Transcendental
11 Sweet Dreams
Notas iniciais
E segui caminhando a um lugar que tinha em minha mente, um lugar que eu descobri com um acidente meio estranho, quando simplesmente estava fazendo um passeio pela floresta, quando ela simplesmente acaba, em uma campina, com uma grande arvore solitária no meio, continuei andando, mas ai eu não percebi que o chão acabou. Era um simples declive, não tão íngreme assim, mas como o fim era um riacho, você já pode imaginar o resultado. Depois de ficar encharcado praticamente até ossos, eu subi novamente ao topo da colina, e fiquei sentado, apoiado à arvore.
Aqui é um lugar pacifico e silencioso, só escuto os barulhos da natureza, e talvez fosse um lugar bom para ficar, e talvez até adormecer, mas eu tinha que voltar, então decidi que marcaria o caminho de volta, para que eu sempre pudesse encontrar esse lugar. Então puxei do bolso um canivete que eu sempre trazia quando ia dar uma volta, só por precaução, e marquei uma arvore qualquer, depois andei mais um pouco e marquei outra, e assim foi até que eu cheguei em casa, onde eu marquei a arvore com um círculo com seta.
Quando chegue, já estava de noite, e a lua estava subindo no horizonte, pálida e deslumbrante como sempre, e parece que magia tinha dominado o lugar, tudo parecia ainda mais vivo iluminado ao luar, e eu comecei a andar, depois a pular e rodopiar, como se estivesse dançando uma música e fosse a natureza que estivesse cantando pessoalmente para mim, e o vento veio ser meu acompanhante, me seguindo nos passos, nos pulos, nos giros, estava tão bom, continuei dançando a melodia da natureza, por um tempo, até que me senti tão pacifico que eu sentei apoiado na arvore, só que dessa vez eu deixei os sentimentos fluírem, deixei a natureza me levar, até que eu adormeci, entrando novamente no reino dos sonhos.
Me levantei, e não parecia que eu estava no mesmo lugar, tão verde, tão brilhante, as árvores dançavam, os animais também dançavam, tudo era alegre. Me levantei novamente e comecei a dançar como todos, rindo, solto, livre, como se nada mais existisse como se a felicidade fosse a única coisa que realmente importasse na vida, até o tempo parecia menos imparcial agora, cedendo a felicidade e harmonia das coisas. Deitado no chão, fico olhando para o céu, pequenas criaturas fofas vieram até mim, e está divertido. Depois de um tempo nessa brincadeira, as criaturinhas correm e algo surge da linha das arvores, olho para ver o que é, e vejo Um tigre com íris roxa surgindo, mas não sinto medo, fico sentado, mas ainda com as pernas estiradas, apoio um braço no chão e ergo o outro braço com a palma da mão pra cima, incentivando pra ele se aproximar. Com um olhar curioso e um caminhar cuidadoso ele se aproximou, e quando se aproximou eu toquei sua cabeça e comecei a acaricia-lo. Assim continuou por um tempo até que outra criatura apareceu, dessa vez um Leão com a íris verde, aconteceu praticamente a mesma coisa que da primeira vez. Os dois animais estavam olhando um para o outro, depois ficaram lado a lado, e começaram a brincar feito filhotes ficaram fazendo isso durante um bom tempo... até que finalmente eu percebi que o tigre na verdade era uma tigresa, mas continuou tudo normal, eles brincaram mais um pouco e eu ria deles quando eles derrubavam um ao outro. Depois ele vieram a ficar perto de mim novamente, e passei a mão pela densa juba vermelha do leão, e ele trouce a cabeça para perto da minha mão, e também comecei a passar a minha mão pelas costas dela, já que ela estava deitada ao meu lado, e apareceu de repente outro animal, só que dessa vez, um pouco maior, um urso pardo, veio se aproximando lentamente, sem nenhum incentivo, com orbes de um marrom brilhante, veio olhando para o lado que estava a tigresa, e parou por trás de mim com a cabeça de frente para ela ele se deitou e eles ficaram se olhando, tão profundamente que decidi não atrapalhar, decidi me levantar e cair na brincadeira com o leão.
