Traga-me Para A Vida
4 Capítulo 3 - Dúvidas, respostas e promessas.
Notas iniciais
Mas um grande capítulo cheio de emoções para vocês.
Bjs!!!
E tenham uma ótima leitura.
Acordei assustada, deitada em um quarto todo branco, tentei levantar da maca... Maca?! Foi quando eu percebi que estava em um quarto de hospital. Eu surtei, a única coisa que eu me lembrava era de Bella e eu nadando na praia de La Push. Tentei me lembrar de alguma coisa que me tivesse trago até esse hospital, porém, nada de estranho veio em minha mente. O que será que me trouxe até este hospital? Algo havia acontecido, e eu iria descobrir o que era.
Meus pais entraram no quarto correndo, me fazendo segurar o grito que estava preso em minha garganta. Minha mãe veio ao meu encontro, me abraçando forte, quanto meu pai, ficara perto da porta com uma expressão estranha no rosto.
– Filha. Não faz mais isso não meu amor. Por que você sisma em se machucar? –Disse minha mãe chorando nervosa, me abraçando ainda mais, enquanto eu tentava entender o que ela estava dizendo.
Meu pai ainda estava parado perto da porta, calado, com uma expressão de repulsa e pena. A expressão dele me assustava, eu nunca havia visto meu pai daquele jeito. Ele olhava fixamente para mim, pensativo, sem dizer nenhuma palavra, como se alguma coisa de muito ruim estivesse acontecido. E o seu silêncio estava me sufocando.
– O que houve comigo? Por que estou nesse hospital? –Eu perguntava buscando por respostas.
– Você não lembra filha? –Perguntou minha mãe perplexa com dúvidas no olhar. –Você se afogou em La Push meu anjo.
– Me afoguei?!... Mas como?... Se não me lembro de nada. –Como eu poderia ter me afogado se sabia nadar como ninguém? –Pensei.
– Tem certeza filha que você não se lembra de nada que aconteceu na praia? –Perguntou minha mãe com uma expressão de dúvida, e agora olhando fixamente para meu pai, quando eu falava que não me lembrava de nada.
– Não, por que eu deveria me lembrar? –Perguntei ainda desnorteada por causa dos medicamentos. – E onde está Bella? –Perguntei ainda sem entender nada do que estava acontecendo.
– Eu a levei para casa. –Disse meu pai, acabando com seu silêncio. –Eles... Quer dizer ela... Não, não queriam ir pra casa, porém não tinham porque eles... ela continuar aqui. –Disse meu pai nervoso, gaguejando, sem conseguir terminar uma frase direito.
Por que meu pai ainda me olhava com uma expressão de tristeza e dúvidas? Havia dor em seu olhar, ele estava pálido, como se tivesse visto assombração. Eu nunca havia visto meu pai daquele jeito. Meu pai sempre foi um homem sério, de personalidade forte, porém seu jeito nunca havia me colocado medo, pelo menos até agora. Meu pai era um homem com seus quase 50 anos nas costas, moreno claro, com olhos castanhos escuros, cabelos grisalhos e uma barba super bem feita, que deixava sua expressão séria
ainda mais charmosa. Porém aquela expressão em seu rosto dizia e revelava muito mais do que somente um homem sério e conservador.
Ganhei alta mais tarde naquela noite, e na altura do campeonato eu só queria a minha linda cama. O dia hoje havia sido intenso e estranho ao mesmo tempo, e agora eu só queria dormir. Amanhã eu iria até a casa de Bella, para esclarecer tudo o que havia acontecido hoje, por que com os meus pais, eu saberia que não iria descobrir absolutamente nada.
Tive um sonho intenso e perturbador. Eu sonhei com a praia de La Push, com o Mike. Sonhei que ele vinha em minha direção no mar, mas ele estava tão diferente. Seu corpo, seus cabelos, seus olhos. Ele estava mais forte, com um corpo lindo e escultural, seus cabelos estavam cortados, repicados na cabeça, com um corte que o deixava ainda mais lindo. Seu olhar, que pareciam mais duas pérolas negras, dois diamantes negros lapidados. Seu olhar era tão intenso que fazia qualquer garota derreter, somente de olhar para eles. Ele estava ainda mais lindo do que antes, só que não parecia com o meu Mike. Como ele poderia ter mudado tanto?
Acordei de manhã com um gosto salgado e amargo nos lábios. Eu estava chorando, eu havia sonhado com o Mike, e ele não parecia ser meu, e pensar nisso me doía, me doía muito. Levantei da cama contra a minha vontade, por mim eu ficaria ali deitada o dia inteiro, porém, havia coisas pendentes para eu resolver. Precisava conversar com Bella, precisava descobrir o que tinha acontecido, precisava descobrir a verdade. Porque aquele papo de que eu tinha me afogado estava muito mal contado. Eu sempre fui uma das melhores nadadoras da minha antiga escola, morava de frente para a praia no Rio de Janeiro, e sabia que me afogar estava fora totalmente de cogitação. Tomei meu banho, escovei meus dentes, e fui me vestir. Hoje o tempo não havia perdoado e caia uma chuva muito forte e intensa. Preferi colocar uma calça jeans skinny, uma blusa champanhe com um casaco preto por cima e uma bota de cano alto preta. Coloquei algumas pulseiras, brinco e uma maquiagem um pouco forte demais para o dia, sombra preta, lápis de olho, blush e gloss. Eu tinha uma personalidade forte, assim como meu pai, quando eu teimava com alguma coisa, não tinha nada e nem ninguém que a tirasse de minha cabeça. Mas assim como eu tinha puxado essa personalidade super forte do meu pai, eu havia puxado a enorme fragilidade de minha mãe, que me deixava vulnerável com os meus próprios sentimentos.
