Tracings Detinations
8 Capítulo 8 - Rumo a Nova York
Notas iniciais

Pov. Albert
Peguei roupas para Tris e Thomas e voltei para o hospital o mais rápido possível. Tenho que conversar com a médica dela para saber se vai estar tudo bem com ela e Thomas para poderem se mudar para Nova York, antes de tudo, tem que vir a segurança e a saúde deles. Vim de Nova York para Chicago apenas para buscar a desmiolada da minha irmã Tris. Eu entendi que ela ficou em depressão com o que aconteceu e que por enquanto só consegui falar com a Chris, mas isso já passou dos limites, eu só tenho notícias dela pela Chris e quando me contou do plano e que tinha dado certo eu quase surtei. Como ela pode passar uma gravidez toda sozinha sem ao menos ter uma pessoa ao seu lado?
Chris me acalmou e disse que todos os dias elas se falavam e que estava tudo caminhando certo para ela e o bebê, e que os dois estavam mais do que bem. Deixei passar, mas conforme o tempo foi passando meu coração me dizia que era para mim ir atrás dela e traze-la para cá, para a Chris e eu cuidarmos dela, principalmente depois de passar muito tempo sozinha.
Sempre fui muito apegado a ela e a Chris, ás trato como se fossem minhas irmãs mais novas e tenho muito ciúmes e cuidado com elas. Quando fui com a Chris para Nova York eu fui com o coração na mão por deixar Tris, mas o que me confortava era que ela tinha Caleb, que era igual a mim em relação a Tris e a Chris também, mas depois de saber do que aconteceu eu fiquei morrendo de preocupação e triste também, pois os Prior eram como minha segunda família. Passei meses querendo vir aqui atrás dela e Chris me impedia dizendo que estava tudo bem, mas teve uma hora que no meu escritório do trabalho eu senti um aperto no coração e logo me veio à imagem da Tris, sai correndo da empresa e fui para casa fazer uma pequena mochila para a viagem, liguei para Chris e pedi o endereço dela, pois ela me disse que tinha mandado uns presentes para o filho da Tris e que tinha descoberto o sexo do bebê.
Mesmo sob protesto de Chris eu peguei o primeiro voo para Chicago e fui logo para o prédio onde ela morava, quando cheguei o porteiro me informou, depois de muito custo, que ela tinha saído para uma sorveteria que tinha aqui perto. Pedi informações para poder ir até ela e assim que dei alguns passos a frente vi minha irmã sendo assaltada, e acho que o desgraçado queria muito mais do que dinheiro. Depois de dar uma surra no filho da puta, chamei a polícia e fui socorrer Tris que começou a dar a luz me deixando desesperado. Ainda bem que Deus é pai e no final deu tudo certo, o filho que a Tris esperava nasceu bem da cesariana, pois em meio à confusão a Dra. Marlene conseguiu controlar as coisas pelo nascimento precoce.
Eu não sabia muito dos detalhes da gravidez da Tris pois Chris não me contou tudo mas depois do todo o ocorrido descobrir o ocorrido e confesso que fiquei chateado com tudo que a minha irmãzinha passou e não contou para ninguém para ninguém , principalmente, para mim e para Chris que teríamos vindo na hora ficar com ela. Ainda bem que ela concordou com a minha proposta de levar ela para Nova York, lá eu ficaria mais perto dela e do Thomas que apesar da mãe ser uma maluquinha e uma graça de bebe.
Eu entendi os motivos e tudo mais, compreendo que é difícil perder toda a sua família assim de uma vez, mas decidi ter uma criança ainda mais desse modo, não foi certo. Sei que ela tem um emprego, tem um currículo que a faria arranjar trabalho em qualquer lugar e tem a herança dos pais, mas sustentar uma criança é difícil ainda mais sozinha como ela pensava em fazer, mas nem eu e nem a Chris vamos deixar ela na mão. O meu medo é que mais para frente quando ele estiver maior e estiver na escolinha e ver todas as outras crianças sendo levadas pelos seus pais ou então no dia dos pais, ele vai querer saber onde está o seu papai e por que ele não o leva para a escola para mostrar para os colegas. Tris não pensou nisso e sei que quando isso acontecer vai destruir ela por dentro, pois como ela vai poder explicar para o Thomas que ele não tem pai e que comprou um espermatozoide para poder gerar ele?
Não sei como faremos, mas sei que vamos estar juntos nessa e até por que eu vou ajudar cuidar desse moleque que já me tem de quatro por ele.
—Você é o acompanhante da Tris, certo Albert? –pergunta Dra. Marlene quando estou passando pelo corredor de consultórios para ir para o quarto da Tris.
