os cantos iluminando parcialmente o local. Na parede de vidro havia adesivos prateados com o nome do pub “Like a Lady”. O nome era realmente intrigante, fazia as meninas entrar em delírio fazendo com que se sentissem poderosas. E fazia com que os meninos tivessem vontade de ir pelo motivo de as meninas com certeza estarem lá, bom marketing, pensei comigo mesma. Havia vários refletores perto do toldo para proteger as pessoas de uma chuva que pudesse vir a acontecer iluminando toda a fachada e a calçada do local. A porta dupla de entrada era indicada, por duas plantas altas podadas divinamente bem, à direita e à esquerda da soleira. Nas portas também com vidro fumê estavam à direita e a esquerda o nome pub começando em cima e dispondo as letras até em baixo.
Já ao lado de fora era possível ouvir a letra estridente da música “Scream and Shout – Will I Am ft. Britney Spears”. Eu tinha de confessar a música era alucinante e Patch me abraçava por trás, quase que imperceptivelmente notei seus quadris irem de um lado ao outro, roçando-se ao meu bumbum, aquilo soou excitante. Ouvia as vozes de Shaunee, Vee e Aphrodite cantarem junto com a música e logo era nossa vez de darmos os nomes.
— Ok! Sou Aphrodite LaFont. – A própria disse e o segurança com músculos esguios e cabelos cacheados negros, soltou um sorriso sedutor. – Eu e Nora Redbird pegamos três mesas próximas. – Ela explicou.
— Ah sim. Está bem aqui. Documentos por favor. – Ele pediu. Nós entregamos os nossos.
— Os nomes deste pessoal estão na lista vip. – Continuou Aphrodite. Vip? Como vip?
— Ah sim. A lista da Srtª LaFont. — Ele disse seu sobrenome com a voz sexy, mesmo sendo obrigado a gritar para poder ser escutado por cima da música. – Poderia me informar os nomes? – Ele pediu.
— Patch Cipriano. Cameron Briel. Scott Parnell. Shaunee Cole. Vee Sky. Stevie Rae McLimbs e Damien Maslin. – Ela disse e foi então que notei que o sobrenome de minha irmã era diferente do meu, aquilo soava surreal. Mas eu mesma mudei meu sobrenome assim que cheguei a Morada, pois de alguma forma aquilo me afastava de John Babaca e me aproximava de vovó Redbird.
Logo o segurança liberou nossa entrada e depositou um beijo no rosto de Aphrodite, que não afastou o rosto, mas continuou com sua expressão de indiferença. Talvez aquela pose chamasse ainda mais atenção dos homens, pois assim que entramos todos os olhares caíram sobre Aphrodite. Todos os rapazes – até os acompanhados – olhavam quando ela passava, e a mesma soando mais provocadora que de costume, jogava seus cabelos para trás do ombro. Eu sorria pelo modo de Aphrodite e logo notei Vee e Shaunee ficarem ao seu lado, conversando animadamente. As três carregavam sorrisos iluminados no rosto, foi uma ótima ideia aceitar vir até aqui e esquecer os problemas, estava funcionando.
O bar era grande, com várias banquetas em frente, um mármore nos separava dos barmen que se insinuavam remexendo a bebida para cima, para logo servir com um olhar pervertido. Atrás dos corpos dos mesmos havia várias prateleiras, com vários tipos de bebida dispostas. À direita continha uma abertura discreta que dava para os banheiros femininos e masculinos, um de frente para o outro. À frente do bar ficava a gigantesca pista de dança, tomando a maior parte do espaço do local, havia um palco simples e uma cabine para DJ, onde já se encontrava um remixando várias canções. À nossa esquerda havia várias mesas e depois de Aphrodite pegar uma bandeja com vários copos pequenos seguiu em frente indo às mesas e cadeiras com estofados negros reservadas para nós.
— Essas mesas são nossas. – Disse ela indicando as três mesas perfeitamente enfileiradas. Todos nos sentamos assentindo.
— Bebe Nora! – Disse Vee me indicando um daqueles copos mínimos com um conteúdo que indicava que eu me soltaria ainda mais rápido que de costume. – É tequila. – Me informou notando minha expressão de dúvida. Todos os problemas fugiram de minha mente e eu coloquei o copo entre meus lábios, virando o conteúdo de uma vez. Eu apertei os olhos e enruguei os lábios, devido à queimação que se formou em minha garganta. O líquido desceu pela minha garganta rasgando e logo se chocando contra o estomago. Ai droga! Eu não havia comido nada e sou extremamente fraca para bebidas, aquilo não acabaria bem.
— Assim que se faz Redbird. – Gritou Scott erguendo os braços para cima. Aphrodite deu um tapa em uma de suas mãos, como se fossem grandes amigos há muito tempo. A noite estava apenas começando, era o que meus sentidos aguçados me indicavam.

