Traga-me Para A Vida

7 Capítulo 6 - Abri meus olhos.


Notas iniciais
Olá minhas queridas, me desculpe por não ter postado nada antes, é que comecei a trabalhar e agora só tenho o domingo para escrever. Espero que vocês me entendam.
Esse capítulo ficou enorme, mais deixará vocês com gostinho de quero mais.
Então moçada, bora ler!!!!
Encontro vocês lá embaixo.
BOA LEITURA!!!

Abri meus olhos sentindo a luz que vinha da janela bater em meu rosto, me fazendo acordar de meu lindo sonho, e observar tudo ao meu redor. Senti um enorme choque percorrer meu corpo, me acordando de tudo aquilo, quando olhei para o lado na cama e o vi dormindo. Meu coração começou a bater descompassado, enquanto eu tentava buscar ar em meus pulmões totalmente em transe. Já sentia as lágrimas quentes rolarem em meu rosto, me mostrando a minha terrível realidade, enquanto ele permanecia a dormir como um anjo. Eu havia achado que tudo aquilo não passava de um sonho, mas quando eu o vi ali, percebi que tudo havia sido real até demais. Eu realmente tinha sentido o calor de sua pele na minha, tinha sentido o seu toque, os seus lábios... ­–Fechei meus olhos, pressionando as lagrimas que estavam a cair, tentando esquecer cada momento que eu havia vivenciado há algumas horas atrás, mas era em vão, pois agora ele estava a me encarar deitado ainda na cama.

Levantei em um pulo da cama, caindo no chão, enquanto via ele me assistindo com seus lindos olhos negros assustados. Eu sentia todo o meu corpo estremecer a cada movimento os seus olhos, me levando a estrema loucura, me endoidecendo cada vez mais. Meu peito doía, enquanto eu sentia o meu coração sendo dilacerado, outra vez eu assistia meus lindos castelos de areia sendo levados pelas ondas, me deixando sem teto, completamente desabrigada dentro de mim. Meus pensamentos rodopiavam em minha cabeça, como bailarinas dando deboules, girando, fazendo com que eu me perdesse em meu próprio ritmo, em meu próprio compasso.

Eu sentia nojo de mim mesma, por estar naquela situação... Eu havia beijado outros lábios, eu havia me entregado a outros desejos, a outras caricias, a outro corpo. Eu havia caído em completa luxuria, entregando a outro homem aquilo que não pertencia nem mais a mim. Eu havia traído não só a mim, mas ao Mike também, eu havia o traído com uma replica quase exata dele mesmo, eu o havia traído com o seu próprio reflexo no espelho. –O vi se aproximando de mim, confuso, com duvidas altamente claras em seus olhos, em seu vazio interior, enquanto a cada passo ele se aproximava, fazendo com que eu perdesse completamente o que era certo ou não. Eu ainda continuava imóvel caída no chão o observando, escutando meus batimentos cardíacos aumentando a cada segundo que passava. Ele conseguia fazer com que eu perdesse completamente toda a seriedade que ainda restara em mim, fazendo meus pensamentos delirarem, meu corpo delirar, a cada som que escutava de sua respiração, me mostrando a cada compasso do relógio, a cada centímetro o quão vivo ele estava. Senti sua respiração em meu rosto, me acordando de toda aquela loucura, me fazendo despertar de meu pesadelo particular.

NÃO CHEGA PERTO DE MIM!!!!!!!!!! –Gritava totalmente atordoada enquanto me encolhia ainda mais no chão. – VOCÊ NÃO EXISTE,... VOCÊ NÃO É REAL!!!!!!!! VOCÊ NÃO PASSA DE UMA REPLICA MALFEITA E BARATA DO MIKE. VOCÊ É APENAS UM REFLEXO NO ESPELHO, UM ESTRANHO... SAI DAQUIIIIIIIII!!!!!!!!! VOCÊ NÃO É REAL... Eu te odeio... Você não é real... Voc... Não... Real... –Gritava sentindo as lágrimas fecharem a minha garganta.