—Sou sim, mas por favor, me chame de Al. Aconteceu algo com ela ou com o Thomas? –pergunto me aproximando dela que estava próxima do seu consultório.
—Não Al, os dois estão bem, mas eu queria te explicar algumas coisas em que a Tris vai ter que tomar cuidado por causa da cesariana. –diz e entra na sala. Entro na sala atrás dela e me sento na cadeira de frente a sua mesa.
—Pode falar Dra. –digo olhando ela escrever algumas coisas no bloco de notas.
—Bom a cessaria apesar de ser mais prática e a paciente não sentir dor no parto tem efeitos colaterais. Agora que a Tris acordou ela vai começar a sentir dores algumas fortes e outras em que ela não vai conseguir se mover para sair da cama, e por isso eu pedi que a direção do hospital liberasse uma enfermeira para auxiliar ela por alguns dias, já que seu corpo ainda vinha estar fragilizado. Eu a liberei, mas vou te pedir que assim que ela chegue em casa fique de repouso absoluto, por pelo menos uns dois dias e meio, e não se preocupe que eu vou dar as instruções mais especificas para a enfermeira que vai ir com vocês. –diz ela e arranca a folha e me entrega.
—Ai tem meu telefone e alguns analgésicos caso ela sinta dor. Ela me disse da viagem e peço que espere pelo menos três semanas para que ela e Thomas estejam mais fortes para enfrentar a viagem de avião. –diz ela me olhando atentamente.
—Claro que eu vou esperar Dra, só vamos viajar assim que eles estiver bem o bastante. Não colocaria a saúde deles em risco. –digo prevendo o que se passa em sua cabeça e só confirma a minha teoria quando ela solta um suspiro aliviado.
—Muito bem, quando terminar de falar com a enfermeira Emilly ela irá para o quarto da Tris levando a alta dela assinada. –diz ela e me levanta.
—Obrigado Dra. –digo antes de sair da sala.
—Essa mulher pesa que eu sou o que? –resmungo irritado. Mulher maluca!
—Aqui estão as coisas que me pediu Tris. –digo assim que entro e vejo uma enfermeira com Thomas no colo e Tris que está na cama com uma cara contorcida de dor.
—O senhor poderia segurar ele para mim enquanto ajudo sua mulher no banho? –pergunta vindo com Thomas no colo.
—Ela não é minha mulher. –digo enquanto pego Thomas no colo e depois entrego com cuidado a sacola com as coisas da Tris ficando apenas com a das de Thomas.
—Ah me desculpem!–diz a senhora toda corada e vai até a cama ajudar a Tris que tem o rosto todo retorcido de dor e sofrimento.
—Cuida do meu bebê por enquanto Al. — diz Tris tentando sair da cama.
—Claro Tris, vou levar ele de volta para o berçário. –digo agoniado vendo ela sofrer daquele jeito e não poder fazer nada.
Saio do quarto com Thomas nos braços e vou para o berçário, onde encontro uma médica examinado alguns bebês, aproveito e peço sem jeito para ela me ensinar a trocar meu afilhado. Bom é melhor aprender agora, já que eu vou passar muito tempo com esse pequeno dos olhos azuis escuros, que apesar de não se parecer quase nada com a Tris é lindo que nem a mãe.
—E agora é só colar as fitas nessa parte de cima da frauda, tomando cuidado para não apertar de mais a barriga do seu filho. –diz a médica terminado de me instruir a colocar frauda. Por que será que todos pensam que ele é meu filho?
—Ele não é meu filho, é meu afilhado. Obrigado Dra pela aula. –digo quando termino. Ela sorri sem graça e se afasta para olhar outro recém-nascido que começou a chorar.
Olho para Thomas e fico pensando quem será que é o pai dele? Como alguém vende os espermas para gerar uma coisa tão linda e nem ao menos liga para ele? Como esse homem não tem coração para não querer conhecer uma coisa tão pura e ingênua ao mundo?
—Não se preocupe Tom, eu vou cuidar de você com a sua mãe maluquinha com a ajuda da sua madrinha, mas eu acho que vou ter que cuidar delas também, por que cá em entre nós nenhuma das duas bate bem da cabeça. –digo com o rosto próximo do dele como se contasse um segredo e em troca ele solta uma risada infantil muito fofa e logo depois tenta pegar meu nariz.
Pov. Beatriz Prior
Ninguém me avisou que depois dá a luz ao meu príncipe eu sentiria essa dor insuportável? Mil vezes pior que cólica. Essas dores começaram depois de meia hora que Al saiu para buscar as minhas coisas e as de Thomas, a minha sorte que uma enfermeira apareceu depois para ver como eu estava. Deus estava comigo naquela hora, pois eu quase deixava Thomas cair dos meus braços quando a primeira fisgada de dor veio com tudo.
