Traga-me Para A Vida
16 Capítulo 15 - De volta ao passado. ( Part. 1)
Notas iniciais
Desculpem por toda a demora.
Nos vemos lá em baixo...
Boa Leitura!!!
Pov. – Malu.
–Jake!!!! Jake!!! Jake!!!
Gritava em vão, enquanto via-o partir com sua moto, sem que nem por um instante olhasse para trás, e o seu desdém abriu uma enorme cratera em meu coração. Eu tinha medo do que poderia estar por vir, eu não sabia como Jake iria reagir a tudo aquilo, eu não sabia como ele reagiria com sua nova realidade, e isso deixava uma grande marca de desespero em meu rosto, eu não queria ter que partir, não agora que Jake precisaria de mim ao seu lado, mas meus pais nunca me deixariam ficar, eles não entendem, e às vezes eu acho que nunca entenderão que aqui é o meu lugar, que aqui eu sou feliz, que aqui nessa cidadezinha chuvosa e pacata está o meu grande amor.
Meu pai agora me puxava para o carro quase me carregando, enquanto eu fazia em vão força para escapar de seus braços, agora a única coisa que eu queria fazer era correr, correr para o lugar mais longe que as minhas pernas agüentassem ir, correr para mais perto do meu amor... Entrei no carro, sentindo a lágrima de derrota rolar sobre o meu rosto, agora eu não tinha mais saída, eu teria que viajar a força para o lugar que eu agradeci por ter saído, eu agora ira enfrentar todos os meus maiores medos.
Via a cidade sumindo atrás de mim, e a cada centímetro que eu me distanciava, mais meu coração doía, eu estava deixando uma parte de mim para trás, uma parte de mim, que talvez eu nunca mais pudesse ter de volta... Escutei a voz de meu pai, me fazendo tirar os olhos da estrada e contra a minha vontade olhar para ele.
–Filha me desculpe. – Falou. –Será melhor para você ficar longe por um tempo.
– Você não sabe o que é melhor para mim. – Falei chorando. – O melhor para mim é ficar aqui. –Respondi. – Quando você e minha mãe perceberão que eu mudei? Que eu não sou mais a garotinha infeliz que vocês tiraram do Brasil? Quando vocês iram perceber que eu cresci, pai? Quando?... – Perguntava enquanto o assentia parando o carro.
– Filha. Eu e sua mãe sabemos que você cresceu. Me desculpe, se nós não estamos agindo do jeito que você queria, mais você não tem idéia do quanto foi difícil para a gente, ter que ver o estado como você ficou quando o Mike se foi, e simplesmente não poder fazer nada. –Falou, com lagrimas nos olhos. – Você não tem idéia do quanto era doloroso ouvir você dizer que queria morrer, você não tem idéia do quanto era difícil e preocupante te deixar sozinha. Se eu e sua mãe estamos tomando essa atitude hoje, é para você não se machucar mais. No começo eu achei que aqui em Forks seria um ótimo lugar para você espairecer, mas, assim que eu te vi entrar no hospital nos braços daquele garoto, eu percebi que havia cometido um enorme erro.
–Pai, você não cometeu nenhum erro, pelo ao contrario, se nós nunca tivéssemos vindo para cá, eu nunca iria superar os meus medos, e eu nunca conheceria o Jake.
Assim que eu pronunciei seu nome, uma grande dor e um vazio me invadiram, eu sentia tanta falta dele, e sentia dentro de mim, que minha vida nunca mais seria mais a mesma sem ele ao meu lado. Agora o que eu mais queria era sentir seu corpo quente ao meu, sentir seus lábios, os seus abraços,... Sentir sua presença ao meu lado. Eu nem havia saído de Forks ainda, e já sentia tanta saudade dos nossos momentos, das nossas caricias, do seu amor...
Pov. – Jacob.
Subi em minha moto e sai em disparada em direção a La Push, enquanto todas as palavras de Malu, ainda ecoavam em minha cabeça. Tudo aquilo não poderia ser verdade, a minha mãe estava morta, e eu nunca tive nenhum irmão, e nem irmã, e mesmo se fosse verdade, meu pai nunca esconderia isso de mim, esconderia?
Acelerei tanto a moto, que agora eu não conseguia enxergar quase nada a minha frente, eu queria chegar o mais rápido possível em casa, para ouvir da boca de meu pai que tudo aquilo era uma mentira, que tudo aquilo não passava de uma brincadeira de mau gosto. Ao longe já era possível conseguir avistar a minha casa, e agora mais do que nunca meu coração batia descompassado, eu estava em choque, sentia todo o meu corpo tremendo como eu nunca senti. Assim que cheguei à porta de minha casa, joguei a moto com toda a minha força ao meio fio, e sai correndo para dentro da casa gritando o meu pai.