- Adoro essa música! – Berrou Vee enquanto a música “I Found You – The Wanted” reverberava pelas caixas de som ao encontro das paredes. Era a quinta vez que Vee dizia aquilo e como nas últimas quatro vezes ela se levantou com Shaunee e Aphrodite ao lado. Ambas remexiam os quadris para lá e para cá na pista de dança. Stevie estava entretida em uma conversa com Damien, ambos riam alto e jogavam a cabeça para trás. Pelo o que conhecia ambos, eles estavam falando de alguém. Não mal, mas apenas fazendo uns comentários que mudaria a vida da pessoa se as mesmas os conhecessem. Patch estava beijando meu ombro coberto pelo tecido de renda da blusa. Ele tirou meus fios negros do caminho e joguei minha cabeça para o lado, dando mais espaço para Patch.
— Vá se divertir Tigresa. – Ele disse ao pé de meu ouvido e capturando o lóbulo de minha orelha entre seus dentes.
— Estou me divertindo aqui. – Eu disse e nós nos fundimos em um beijo. Uma de suas mãos se apoiou em minha coxa, logo apertando a mesma. Uma de minhas mãos se apoiou na lateral de seu rosto, enquanto o beijo acontecia. O beijo estava extremamente molhado, Patch por vezes mordiscava meu lábio inferior e me entregava sua língua para que eu brincasse com a mesma. Terminamos o beijo com alguns selinhos.
— Ele está falando de dançar Redbird! – Disse Scott com os olhos embaralhados. Ele estava bêbado, ótimo! Como voltaríamos para casa?
— Ela sabe do que ele está dizendo. – Disse Stevie por cima da música. “Pound The Alarm – Nicki Minaj” começou a estrangular nossos tímpanos e eu digo: era impossível não dançar com a música daquela mulher. – Vem. – Stevie me chamou já puxando meu pulso em direção à pista.
Eu não resisti e meus quadris começaram a se mover automaticamente assim que cheguei à pista de dança. As meninas que já estavam na pista sorriram com nossa chegada. Nós cantávamos as partes certas das músicas, com os braços para cima, esperando o momento de realmente dançar. E então chegou, nossos quadris começaram a se mexer de um modo idêntico. Nossos pés saíam do chão e nós pulávamos, curtindo o ritmo. Eu nunca havia me sentindo tão solta em toda a minha vida e eu tive certeza que o álcool ajudou com isto. Estávamos cantando o ritmo da música até que a batida extrema nos alcançou e nossos quadris a acompanharam. Nós nos olhávamos e Aphrodite ousou naquele instante. Ela desceu até o chão e subiu rebolando seu quadril arduamente, o mesmo não parecia ser colado com seu corpo. Vee acompanhou a mesma, seus músculos se retesaram e ela sorriu animada.
“Está sexy Tigresa.” Consegui escutar a voz de Patch sussurrar em meus pensamentos. Foi então que notei que os rapazes que haviam vindo conosco nos olhavam com uma expressão curiosa. Eu estava solta e feliz, todas as preocupações saíram de minha mente e deixaram meus ombros tranquilos. Outra música começou a tocar. Novamente Nicki Minaj invadia nossos tímpanos “Right By My Side ft. Chris Brown.” A batida era mais lenta, mas estávamos dançando e cantando junto com a música. A mesma era inebriante, ela acalmava meus músculos e fazia com que eu me sentisse mais sexy, outros corpos se esbarravam contra o meu, mas eu não me importava, eu estava dançando, coisa que eu não fazia há muito tempo. Até Stevie estava dançando e cantando também. Ela estava feliz e animada, mas sua expressão doce continuava lá. Seus quadris estavam soltos e se remexendo lentamente, mas de um modo hipnotizante. Ela se empinava e voltava com seu quadril para frente, ela – mesmo que tímida no início – dançava bem.
Eu estava feliz em ver todos felizes. Eu estava feliz por todos, estávamos comemorando do modo certo, nenhuma comemoração chegaria aos pés daquela – tirando a com Patch é claro. Eu não queria voltar para a mesa e ficar sentada o resto da noite. Eu queria me cansar e suar unida a dança. Eu queria chegar acabada e com os pés inchados na Morada. Desta vez eu queria curtir a noite que eu tinha. “Don’t Worry Child – SHM” começou a soar. A música era embaladora, nos mantendo firmes no ritmo. Nossos quadris já estavam acompanhando a batida e nós também cantávamos aquela canção. Tentávamos passar pela música, mas a mesma batia nas paredes do local e voltava para nós, ainda mais altas que de costume. A batida grande chegou e repentinamente um rapaz começou a remexer seu pés em um FreeStyle incrível. Suas pernas não pareciam estar no seu controle. Ele começou a dançar entre eu e as meninas. Ele sorria enquanto dançava e logo ele parou a minha frente. Puxou algo de trás de sua calça e retirou uma rosa colocando a mesma no vão da minha orelha e cabeça. Eu ruborizei e senti os olhos de Patch sobre nós.
Ele saiu das proximidades e nós continuamos a dançar. A noite estava ótima e todas estávamos suando; suando pela noite e por dançar tanto.
— Vamos guardar um pouco de energia para mais tarde! – Berrou Shaunee por cima da música, consegui vislumbrar um filete de suor escorrer por sua testa.