Ele agora ficava me encarando com dor, como se todas as minhas palavras tivessem o machucado, como se todo aquele meu desespero lhe doesse. Eu sentia que havia o assustado do mesmo modo que ele também havia me assustado, sua expressão agora era de frustração, enquanto eu via em seus olhos as lagrimas se formando. Eu colocava todos os meus sentimentos reprimidos para fora, falando coisas horríveis em sua frente, enquanto ele ainda continuava imóvel, obedecendo a ordem que eu havia dado. Eu não o queria perto de mim, eu queria somente distancia, queria apenas desaparecer daquele quarto, e sumir de uma vez por todas, levando tudo o que eu havia cultivado comigo. Meus olhos já estavam tão encharcados que eu já não conseguia ver seu rosto nitidamente, eu estava cega. Foi quando senti seus braços em envolverem em um abraço extremamente quente e acolhedor. Como ele conseguia ser tão quente? – Ele ficou ali no chão comigo durante alguns segundos, até eu cair em sã consciência. Ele falava coisas em meu ouvido como: ‘’Tudo vai ficar bem’’, ‘’Isso vai passar. ’’ – Eu ouvia suas palavras em meus ouvidos, soarem tão acolhedoras, tão carinhosas, que já estava quase fechando meus olhos, e me reconfortando... Quando o escutei dizer ‘’Eu estou aqui. ’’ – E aquelas palavras foram suficientes para me fazer voltar à realidade.

–Sai daqui!!!!!!! Você não existe... Você é só um pesadelo... VOCÊ NÃO PASSA DE UM PESADELO. –O empurrei gritando, enquanto me desvencilhava de seus braços.

Levantei do chão, e antes que ele pudesse se levantar sai correndo desesperada, o ouvindo chamar pelo meu nome em vão. Eu corria o mais rápido que conseguia, deixando para trás todos os meus pensamentos, carregando comigo somente a minha dor, a minha culpa. Eu corria sentindo meu coração sangrar despedaçado, enquanto aquela ferida em meu peito ia aumentando, me sufocando. Passei pela sala, sem conseguir visualizar nada ao meu redor, e sai porta afora, tentando ir para o mais longe que eu poderia ir dali, eu não queria ter que voltar nunca mais a aquele lugar, agora eu só queria fugir, de mim, e de todo o resto que até agora só tinham me feito mal.

Assim que eu passei pela porta da frente da casa, pude ver um carro preto que parecia ser familiar, parar em minha frente, olhei para o vidro e pude visualizar as pessoas que eu menos esperaria encontrar ali. Ajoelhei-me no chão frio, sentindo aquelas lágrimas quente me cegarem ainda mais, escutando as portas do carro serem abertas, e passos vindo em minha direção. Senti seus braços me enlaçarem, me colocando de pé enquanto eu suplicava...

– Pai, por favor, me tira daqui... Por favor,..., pai, me leve embora! – Eu suplicava, vendo borrado o rosto de meu pai enquanto ele me encarava.

Era possível ver muita ira no olhar de meu pai, ele me olhava com raiva e desgosto, como se minha fuga, e meu desespero estivessem o machucando demais. Eu nunca havia visto aquele olhar em meu pai, mas eu sabia que ele estava super desapontado comigo. Ver o olhar frio de meu pai sobre mim, só me fez desabar, eu estava novamente no chão chorando desolada, perdida dentro do vazio que havia dentro de mim. Eu via meu pai se afastando de mim, caminhando em direção a casa dos Blacks, me deixando ali sozinha sem ao menos olhar para trás, e aquilo me doía mais, eu sabia que merecia todo o desprezo de meu pai, mais não naquela hora, agora eu só queria que ele ficasse do meu lado, me reerguesse, me abraçasse... Mas não, ele agora estava mais frio do que nunca, e isso doía demais, eu já havia desapontado muito meu pai, mas nunca pensei que um dia ele viraria as costas para mim, para sua própria filha. Ele estava totalmente tomado pelo ódio, pela ira, dava para ver em seus olhos toda a dor e raiva que ele sentia, e tudo por minha causa. Eu via e ouvia-o gritando com o Jacob, como se ele tivesse culpa de toda a minha desgraça, como se ele tivesse culpa por todos os meus erros.

Eu ainda chorava caída de joelhos no chão, quando senti um abraço quente, me apertando muito forte, era minha mãe, como sempre minha querida mãe, que sempre me ajudava nos momentos mais difíceis da minha vida. Minha mãe me abraçava tão forte, que já era possível sentir todo o vazio, o buraco que meu pai havia acabado de deixar em mim sendo preenchido.