Vendo o meu sofrimento a enfermeira veio ao meu socorro e pegou Thomas de mim, bem na hora que outra avalanche de dor veio sobre o local da cirurgia. A dor era tão forte que cheguei a pensar que depois do parto de Thomas os médicos por descuido me cortaram ao meio. A enfermeira, coitada, estava desesperada sem saber o que fazer do meu lado, não sabia se ia deixar o meu pequeno no berçário ou me ajudava.
Ficamos uns cinco minutos assim e quando pensei que não ia mais aguentar, Al aparece para o alívio de nós duas. Não entendi muito bem o que eles disseram, a dor tapou os meus ouvidos, só vi em meio as lágrimas a enfermeira entregar Thomas para Al, que me olhava desesperado e logo depois de entregar uma sacola para a mulher que vem até mim me ajudar, falo em meio a dor que sinto para ele cuidar do meu bebê, depois de me responder algo que não escuto, ele sai do quarto me deixando sozinha com a enfermeira Virgínia, pelo menos foi o que eu entendi quando li seu nome no crachá.
—Vamos querida, vou te ajudar a tomar um banho para amenizar a dor. -diz ela me ajudando a levantar.
Depois de um bom banho quente a enfermeira me ajudou a colocar uma roupa leve que Al trouxe, e me ajudou a deitar na cama novamente. O banho me ajudou muito com a dor que amenizou muito, mas ainda sim incomodava e doía. Virgínia depois de me ajudar a vestir foi pegar algo para mim comer, não demora muito e logo ela volta com uma bandeja cheia de comida saudável para mim e alguns analgésicos para a dor.
Duas semanas e meia depois...
Hoje vou a uma consulta marcada com a Dra. Marlene para saber se vou poder viajar junto com Thomas. Esses últimos dias foram difíceis, eu sentia muitas dores em todo o meu corpo, mas a maior parte dela vinha do corte da cessaria, Emilly a enfermeira que Marlene pediu para me acompanhar em casa me ajudou muito, tanto em cuidar de mim quanto de Thomas. Al também me ajudou no que podia, e também organizou toda a minha mudança e os papeis para alugar o meu apartamento aqui, não vou vender pois quero ter uma garantia até eu está completamente firmada em Nova York.
—Vamos Tris? –pergunta Al da porta, estou na cozinha arrumando a bolsa de Thomas que está com ele. Meu príncipe está com quase três semanas de vida.
Desde seu nascimento eu não consigo parar de babar o meu príncipe, ele é lindo de mais. Thomas só tem os cabelo claros como os meus e o nariz o resto e tudo do pai anônimo que deve ser algum modelo, pois, meu filho é a cara dele. Não sei quem foi o doador e nem quero saber, Thomas e meu filho, apenas meu e de mais ninguém, eu vou ser a mãe e o pai dele. Não quero conhecer o pai biológico dele, vai que ele tentar tirar meu filho? Eu morreria.
—Tris. –chama mais uma vez Al. Ele está impaciente pois se Marlene liberar embarcamos hoje mesmo para Nova York.
—Pronto, vamos. –digo pegando minha bolsa e vou na sua direção.
Al já deixou nossa bagagem no porta malas e eu já me despedir de todos daqui, demorei um pouco pois eu nasci aqui e convivi com todos que me ajudaram muito durante o tempo em que fiquei sozinha, as meninas do trabalho e até meu chefe maravilhoso que me liberou para ir nas consultas e em tudo durante minha gravidez. Vou senti muitas saudades de todos, mas quem sabe um dia eu volto para cá? Para mostrar para o meu filhote onde eu nasci e conta sobre o seu falecido tio e avós. Estou com esperança de irmo logo hoje, quero construir minha vida com a de Thomas logo em Nova York, ter uma vida normal ao lado do meu filho e dos meus amigos, Al e Chris que está uma pilha de nervos com a nossa chegada. Ela vai pirar quando ver o afilhado.
Descemos para a rua e pego Thomas do colo de Al, ele abre a porta do carro para mim e entro, pega as bolsas e coloca no banco de trás e vai para o banco do motorista. Em vinte minutos chegamos a clínica, Al abre a porta para mim, Thomy está dormindo é como ainda estamos no inverno eu o enrolei todo por causa do frio. Ele pega as bolsas e entramos na clínica, todos nos olham e sei que pensam que somos uma família, mas nem ligo, Al vai ser o exemplo masculino para o meu filho mesmo. Esperamos uns dez minutos e logo somos chamados, Al abre a porta para mim e me sento na cadeira na frente da Dra. Marlene, logo Al se senta ao meu lado.