Saímos da pista e voltamos à mesa. Os rapazes ainda se encontravam ali, todos sentados e conversando. Chegavam a parecer com amigos, enquanto bebiam e davam gargalhadas tão gostosas, que a vontade era de acompanha-los. Sentei no colo de Patch, talvez pelos drinques que bebi na pista e o mesmo depositou sua mão quente em minha cintura, acariciando-a. Vee ficou ao lado de Scott que passou o braço por cima de seus ombros. Cam puxou Stevie pelo pulso que logo estava ao seu lado apoiando a cabeça em seu ombro. Aphrodite, Shaunee e Damien estavam conversando e sorrindo. Enquanto ambas tentavam esfregar partes de seus corpos suados em Damien que gritava pelo horror e nojo. Eu estava animada com a noite e Patch me estendeu a mão com um drinque de tom verde.
— Este desce rasgando Anjo. Beba este por mim, já que não posso exagerar. – Disse o mesmo olhando-me nos olhos. O mesmo me olhava de baixo para cima, já que eu ficava um pouco mais alta por estar sentada em seu colo. Eu sentia os músculos de suas coxas sobre as minhas e aquilo soava excitante. Eu tomei o copo fino de seus dedos e comecei a beber o líquido verde que ali continha, assim que dei a primeira golada, pude notar que era puro álcool. Era ardente e formigava nos cantos da boca, desceu realmente rasgando. Rasgando a garganta, os lábios e esquentando o estômago.
Até que o ritmo da música mudou totalmente e começou a tocar “Bad Girls – M.I.A”. Ela se pareceu com aqueles blacks com mulheres de corpos esbeltos dançando ou passando rebolando por vários homens; a música se tornou seca, árdua; resplandecendo por todas as paredes do local. Eu já havia escutado aquela batida antes, mas não me lembrava exatamente de onde. E como que quase imediatamente uma figura ruiva surge pela porta e o que ocorria nos clipes ocorreu diante de meus olhos.
Eu não pude acreditar, mas acreditei sim quando senti um chute por baixo da mesa vindo do salto de Vee e um beliscão ardente no meu braço vindo de Stevie. Sim, nós sabíamos quem era. Eu havia – quase – esquecido daquela figura, na verdade real eu não queria me lembrar dela. Por tantos anos a fio ela fez com que eu me sentisse um lixo diante de todos. Me xingando e me humilhando, ela fazia isso com muitas meninas da minha escola, mas comigo suas provocações eram mais árduas. Imagine o que ela estava falando de mim agora? Depois de eu ter sido marcada? Ela só podia estar queimando minha orelha esquerda de tanto falar mal de mim.
O mundo se paralisou ao meu redor e eu só conseguia ver Marcie Millar entrando pela porta principal com um vestido de paetês colado ao corpo contrastando com seus cabelos ruivos grossos e com sua pele branca, seus olhos verdes representavam desejo. Até Damien olhou com uma expressão máscula para suas pernas retesadas pelo salto.
A música foi feita para ela. Árdua, seca.
Como se houvesse sentido meu cheiro, ela olhou na direção da minha mesa. E encarou cada um de lá. Sem hesitar ela caminhou até nossa mesa sem tirar seus olhos verdes gélidos de mim. Marcie era uma vadia pior que Aphrodite, e se ela se intrometesse com a Srtª LaFont as coisas provavelmente iriam incendiar.
Ela olhou para todos na mesa.
— Nora... – Ela disse por cima da música me olhando nos olhos.
— O que quer? – Indagou Vee rispidamente. Vee era a única que não emitia medo por Marcie, ou sequer revolta. Ela tinha nojo da mesma. – Se veio para perturbar melhor dar meia volta cadela. – Continuou entredentes. Pude ver um lampejo azul passar por seus olhos. Um lampejo azul de seu poder para com os elementos.
Eu havia saído da Morada, para comemorar e não me irritar com a presença de Millar no local. Filha de Hank... espera! Agora eu notei de onde havia achado uma semelhança no nome de Hank. Será que era a mesma pessoa? Hank Millar? Hank Millar pai de Marcie vivendo por uma penumbra distinta? Desconhecida? Ele sempre fora famoso pela cidade, por isso uma filha esnobe saiu de seu casamento, com a antiga modelo de biquínis da minha antiga cidade.
-Olha se não é a Vaca Millar. – Disse Stevie, que sempre sabia ser irônica naquele momento. Stevie e Vee sempre sabiam como agir na presença de Marcie, eu era a única que não conseguia.
— Não emiti palavras à gorduchinha muito menos ao Curral, queridas. – Disse Marcie e suas duas amigas platinadas que lhe acompanhavam riram exageradamente e de um modo falso.
Cameron ergueu seu corpo. Ele não suportava discussões idiotas.
— Se realmente é amiga de Nora, teria corrido atrás antes. Agora se não quer confusão, saia daqui. – Senti os músculos de Patch se retesarem em baixo de meu corpo e notei as pernas de Cameron vacilarem, vi também Scott engolir em seco.
