Transformação - Mansão SKZ

17 Cap. 14 – Valentinne, a história antes de tudo.


Notas iniciais
AVISO: Este capítulo faz menções a: abuso (nada explícito) e tentativa de suicídio (nada detalhado). E também há o uso de palavras designadas como xingamentos. Caso haja a consciência de que coisas assim lhe afetam de forma negativa sugiro pular as partes sinalizadas pelo símbolo ⚠️...⚠️. Mas como disse anteriormente nada foi retratado de forma profunda sendo assim apenas menções dos citados. —-- NOTA DE ESCLARECIMNTO: Esta fanfic não tem o intuito de exaltar nenhum tipo de crença/religião eu apenas achei que a abordagem de vidas passadas juntamente ao vampirismo seria algo interessante para desenrolar uma trama. Tenho curto conhecimento sobre algumas religiões pois sou curiosa e não gosto de falar sobre assuntos que não tenho o mínimo de domínio. Não sou contra religião alguma, respeito todas, mas também não sigo nenhuma delas, acredito e vivo minha vida crendo apenas e acima de tudo em respeito no mais amplo sentido da palavra e amor em sua forma mais simples. Meu lema: “Todos nós podemos ser e fazer o que quisermos contanto que o façamos com a consciência ampla do respeito e amor em sua plenitude.” —-- ATENÇÃO: O relato a seguir acontece antes da história da Alice e seus amores, no caso uma vida anterior daquela onde eles haviam sido escolhidos pela Valentinne para virarem vampiros e por isso todos os personagens terão outros nomes. PS: Os nomes dos rapazes (menos Bang Chan e Felix) são seus reais nomes (em inglês). Vamos a eles: Nathalia como Cecília Valentinne como Barbara Bang Chan como Ian Changbin como Lewis Felix como Chris (não resisti) Han como Peter Hyunjin como Sam I.N como Bob LeeKnow como Rhino Seungmin como Sky —-- Desejo a todos uma boa leitura!

Bárbara se encontrava eufórica, hoje era seu aniversário de dezoito anos e seus pais promoviam um baile digno da realeza para ela o que garantia a presença dos jovens rapazes todos seus pretendentes, filhos dos homens mais ricos do ciclo de convívio de seu pai.

Haveriam muitos deles isso ela sabia, mas sua atenção cairia como sempre em cima de oito deles especificamente.

Ela já os conhecia, de outros bailes, de visitas a negócios onde seu pai sempre a levava ou das recepções dadas em sua própria casa aos pais dos mesmos, todos juntos, separadamente, não importava, pois eram aqueles oito que o coração da mesma havia escolhido.

Aquilo era uma completa loucura, como poderia ter certeza de amar oito rapazes? Eram oito! Um número um bocado vasto dado as rígidas tradições de sua época que a permitiria casar-se com apenas um deles e isso se tivesse muita sorte dos negócios entre seu pai e o pai de algum deles vingasse de forma lucrativa para ambas as famílias o que faria com que a união entre os filhos do acordo fosse obrigatória e inevitável.

Ela nunca pensou em com qual deles ela gostaria mais de se casar, isso era impossível para ela, e por isso a mesma sonhava acordada em fugir com todos eles e ser feliz para sempre ao lado de seus amores.

Eles em contra partida não se interessavam muito por ela fato este que a mesma desconhecia, mas com o convívio obrigatório imposto a eles, os oito rapazes acabaram estabelecendo uma amizade até que bem sólida, mas nada que incluísse a moça dona da festa para qual eles estavam se direcionando.

...

— A senhorita está uma beldade, linda, linda sim!

Quem falava era Cecília sua dama de companhia que era penas um ano mais nova que sua senhoria.

— Você acha mesmo Ceci? — A Barbara estava corada pelo elogio. — Ou está apenas me mimando como sempre faz?

As duas sorriram animadas.

— Claro que não minha senhoria, olhe bem para si. — Sua senhoria se vira para o grande espelho que tem em seu quarto. — Não vê? Não há nada mais belo do que a dona deste reflexo, — Ela diz com um sorriso gentil a sua ama — seu baile está luxuoso e muito lindo também, mas nada irá se comparar a sua presença hoje acredite em mim.