–Mãe me tira daqui. –Falava entre soluços. –Por favor, me tira deste lugar.

– Claro filha, claro. – Falava com dor, me levantando do chão e me ajudando a caminhar até o carro.

Entrei no carro e vi meu pai caminhando em nossa direção, e logo atrás dele, pude ver o Jacob, parado em frente sua casa com seu pai, olhando em minha direção. Senti uma onda percorrer o meu corpo, passando delas minhas costas e subir para minha cabeça, fazendo eu me perder, e relembrar todas as nossas caricias da noite passada, me fazendo lembrar sua língua quente invadindo minha boca, de seu toque em minha cintura, e de... Despertei dos meus pensamentos, ouvindo meu pai gritar comigo.

– Você ta me escutando?!!! Eu não havia te proibido de vir para esse lugar? ... Você está de castigo, ouviu?!!! Se eu souber que você veio para cá novamente, procurar esse garoto, eu te mando para o Brasil. – Gritava comigo com raiva. – Eu nunca poderia ter-te trago para cá. – As últimas palavras de meu pai, saíram abafadas pelo choro, meu pai estava chorando.

Ver meu pai chorando, me fez perceber o quanto eu também feria eles com a minha dor, eu nunca na vida havia visto meu pai chorar, e isso me doía, porque eu sabia que o motivo de seu choro era eu. Minha mãe também mostrava estar bem abalada, eu sabia que eles não haviam dormido por causa do meu desaparecimento. E isso me fez pensar em como eu os fazia mal. Encolhi-me no carro, envergonhada por todos os meus erros, e segui assim até chegar em casa.



Assim que chegamos em casa pude ver a picape de Bella estacionada na garagem. Bella correu para os meus braços, ou melhor, eu corri para seus braços, assim que a vi, deixando as lágrimas escorrerem de meus olhos novamente.

– Prima porque você foi lá?

– Eu precisava vê-lo... Eu precisava... – Falei chorando.

Entramos em casa em silencio, apenas escutando meu pai bufar de raiva, andando de um lado para o outro quase descontrolado, enquanto minha mãe tentava acalmá-lo nervosa. Como eu não conseguia ver mais aquela cena, que estava me matando, segurei a mão de Bella, e sai da sala caminhando para o meu quarto. Entrei no quarto correndo em direção a minha cama, e peguei uma foto do Mike que estava na cabeceira, colocando-a em meu peito, enquanto lhe pedia desculpa por tudo que havia feito. Eu agora andava para um lado e outro, transtornada, perdida em mim mesma, eu andava com sua fotografia em meu peito, apertando-a cada vez mais forte em mim. Eu sentia dentro de mim, que necessitava abraçá-lo, necessitava sentir o calor de sua pele morena na minha, porém era impossível, eu agora só podia me contentar com um simples retrato, uma simples lembrança. Lembrar isso fazia meu coração latejar, se despedaçar em cacos. Eu havia surtado agora, acariciando o retrato como se ele estivesse na minha frente, olhei melhor para a fotografia que tinha nas mãos, e pude ver dois seres, duas pessoas e eu, perdida no meio do reflexo deles. Primeiramente eu via o Mike, depois eu me via e depois... Era ele... Senti meus olhos se encherem de lagrimas novamente, eu não agüentava mais chorar, só que as lagrimas saiam sem esforços de meus olhos, como águas que brotam das nascentes.

Bella ficara sentada na cama, me encarando confusa, enquanto me via endoidecer cada vez mais, me olhando espantada, como se não reconhecesse o que estava vendo. E eu sabia que o que ela estava vendo, não era eu, não mais, pois eu havia deixado de ser eu mesma há muito tempo, agora eu era a sombra, o caco de vidro quebrado, a rosa despedaçada...

– Malu, para de andar de um lado para o outro, você ta me deixando maluca. –Falou Bella. –Vem cá, senta aqui do meu lado, e me conta o que aconteceu. – Falou batendo a mão esquerda na cama. – Isto é, se você quiser falar sobre isso.

Eu olhava para ela, para sua mão, e para a cama, assustada, com medo.

– Vem logo prima.