Será que era aquela a filha de Hank? A filha biológica que Patch escondia? Então porque ele havia escondido aquilo de mim? Mas... como e porque Patch estava escondendo aquilo de mim?
— Vejo que arranjaram mais duas aliadas para o pasto. – Completou encaminhando seus olhos para Aphrodite e Shaunee. Opa! Vi os olhos de Aphrodite oscilarem e ela umedeceu os lábios.
— Olá lombriga. Já pensou em pegar um bronze? Faz bem para peles ressacadas como a sua. Se quiséssemos sua companhia mesmo, você seria convidada. – Vi os olhos de Marcie se apertarem em direção a Aphrodite, ela havia encontrado alguém a sua altura. Ao seu nível de discussão e se ela persistisse com aquilo, Aphrodite sairia vencedora pelas ofensas. As ofensas de Marcie eram sempre muito poucas e infantis, mas as de Aphrodite sempre mexiam com você, não importava o quanto fugisse ou negasse. Aphrodite era pior que Marcie, mas era mais suportável.
— Dê o fora, nojenta. – Completou Shaunee, que também tinha um tom esnobe quase desconhecido.
Marcie engoliu em seco e saiu rebolando sua bunda pequena em direção à pista de dança. As platinadas lhe seguiram.
Senti os músculos de Patch relaxarem. Vi Cam se sentar com os olhos calmos e de soslaio percebi que Scott relaxou os ombros. Havia algo ocorrendo ali.
— Essa Marcie Millar não muda mesmo. – Suspirou Vee.
— Pera aí! Marcie o que? – Indagou Aphrodite chocada.
Pude ouvir – pelos meus sentidos que se aguçaram – as gargantas dos dois caídos e de um nefilim engolirem em seco com a pergunta de Aphrodite. Naquele instante minhas sobrancelhas já estavam franzidas em questionamento mental.
— Nossa! – Soou uma voz grossa ao microfone, saindo por todas as caixas de som do local refreando a expressão atual de Aphrodite. – Nunca vi nada disto antes Marcie! – Ele continuou, naquele instante todos – exatamente todos – do recinto estavam olhando para a cabine do DJ que estava com um sorriso nos lábios. Marcie estava lá dentro na cabine e tomou o microfone de suas mãos.
— É isso mesmo! Eu e minhas amigas propomos dança para aquelas ali. – Ela continuou apontando para a direção de nossa mesa.
— Mas essa garota consegue ser pior que Aphrodite. – Exclamou Cameron e Aphrodite lhe olhou com olhos repreendedores, o mesmo moveu os ombros fingindo não estar entendendo nada.
— Vamos. – Disse Aphrodite. – Estamos em maior número. – Continuou.
— Ela é animadora de torcida! – Esbravejou Stevie.
— Querida! – Começou Aphrodite. – Eles. – Ela indicou todos os homens do pub. – Não querem experiência, querem quadris se movendo e sensualidade. Garotas em maior número se saem melhor com isto.
Stevie ainda hesitante se levantou. Estávamos tomadas pela bebida. Eu não movi um músculo sequer, eu ainda olhava fixamente para a cabine e Marcie estava fazendo o número três com os dedos. O que seria três exatamente?
— Então é isto! Montaremos uma disputa com três músicas! Prontas garotas? – Indagou o DJ olhando na direção de nossa mesa. Ah! Ali estava a resposta para minhas perguntas mentais. Como resposta Vee e Shaunee ergueram seus corpos das cadeiras estofadas.
Eu continuei sentada, enquanto Marcie saia da cabine indo em direção à pista, mais duas meninas se uniam a elas. Uma morena com pele branca e uma mulata de cabelos ondulados. Estávamos – praticamente – idênticas em fisionomia.
— Há quanto tempo há essa rixa? – Indagou Patch ao pé de meu ouvido.
— Há anos! – Eu exclamei desesperada por ter de enfrentar Marcie na frente de todos. O restante das meninas já estava combinando passos. Eu estava travada, não sentia nem o sangue correr por minhas veias. Eu nunca conseguiria fazer nada de sensual no chuveiro, quanto mais em uma pista de dança com trilhões de olhos esperando algo de deslumbrante vindo de meu corpo.
— Quem está vencendo? – Indagou novamente. Eu pensei em quantas provocações Marcie fez para comigo.
— Marcie. Disparadamente na frente. – Confessei com um suspiro.
— Você tem sete pontos no centro de suas costas. Vá pegá-la Tigresa. – Patch depositou um beijo estridente em meu ouvido e eu retesei meu corpo pelo desconforto que aquilo causou, mas seu jeito de me tirar do sério sempre fazia dar gargalhadas.
— Use suas forças internas. – Completou Scott piscando um único olho sensualmente.
— Quieto mestiço. – Scott engoliu em seco e seus olhos se encolheram para Patch.
— Não deixe ninguém tocar. Será ainda mais sensual. – Disse Cam pressionando os lábios e me mandando um beijo.
— Venha Nora! – Berrou Vee que já estava mais para lá do que para cá, devido às bebidas que ela havia consumido.
