Transformação - Mansão SKZ
15 Cap. 12 Sanguis Deducere Animam Connect.
Notas iniciais
~A muito tempo~
— Vejo que veio atrás do Jinnie. — A dona da voz encara diante de si um vampiro com muito ódio no olhar — Vamos Channie seja cordial comigo pelo menos.
— O que você quer de mim? O que quer de nós? — As palavras ditas por ele saem como um rosnado, ele está louco para matar a que os transformou e nem sequer tenta esconder isso.
— O que quero? Querido você sabe bem que não é o que, eu quero vocês e não pouparei esforços para conseguir tê-los só para mim.
— Você acha mesmo que nos prendendo e nos torturando vai fazer com que nós a amemos? O que você fez com o Hyunjin? Cadê ele?
— Ele está a meus serviços Channie e para mim isso basta por enquanto.
— Vim buscá-lo e não sairei daqui sem ele.
Toda a tensão ali era sentida a quilômetros o Bang Chan sabia exatamente o que era estar a serviço daquele monstro, torturas sem fim, trabalhos repulsivos tanta obscuridade que só o que ele conseguia sentir era a dor por seu anjo que era como costumava chamar o Hyunjin, estar sendo submetido a coisas tão atrozes e ao mesmo tempo sentia também a culpa por não estar por perto para impedir que ele fosse levado.
Acontece que o Hyunjin estava passando pelo que eles chamaram de era sombria, ele mesmo decidiu se afastar dos demais e quando foi finalmente capturado ele decidiu se entregar a morte por não aguentar mais passar por aquilo.
— Você o quer de volta, e eu quero algo em troca então se me trouxer o que quero... — Ela encara o vampiro ali na sua frente com um olhar pleno de quem conseguiu o que queria o que o faz pensar que este era seu plano desde sempre por saber que ele faria o que fosse para tirar o Hyunjin de sua posse.
— O que você quer afinal? — Se ela não fosse tão poderosa e não tivesse tantos vampiros ali a guardando, ele certeza já teria a matado. — Fale de uma vez.
— Que prestativo Channie, parece até que está ansioso para trabalhar para mim — Enquanto fala ela se aproxima dele como em um deslizar elegante e ao chegar perto o suficiente tira algo do meio de seus seios e entrega a ele. — Nosso anjinho conseguiu isso para mim a muitas custas, ele sofreu muito tadinho — sua feição em nada agradou o vampiro que ouvia com atenção e sabia que o estado do Hyunjin deveria estar pior do que ele imaginava. — E eu preciso que você me traga a única coisa desta lista que ainda não possuo. — Ela entrega a ele uma folha que nitidamente foi arrancada de algum livro muito antigo, talvez um grimório folha essa que possuía um forte cheiro de ferro o que o faz lembrar o cheiro de sangue.
O Bang Chan pega o papel de sua mão o desdobra e encara uma lista com alguns itens que ao seu ver são ainda mais repulsivos do que a própria vampira que diz já os possuir e que com certeza serão usados para alguma magia pesada.
— E o que você pretende com isso? — Por um momento ele cogitou não aceitar e tentar salvar o Hyunjin de outra forma, talvez devesse pedir ajuda aos outros, mas na verdade não queria arriscar colocar os demais ao alcance dela.
— Aaah querido, que curioso! Você não era assim Channie... Eu estou querendo testar algo e para isso preciso de tudo que está aí e mais um item especial que talvez se você for bonzinho comigo logo saberá qual é. — Ela passa a mão pelos cabelos dele e ele sente que poderia vomitar a qualquer momento.
— E por que precisa que eu pegue? Seus capangas ali poderiam fazer isso para você não? — O desdém contido em seu tom de voz faz com que a mulher a sua frente tenha que disfarçar seu aborrecimento lhe lançando um sorriso forçado.
— Sim, eles poderiam, apesar de não ser tão capazes como você querido, mas eu vou gostar bem mais do efeito disso se conseguir por suas mãos, assim como consegui saber do que preciso através das do Jinnie!
— Pare de chama-lo assim! Você não é nada dele para ter essa intimidade. — Seu tom é neutro o que faz ela tremer de raiva por dentro — Mesmo sabendo que isso pode ser algo do qual vou me arrepender eu faço se puder levá-lo agora mesmo comigo.
Ela sabia que ele cumpriria sua palavra, já o conhecia bem e por querer muito o item que faltava da lista ela concordou.