Joguei-me ao seu lado na cama, chorando, sentindo toda a minha magoa trasbordando o meu ser, eu sabia que podia contar com a Bella em todos os momentos da minha vida, eu sabia que poderia desabafar para ela tudo o que eu estava sentindo, e em como eu havia me tornado um caco, eu precisava falar para ela o que havia de fato acontecido na noite anterior, precisava falar para ela toda aquela verdade. Não conseguia mais guardar tudo aquilo para mim, não conseguia lembrar nem por um minuto de tudo aquilo sem que meu coração adoecesse. E eu iria falar, eu precisava... Deitei na cama, e pedi para que Bella se deitasse também, ficando uma de frente para a outra, enquanto eu buscava dentro de mim, coragem, e antes que as minhas palavras saíssem de minha boca, ela falou.

– Me conta Malu, por que você dormiu na casa do Jacob? – Escutar aquela pergunta, me fez corar, ao lembrar toda a nossa noite.

– Eu não sei... – Falei a verdade, eu realmente não sabia o porquê de não ter ido embora da casa dele ao acordar. – Eu só sei que eu desmaiei ao vê-lo na estrada, e quando acordei já estava em sua casa. – Falei devagar, tentando digerir as informações que eu dava.

– E por que você está vestida somente com a camisa dele?

Senti uma onda elétrica passar pelo meu corpo, me mostrando realmente a minha realidade, eu havia esquecido completamente de que ainda estava vestindo sua blusa cinza. Aquela pergunta de Bella me fez corar, sentindo meu rosto arder de vergonha, eu não sabia como eu iria responder aquela pergunta, como eu iria dizer que acordei vestindo aquilo?... E meu deus eu estava correndo no meio da rua somente com uma blusa em meu corpo... My god!! Meu pai deve ter surtado quando me viu vestida daquele jeito na casa de um estranho.

– É... É... Que por causa da chuva, minha roupa ficou molhada e uma senhora chamada Sue a trocou, colocando essa blusa do Jacob em mim. – Falei de uma vez, tomando coragem para contar o resto.

– Sério? A Sue trocou sua roupa? Kkkk – Bella ria me fazendo ficar envergonhada.

–E tem mais... – Eu falei gaguejando.

– Mais o que? – Falou parando de rir, e olhando seria para mim.

Nesse momento, as lagrimas vieram mais fortes, me cegando, enquanto eu sentia um buraco se formando em meu peito. Bella me olhava sem entender nada, confusa, enquanto eu me derramava em choro em sua frente. Ela agora me abraçava, me confortando, enquanto eu tentava tirar o nó que havia se formado em minha garganta.

– Eu... Eu fiquei com o Jacob, Bella. Eu o beijei... – Falei a abraçando mais, enquanto as lagrimas caiam de meus olhos.

– O que?!!! – Disse se afastando de mim. – Eu não acredito que vocês ficaram. Você ta maluca?!!! – Gritava.

– E tem mais. – Engoli em seco. – Nós dormimos juntos. – Estas ultimas palavras foram como flecha em meu peito, queimando e acabando com tudo que havia sobrado dentro de mim.

EU NÃO ACREDITO QUE VOCES TRANSARAM!!!!!!!!!!! – Gritou, dando um pulo da cama. Você estava aonde com a cabeça? Eu não falei para você manter distancia dele?!!! ELE NÃO PRESTA. – Falava chorando nervosa. – Eu vou matar o Jacob!!!

– Calma...

– Como você quer que eu tenha calma depois disso? My God!!!!!!! – Gritava andando de um lado para o outro.

EU NÃO TRANSEI COM ELE... – Falei chorando, caindo no chão e me encolhendo, arrependida, sentindo nojo do que eu havia feito. – Eu nunca seria capaz disso...

Eu sentia as dores em meu peito aumentando. Eu sentia nojo, vergonha, culpa. Eu havia praticamente me entregado a outro homem, e esse homem não era o meu amado, não era o homem que eu realmente amava, ele só era o homem que me fazia estremecer... Comecei a lembrar de seus beijos, de seu toque, de seu cheiro, de sua quentura, tudo nele parecia ser tão esplendido e tão fascinante. Eu viajava dentro dos meus próprios pensamentos, que agora estavam nele, no garoto que havia acabado com o meu sossego. Minha mãe entrou no quarto correndo, com certeza ela havia escutado o escândalo de Bella. Ela veio ao meu encontro me abraçando, dizendo que tudo aquilo havia acabado. Eu não conseguia pensar direito em suas palavras, pois estava perdida em meus pensamentos, lembrando ainda da noite horrorosa e inesquecível que eu tinha tido. Há muito tempo que eu não conseguia ter uma noite de sono como aquela, foi completamente um sonho, pena que tive que acordar e ver a realidade.