— Vá Nora! – Berrou Damien. – Pense na diversão, não se obrigue muito. – Completou.
Repentinamente estávamos de frente para o grupo montado por Marcie. Eu estava no centro. Vee à esquerda com Shaunee ao seu lado, ao lado do meu ombro direito estava Aphrodite e Stevie na ponta. O holofote era eu, eu podia sentir isso, pois todos os olho estavam sob meu corpo.
— Primeira música! End of Time – Beyonce. Remexam meninas. – Gritou o DJ. Então o som estridente me tomou por completo. E era como se eu não tivesse controle sobre meu corpo. Eu não havia notado e muito menos pensado nisto, mas eu as outras meninas estávamos unidas pelos elementos, seria fácil vencer Marcie, pois nossos movimentos sairiam sincronizados pelos elementos. Eu era os cinco e as outras representavam os outros, faltava somente Damien, mas acredito que aquilo não era o que os rapazes exatamente queriam.
Ao nosso redor havia uma massa gigantesca de homens urrando. Cameron, Scott, Patch e Damien estavam em uma diagonal com uma visão panorâmica do centro da pista de dança, que era exatamente onde nos encontrávamos.
Nossos quadris se mexiam rápido devido ao ritmo da música. Eles iam e vinham, como dançarinas do ventre. Nossas mãos em nossas cinturas e depois descendo por nosso corpo. Marcie me olhava com indiferença, mas eu sentia sua insegurança. Seu grupo se aproximou e o nosso parou. Era a vez delas.
Marcie desceu até o chão subindo o corpo com o quadril empinado e mexendo-o de um lado para o outro. Os rapazes urraram. Ela segurou uma de suas pernas ao lado de seu torso, fazendo com que seu pé passasse de sua cabeça.
Começamos novamente. Ficamos de lado, indo até o chão e apoiando nosso corpo com uma das mãos e remexendo os quadris como se estivéssemos realmente fazendo amor com um homem, subimos numa agilidade impressionante, enquanto virávamos de costas remexendo os quadris rapidamente e jogando os cabelos para trás. Nos viramos e Marcie estava descendo junto as suas amigas até o chão e subindo novamente, rebolando de um modo mais lento e provocante. Ela deu um solavanco com o mesmo, que pareceu se deslocar de seu corpo. Levantou uma perna e continuou a mexer seu quadril na velocidade da luz.
Aphrodite ficou na minha frente, e eu sabia que o circo estava armado. Ela tomou impulso com as mãos enquanto descia seu quadril até o chão remexendo o quadril para frente e para trás milhares de vezes. Depois parou abruptamente uniu as pernas e girou o torso pela pista e desceu ficando de joelhos no chão apoiando as mãos no mesmo e subiu primeiro seu quadril logo subindo as mãos e passando as mesmas por seu corpo. Ela usou os elementos, pois seus cabelos subiram de um modo mais surreal balançando em um ar que não existia ali, mas ninguém notou, somente eu.
A primeira música havia chegado ao fim.
— Marcie Millar. Com certeza! – Disse o DJ e uma grande maioria aplaudiu.
— Ele só pode comer essa bunda magra mesmo. – Disse Aphrodite ainda ofegante. Todo o círculo formado pelas pessoas do pub caiu em gargalhadas. Marcie engoliu em seco.
— Pelo menos ele come carne de primeira. – Disse Marcie e a roda de testosterona urrou.
— Você? Iludida, só pode. Mas sim querida, você é uma carne de primeira para o lixão mais próximo. – Respondeu Aphrodite virando as costas e jogando seus cabelos grossos para trás dos ombros.
Saímos de volta a nossa mesa.
— Descansem meninas. O próximo grupo será o de Marcie. – Anunciou o DJ pelo microfone e logo era possível ouvir as batidas das músicas.
— Roubo. Com certeza. – Declarou Scott chegando ao nosso grupo.
— Usem os elementos. – Disse Damien em um modo pensativo falando como se estivéssemos em uma batalha muito importante a ser vencida.
— A gente tem tempo. O próximo grupo é da lombriga, até lá podemos canalizar a força dos elementos. Eles vão nos guiar na dança. – Disse Aphrodite determinada em vencer.
— Só precisamos escolher a música. – Disse Shaunee.
— Tentem uma mais sensual. – Disse Cameron maliciosamente. – Bem mais sensual do que a delas. Vocês cinco juntas causam mais impacto do que elas. Unam os poderes de um modo brando, mas que chame a atenção de todos. Dancem olhando para os homens e não para as rivais, ou olhando umas para as outras. – Cameron soou como um técnico de futebol instruindo seu time no próximo tempo do jogo.
— Unam os elementos mentalmente. Querem vencer não querem? – Indagou Patch olhando nos olhos de cada uma das garotas, nós respondemos arduamente com um aceno de cabeça em positivo. – Então tem que ter atitude como Aphrodite; Caras e bocas como Vee; dureza como Shaunee; timidez como Nora e doçura como Stevie. Unam tudo isso. Misturem os sentimentos. – Assim que Patch declarou as palavras, senti meus pontos com os elementos em carne arderem. Não havia mais suor, parecia que havíamos acabado de sair de casa. As roupas bem dispostas no corpo, a maquiagem bem feita e o perfume suave inebriando o ar. Nós estávamos renovados para nossa próxima dança.