— Eu queria que você pudesse participar de verdade Ceci, eu até pedi ao pap... — Ela para de falar e encara sua criada que mantém um semblante neutro pela menção do pai de sua ama.

— Não precisava ter pedido nada a ele, e de qualquer forma estarei presente pois ajudarei com as coisas no salão principal enquanto cuido para que sua imagem não se desmonte no decorrer da festa. — As duas caem na gargalhada devido ao comentário da mais nova e se abraçam por um longo momento, elas se amam muito.

— Assim não é justo! — A mais velha retruca e antes que prossiga com suas reclamações sua criada a interrompe.

— Espere um instante tenho algo para você. — Ela vai até a penteadeira e pega uma caixinha virando para sua ama. — Sei que é humilde e talvez você não queira usar hoje, mas eu consegui comprar para você quando fui mais cedo a aldeia com sua mãe então... Feliz aniversário Babi!

Ela entrega a caixinha que vai logo sendo aberta por sua ama que está tão emocionada que acaba deixando uma lágrima rolar em seu rosto.

— Ceci como pôde? — Ela abre a caixinha e retira um colar muito delicado com um pingente lindo de coração que parece de cristal lapidado e gravado nele as iniciais B e C em uma linda caligrafia. — Eu amei! Amei demais! Eu te amo, obrigada! Coloque-o para mim.

Ela se vira para sua criada ali e retira seus longos cabelos do pescoço dando assim espaço para a joia ser colocada nela.

— Mas senhorita, por que não usa hoje algo de mais valor, você tem tantas... — Ela apenas recebe um olhar intenso de sua senhoria entendendo o recado e assim colocando o presente dado em seu pescoço.

— Nada tem mais valor para mim do que o amor que temos uma pela outra e você sabe disso.

E agora as duas com lágrimas em seus olhos se abraçam por um longo tempo.

— Ficou perfeito em você.

— Ficou sim e eu amei, nunca mais eu vou tirar.

— É uma promessa?

— Sim, uma promessa!

...

O baile está indo exatamente como o esperado por Barbara, todos que chegam lhe trazem presentes pomposos, já haviam chegado muitos dos seus possíveis pretendentes, mas nenhum ainda dos oito que ela ansiosamente esperava.

— Acalme-se minha senhorita, eles virão! — Cecília tentava acalmar sua ama de todo jeito possível, mas sem sucesso levando-a a crer que essa seria uma tarefa intensa e definitivamente impossível.

Ela já os tinha visto, mas sempre muito de longe por ser uma mera criada da casa, mas precisamente de Barbara, mas também tinha muito trabalho com a casa e a mãe da citada anteriormente a Senhora dona de tudo e todos ali, fazia questão de não deixar que Cecília se aproximasse de nenhum dos pretendentes de sua amada filha ainda mais dos oito que eram os mais desejados pela mesma.

Hoje então por ter sido convocada para servir no salão ela conseguiria os ver mais de perto o que seria bom para poder ter mais assunto com sua senhoria mais tarde.

— Ceci venha para minha frente agora por favor. — Sua voz solta entre dentes transmitia pânico e euforia.

— O que foi? Está se sentindo bem? — Ela rapidamente foi ficando de frente para ela.

— Eles chegaram, Ceci chegaram todos de uma vez!

— Ei, Babi, respire fundo e vá recepcioná-los de uma vez, seu pai já está te esperando.

O olhar da Barbara encara sua criada por um instante com um mix de emoções que não podiam ser explícitos, mas sua criada estava certa ela precisava recepciona-los então ela deu um selar na bochecha de sua criada e foi em direção a seu pai.

— Quantas vezes já falei para não a tratar com tanta intimidade? — A voz de seu pai era fria e intensamente severa. — Se continuar com isso juro que a mandarei de volta a prostituta da mãe dela.

— Pai, hoje não, é meu aniversário e ela significa muito para mim.