–Pai!!! Pai!!! – Gritava chorando desesperado.
–O que houve Jake? Por que você está gritando desse jeito? O que foi que houve? – Perguntou espantado a me ver.
–Pai... diz que não é verdade... Diz por favor. – Falei caindo no chão.
–Dizer o que meu filho? – Perguntou. – Por que você está assim?
– Diz... que... não é verdade. Diz que minha mãe não está viva...
– Omg!! Quem falou isso para você? – Perguntou espantado.
–Isso não importa! Eu só quero saber se é verdade que a minha mãe está viva, e que eu tinha um irmão!
Falava sentindo agora a ira em meu ser, enquanto via meu pai de cabeça baixa, completamente cabisbaixo.
–Acho que chegou à hora de você saber a verdade. – Falou com lagrimas nos olhos.
–Então é verdade?! – Gritei, sentindo meu coração doer.
–Sim filho, sua mãe está viva. – Respondeu.
Escutar aquelas palavras de meu pai causou uma grande dor dentro de mim, tudo o que eu sempre quis na vida foi ter uma mãe para me colocar para dormir, para me fazer carinho quando eu estava triste, para cuidar de mim quando eu estava doente, para me levar para a escola todas às manhãs, para me abraçar, para me amar. Eu sempre tive inveja dos meus amigos pelo simples fato deles terem uma pessoa para chamar de mãe, coisa que na vida eu nunca tive, e agora saber que esse tempo todo a minha mãe estava viva era demais para agüentar.
–Por que o senhor escondeu isso de mim? Porque nunca me falou que ela estava viva? –Perguntei.
–Eu nunca te falei porque eu não queria que você ficasse magoado...
–Magoado? Com o que? – Perguntei o interrompendo.
–É tão doloroso... Mas agora você precisa saber. – Começou. –Quando você e o seu irmão nasceram... – Falou com cara de tristeza e os olhos cheios de lágrimas, como se aquele assunto lhe doesse profundamente. – Sua mãe teve depressão pós-parto... Sua mãe era uma ótima pessoa filho, sempre sorridente, carinhosa, mas com a sua chegada e a de seu irmão, ela pirou, deixando de ser a mulher carinhosa e amável que era. –Fez uma pausa. –E por algum motivo que eu não sei explicar, ela te rejeitou como filh... – Tentava falar, quando as lágrimas o dominaram. – Ela simplesmente parou de te alimentar, de te dar carinho, atenção... Ela só cuidava de seu irmão meu filho, ela por algum motivo só tinha olhos para o Michael. Eu tinha que te deixar todos os dias com Sue para poder ir trabalhar, eu tinha medo dela no estado em que se encontrava fazer alguma coisa com você.
– Minha mãe me rejeitou? – Falava para mim mesmo, enquanto as lágrimas agora me afogavam.
– Jake não fica assim. – Falou tentando se aproximar de mim.
–Não ficar assim? – Gritei. –Você acabou de dizer que eu fui rejeitado pela minha própria mãe, e não quer que eu fique assim? – Respondi sentindo uma enorme raiva crescendo dentro de mim. – E o que aconteceu depois? Pra onde minha mãe foi com o meu irmão? – Perguntei, mesmo doendo eu queria saber tudo sobre o meu passado oculto.
– Eu não sei. – Falou chorando. – Quando vocês fizeram um ano de idade, eu sofri o acidente na mina onde trabalhava que me deixou para sempre confinado nessa cadeira de rodas. Eu estava ainda me recuperando quando em um belo dia depois do almoço sua mãe arrumou todas as suas coisas e fugiu, levando o seu irmão com ela, naquele dia eu queria ter morrido, eu simplesmente a vi indo embora com seu irmão no colo e não pude fazer nada, você não tem noção do quanto eu me senti impotente naquela hora. Ela arrancou seu irmão de meus braços... – Falou completamente abalado, enquanto eu o via com sua enorme dor, e me arrependi de todas as vezes que na minha infância, eu dizia que queria minha mãe.
– Pai não fica assim. – Falei o abraçando, eu agora pouco havia o pressionado tanto, esquecendo completamente que por trás de toda aquela história, havia uma ferida incurável.