— Prontas garotas? – Indagou o DJ novamente pelo microfone em nossa direção. Todos os outros já estavam dispostos em um círculo, com o grupo de Marcie enfileirado.
— Nascemos prontas meu bem. – Respondeu Shaunee e uma grande maioria de rapazes urrou em aprovação. Tomamos nosso lugar na roda e logo a música escolhida por Marcie soou de encontro aos nossos ouvidos. A escolha fora perfeita e parecia que as meninas haviam combinado os passos, mas elas fizeram tudo do modo contrário como Patch instruíra.
Estavam de cabelos presos revelando o calor e o cansaço. Não havia mais uma maquiagem bem disposta, elas estavam literalmente cansadas.
A música árdua reverberou pelos cantos do pub. E as garotas começaram uma dança provocante e sensual com os braços.
Elas estavam muito bem sincronizadas, os passos não saiam desiguais e até o modo como jogavam os cabelos eram idênticos, não havia uma diferente entre elas senão a fisionomia.
A música que tocava era “Bad Girls – M.I.A”
Elas rebolavam no ritmo da música com as mãos soltas ao redor. Começaram a estalar os dedos, no ritmo enquanto rebolavam mais rápido e pausadamente, pousaram as mãos na cintura e somente com os lábios começaram a pronunciar trechos da música. Viraram de costas e os quadris iam firmes de um lado para o outro. Desciam com as pernas estendidas e subiam rebolando. Os rapazes urravam. Jogaram os cabelos para trás, nos encarando. Um dedo pousou sobre os lábios; provocador. Se viraram com uma perna estendida e rebolaram. Abaixaram uma perna e a outra se levantou imediatamente, desciam o tronco e subiam ainda rebolando ao ritmo da música, eu tinha de confessar era extremamente incrível a dança daquelas garotas.
Todas pararam deixando Marcie rebolar sozinha. Deitou-se no chão e retirou apenas o quadril do chão gélido, rebolando-o sensualmente, voltou a levantar e as meninas começaram a repetir os passos. Rebolaram rápido e depois pararam, fazendo um vai e vem constante com os mesmos. Pousaram as mãos na cintura e somente com os lábios pronunciaram outro trecho da canção. Viraram de lado e davam dois passos para frente estalando os dedos, como se estivessem caminhando rigorosamente em um exército. Terminaram a música, mexendo os quadris por si enquanto olhava para nós, com olhos de vingança.
Elas nos olharam e mandaram beijos pelo ar.
— Sinceramente? Vai ser difícil abater isso. – A voz do DJ reverberou pela caixa de som.
Saímos do círculo de novo e estávamos de volta a nossa mesa. Eu podia sentir a calma e ao mesmo instante o alvoroço dos elementos se misturando e se encaixando.
— Tenho uma ideia. – Disse Stevie repentinamente. – Ou uma música da Beyonce que sempre dá para se divertir e ficar sensual, ou uma música da Britney ou da Madonna que sempre é sensual. – Disse ela e todos concordaram com comentários que não puderem ser distinguidos por conta da altura do som eletrônico tocando novamente.
— Vamos com uma da Madonna eterna diva. – Disse Aphrodite dando um apelido muito intimo para a cantora. – O pessoal vai pirar com a música e com isto aqui. – Disse ela indicando seu quadril indo para lá e para cá com os dedos.
— Que seja Aphrodite. – Disse Damien revirando os olhos nas órbitas. – Diga o nome da música.
— Girl Gone Wild. – Disse ela pronunciando um inglês britânico de dar inveja. – É sexy e não precisamos fazer muito pela música porque ela fará por nós.
Ela saiu rebolando em direção à cabine do DJ provavelmente para lhe informar a música. O mesmo engoliu em seco quando a viu. Ela conversou algo com ele e sorriu logo depois vindo em nossa direção.
— Ela também é lentinha. É legal. – Disse Stevie indo ao centro da pista de dança, que já havia formado um círculo em torno de nós. Os rapazes vieram logo atrás, ficando no mesmo local de antes, onde podiam nos ver por completo.
Nos alinhamos da mesma forma que antes.
E o som hipnotizante da música começou a reverberar pelas paredes. Mas a mesma começava com uma fala da Madonna que fez com que todos os olhares se voltassem para nós, as luzes ficaram obscurecidas e nossos corpos irradiaram uma luz branda de nossos elementos, mesmo na diversão eles estavam agindo para conosco.