— Hoje não pois seus pretendentes a esperam, mas não me esquecerei de minha promessa.

Ela apenas revira os olhos e os dois seguem para a entrada do baile.

A Cecília que ficou para trás virou-se de maneira sutil para observá-los, e com isso ela acaba realmente entendendo o motivo da Barbara dizer que é apaixonada por todos eles, pois de todos os pretendentes ali eles sem dúvida alguma se destacavam e muito por sua beleza exagerada, sua postura impecável e pelo porte que apenas ressaltava ainda mais os demais adjetivos que a eles se aplicavam.

Ela ficou observando a forma como eles pareciam demasiadamente entediados ao cumprimentar sua senhoria entregando a elas os presentes sem nenhuma emoção aparente e ficou pensando se aquilo era por conta da obrigação que os pais lhes impunham pois se fosse por este motivo ela até os entenderia, mas se fosse por não achar a Barbara a mulher mais linda que já viram então eram loucos, e com este pensamento retomou seus afazeres ali e foi servir o salão.

...

— Por que uma jovem tão linda como você está servindo no baile e não dançando comigo? — A voz do rapaz deu um nó no estomago da Cecília. — Prazer, sou o Rhino e estou aguardando sua resposta. — Ele fala enquanto pega uma das taças da bandeja que Cecília manuseia com destreza e delicadeza.

— Não a atormente Rhino, se ela for dançar com alguém aqui será comigo não é mesmo princesa? — Este repete o ato do outro pegando também sua taça, mas não sem encara-la profundamente o que a faz ruborizar.

— Não me venha com essa Sky — A voz grave do que fala agora a desnorteou em um nível que ela mal consegue se recompor. — Sei que se eu pedir com jeitinho ela dançará a noite inteira em meus braços. — Ele pega sua bebida e a encara. — Muito prazer docinho sou o Chris.

Ela tem a impressão que vai desmaiar, só quer sair dali e torce para que eles se sirvam de uma vez.

— Não sejam inconvenientes com esta bela moça — O de agora parece ser o mais gentil dali e com um gesto fluido ele também se serve. — Você está bem meu amor? — ele encosta no braço da criada e ela pode jurar que sente uma corrente elétrica passar em seu corpo e um alívio como se ele a protegesse, mas ao mesmo tempo uma tensão sem precedentes pois a beleza do mesmo era de tirar o folego e naquele exato momento ela puxa com força o ar para seus pulmões pois constatou ali que já não sabia mais respirar.

— Sam, você está a constrangendo, aliás todos estão e se quando acabarem as bebidas na bandeja ela não voltar aqui para nos servir serei obrigado a procurá-la a noite inteira, pois garanto a vocês rapazes que acabo de encontrar o grande amor da minha vida. — O que aquele rapaz acha que está fazendo? É o pensamento da Cecília que jurou por um instante que este que falava a ajudaria a sair daquele constrangimento, chegando até cogitar a simpatizar com ele, mas estava muito enganada. — Sou o Lewis, aceita se casar comigo? Já consigo até ver nossa cerimônia, será linda, mas não mais que você pequena!

— Se ela se casar com você Lewis ela terá que se casar comigo também, e eu não vou abrir mão disso. — Este que acaba de falar passa na frente do tal do Lewis com uma rapidez incrível pegando assim a última taça na bandeja. — Sou o Peter minha querida, e saiba que estou apaixonado por você.

Ela se afasta um pouco sentindo que a bandeja agora se encontrava vazia; e então completamente sem jeito sorri involuntariamente para todos eles sem saber distinguir se por educação, emoção, nervoso ou por ter gostado daquilo afinal nunca havia sido cortejada antes e esta sensação nova até que era interessante.

— Eu já trago as bebidas que faltam senhores, me desculpem, se me dão licença. — Ela resolve falar rapidamente para evitar ser perseguida pelo Lewis que já fazia menção de ir junto com ela buscar a própria bebida.