— Tragam ele aqui!
E mais que rapidamente o Hyunjin estava no meio do salão em que estavam, sua fisionomia e todas aquelas correntes presas a ele revelava o quão torturado ele foi, ele continua tão lindo quanto sempre era, mas estava com seu semblante infinitamente sombrio, transtornado e nitidamente fraco.
O vampiro posto ali encara o que veio em seu socorro e sente o pânico tomar conta de si.
— Channie por favor me deixe aqui, não faça nada do que ela te pedir eu imploro a você, não... — Nesta hora ele é golpeado com tanta força que perde a consciência e lançado aos pés do outro que está ali para levá-lo e este por sua vez sente o ódio tomar conta de si completamente.
— Se sair com ele daqui será obrigado a me trazer o que quero sabe disso, não é? E se tentar me enganar eu matarei o Jinnie na mesma hora.
O Bang Chan sabe que ela o faria, pois já a viu fazer coisas horrendas, ele não arriscaria a existência do seu anjo.
Então ele sem dizer mais nada pega o Hyunjin em seu colo se vira e sai dali deixando para trás a mulher que tanto repudia falando alto e em bom tom para que ele ouvisse bem.
— Você tem apenas uma semana meu amor! Até lá sentirei sua falta Channie!
...
Já em sua mansão com um Hyunjin ainda desacordado pois além da força do baque que lhe atingiu ele sofreu muito durante o tempo que ficou naquele lugar e aparentemente fora mal alimentado o que o deixou demasiadamente enfraquecido, o líder do grupo chama todos os outros para uma reunião.
— Agora que estão todos aqui ouçam bem. — Ele precisava ser o mais claro possível. — Vou sair por alguns dias, e vocês precisarão cuidar muito bem do Jinnie, nosso anjo sofreu muito nesses últimos tempos então não perguntem nada a ele, deixem ele assimilar tudo e não o deixem dar ouvidos ao sentimento de culpa que o acometerá. — A preocupação em como o mais alto deles estaria por dentro e como ele reagiria a tudo quando sua consciência voltasse tomava a mente do Bang Chan por completo. — Deem todo amor que ele precisa, sei que podem fazer isso por ele e esperem meu retorno aqui na mansão! — Os demais ali têm olhares preocupados demais, mas entendem que se essas são as ordens há motivos para tais e não questionam.
— Quer que eu vá com você? — O LeeKnow entendendo que a coisa é mais séria do que pensava pergunta pois quer poder ajudar o mais velho.
— LeeKnow preciso de você aqui mais que tudo no momento, você estará à frente cuidando de tudo; cuidando dele... — Ele alisa os cabelos cumpridos do que está apagado em sua cama. — E mais uma coisa, — todos voltam a atenção para ele — Cuidem da Alice, ela não deve saber de nada disso e preciso que vocês me prometam que não falarão nada disso para ela.
Todos concordam afinal ela só chorava a tempos tentando entender por que o Hyunjin os havia deixado então não iam querer preocupá-la mais ainda.
O Bang Chan beija cada um deles os dizendo que os ama muito e que voltará em breve.
— Só vou dar uma olhada nela e seguirei meu caminho, fiquem bem, e só contem a ela que o Jinnie voltou depois que ele estiver bem o suficiente para vê-la.
E com isso ele os deixa indo encontrar sua amada.
...
Alice está em seu quarto, aflita e pensando no seu amado que não está mais com eles, muito saudosa e preocupada, tanto que apenas deixa as lágrimas rolarem em seu rosto e quando ela ouve batidas na porta de seu quarto elas às enxuga as pressas.
— Entre!
— Como está meu amor? — O Bang Chan vai até ela e a abraça. — Tente se acalmar um pouco minha querida, por favor? O Jinnie voltará logo, não tenho dúvidas de que ele também sente muito a sua falta.
— Channie, estou preocupada com ele de verdade. E se ele foi pego por quem os transformou? Era isso que ela queria, não? E eu sei que ainda quer... — Ela o abraça com toda sua força o que o deixa culpado por não falar logo que o Jinnie já está entre eles, mas ele sabe que se falar agora ela correrá até ele cheia de perguntas e não seria bom para nenhum dos dois que ela o visse naquele estado.