A música realmente começou a tocar e o que antes estava lento, ficou bastante sexy. Viramos de lado olhando para os olhos dos rapazes e nossas pernas se abriram sensualmente enquanto movimentávamos o quadril lentamente provocando-os. Abaixamos a cabeça e subimos movendo os cabelos. Viramos de costas e nossos quadris se mexeram rapidamente, nossos braços iam de um lado para o outro dançando unidos com o corpo. Nós não queríamos parar, nunca iríamos. A sensação de prazer tomou meu corpo, prazer por dançar. Nossas cinturas mexiam arduamente unidas pelos elementos. Pulamos e ficamos de frente, nossos pés iam e vinham, paramos flexionando as pernas e nossos quadris se mexeram sozinhos, abaixamos com os músculos das pernas retesadas e levantamos jogando os cabelos para trás, eu ousei e fui de encontro a um rapaz qualquer, eu sentia a coreografia das meninas passar por minha pele. O mesmo ficou com um brilho de luxuria nos olhos, mas desviei o caminho e fiquei de costas para Patch, senti seus músculos se retesarem e eu dancei somente para ele. Desci com as minhas costas colada em seu torso e subi, o mesmo me ergueu poucos centímetros do chão pela cintura esfregando ainda mais seu corpo ao meu, o toque me trouxe um conforto para continuar e logo depois pousou meus pés no chão tão rapidamente como a luz, rebolei meu quadril de encontro ao seu; seu volume me atingiu em cheio e retornei ao centro com as garotas, o chamando com o dedo e começando novamente com as pernas flexionadas e descendo enquanto rebolava e jogava os cabelos de um lado para o outro. Aphrodite colou seu torso em mim, e nós descemos juntas e subimos. Descemos e subimos, nossos cabelos dançavam com o ar próprio que contínhamos e nossas mãos colaram em nossas cinturas, remexendo os quadris para lá e para cá. Aphrodite sabia ousar, pois tirou sua camiseta ficando somente com um top negro. Os rapazes urraram. Ela foi até Damien e apoiou seus braços nos ombros dele, colocando as mãos de um garoto gay em sua cintura, ela desceu seu torso rebolando redondamente e subiu com o mesmo empinado. Ela chegou onde estávamos e nós nos deitamos no chão com a barriga para baixo fazendo um movimento ondulatório, nós já suávamos e paramos a música sentadas no chão.
Todos urraram e nós rimos juntas.
— Isto é trapaça! – Berrou Marcie vindo em nossa direção. – Elas saíram do foco!
— Tristinha porque perdeu? – Indagou Aphrodite debochada fazendo um bico de criança na direção de Marcie enquanto se levantava e pegava sua blusa no chão próximo a nós e a vestia automaticamente.
— Eu nunca perco.
— Pois é gata! – Disse o DJ ao nosso lado com o microfone próximo aos seus lábios. – Há primeira vez para tudo. – Disse ele e todos nós demos risadas altas.
— Perdeu lombriga. – Debochou Aphrodite.
— Vai nojenta! – Expulsou Shaunee com a mão em sua cintura direita, deixando suas curvas à mostra. Shaunee era uma mulata muito linda.
Marcie endureceu o maxilar, virou as costas e saiu pisando firme pela pista até suas amigas platinadas. Scott, Patch, Cam e Damien vieram em nossa direção. Patch abraçou minha cintura por trás e apoiou seu queixo em meu ombro.
— Você não tem noção do perigo. – Ele sussurrou em um timbre de voz sexy ao pé de meu ouvido. Meu peito ainda subia e descia devido à respiração descompassada.
— Como assim? – Indaguei.
— Dançar assim e depois ir lá dançar para mim. Me deixou em uma situação complicada Anjo. – Ele sussurrou novamente e logo depois capturou o lóbulo de minha orelha entre seus dentes, o som estridente veio de encontro ao meu ouvido e um arrepio de prazer inebriado percorreu meu corpo. Eu estava suando, mas suando pelo o que estava acontecendo. Meus olhos já estavam fechados e meus dedos capturaram os de Patch em minha cintura.
— É melhor tentarem fazer seja lá o que for, em um quarto. – Disse Cameron próximo aos nossos rostos nos deixando assustados.
— E você não tem que se intrometer. – Rosnou Patch com os dentes cerrados, pressionados em raiva pela indiscrição de Cam.
— Vamos embora. – Disse Cameron seguindo em direção à saída.
— Vamos pombinhos. – Disse Aphrodite.
Seguimos à saída ainda abraçados. Eu sempre me impressionei em como os casais conseguiam andar daquela forma, mas agora provando com meu próprio corpo, vejo que é bem simples. É só a menina manter as pernas bem alinhadas à frente de seu corpo enquanto caminha e o menino manter as pernas mais distanciadas, para não tropeçar na garota e foi assim que seguimos até o Jeep.
Aphrodite mandou beijinhos para o segurança da entrada do pub. O mesmo deu uma piscadela para ela.
— Você é uma cachorra mesmo. – Disse Shaunee.
— Só dei a ele o que queria. – Disse Aphrodite erguendo uma das sobrancelhas.
Patch assumiu o volante. Aphrodite entrou no banco de trás e eu me sentei no banco do passageiro ao lado de Patch.
O carro deu partida.