Passamos uns minutos brincando, correndo, nos divertindo. Depois de um tempo só voltei a posição Original, ao lado da tigresa, um pouco apoiado no pelo meio áspero do urso, que ainda estava por atrás de mim, e o leão do meu lado, que agora deitado, com a cabeça próxima a minha, por cima do meu peito, e eu continuava a passar minha mão pela juba e pelo. Após o que pareceu uma hora, outro animal surgiu da floresta, dessa vez parecia uma pantera negra, de olhos com cores diferentes, um azul e o outro verde, veio sem incentivo, e ficou ao lado do leão, que já estava sentado. Começaram assim as provocações de cabeça, um empurrando o outro até que eles já estavam se atracando no chão, as vezes um em cima, as vezes o outro, e eu apenas rindo da situação, foi engraçado de ver. Eram uma diversão eles brigando, mas não era uma briga séria, só uma brincadeira entre amigos, eu acho.
Minutos se passaram, e mais um animal apareceu. Dessa vez era um Lince, completamente branco, com olhos azuis penetrantes de um brilho gélido. Não se aproximou tanto, só ficou observando da linha as arvores, com um olhar que parecia entediado.
O momento era inigualável, Dois se olhando, Outros dois que continuavam com umas briguinhas e uma um pouco isolada, estava perfeito, toda a natureza cantava e dançava, era um brilho incrível. Até que uma escuridão começou a se alastrar, tudo cessou, tudo só ficou parado, os animais que estavam comigo se levantaram e se alinharam, e eu levantei e fiquei na frente deles. Enquanto os segundos se passavam mais aquela escuridão tomava conta, e mais silencioso ficava. Eu sabia que viria algo, e sabia de onde viria. Olhei para o lugar onde meu instinto mandava olhar. E depois de trinta segundos surgi das arvores um cão... não, um lobo. Um Lobo gigante de Duas Cabeças que olhava diretamente pra mim, com orbes completamente negras e um pelo completamente negro eriçado. Rosnava e fazia o chão tremer, as patas tinham garras tão afiadas que pareciam cortar o vento, e dentes tão afiados que acho que poderiam separar moléculas. Estava olhando diretamente para mim, e parecia que queria destrinchar todas as fibras do meu corpo. Eu andei na direção dele, sem nenhum medo, com um sorriso abeto, e com um olhar que parecia que eu estava olhando para um filhote felpudo e brincalhão. De repente, e sem nenhum aviso, ele pulou em minha direção. Para qualquer um, pareceria meu fim, mas eu apenas amentei ainda mais o sorriso, e quando ele estava perto o suficiente eu dei um pequeno salto e toquei no focinho de uma das cabeças. Imediatamente uma luz transcendental de uma cor branco-azulada emanou da minha palma e cobriu toda a clareira de luz, e depois de um segundo a fera mudou completamente. Seus dentes e garras permaneceram do mesmo jeito, mas seu pelo mudou para um Branco com algumas pontas levemente avermelhadas, seus olhos mudaram para um vermelho carmim e sua altura diminuiu drasticamente de aproximadamente uns Três ou Quatro metros para aproximadamente Um metro e Noventa, contando da pata até o topo da cabeça. Depois da transformação, me encontrei abraçando os dois pescoços da fera com meus dois braços, colocando minha cabeça no centro, experimentando a sensação do pelo macio.
Com Isso, toda a floresta voltou a ter brilho, tudo voltou ao normal. Mas estava muito brilhante. O brilho foi aumentando cada vez mais e antes que o brilho consumisse toda a minha visão, vi os rostos dos animais que eu havia acabado de fazer amizade, e todos olhavam pra mim, sorrindo do jeito que podiam. Depois de um segundo, só tinha luz.
E eu acordei.
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