Aquilo não estava acontecendo de fato ela pensou afastando as sensações de antes, eles só estão curtindo com a cara dela por ela ser uma serviçal digamos que minimamente apresentável, o que para a época em que viviam significava apenas uma coisa na cabeça de homens como eles; ela serviria de diversão e depois seria descartada. Jamais que eles pensariam em ter algo sério com alguém como ela e se pensassem por mais remota que essa ideia fosse seus respectivos pais cuidariam de dar um fim a vida dela para que ela não servisse mais de ameaça aos planos deles e para as vidas de seus filhos queridos.

Mas o que ela não imaginava é que todos aqueles rapazes verdadeiramente a julgavam ser a mais bela jovem que seus olhos tiveram o prazer de avistar em toda suas vidas.

Ela pegou as bebidas faltantes e voltou rapidamente entregando primeiramente uma taça na mão do que tinha sido enganado pelo Peter.

— Muito obrigado minha pequena. — Ele lhe direciona um belo sorriso.

— Senhor. — Ela faz uma leve reverência e se vira.

— Sou o Bob, — o que parecia ser o mais novo ali sorria pegando sua bebida alegremente — Eles não me deixaram falar antes, mas eu já sei que vamos namorar, pode aguardar. — Ele disse em um tom cheio de confiança para que os demais ouvissem e todos eles começaram a querer discutir com quem ela ficaria afinal, o que acabou por incomodá-la demais.

— Vocês estão fazendo ela pensar que estamos brincando com ela por ela ser uma serviçal. — Ela encara o que ainda não havia se pronunciado, ele tinha razão afinal como se soubesse o que ela estava pensando. — Assim ela não irá acreditar em nossos sentimentos.

Estava demorando ela pensou.

— Senhor. — Ela serve o último deles e quando vai se virar para sair ele pega sua mão e a beija.

— Pode me chamar de Ian e acredite em mim, não é de hoje que a desejamos, porém apenas hoje conseguimos nos aproximar de você por isso parecemos huum... demasiadamente eufóricos eu diria.

A Cecília está petrificada, se alguém viu aquilo? Se a Babi viu? Aquilo foi um ultraje e com certeza traria problemas a ela em um futuro próximo.

— Se me permite senhores, vocês não deveriam fazer tais brincadeiras, pois além de ser desrespeitoso com os donos da casa também mancha a imagem de vocês. Então se me dão licença, continuarei servindo os convidados, aproveitem o baile.

Ela se vira dando de cara com a dona do baile que estava chegando ali naquele momento e por sorte não pôde ouvir o que falavam.

— Aconteceu algo Ceci? — Ela parou próximo a roda dos rapazes fazendo todos pararem para prestar atenção na resposta que a serviçal daria a sua senhoria.

— Eles apenas estavam ansiosos por sua atenção, e me perguntavam quando a Senhorita se juntaria a eles. — Ela sorria de forma genuína para sua senhoria fazendo os oito rapazes jurarem dentro de si que queriam ser para sempre o motivo daquele sorriso tão lindo. — Bom, se me dão licença preciso servir o restante do salão. — Ela faz uma demorada reverencia encarando o olhar de cada um deles ao se levantar e assim se retira dali.

...

O baile estava incrível, lindo, cheio de pompa e glamour e pelo resto da noite a Cecília fez de tudo para não mais ir servir aqueles oito rapazes que pareciam ser muito amigos ficando por todo tempo juntos com conversas acaloradas, risadas altas, dançando entre si e nitidamente se divertindo, mas negando veemente dançar com as outras moças ali presentes inclusive com a dona do baile.

...

— Dancem comigo rapazes, nem que sejam todos de uma vez vai! É meu aniversário, só uma vez por favor. — Ela fazia um biquinho e até que era fofo eles não negariam, mas eles não queriam que ela se iludisse ainda mais com eles; como eles já sabiam que ela o faria caso cedessem.

— Se você dançar com todos nós de uma vez poderá sair falada e não íamos querer isso. — A resposta inteligente do Rhino foi logo abraçada por todos os demais que concordaram rapidamente com sua colocação.

— Posso chamar minha dama de companhia para dançar com a gente aí não seria apenas eu e vocês o que acham?