— Escutem. – Disse Aphrodite me tocando no ombro. Eu virei meu torso para poder ter a capacidade de conversar olhando em seus olhos. Fiz menção para que prosseguisse. — Como você disse que era o nome da lombriga? – Indagou ela suspendendo uma de suas sobrancelhas. Senti o ar ao meu redor se retesar e retorcer, Patch estava aflito. De soslaio consegui ver seus dedos pressionando o volante com uma tremenda força.
— O nome dela é Marcie Millar. – Eu respondi. – Filha de Hank Millar. – Notei novamente que o nome de Hank – Mão Negra era como o de Hank Millar, mas seria impossível dizer que ambos eram o mesmo. Eu nunca consegui ver o rosto do pai de Marcie, pois o mesmo sempre estava fora a serviço. Às vezes em que o vi; somente o vi com seu terno negro de sempre, nem a cor do cabelo do mesmo eu sabia. Agora notei e achei estranho que sempre que eu tentava me recordar de seu rosto, a imagem me escapava. Se eu tentava me recordar de algo a seu respeito, eu me esquecia logo em seguida. Hoje, se alguém me perguntasse sobre o pai de Marcie, só saberia dizer que ele saía regularmente para serviço, somente isto. Marcie não podia ser a filha que Hank procurava arduamente e que Patch – pela conversa – escondia. Mas Aphrodite tinha algo para dizer. Vi seus olhos se arregalarem e ela engolir em seco, a mesma ficou pálida e sem reação. – Prossiga. – Eu a encorajei.
— Millar é meu... – Ela me olhou nos olhos com hesitação. Patch não havia dito uma palavra sequer. -... Meu segundo sobrenome; sobrenome do meu pai Hank Millar. Ele abandonou minha mãe e eu quando eu tinha cinco anos. Mas deixou uma poupança gorda, por isso todos estes cuidados em pub e o quarto diferente do seu. Sem contar que minha mãe também tinha uma vida própria em dinheiro muito boa depois que meu pai foi embora. Era como se de algum modo ela soubesse que aquilo viria a acontecer. Era como se ela já estivesse preparada para o abandono e para me criar sozinha. Não acredito que sou meia irmã daquela lombriga magrela. – Ela reclamou.
Nem eu acreditava. Marcie e Aphrodite, irmãs? Elas podiam ter umas semelhanças na personalidade ríspida. Mas Marcie era uma galinha de plantão, e aquilo era típico em galinhas. Eu podia entender o lado de Aphrodite por sua explicação. Por ter sido abandonada e por não ter uma boa relação com a mãe. E também por seu pai biológico – Hank Millar – lhe criar com um amor que ele considerava ser suas notas verdes guardadas em bancos por diversas cidades.
— Espera. – Eu sussurrei ainda indignada. – Você é filha de Hank? – Eu indaguei ainda indignada pela revelação. Ela acenou em positivo.
— Sou. Ele tentou voltar para casa, mas foi na época em que fui marcada, ele veio aqui para me buscar. Mas a Deusa já estava presente em minha alma de Qualificadora e me disse para não ir com ele e eu simplesmente ouvi e não fui. Minha antiga acompanhante, a Laurel Víbora, disse-lhe que eu estava em uma Morada distante. Desde então eu me escondo em uma penumbra fornecida pela Deusa. – Explicou engolindo em seco.
— Você se esconde de Hank? Por quê? – Eu estava confusa, as peças se encaixavam rápido demais. Como podia? Estava na cara que Aphrodite era a filha biológica que Hank tanto procurava e que Patch... escondia? Cuidava? Mantinha a salva? Aphrodite LaFont Millar era seu nome verdadeiro. Como Patch poderia ter escondido aquilo de mim? Como? E... porque?
— A Deusa me sussurrou as palavras. – Ela parou abruptamente e sorriu como se pensasse que acharíamos que aquilo era bobeira.
— Fique calma, a Deusa também conversa comigo.
— Ela me disse que não era boa ideia eu dar ouvidos ao meu pai. Ela não disse com estas palavras, mas ela disse isto. Ela disse para eu me esconder dele. Desde então a Deusa criou a penumbra, sobre meu quarto e meu corpo. – Ela terminou engolindo em seco e enxugando as lágrimas.
Patch estava com o maxilar trincado quando chegamos aos portões da Morada. Eu o conhecia, sabia que estava aflito e pensativo, mas não conversaria com ele de cabeça quente e afinal eu não tinha que conversar somente com ele, mas também com Scott e Cameron juntos, ambos faziam expressões de que sabiam daquilo também. Eu precisava compreender a história toda com todos que se envolviam nela.

Notas finais
Se ficou massante, vocês podem me contar. O lance do link dos personagens? Vou deixar para vocês verem no vídeo. Sinto que apenas mais cinco ou menos capítulos postados e já posto o Epílogo já com o link da Terceira Temporada e dois dias depois o Prólogo de: Ocultas na Escuridão. Pronto contei o nome! Era para ser "A Queda dos Céus", mas me lembrou muito Daniel e Luce e achei errado colocar isto, aí encontrei este nome que juntando os três, fica uma frase! Até sexta ou quinta 00h00 s2