Traga-me Para A Vida

22 Capítulo 21- De frente com Sarah Black.


Notas iniciais
Olá meninas!! Mais um capitulo que segue!
Meninas eu fiz um grupo no facebook para nós debatermos sobre minhas fanfics. Lá vocês poderão me fazer perguntas, entre outras coisa...
ENTREM NO LINK: https://www.facebook.com/groups/186988288112022/
Bom, agora vamos deixar de lenga-lenga.
Vamos ler?
BOA LEITURA!
Nos vemos lá embaixo.

Pov. – Malu.

Via-os se diluindo em lágrimas, abraçados, tomando de volta aquilo que o destino havia separado deles, aquilo que por egoísmo e ignorância de pessoas, os privaram, e era emocionante ver eles dois compartilhando gestos que deveriam vim desde a infância. Era triste, pensar e ver o que o destino havia tomado deles, brincadeiras, conversas, brigas,... Tudo havia sido separado e de certa maneira, nunca se ajustariam novamente. São como quebra cabeças, assim que uma peça se perde, nunca formaram o desenho perfeito, ficando sempre um vazio, um buraco. E Mike era essa peça que faltava, para que tudo ali voltasse ou ficasse da maneira que deveria ser.

Eu sentia uma dor dentro de mim ao ver Jake e Rachel ali parados, os dois sozinhos, no lugar que deveria ter três. Era doloroso sentir um vazio entre eles, um vazio que nunca ninguém poderá preencher. Mike fazia falta agora não só para mim, mas para Jake e Rachel também.

Eu ainda os observava; sentada no banquinho de madeira pintado de verde, perdida entre as arvores e em pensamentos que me levavam para longe e que me traziam novamente para perto, quando senti as mãos quentes de Rachel sobre a minha. Rachel ainda tinha um olhar tristonho, e com os olhos cintilantes pelas lagrimas que havia derramado, porém agora em seus lábios um sorriso se formava. Ela me puxou para que eu levantasse e antes mesmo que eu pudesse acabar de levantar, ela me abraçou. Um abraço forte e carinho.

–Obrigada Malu. – Falou com a voz falhada por causa das lágrimas que desciam de seu rosto.

– Não precisa me agradecer por nada. – Falei a olhando. – Agora vamos parar de chorar, você e o Jake precisam conversar. – Falei sorrindo.

Pov. – Rachel.

Estava chegando ao colégio de manhã, quando vi Malu parada em frente ao portão principal. Eu me assustei, pois havia perdido o contato com Malu logo após a morte de meu irmão Mike, quando ela me escreveu um bilhete dizendo que não conseguia mais me ver porque se lembraria do Mike, e não tinha forças para isso. Malu e eu sempre fomos ótimas amigas, sempre nos demos muito bem, e eu senti quando ela se afastou, pois era quando eu mais precisava dela ao meu lado, porém eu entendia seus motivos. Até eu me afastaria de tudo que me lembrasse ele, se estivesse no lugar dela ou se pudesse.

Atravessei a rua, caminhando em sua direção, e assim que cheguei perto o bastante, abracei-a. Eu sentia saudades dela, ela sempre me fazia lembrar meu irmão, e estar ao lado dela era como se eu estivesse perto dele também. Depois de nós duas nos separarmos de nosso abraço, Malu disse com uma expressão estranha no rosto que queria conversar comigo, e pediu para que fosse o mais rápido possível. Eu assenti suas palavras, e a segui até o parque, que não ficava muito longe da escola.

Assim que nos sentamos no parque, Malu começou a dizer coisas estranhas sobre o passado de meu irmão e minha mãe que eu não conhecia. No começo eu não estava ligando muito para o que ela falava, até ela chegar à parte dos gêmeos, e que minha mãe havia os separado. Fiquei com raiva quando ela começou acusar a minha mãe. Minha mãe poderia ser tudo, menos uma sequestradora e desequilibrada, não ao ponto de abandonar um de seus filhos. Mas aos poucos eu fui juntando tudo. Eu tão pouco sabia do passado de minha mãe, pois ela era muito conservadora e não conversava muito sobre o seu passado. As únicas coisas que eu sabia, era que ela havia nascido em uma pequena aldeia de Washington, e Mike havia sido fruto de seu primeiro casamento, e que viajou porque seu ex-marido a maltratava e o meu irmão. Nunca havia ouvido nada sobre o Mike ter um irmão gêmeo.