Pedi para minha mãe e Bella saírem do quarto, eu queria ficar sozinha com os meus pensamentos, queria pensar nas coisas que eu havia feito, lembrar dele... Fiquei parada durante um tempo olhando para o teto, vendo meus pensamentos flutuarem sobre minha cabeça, me levando muito alem do que eu estava, me levando para ele, em como ele me olhara hoje mais cedo, em como suas palavras me acalmavam, em como seu abraço quente e acolhedor era gostoso. Fiquei pensando nele durante dias, pensando na terrível hipótese de nunca mais poder vê-lo. Não sabia por que eu sentia tanta falta dele, como se aquela noite tivesse me transformado, me mudado, eu sentia algo dentro de mim que necessitava novamente por aqueles beijos, por aquele corpo, que necessitava dele. Eu no começo sentia raiva de mim por pensar daquela forma, mais com o passar dos dias aquilo foi me fazendo ceder, por alguma razão eu acordava pensando nele, e dormia pensando nele, pensando naqueles olhos negros fascinantes, que me faziam delirar.



Hoje faz um mês, desde que cheguei a Forks, e amanha será o meu primeiro dia de aula, eu na maioria das vezes odeio escola, só que agora, mais do que nunca eu não vejo a hora de começar a estudar, desde aquele dia que eu fugi de casa, meus pais andam super rigorosos comigo, e para falar a verdade ainda não me tiraram do meu castigo, eu não consigo pisar na rua sem antes falar para aonde eu estou indo, e sem falar que eu só posso sair se a Bella estiver do meu lado. Durante o mês inteiro, eu só fui da minha casa para a casa de Bella, e finalmente agora eu poderia ir para outro lugar, ver outras pessoas, não que eu tivesse interessada em ver alguém, porém talvez se eu conhecer outras pessoas eu tire ele da minha cabeça, da minha vida uma vez por todas.

Arrumei minhas coisas e deixei tudo pronto para quando eu acordar de manha não tenha motivo para me atrasar no primeiro dia de aula, ainda mais porque Bella virá me buscar para me levar na escola. É, é isso mesmo Bella virá me buscar por que meus pais ainda não me deram meu carro e me proibiram de dirigir. Posso com uma coisa dessas?



Acordei de manhã escutando o barulho do despertador, levantei correndo, tomei um delicioso banho, escovei meus dentes e fui me arrumar, uma coisa que eu odiava nesse lugar é que quase não fazia sol, então eu sempre tinha que usar calça e casaco. E hoje o tempo como sempre também não havia perdoado. Eu acordei, coloquei uma calça jeans preta, uma blusa branca, um blazer preto e um all star rosa, passei uma maquiagem, um gloss nos lábios e um pouco de rímel. Penteei meu cabelo, deixando solto e ondulado, peguei minha mochila e desci para o meu desjejum.

(Roupa da Malu: http://www.polyvore.com/look_malu/set?.locale=pt-br&id=55353635)



Cheguei à sala, meu pai e minha mãe já me esperavam sentados a mesa, tomamos nosso café da manhã praticamente em silencio até ouvir a famosa buzina do carro de Bella me chamando, acabei de comer, me despedi de meus pais, e sai correndo, por poder me livrar um pouco de casa. Entrei no carro de minha prima a cumprimentando.

– Olá priminha. – Falei rindo.

– Olá. Está preparada para o seu primeiro dia de aula? – Perguntou.

–Mais ou menos. – Respondi. – Só por sair de casa já está de bom tamanho.

Pegamos o caminho da escola e logo depois já pude vê-la de longe, eu senti um friozinho na barriga, era horrível ser aluna nova, as pessoas sempre caçoavam da gente, e sem falar dos professores, que eram um pé no saco, pedindo para se apresentar perante a sala inteira, que vergonha. Infelizmente, Bella e eu não éramos da mesma turma, também era meio difícil sermos de turmas iguais, já que temos dois anos de diferença de idade. Bella está no ultimo período da escola, o que me faz pensar no que eu farei no ano seguinte quanto ela for embora. Eu ainda estou no primeiro ano do 2º grau, já que não consegui freqüentar a escola direito por causa da morte de Mike ano passado.