—Boa dia, como vai esse pequeno príncipe? -pergunta esticando a mão e fazendo carinho na cabeça do meu filhote que dorme tranquilamente no meu colo, todo enrolado na mata azul bem clara quase um branco.
—Está bem, dorme que nem um anjo. -digo babando meu filho.
Depois de um tempinho falando de Thomas começamos a consulta, entrego os meus exames e os do meu filho que fizemos semana passada para Marlene, que vai ser outra que vou sentir falta, e os avalia e depois dá o veredito. Estamos liberados para embarcar hoje. Ela faz algumas recomendações para mim, para minha recuperação está completa em menos tempo e para Thomas, para que ele continue a crescer forte e saudável.
—Vamos para Nova York padinho. -digo com voz de criança para Al quando ela abre a porta do carro para mim. Ele ri e me dá um beijo na testa e depois em Thomy, apelido que ele deu para o meu filho.
—Vamos sim, agora é uma nova vida. -diz ele e entro no carro, ele fecha a porta e entra também.
—Romo a Nova York. -digo animada e confiante de que essa nova fase da minha vida seja a melhor de todas, ao lado dos meus amigos e do meu tesouro que é o meu filho.
Pov. Tobias Eaton
Acordo me sentindo bem depois de ontem no lançamento do livro Chris é incrível e eu ri como nunca antes, ela é muito engraçada e espontânea. Escuto meu celular tocando e me estico para atender mas desisto quando vejo seu nome na tela "Nitta", ou mulherzinha entojada já me servi dela o bastante está na hora de trocar o cardápio, o telefone toca de novo e resolvo atender só para dispensá-la.
— Alô.
— Bom dia Tobias, aproveitou a noite com aquela morena entojada ?
— Não que eu lhe deva satisfação mas sim, aproveitei muito com toda certeza é melhor companhia que você.
— O que está dizendo ? Você tá ficando maluco de falar assim comigo ? Eu sei que você só está querendo me irritar mas porque não me chamou para ir com você ?
— Nitta se eu não te chamei é porque não queria te ver, você ainda não entendeu ? Então vou dizer mais específico, não quero mais sair com você, já deu, preciso de algo novo.
— Tobias Eaton você não está me dispensando por telefone está ?
— Uffa, pensei que ia ter que desenhar, tchau Nitta se tiver alguma amiga gostosa para me apresentar me avisa, caso contrário não me liga e nem vem atrás de mim, seja feliz.
Desligo.
Nossa que maravilha, bloqueio o número dela, assim ela não me liga e para de encher o saco. Nitta sempre me satisfez mas saindo com a Chris ontem descobri que preciso de alguém que não me satisfaça somente na cama, preciso de alguém pra ter vontade de conversar, que me faça sorrir, é acho que a idade está batendo e estou ficando carente mas por pouco tempo, acho que vou para a noite arranjar uma companhia gostosa.
(...)
O dia se passou bem rápido, trabalhei um pouco de casa mesmo avaliando alguns manuscritos mas nada que me deixe perdido na leitura, já são oito da noite e decido sair sozinho mesmo já que não quero ninguém ao meu lado a não ser alguma gostosa tenho uma certa queda por morenas e isso facilita minhas opções. Tomo um banho rápido me troco com uma calça preta uma camisa normal branca tênis bagunço o cabelo um pouco e estou pronto passo meu perfume pego as chaves a carteira saio de casa.
— Oi. Digo para uma morena bem gostosa que está de costas pra mim num vestidinho curto.
— Oi. Ela diz melosa.
— Quer conhecer um desses quartos ? Pergunto.
— Só se for agora gostoso. Ela diz e eu sorrio tão fáceis.
Depois desse grande diálogo subimos com uma garrafa de whisky e bastante gelo.
(...)
Acordo novamente no meu apartamento, e sozinho claro porque dispensei a morena antes de vir pra casa, escuto a campainha e vou ver quem é.
— Chris ? Pergunto estranhando.
— Qual é ? Você não trabalha mais não ? Ela diz.
— Tô trabalhando de casa o que aconteceu ? Pergunto.
— A minha amiga vai vir morar aqui em NY. Ela diz alto e alegre me assustando.
— Nossa que legal. Digo fingindo entusiasmo.
— Nossa só quis contar para alguém já que meu melhor amigo está em Chicago, também não precisa ser um grosso. Ela reclama.
— Chris vai embora por favor você não deveria estar trabalhando ? Pergunto.
— Uau, você acabou de acordar ? Já são 7 da noite Tobias acorda pra vida. Ela diz e eu me espanto. — Não queria te chatear vou embora. Ela diz e sai com cara de magoada.
Porra Tobias você magoa até seus amigos.
— Chris espera, desculpa vai... Grito mas já é tarde ela já desceu.
— Saco. Digo para eu mesmo.
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