– Eu queria tanto ver seu irmão, queria tanto poder abraçá-lo do mesmo modo que estou fazendo com você agora. – Disse me abraçando ainda mais forte.
Com suas palavras eu sentia meu coração doer, como eu iria falar para meu pai, que seu filho Michael já não estava entre nós, como eu iria dizer para ele que seu filho havia morrido? Mas eu tinha que falar, mesmo sabendo que aquilo abriria ainda mais a ferida que existia em seu peito.
– Pai... – E... eu... tenho que te falar uma coisa. – Falei me soltando de seus braços e ficando de pé a sua frente. – Pai... o meu irm... irmão, ele...
– Jacob! – Escutei a voz de Bella.
– Bella?! O que você está fazendo aqui? – Perguntei.
– Jake nós não podemos deixar a Malu ir embora. Nós temos menos de uma hora para chegarmos ao aeroporto. Vocês se amam Jake, vocês têm que ficar juntos. – Falava, enquanto eu tentava colocar todos os pensamentos no lugar.
Com todo esse assunto eu acabei esquecendo a minha querida Malu, acabei esquecendo sua viagem.
– Vamos Jake! – Gritou Bella, me fazendo acordar de meu devaneio. – Nós não temos muito tempo.
– Vamos! Eu já perdi gente demais em minha vida, para perder o meu amor também. – Falei enxugando as lágrimas, e pegando um casaco. – Pai você ficará bem? – Perguntei preocupado.
– Vai filho, vai logo atrás da Malu, pois nós amamos de verdade somente uma vez. – Falou abrindo um sorriso tristonho.
Sai com Bella de casa correndo, peguei minha moto para que pudéssemos chegar a tempo, e assim que peguei a moto vi que ela estava totalmente quebrada, eu estava com tanta raiva quando a joguei no chão que acabei usando toda a minha força contra ela.
– E agora o que vamos fazer? – Perguntou Bella.
Pensei durante alguns segundos...
– Você ainda tem aquela moto que eu te dei? – Perguntei, lembrando que há um bom tempo atrás havia dado uma moto para Bella de presente.
– Tenho! – Falou quase gritando.
Entramos no carro de Bella correndo, hoje esse carro teria que passar dos 40 km/h. Bella dirigia o mais rápido que conseguia e enquanto seu carro ia dando vários solavancos, eu pensava em tudo que havia acontecido há pouco. Que pessoa seria capaz de abandonar seu próprio filho? De acabar com uma família que tinha de tudo para ser feliz? Infelizmente eu sabia a resposta daquelas perguntas, e a resposta era: Minha mãe, ou melhor, Sarah Black.
Chegamos à casa de Bella e assim que Bella encostou o carro, eu fui correndo para a garagem pegar a motocicleta.
– Eu falei que um dia essa moto teria uma utilidade. – Falei abrindo enfim um sorriso.
–Mas eu nunca pensei que fosse para isso. – Respondeu Bella subindo na moto.
Acelerei a moto indo o mais rápido possível, eu iria agora à busca do meu amor, eu já não conseguia viver longe da Malu, e não seriam seus pais que nos afastariam um do outro. Eu precisava da Malu ao meu lado, agora mais do que qualquer coisa nesse mundo. Eu precisava senti-la junto a mim, abraçá-la, toca-la... Somente ela era capaz de arrancar toda a dor que existia dentro de mim, somente ela era capaz de me fazer feliz novamente, pois ela era muito mais do que a menina por quem me apaixonei, ela também era a minha vida.
– Jake acelera mais, ou não vamos conseguir chegar a tempo. – Gritou Bella.
– Nós temos que chegar a tempo! – Falei acelerando a moto ainda mais.
Chegamos ao aeroporto, e agora meu coração já batia acelerado, eu tinha que encontrar o amor de minha vida no meio de toda aquela gente que transitava para um lado, e para o outro.
– Quanto tempo ainda temos? – Perguntei para Bella.
– Menos de 15 minutos! – Respondeu nervosa.
– Merda! – Gritei.
Procurávamos em todos os lados encontrar Malu, porém nada, perguntei para uma atendente que estava no balcão de informação, sobre o vôo para o Brasil, e ela me informou que daqui a 7 minutos, os passageiros iriam embarcar no vôo no portão três, e eu estava perto do portão nove. Merda! Iria ter que voar para chegar a tempo. Agradeci a atendente, e sai correndo em busca do meu amor.
– Jacob, vai à frente, você chegará mais rápido sem mim. – Falou Bella, correndo atrás de mim.