Chegando ao colégio Forks High School, assim que descemos do carro, veio uma enorme galera falar com Bella, eu me senti um pouco isolada, mas logo pude reconhecer uma carinha conhecida.

–Olá Malu. –Falou Jessica Stanley me cumprimentando. – Seja bem vinda.

–Oi. Obrigada. – Falei sem jeito.

Bella me apresentou a seus amigos, e depois, seu namorado Edward Cullen que devia me achar uma completa louca mal educada. E aos demais Cullens, Alice, que era super baixinha, até mais que eu, porém parecia ser uma pessoa super maravilhosa, ao Jasper, que parecia super estranho, ao Emmett, que era super grandão e parecia ser super palhaço, e a Rosálie, que era linda, e parecia ser um pouco nojentinha. Cumprimentei todos, e depois pedi desculpas ao Edward, por ter sido tão estranha e mal educada.

–Edward, me desculpa por aquele dia na casa de Bella. – Falei me sentindo um pouco envergonhada. – Eu não estava muito bem naquele dia.

–Tudo bem, eu entendo. – Falou abrindo um sorriso. – Bella me contou tudo, não deve ter sido fácil para você.

–É... – Falei lembrando do dia que Bella me contou toda a verdade.

Assim que acabei de falar com o Edward, que parecia ser legal, ouvi o sinal da escola tocar, me fazendo estremecer, agora eu teria a minha primeira aula e, iria ter que ficar sozinha com pessoas que eu não conhecia, e eu odiava isso. Entramos na escola, me despedi de Bella e de seu namorado e fui procurar a sala que eu teria a minha primeira aula. Era tudo tão diferente das escolas do Brasil. Eu estava completamente perdida no corredor, quando vi um garoto lindo, branco de olhos azuis e cabelos loiros vindo em minha direção.

–Oi, você deve ser nova aqui, e com certeza deve estar perdida. – Falou.

–É realmente estou perdida, eu não entendo essa numeração. – Apontei para a folha branca em minha mão.

– Deixe me ver a sua sala. – Pediu. – Hum... que legal você terá a mesma aula que eu agora. Você gosta de química? – Perguntou sorridente.

– Mais ou menos, eu não gosto muito de estudar para dizer a verdade. – Respondi, olhando encantada para os seus olhos azuis.

– Sei como é. – Falou colocando a mão na cabeça.

– E desculpe por não me apresentar, meu nome é Alec. – Falou esticando a mão.

– Meu nome é Maria Luiza, mas pode me chamar de Malu. – Falei apertando sua mão.

– Prazer em te conhecer Malu. – Respondeu abrindo um lindo sorriso.

Caminhamos para a sala juntos, e quando chegamos, todos já estavam sentados em seus lugares, e o professor já estava na sala explicando a matéria. Pedimos licença e entramos envergonhados, enquanto a turma toda nos observava, sentamos em uma carteira que estava vaga, enquanto o professor voltava a explicar sua matéria. Ficamos em silencio durante um tempo até que Alec abriu sua boca novamente.

– Você não é daqui é? Você é muito morena para ter nascido aqui em Forks.

– Não. – Falei rindo. – Eu sou do Brasil.

–Hum que legal. Você tem namorado? – Falou sendo direto.

Eu pensei um pouco antes de responder sua pergunta.

– Não. – Falei baixinho, me sentindo mal.

– Que bom, pois eu adorei você. – Falou me deixando super envergonhada.

O sinal tocou, e tivemos que nos despedir, pois agora eu teria aula de Português e ele de Matemática. E agora só iríamos nos ver no intervalo e depois na ultima aula.

– Nos vemos no intervalo, gata. – Falou dando um beijo na minha bochecha. – Adorei te conhecer. – Falou se despedindo, enquanto eu sentia meu rosto corar.

A aula de português foi um saco, o professor era um porre, e não sabia explicar nada direito. Eu agradeci muito quando o sinal tocou, avisando que sua aula havia acabado. A aula que veio a seguir foi um barato, o professor era super legal, um verdadeiro palhaço, e me descontraiu muito. Quando o sinal do intervalo tocou, eu sai distraída em direção ao refeitório, encontrar Bella e os Cullen, quando esbarrei sem querer em uma garota, ruiva linda, de cabelos cacheados até o meio das costas.