A ideia dela poderia dar mais falatório ainda e eles sabiam disso, mas a oportunidade de trazer para perto deles a serviçal que nitidamente os evitou pelo resto da noite era tentadora de mais aos oito que olhando uns para os outros brevemente em concordância e assim resolveram aceitar a ideia da aniversariante.

— Tudo bem, acho que assim será menos pior, mas só porque é seu aniversário.

⚠️Menção ao abuso⚠️

E feliz da vida por ter finalmente conseguido o que queria ela foi atrás de sua dama que não se encontrava muito distante servindo aos pais que estavam reunidos em uma sala a parte, fumando seus charutos, falando de negócios, e agora que a Barbara olha com mais atenção ela percebe que eles estão abusando de sua criada de forma grotesca e despudorada.

⚠️Fim da menção⚠️

— HEY SOLTEM ELA! — A voz da Barbara ecoou chamando a atenção de poucos que estavam próximos, chamando a atenção dos oito. — Venha comigo Ceci vamos dançar.

Ela pega sua dama pela mão e sai dali. A mesma está com lágrimas nos olhos, mas não as deixa cair e vai acompanhando sua salvadora seja lá pra onde ela está a levando essa que por sua vez para com ela próximo a roda dos rapazes.

— Vou ter que adiar a nossa dança por hora rapazes, pois ela precisa de ar então vou com ela lá para fora um pouco.

— Podemos acompanha-las se quiserem. — O mais velho deles sugere.

Na verdade, eles já estavam prontos para isso o que a Barbara apenas agradeceu em silêncio.

...

— Eu os odeio Babi, tenho nojo de todos eles.

Ela contou pelo que passou na sala reservada com os pais dos poderosos ali reunidos e todos estavam boquiabertos, tristes, e extremamente compadecidos.

A Barbara estava furiosa por seu próprio pai permitir que aquilo acontecesse com ela.

— ELE NÃO DEVERIA TER PERMITIDO ISSO! ELE DEVERIA PROTEJÊ-LA! VOCÊ É FILHA DELE CECÍLIA! — A revelação ali lançada foi surpresa apenas para os oito rapazes, pois a que estava na família apenas como serva por toda sua vida já sabia de sua origem.

⚠️Menção ao abuso⚠️

Ela havia sido fruto de uma ação parecida com a que sofreu a pouco na presença do que ajudou a gera-la, fruto de um adultério do grande dono de riquezas, fruto do abuso que sua mãe sofrera daquele homem asqueroso que a Cecília jamais chamaria de pai.

⚠️Fim da menção⚠️

— Pelo amor de Deus Babi, não repita isso em voz alta por favor eu lhe imploro. — As lágrimas das duas não paravam de rolar por seus rostos delicados e com isso os oito rapazes decidem de forma implícita que apenas por agora esqueceriam por completo seu interesse pela Cecília para poder consolar as duas ali presentes e assim eles o fizeram de todas as formas possíveis que lhes cabiam ficando com elas até o amanhecer do lado de fora do baile em um lugar mais escondido que era o esconderijo secreto das duas moças.

Falaram sobre a história da Cecília, viram que a Barbara repudiava a situação pois amava sua irmã o que os fez simpatizar um pouco mais pela moça, conversaram depois sobre muitas outras coisas e a cada instante que se passava algo neles crescia em grande escala pela serva que era tão gentil, simples e bondosa o tempo todo.

A história daquelas duas era triste, mas na cabeça daqueles rapazes estava certo que para Cecília devia doer muito mais pois ela vivia aos serviços de uma vida que por direito também a pertencia, mas lhe fora negada pelo próprio pai que era um monstro sem sentimentos e pelo que lhes foi contado sempre fez questão de tratá-la como se nada fosse.

Quando o dia amanheceu os rapazes decidiram ir embora, mas prometeram voltar mais vezes pois eles queriam pelo menos ser amigos das moças, pelo menos foi nisso que eles acreditaram no momento.