Quando estava acabando de pentear o meu cabelo, escutei umas batidas na porta do meu quarto. Achei que fosse minha mãe para avisar que o café da manhã estava pronto. Gritei para que entrasse e quando me virei, vi meu pai em pé parado no meio do quarto.
– Oi pai. –Falei me virando para o espelho para acabar de pentear o meu cabelo.
– Oi filha. –Falou andando em minha direção com receio. –Ficou bonito aqui. –Falou sem jeito. Dava para ver na cara dele que ele estava completamente nervoso. Fingi que não havia percebido nada e continuei a conversa.
–Sim ficou lindo. –Falei descontraída.
–Filh... Filha. –Disse gaguejando. – Depois do café da manhã, eu gostaria de conversar contigo. – Eu estranhei meu pai não era de muita conversa, e quando ele pedia para conversar, boa coisa não era. Mas eu estava tranqüila, com certeza era algo sobre eu te me ‘‘afogado’’ ontem.
–É serio pai? –Perguntei quase debochando.
– Mais ou menos filha... Mas ou menos. – Meu pai estava tão estranho, com uma expressão tão perturbadora; que até doía olhar para ele. – Vamos descer para o café da manhã. Já está tudo pronto. Você não precisa ficar se arrumando desse jeito, você já é linda. –Disse abrindo um sorriso forçado e saindo do quarto.
O que será que meu pai queria falar de tão importante comigo? Eu não estava com medo dele antes, mas após ver seu rosto, o medo começou a me tomar. – Respirei fundo e desci para o meu desjejum. – Estava com tanto medo do que meu pai queria conversar, que nem consegui tomar o meu café da manhã direito. Nem sei por que eu estava tão nervosa, se tinha quase certeza que ele falaria sobre o que havia acontecido ontem na praia. Eu sabia que não tinha feito nada de errado, a não ser ter me afogado ontem.
Levantei da mesa de jantar devagarzinho e já ia caminhando para meu quarto de fininho, quando meu pai me chamou. Senti meu corpo todo estremecer, e me virei devagar para sua direção, com cara de quem tinha feito merda.
– Maria Luiza. – Ihhhh!!! Fud@*! Ele me chamou pelo meu nome. Pensei. – Senta. – Carvalho eu realmente estava fugida.
Caminhei para a mesa e me sentei na primeira cadeira vaga que eu tinha visto. Que infelizmente ficava de frente para ele e para a minha mãe. Engoli em seco. O que será que havia acontecido para todo esse suspense?
– Malu, sua mãe e eu conversamos... E decidimos que não queremos que você vá mais a La Push.
– Mais por quê? – Perguntei. – Só por causa do acidente de ontem? Que ridículo. – Falei irritada, fazendo pose de adolescente mimada em crise.
– Não filha... – Disse minha mãe. – Nós só não queremos que você vá mais a aquele lugar. Lá não tem nada de bom para você filha.
– Aff! .
–Maria Luiza, nós só não queremos que você vá mais a aquele lugar. Nunca mais ouviu? – Falou meu pai irritado.
– Então para que vocês me trouxeram para este fim de mundo? Para eu continuar a viver a vidinha desprezível e inútil que eu vivia no Brasil? – Gritei, já sentindo lágrimas em meu rosto.
– Filha. Nós só queremos que você prometa que não vai mais a La Push. Por favor, filha prometa para nós. Nós estamos fazendo isso para o seu próprio bem. – Disse minha mãe.
– Se é o que vocês querem, eu prometo. Mais saibam que essa história está muito mal contada. Eu vou descobrir o que me levou até aquele hospital ontem, não tenham dúvida disso. – Levantei e sai correndo para o meu quarto.
Estava irritada e precisava sumir um pouco para colocar meus pensamentos no lugar. – Peguei uma bolsa preta qualquer e sai quase que voando de meu quarto. –Eles não iriam ficar mais me privando dos acontecimentos trágicos da minha vida, não iria adiantar de nada, agora já era muito tarde para isso. Eu não entendia por que eles estavam me tratando daquele jeito. Eu nunca havia visto meus pais assim. Até mesmo quando Mike morreu e eu comecei a surtar eles ficaram do meu lado, me apoiando. E agora que eu estava tentado jogar o fod*sse para tudo, eles não estavam nem ai. Eu não ligava se eles não queriam que eu fosse a La Push, nem havia gostado tanto daquele lugar mesmo. Mais agora, se eles acham que vão ficar me privando de tudo, estão muito enganados. – Eu quase gritava isso de meus pensamentos. – Eu sabia que algo de estranho tinha acontecido naquela praia, só que não sabia ao certo o que. E se eles acham que vão ficar me escondendo a verdade, eles não perdem por esperar. Eu iria descobrir o que havia acontecido comigo ontem, e já sabia com quem eu poderia achar as respostas.
Notas finais
O que será que aconteceu com a Malu naquela praia?
E os pais dela, por que eles não querem que ela vá mais até La Push?
E se ela não for mais a La Push, como ela encontrará com o nosso Jacob Gostosão?
Ai novamente varias perguntas sem respostas. Mas não me matem, proximo capítulo MALU E JACOB ♥.
E não esqueçam das minhas REVIEWS galera.
Bjs e até a proxima.
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