Eu estava horrorizada com as coisas que Malu me falava e comecei a chorar quando percebi que tudo o que ela falava se encaixava perfeitamente. Eu senti ódio primeiramente de minha mãe, depois nojo quando dei por mim, que a mulher que eu chamava de mãe era uma criminosa.

Não pensei duas vezes quando Malu falou que o irmão gêmeo de Mike estava no Brasil e pedi para conhecê-lo. Eu precisava confirmar com meus próprios olhos que tudo aquilo era real.

Despedi-me de Malu naquela manhã, com o compromisso de voltar a aquele mesmo parque a tarde para ela me apresentar ao Jacob, como ela disse que ele se chamava. O restante do meu dia foi vagando pelas ruas meio sem rumo, entorpecida com todos os assuntos. Eu contava as horas incessantes no relógio, perdida um pouco dentro de mim mesma, eu estava ansiosa para vê-lo, eu queria conhecer o meu irmão perdido. As horas com muito custo passava e quando eu olhei para o relógio e vi que já estava perto, meu coração acelerou, eu sentia todo o meu corpo tremer, e não saberia se iria aguentar. Caminhei para o parque, e fiquei em pé abaixo de uma arvore, para me proteger do sol, que agora caia como brasa em meu corpo, e fiquei a espera de Malu. Minutos depois escutei a voz de Malu, o que me fez tirar de meus pensamentos, e assim que olhei em sua direção, meus olhos se encheram de lágrimas, eu não poderia acreditar no que via. Logo atrás de Malu, havia meu irm... Ou melhor, o irmão gêmeo dele. Minhas pernas fraquejaram, assim que tive a visão nítida e clara do menino a minha frente. Como eles poderiam ser tão iguais e tão diferentes? Mike tinha o cabelo grande, e era magro, já o que estava a minha frente, tinha o cabelo curto, e seu corpo era másculo. Era estranho olha-lo como se fosse uma miragem quase perfeita de Mike.

Lágrimas caiam descontroladas de meus olhos, enquanto eu me sentia perdida por dentro. Estiquei minhas mãos sobre o seu rosto ao modo de toca-lo, eu precisava sentir que aquilo era real e sem perceber o abracei involuntariamente, era estranho, mais eu sentia que já o conhecia há muito tempo...

Pov. – Malu.

Ficamos conversando no parque juntos, e diferente do que eu havia pensado, Jacob e Rachel estavam se dando muito bem, eles conversavam; se abraçavam e até trocavam algumas risadas, mas o olhar de Rachel não mentia, ela estava amargurada e toda a novidade sobre sua mãe a feriu por dentro, aumentando a ferida que já havia forma gélida em seu peito.

A noite caiu e como já estava tarde, eu e Jake nos despedimos de Rachel e voltamos para o Hotel. Jake durante todo o caminho não tirava o sorriso lindo e babaca de seu rosto, e ele me olhava, quase me encarando sem dizer nenhuma palavra.

Chegamos ao hotel onde Jacob estava hospedado e assim que adentrei ao quarto, pedi para que Jacob pedisse algo para nós comermos, enquanto eu tomava um banho. Entrei no Box do banheiro, liguei o chuveiro e enquanto a água me banhava, lagrimas escorriam de meus olhos, hoje eu havia me segurado mais do que tudo, porque estar ao lado de Rachel ainda era doloroso.

Depois de ter tomado o meu banho, sai do banheiro e quando pisei novamente no quarto todos os meus problemas acabaram quando eu o vi sentado na cama sorrindo para mim.

–Você é perfeita. – Falou ele com um enorme sorriso nos lábios e lagrimas nos olhos, não de tristeza, mais sim de felicidade.

–Não sou nada. – Falei abrindo também um sorriso para ele.

–Você é perfeita... – Repetiu caminhando em minha direção. – Para mim. – Completou, sussurrando em meu ouvido, o que me fez estremecer.