E ao sair do esconderijo os pais dos rapazes já os esperavam, eles já sabiam que os mesmos não estavam na sala de fumar na hora do ocorrido pois perguntaram para Barbara uma vez que eles decidiram que se estivessem iriam socar a cara dos próprios pais na mesma hora, mas ela que os conhecia bem negou falando a verdade que pelo menos os pais deles não eram monstros nojentos e asquerosos como o seu próprio e o dos seus outros pretendentes presentes ali.

Eles se despediram e se foram deixando as duas para trás.

— Eles são perfeitos, não são Ceci? — Ela disse em meio a suspiros enquanto sorria para a irmã.

— Nem são tudo isso Babi... — Não falou nada, mas em seu pensamento ela concordava com a irmã.

— Como muito provavelmente não poderei casar com oito homens de uma vez podemos dividir quatro para cada uma o que acha? — A Barbara só queria fazer sua irmã sorrir.

— Você não divide nada Babi, e fique tranquila não penso nessas coisas.

...

~Um ano se passou~

Depois do que ocorrera no baile eles ficaram bem mais próximos das duas irmãs, os oito rapazes sempre as visitavam passando por tardes maravilhosas e memoráveis juntos, estreitando os laços de amizade e aumentando ainda mais o amor deles pela irmã mais jovem sem que a mais velha se desse conta e nunca nitidamente correspondidos por Cecília apesar de terem convicção que o amor deles por ela era sim correspondido com igual intensidade pela mesma.

...

~Em um dia sem avisos do destino~

— Quero que vá embora! Não quero mais olhar para sua cara. — Barbara falava entredentes para sua irmã após desferir um tapa com toda sua força em sua face, porém a mais nova não estava entendendo nada.

— Como assim, por que? O que eu te fiz Babi? Por favor não faça isso!

— NUNCA MAIS ME CHAME ASSIM! VOCÊ SEMPRE SE FAZENDO DE SANTINHA, MAS ESSE TEMPO TODO ESTAVA OS SEDUZINDO AOS POUCOS! SUA TRAIDORA! BEM QUE O PAP... — Ela hesita por um breve momento sabendo no fundo que se prosseguisse com aquilo magoaria mortalmente a sua irmã.

— Vá em frente Bab-Barbara, dê razão ao seu pai.

⚠️USO DE XINGAMENTOS⚠️

— BEM QUE ELE DIZIA QUE VOCÊ ERA IGUAL A SUA MÃE; UMA PROSTITUTA SEDUTORA DE HOMENS! VOCÊ É UMA VAGABUNDA E EU A ODEIO! NUNCA MAIS QUERO COLOCAR MEUS OLHOS EM VOCÊ SUA VADIA. — Com a Barbara aos berros toda a mansão pôde ouvir aquela discussão, ouviram também o som do segundo tapa que ela deu na cara de sua própria irmã que apenas desconfiava dos reais motivos para tudo aquilo sem saber ao certo o que de fato tinha acontecido.

⚠️FIM DO USO DE XINGAMENTOS⚠️

— Se isso for por causa deles — A Cecília fala em um tom baixo, mas claramente audível para sua irmã mais velha.— Eu nunca disse a eles que também os amava apesar de sim, eu os amar perdidamente, nunca respondi as inúmeras investidas deles apesar de querer com a minha própria alma correspondê-los, eu nunca dei sequer um pingo de esperança a eles apesar de saber no fundo do meu ser que eles são os amores da minha vida, mas eu jamais trocaria você por eles, eu morreria se preciso fosse para poder esquecê-los mas eu jamais a trairia, jamais renunciaria ao amor da minha própria irmã.

— Você é patética Cecília, não me faça rir... — O ódio contido na voz da mais velha é nítido.

— Olhe dentro dos meus olhos e me diga se o que você via de mim para com eles não era apenas gestos de amizade? Me diga que por apenas um segundo sequer você me pegou com insinuações de qualquer tipo para que pudessem ser confundidas como algo romântico direcionadas a eles? Seja lá o que te levou a essa loucura posso afirmar que não tenho culpa em nada disso.