— Amor, — Ele se afasta um pouco do abraço apenas para olhá-la nos olhos — eu vou precisar me ausentar por uns dias, — ela o encara assustada e ele a tranquiliza — Volto em menos de uma semana fique tranquila. — Ele deposita um beijo cheio de amor e carinho nos lábios de sua amada. — Nesse meio tempo preciso que fique sempre com os outros okay? Evite sair sozinha e antes de sentir minha falta estarei de volta eu prometo.
Seu olhar para ela era doce e gentil como sempre, mas mesmo assim ela conseguia sentir um peso sobre ele e seu possível cansaço.
— Se eu disser que já sinto sua falta você deixa de lado o que for e fica comigo? — Ela diz de forma manhosa, mas por dentro ela sabe que tem algo acontecendo e isso a tem preocupado demais.
— Confie em mim está bem? — Ele agora deposita um selar em sua testa. — Volto logo, fique segura e cuide deles, você sabe que sem você por perto eles se perderiam.
— Tudo bem Bang! Vá, mas acredite em mim, se não voltar em uma semana vou atrás de você e do Jinnie e ninguém poderá me impedir.
E com um breve aceno para demonstrar que entendeu o recado e um sorriso nos lábios ele se vira em direção a porta rumando para sair dali.
— Volto antes! Eu te amo, não se esqueça. — E ele some.
— Eu também te amo Bang...
...
~Na jornada~
— O que você quer com a adaga a’nnith? — O homem que fala com o Bang Chan está tão receoso com a procura do jovem vampiro que hesita em lhe passar informações. — Sabe que este é um artefato muito antigo e possui impregnada em si a força de uma magia negra poderosíssima? — Ele ainda o encara tentando desvendar suas expressões. — Coisa boa não vai sair disso garoto, é melhor deixar esta busca para trás.
O Bang Chan entende bem a preocupação do velho e inclusive compartilha da mesma, mas não pode se dar ao luxo de não a encontrar, pois no momento a existência do Hyunjin dependia daquilo.
— Eu o entendo Senhor, mas eu realmente preciso encontra-la e sei que o você será o único que poderá me dar tal informação então eu lhe peço por nossa amizade que apenas me diga onde encontrá-la e eu irei embora agora mesmo.
Eles não eram amigos de séculos mas foi aquele senhor que os instruiu como pôde quando viu um grupo de recém transformados completamente perdidos e se virando sozinhos para levar a nova vida e daquele sentimento de compaixão que teve surgiu a vontade de os ajudar como e com o que pôde para facilitar suas existências e com isso também conheceu a Alice a qual lhe deu um sentimento enorme de carinho e compaixão pois agora tudo que ela tinha eram aqueles vampiros assim como tudo de bom que lhes restava era ela.
Este senhor nunca lhes disse seu verdadeiro nome pedindo que o chamassem apenas de Senhor mesmo e todos concordaram, e assegurou que aquilo era apenas para os proteger e assim um laço de confiança mútua foi se formando entre todos eles, ele não era vampiro, era mais algo como um bruxo por assim dizer, enfim era muito vivido e sabia de muitas coisas, ele os ajudou a entender seus dons e como aprimorá-los e com o tempo a confiança se tornou uma bela amizade e agora vendo o desespero do Bang Chan ali em sua frente este Senhor não sabia o que era melhor a se fazer, pois em sua vasta experiência de vida ele já havia visto a adaga a’nnith ser usada para fins muito cruéis e na verdade todos eles acabavam com a morte de algum ser inocente e com isso em mente ele volta a encarar seu amigo.
— Vou lhe dizer onde pode encontrá-la se me prometer que ficara de olho nela e no trajeto que ela seguirá por que filho, — ele para um instante e respira fundo — Só há uma coisa a se esperar deste artefato, a desgraça de alguma alma inocente.
O Bang Chan engole em seco, almas inocentes poderiam ser atingidas isso não era nada bom, mas teria mesmo que cumprir seu destino ou perderia seu irmão, seu amor, o amor da Alice e dos demais e nenhum deles aguentaria isso.
— Tudo bem Senhor, eu prometo que ficarei atento. — Ele estava sendo sincero, pois ficaria muito atento no que a que o transformou faria com aquele artefato.
— Bom então só me resta ajudá-lo filho, você a encontrará muito bem escondida no templo do Vaticano mais especificamente em seu subsolo onde há uma ala designada como “inferis artificialibus” que nada mais é que artefatos do submundo, e nem preciso lhe dizer que é uma área de segurança máxima certo? Use seus dons como lhe ensinei, tome cuidado e beba o sangue de alguns daqueles desgraçados queimadores de bruxas. — Ele fala esta última parte sorrindo para o mais novo que sorri de volta.