– Sua retardada, você não olha para onde anda não?! – Falou quase gritando. Deixando-me envergonhada.

– Me desculpe, eu não tinha te visto. – Respondi.

– Então compra um óculos querida, porque você deve estar cega. – Falou rindo, caçoado da minha cara.

– A deixe em paz Victória. – Escutei a voz de Alec atrás de mim.

– Eu a deixarei, é só ela parar de se meter em meu caminho. – Falou me encarando e saiu andando.

–Relaxa, ela não vai se meter mais com você. – Falou rindo. – Essa garota adora jogar seu veneno.

Caminhamos para o refeitório, e eu encontrei Bella sentada em uma mesa, com seu namorado, Edward, os Cullens e seus amigos. Chamei o Alec para se sentar conosco, nos sentamos, e eu vi Victoria olhando para mim, e cochichando com suas amigas metidas. Eu estava viajando quando escutei a voz de Bella, me despertando.

– Priminha, você não é boba heim. Quem é esse gato? – Falou em meu ouvido, me fazendo rir.

– Ele é de minha turma de química.

– Hum...

–Para Bella, não tem nada disso que você está pensando. Eu ainda amo o Mike.

– Priminha, ele já se foi. – Bella falou aquilo, fazendo meus olhos incharem. – Pelo menos ele é melhor que o Jacob. – Falou.

Jacob! Jacob! Hoje eu ainda não havia pensado nele, diferente dos outros dias, em que ele não saia da minha cabeça. Ouvir seu nome me fez viajar, pensar, em como ele estaria agora, em como ele reagiu com a minha loucura. Havia se passado um mês, um mês sem vê-lo, um mês, sem nenhuma noticia. Como ele estaria agora? – Por algum motivo, que eu não sabia qual era, eu comecei a sentir saudades dele, eu queria vê-lo, queria poder abraçá-lo, tocá-lo... Fiquei pensando nele o restante de toda a aula, eu agora já não conseguia o tira-lo da cabeça, e nem conseguia me concentrar na aula, e nem em Alec, que fazia de tudo para chamar minha atenção. Despertei-me ouvindo o ultimo sinal da escola tocar, anunciando que as aulas hoje haviam acabado.

Sai da escola, e vi Bella encostada em seu carro com Edward e Alice conversando. E comecei a andar em sua direção, quando escutei um ronco de uma moto se aproximar, olhei, e o vi. Ele parou com a moto na minha frente, me fazendo congelar, ele estava mais lindo do que nunca, com uma calça jeans escura, e uma blusa preta super colada no corpo. Senti meu coração bater acelerado, enquanto ele me encarava com fervor. Eu sentia dentro de mim que necessitava dele, que necessitava de cada minuto com ele. Eu olhava-o espantada, e nervosa. Porque ele estava aqui? – Perguntava para mim mesma nervosa.\"\"

– Malu, eu preciso falar com você. Eu preciso falar o quanto eu... – Escutar sua voz quase me fez derreter, como era lindo ouvir sua voz novamente. – Por favor, suba não me faça me arrepender de ter vindo até aqui. – Eu o olhava ainda congelado no mesmo lugar, enquanto digeria as suas palavras.

O que será que ele queria falar comigo? Por que ele veio até aqui? Eu me perguntava sem entender nada. Acordei de meus pensamentos, ouvindo Bella me gritar, correndo e minha direção, então não pensei duas vezes, subi na moto entrelaçando minhas mãos em sua cintura, sentindo seu calor. Enquanto ele dava partida na moto. Eu sentia meu coração acelerar, sentindo o vendo gelado em meu rosto, enquanto deixávamos tudo para trás.


Notas finais
Malu fugiu com o Jacob!!! Oh! My god!!!
E ai?O que acharam?
Ficou grande neah?!
O que será que acontecerá no proximo capítulo?
Eu sou terrivel sempre deixo duvidas na cabeça de vocês.
Eu mereço reviews?
Bom, mesmo que eu não mereça, me mandem assim mesmo. Rsrsrsr
Beijinhos
NÃO ESQUEÇAM DAS REVIEWS.