— ELES ME REIJEITARAM E ME DISSERAM QUE É POR QUE O CORAÇÃO DELES PERTENCE A VOCÊ A MAIS TEMPO DO QUE SABIAM! OS OITO ME DISSERAM A MESMA COISA! QUE A AMAVAM PERDIDAMENTE E QUE MESMO QUE NÃO FICASSEM COM VOCÊ NÃO FICARIAM COM NENHUMA OUTRA! EU TE ODEIO CECÍLIA! EU ODEIO VOCÊ! VOCÊ ROUBOU MEU SONHO DE MIM! ROUBOU MEUS AMORES DE MIM. EU NUNCA VOU TE PERDOAR! E TOME ISSO; — ela arranca o colar que sua irmã havia lhe dado de seu pescoço e o joga em sua direção. — ISSO NÃO É DIGNO DE MIM, VOCÊ NÃO É DIGNA DE MIM SAIA DO MEU QUARTO EU NÃO QUERO VÊ-LA NUNCA MAIS.

— Você jurou nunca o tirar. — A criada completamente despedaçada por dentro se abaixa para pegar o colar que parou próximo aos seus pés.

Fez-se silêncio

A Cecília pega o colar do chão coloca em seu próprio pescoço vira as costas e sai dali.

— Adeus irmã.

Não houve resposta.

Cecília fez suas malas aos prantos, precisava ir embora antes que seu pai, ou melhor dizendo o pai da Barbara mandasse alguém para matá-la assim como meses depois do dia do baile descobriu que fez com sua mãe a pedido de sua esposa que a odiava e queria lhe dar um aviso sobre a aproximação dela aos pretendentes de sua filha.

Pegou suas economias, não era muito, mas daria pra aguentar até arrumar um trabalho onde quer que ela fosse.

Saindo de seu quarto foi direto para fora da casa, dali sentiria falta apenas da Barbara que agora era só mais uma na lista dos que a odiavam e ao chegar do lado de fora avistou os oito amores de sua vida que por desconfiar da reação da mais velha após a conversa que tiveram foram até lá para levar o amor de suas vidas com eles e protegê-la de qualquer mal que tudo aquilo causasse a ela.

Barbara também os viu da janela de seu quarto e um ódio cegante a dominou.

Ela correu descendo as escadas passando pelo grande salão sem enxergar um palmo a sua frente e como em um reflexo pegou algo que a atentou ao passar pelo gabinete de seu pai e saiu.

— CECI! — A mais nova que estava no meio do caminho entre o casarão e os rapazes se virou feliz na esperança de que sua irmã havia se arrependido. — VOCÊ DISSE QUE MORRERIA PARA DEIXAR DE AMÁ-LOS ENTÃO QUE ASSIM SEJA SUA VADIA!

POW! POW! POW! POW! POW! POW!

Seis tiros certeiros foram de encontro ao corpo da Cecília fazendo-a cair sem vida no chão, e naquele cenário a história se montava; pela primeira vez a Barbara matou sua própria irmã, os oito rapazes ali perderam pela primeira vez o grande amor de suas vidas e ao mesmo tempo juraram pela primeira vez que nunca amariam aquela que a levou deles não importa quantas vidas mais eles tivessem.

...

⚠️Menção a suicídio⚠️

Três anos após o ocorrido os rapazes ficaram sabendo que a Barbara tirou sua própria vida, mas mesmo com a triste notícia não foram capazes de perdoá-la.

⚠️Fim da menção a suicídio⚠️

Eles acabaram se casando pelos negócios, sem amor, mas mesmo assim todos foram felizes até o último suspiro de suas vidas e continuaram como bons amigos até o fim.

~Em algum momento da a vida dos oito sem que eles percebessem~

— Você é mesmo obcecada nesses caras em Barb... — O vampiro para ao receber um olhar fuzilante da mulher ali com ele. — Valentinne... Quis dizer Valentinne. — Ele se corrige apressadamente enquanto passa a mão por sua nuca.

— Não enche! Já disse que você não é nada meu para ficar se metendo nos meus assuntos!

— Não, não sou, eu só salvei sua vida te dando direito a uma nova chance e faço amor com você desde então, mas não sou nada seu. — Sou tom sarcástico em nada a atinge.