— Muito obrigada Senhor! Irei agora mesmo atrás disto, só tenho mais um pedido, por favor enquanto eu estiver longe os vigie para mim? Volto em menos de uma semana prometo.
— Voltará bem antes tenho certeza, você é muito bom Christopher, pode deixar eu ficarei de olho.
Ouvir esse nome pouco usado o fez lembrar de sua vida anterior que ainda não estava muito distante daquela atual realidade uma vez que que agora ele era imortal fazendo-o imaginar como estaria hoje se nada daquilo tivesse ocorrido a eles.
— Eu agradeço muito, até mais Senhor.
— Até garoto.
E assim ele segue em sua busca.
...
~No Vaticano~
Toda a área estava escura, ouvia-se a forte chuva que caia, mas não lá fora e sim dentro do local em que estava; chuva essa causada pelo próprio Bang Chan que caia para dissipar o volume de gás éter que ele também evocou através de seu dom para desmaiar as sentinelas do andar de cima.
Indo para o subsolo teve apenas que tomar o sangue daqueles matadores de bruxas que se encontravam ali como o Senhor havia lhe pedido.
Eles estavam guardando os itens mais sombrios da terra enquanto rezavam suas preces como em murmúrios incansáveis.
— Então é isso, nem foi tão difícil assim... — O Bang Chan estava agora com a adaga a’nnith em suas mãos e em envolta dele alguns corpos caídos e sem um pingo de sangue. — Agora que a peguei posso enfim acabar com isso de uma vez. — Ele fala apenas para si mesmo.
— POR FAVOR NÃO! — um dos que ele achou ter matado ainda conseguia gritar e isso o aborreceu um pouco. — ESTA ADAGA CORROMPE ALMAS, ELA TRÁS O MAL A INOCENTES OS MARCANDO PELA ETERNIDADE POR FAVOR SENHOR NÃO A LEVE.
O pedido daquele homem era sincero e desesperado e aquelas palavras proferidas por ele já eram bem conhecidas pelo vampiro, mas mais uma vez ele escolheu não dar ouvidos.
— Eu ia terminar de matá-lo, mas não precisarei você morrerá logo e não estou fazendo isso por vontade, mas por necessidade. — Ele pensou brevemente no porque estaria se explicando a aquele moribundo e resolveu apenas ir embora dali.
— ALGUÉM MORRERÁ POR ISSO E A CULPA SERÁ SUA SENHOR!
E sentindo um desconforto pelas palavras que acabara de ouvir ele simplesmente desaparece.
...
~De volta para entregar o que lhe foi pedido~
— Deixem-nos a sós! — A voz autoritária daquela mulher era repulsiva aos ouvidos do Bang Chan que não conseguiu reprimir sua feição ao ver que todos haviam mesmo se retirado deixando-os a sós — Voltou rápido Channie meu bem, sentiu minha falta? — Haviam passado apenas dois dias dos sete que lhe tinha sido concedido. Ela vai até ele e passa uma de suas mãos no peitoral do vampiro em sua frente tentando criar um clima íntimo entre eles o que obviamente não funcionou. — Trouxe mesmo o que lhe pedi? — Seu olhar sobre ele era quase assassino e o fez pensar que nenhuma boa coisa realmente sairia disso tudo.
— Sim eu trouxe a adaga a’nnith! — Assim que ele fala o nome da adaga as írises dos olhos daquela mulher se tornam um vermelho vivo. — Posso te perguntar para que precisa dela?
— Nada que lhe diga respeito por hora meu amor. — Ela lhe lança um olhar astuto e ele apenas revira os olhos — Sabe, são assuntos de longa data que preciso resolver e o encanto que o Jinnie conseguiu para mim me fará ter o mínimo de sucesso esperado, e para executá-lo preciso de todos os itens listados, me falta apenas a a’nnith então se não se importa cumpra sua parte do acordo e passe ela para mim.
Então o Bang Chan de contra gosto retira a adaga de dentro de um bolso interno do seu sobretudo e hesitante a entrega para ela.