Sai correndo sem nem por um segundo olhar para trás, perdendo quase as esperanças de que iria ver Malu novamente, e foi nesse momento que eu pude ver, bem mais a minha frente à garota que fazia meu mundo girar.
– Malu! Malu! Malu! – Gritava, na esperança que ela me visse, e foi nesse momento que anunciaram o embarque para o seu vôo.
Pov. – Malu.
Ouvi aquela maldita voz, anunciando o embarque para o meu vôo, e na hora estremeci infelizmente eu não tinha mais saída, iria para bem longe de Forks, talvez para sempre, e quando estava me despedindo de meus pais a contra gosto, eu ouvi aquela voz... Aquela voz que fazia eu me perder completamente. Olhei para trás, e lá estava ele como sempre lindo, com o rosto um pouco abatido, que na hora cortou meu coração.
– Malu! Malu!... – Escutava ele me chamar, e sem pensar duas vezes corri para o seu encontro.
– Jake. – Falei assim que estávamos um de frente para o outro.
Eu olhava em seus olhos negros como a noite, enquanto sentia o toque quente de suas mãos em meu rosto, como era bom estar novamente nos braços de quem se ama.
– Por favor, Malu não vá embora, eu não sou nada sem você. – Falou Jake, com lágrimas nos olhos.
– Oh meu amor, você não tem idéia do quanto eu queria ficar, mais eu simplesmente não posso. – Respondi, sentindo as lágrimas em meus olhos.
– Por que não? – Perguntou.
–Existem coisas que eu preciso resolver no Brasil. A sua mãe precisa pagar...
–Não pense em vingança Malu. Sabe, uma coisa eu percebi hoje, é que eu realmente nunca tive uma mãe, a Sarah nunca foi uma mãe para mim, eu nunca tive uma mãe de verdade, mais eu sempre tive um pai maravilhoso, que me deu tudo, que minha mãe deixou de me dar. – Falou entre lágrimas.
– Meu amor... – Falei o beijando. – Eu não posso, não é só por você que eu preciso me vingar, é pelo seu irmão também.
– Maria Luiza você vai acabar perdendo o vôo! – Gritou meu pai, e antes que eu pudesse responder minha mãe respondeu.
– Robert, deixa eles acabarem de se despedir. –Falou minha mãe, Samantha.
– Malu eu te amo. – Falou me dando um beijo. – Você promete que nunca irá me deixar? Promete que pensará em mim, em todos os momentos, em todas as noites?
– Claro que eu prometo. – Falei. – Eu nunca me permitiria esquecer de você, eu te amo demais. – Falei o beijando, com todo o meu amor.
Aquele nosso beijo foi muito mais do que um simples beijo de despedida, foi o beijo de um amor que nem mesmo as barreiras, a distancia, e as pessoas separarão. Eu sentia sua língua mergulhada na minha, enquanto selávamos todo o nosso amor, eu sentia suas mãos em minha cintura me erguendo e me apertando em um abraço único, onde só aumentava a sintonia que existia entre nós dois.
‘’ Ultima chamada para o vôo do portão numero três, destino America do Sul. ’’
– Chegou à hora de vocês se despedirem. – Falou minha mãe, enquanto eu assentia com a cabeça.
Despedi-me de Bella, de meu pai, e de minha mãe, e claro, por ultimo eu deixei o meu amor.
– Até mais Jake. – Falei o beijando rápido.
–Até mais Malu. – Falou ele abrindo um sorriso, enquanto eu com dor no coração caminhava para o corredor de embarque. – Malu! – Gritou. – Eu quase me esqueci disso. – Falou ele pegando em seu bolso, um cordão com um pingente de madeira com formato de um coração, e no meio, as inicias dos nossos nomes.
– Amei. – Falei o abraçando forte. – Agora adeus Jake. – Falei sentindo uma dor tamanha em meu ser, enquanto sem olhar para trás eu caminhava para o meu novo e infeliz destino... Brasil.
Notas finais
O que acharam?
A Malu foi mesmo para o Brasil :(
E o Jacob, finalmente ficou sabendo que sua mae está viva. Agora como será que ele falará para seu pai que seu irmão está morto?
Brabo :(
Meninas quero chegar a 100 reviews, então me mandem bastantes reviews!!!
E para quem não sabe eu postei outra fic, deem uma passadinha lá e confiram!
Beijinhos amadas e até o proximo capitulo que promete!!
By: Milleyd ♥
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