— Não fazemos amor, eu não amo você! Apenas trepamos para nos satisfazer e você sabe disso.

— Sim eu sei você ama esses aí, mas vamos embora nossa viagem tem hora marcada e não podemos perder o navio.

Ela se vira para ele deixando para trás a visão dos oito que ela afirmava ainda amar loucamente enquanto arruma seu belíssimo vestido.

...

⚠️Menção a tentativa de suicídio⚠️

Ela realmente tentou cometer suicídio mas foi impedida pelo Alexander, o vampiro que estava ali com ela, ele havia a encontrado no momento exato de sua tentativa e disse a ela que se ela quisesse ele se alimentaria dela até a morte da mesma já que era o que ela queria assim não desperdiçando seu delicioso sangue, ou se ela concordasse com a sua outra proposta ele a daria o dom da eternidade explicando que ainda se alimentaria dela, mas que antes de sua morte ele a transformaria e assim ela seria como ele, imortal, e então contou a ela que as almas dos humanos retornam com um tempo após suas mortes e que ela poderia futuramente encontrar seus oito amores que já não se lembrariam mais dela e do que ela fez a mulher que eles amavam, e que ela até poderia os transformar em vampiros também se ela assim quisesse dando a ela naquele momento a obsessão cega do plano de toda sua existência.

⚠️Fim da menção a tentativa suicídio⚠️

— Só preciso pegar uma coisa antes, me espere no cais te encontro lá. — O Alexander concorda dando o selar em seus lábios e indo rumo ao seu destino.

Então, a agora Valentinne, nome que ela escolheu por ser um dos preferidos da sua irmã da época em que liam romances juntas vai até o túmulo onde a Cecília fora enterrada o abrindo sem nenhum cuidado e debruçando-se sobre o esqueleto que havia ali retira o colar que a Cecília lhe dera de presente em meio aos ossos da irmã.

— Vou pegar de volta tudo o que é meu por direito irmãzinha começando por esse colar; — Ela o coloca novamente em seu pescoço fazendo uma cara de nojo em direção ao esqueleto de sua irmã. — E pode ter certeza que essa promessa eu não vou descumprir custe o que custar eles ainda serão meus!

E até que os oito amores de Valentinne retornassem e tivessem idade suficiente para serem seus amantes ela reuniu informações com os mais antigos de seu clã de como rastreá-los em suas novas vidas descobrindo que aquilo poderia não ser tão difícil assim uma vez que almas voltam para cumprir seus propósitos de existência então era muito provável que seus caminhos se cruzassem sem muito esforço por terem assuntos pendentes a resolver, incluindo a alma de sua irmã que Valentinne jurou se livrar quantas vezes fosse preciso para poder ter seus amores apenas para si.

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Notas finais
Notas finais: Amores me digam o que acharam deste capítulo por favor! Eu estava muito ansiosa em relação a ele. Só para vocês entenderam esta sempre foi a ideia inicial em minha mente (que as duas eram irmãs) bom, pelo menos foram um dia. A Valentinne é a única a saber de tudo pois foi a única que não morreu naquela vida em questão e os rapazes quando foram transformados já não mais se lembravam de seu primeiro episódio junto as duas assim como a Alice porém se apeguem ao detalhe de que a Alice é a única que ainda não é um ser imortal. Eu revisei com todo amor e cuidado este capítulo tentando deixá-lo o mais confortável possível mas se encontrarem erros ou ficarem confusos por favor falem comigo está bem? Estou tentando deixar a história sem pontas soltas, espero que esteja conseguindo. Ah! O Alexander citado ali é mais uma homenagem que quis fazer a um membro do BackStreet Boys (lembram do Dr. Kevin né?) Alexander James McLean é o A.J dono de uma das vozes mais lindas que já ouvi. Fiquem bem, se cuidem por favor e se forem de SP como eu se agasalhem, (está frio demais), e já sabem né? Bebam bastante água, vocês merecem este mimo em seus lindos corpos! Beijokas!