— Ótimo Channie! Como sempre tão prestativo... — Ela agora gargalhava numa mistura de deboche e excitação o que fez o vampiro parado ali desejar a morte por um instante — Você deveria vir logo para meus braços querido, com um trabalho tão bem executado sua recompensa seria uma noite intensa do mais profundo prazer se é que me entende. — Ela vem para cima dele fazendo menção de beijá-lo e ele se afasta bruscamente o que a contraria e a deixa irritada, mas mesmo assim ela continua suas investidas. — Na verdade ainda posso fazer isso com você, vamos para meus aposentos e eu garanto que não se arrependerá pois eu estou muito feliz com seu trabalho.
— Muito tentador, mas eu jamais conseguiria algo assim “my lady” — ele usa seu tom mais sarcástico e por falar entre dentes o nojo que ele está sentindo de tudo aquilo se torna palpável, o que mostra que nitidamente ele quer ofendê-la. — Cumpri minha parte do acordo então se me permite preciso voltar, e espero que nos deixe em paz.
Ela nada mais diz e ele deixa o salão sem hesitar saindo assim de seu campo de visão, no fundo todos esses anos de rejeição desde que ela os transformou a deixa muito mais que apenas irada e com sede de vingança por aquela a quem ela afirma ser a única culpada por eles não se renderem a ela, mas também a entristece pois a seu modo ela jura amá-los a mais tempo do que eles a conhecem.
A verdade é que desde que foram transformados por aquela vampira nenhum deles sabia suas reais intenções, ela dizia que sua obsessão por eles era apenas pelo fato de ela os ter criado, o que nem de longe era a verdade e talvez eles logo descobrissem suas reais intenções.
...
~Retornando a Mansão SKZ~
Antes de voltar de fato para a mansão o Bang Chan passa na casa do homem que chama de Senhor.
— Então levou apenas dois dias? — o senhor que estava aparentemente preparando algo como uma poção está sorrindo de orelha a orelha com o relato do vampiro sobre sua visita ao Vaticano. — Bebeu o sangue daqueles idiotas?
— Ah os queimadores de bruxas? Sim, sim de alguns deles em sua homenagem, mas o gosto nem era tão bom. — Os dois estão as gargalhadas — Vim lhe agradecer por ter ficado de olho neles para mim, acredito que por sua leveza está tudo bem com eles.
— Sim, sim eles estão ótimos ao que parece — o homem pega o conteúdo de seu caldeirão e coloca em um vidro entregando ao vampiro. — Porém você precisará dar isso ao anjinho — ele entrega o frasco a ele segurando em suas mãos com a firmeza de sempre já conhecida pelo Bang Chan — Não vai ser fácil para ele se recuperar das coisas que vivou esses últimos tempos que esteve longe, estou tentando ajudá-lo, mas está difícil, dê isso a ele, faça-o beber duas vezes ao dia antes de deixá-lo sair para caçar, é apenas um tônico para aliviar seus pesadelos e fortalecer sua mente que está quebrada. O gosto é horrível, mas ao terminar o conteúdo do frasco ele até voltará a sorrir eu garanto.
O Bang Chan recebe de bom grado o que o Senhor lhe entrega pois ele sempre os ajudou com essas coisas o que deixava o vampiro muito grato.
— Obrigada Senhor, nem tenho palavras para agradecer...
— Sei o quanto vocês se amam, e todos lá estão tristes com a situação do anjinho, vai ficar tudo bem eu garanto.
O vampiro beija as mãos do Senhor e se vira para sair.
— Crhistopher, — o vampiro se vira para encará-lo — Estou pesquisando sobre a adaga e ela é bem mais complexa do que imaginávamos, ainda tenho umas coisas para me certificar, mas enquanto não descubro tudo fique de olho na Alice está bem?
— Na Alice? Senhor, por favor me diga do que suspeita? — seu tom desesperado não atinge o Senhor que já tem costume com os males deste mundo.
— Acalme-se garoto, vou sair em uma busca e quando voltar te conto tudo, só saiba que através da adaga a’nnith, a alma de um inocente pode se conectar até a um ser que já não a possui o que dará a quem usou a adaga o poder do destino deste inocente, não sabemos o plano de quem lhe pediu o artefato então é bom ficar de olho e é isso que te peço até eu retornar.
...
Mas não houve um retorno, após o Bang Chan deixar o Senhor garantindo que ficaria em alerta, os vampiros que trabalhavam para a que agora possuía a adaga entraram em sua casa o levaram e o aprisionaram pois na hora certa este seria quem prepararia o encanto que seria usado contra a Alice.
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