Os lábios de Jacob encontraram os meus delicadamente, em um beijo simples e eterno. Seus lábios ardiam como brasa, mergulhados em minha boca. Sua língua percorria a minha, tomada em meu néctar, tomando para si todo o meu sabor. Suas mãos percorriam sobre minha pele, arrancando a toalha molhada que me envolvia. E eu queria seu corpo no meu, sentir à quentura de sua pele na minha, a rigidez de seus músculos em meu corpo. Aos poucos ele foi me puxando para a cama, e fazendo com que eu me deitasse sobre ela, e eu amava estar envolvida em seus braços...

Estávamos deitados, trocando caricias, quando o serviço de quarto bateu na porta trazendo o nosso jantar.

–Justo agora que estava ficando bom. – Falou Jacob sorridente, enquanto eu me cobria com o lençol.

Assim que Jacob destampou a bandeja que estava com a comida e o cheiro entrou em meu nariz, meu estomago roncou, anunciando que alem de eu e Jacob, havia outra pessoinha que também estava com fome.

Jantamos, namoramos e agora estávamos abraçados quando eu ouvi o tic-tac do relógio, o que me despertou. Olhei as horas e... OMG! Já estava tarde, e eu precisava ir para casa. Levantei correndo, enquanto Jacob sentava-se na cama às pressas pensando que fosse mais um de meus enjoos e se assustou quando viu eu me arrumando.

–Malu, para onde você vai a essa hora? – Perguntou meio sonolento.

– Preciso ir para casa, ou os meus avós terão um infarto, pensando que eu morri. – Respondi.

–Mais já são 23h00min, não é melhor você ligar para eles dizendo que está bem e dormir aqui. – Questionou.

–Eu prefiro ir para casa. – Falei, já arrumando meu cabelo.

–Eu irei com você. – Falou já se levantando.

–Não precisa. – Falei. – Isso sem falar que depois você terá que voltar sozinho e é perigoso. – Acrescentei.

– Você irá me deixar sozinho? – Fingiu estar emburrado.

–Você sobreviverá uma noite sem mim. – Falei o beijando e ignorando sua expressão.

Sai do Hotel a caminho do apartamento de meus avós. A rua estava meio deserta, mais a lua me ajudava a guiar os meus caminhos. E eu seguia pensando em tudo que havia acontecido hoje distraidamente, quando vi um carro todo preto parando a minha frente, junto ao meio fio. Eu me assustei, mas pensei que fosse mais um povinho dirigindo bêbado em Ipanema, até que a porta do carro se abriu e do banco do motorista saiu uma mulher de costas para mim, na hora não reconheci porque não conseguia ver seu rosto, mais assim que ela se aproximou e eu vi seu rosto minhas pernas tremeram, e um calafrio subiu pelas minhas costas.

– Se assustou Maria Luiza? – Falou. – Eu falei para você não se meter mais na minha vida. Mais mesmo assim você não me escutou.

–Sar...

–Quem você pensa que é garotinha? –Gritou, segurando meu maxilar. –Acha mesmo que vai ferrar com a minha vida? –Gritou novamente. – Se você acha isso está muito enganada! –Afirmou. – Sabe... Sinceramente eu não sei o que faço com você. Não sei se te mato agora ou... – Falou levantando uma arma prateada que tinha em sua mão e mirando em minha cabeça.

Senti meu coração acelerar, batendo desesperado, enquanto meu corpo todo trepidava de medo. Agora eu estava de Frente com Sarah Black, meu pesadelo em pessoa. Senti uma pancada forte em minha cabeça, o sangue descendo sobre meu rosto e meu mundo apagando, e por alguns minutos pensei que estava morrendo...

Notas finais
Meninas o que acharam?
O que será que aconteceu com nossa Malu?
Sarah Black sua... Venenosa!
O que será que Sarah fez? Ou melhor, o que será que ela irá fazer?
Ai,ai,ai...
Só lendo o próximo capitulo para descobrir.
COMENTARIOS? RECOMENDAÇÕES?
Mandem!!!
Até o próximo capitulo.
Beijinhos...
By: Milleyd ♥