Notas iniciais
Voltamos com mais um capítulo e amanhã tem mais, por que? Porque amamos vocês U-U Aproveitem que amanhã tem mais, a historia está começando a ficar cute, aproveitem, pois, depois o negocio vão esquenta. Boa Leitura.

Pov. Beatrice Prior

Eu tô morta. Hoje o dia foi cheio, depois que deixei Thomas com a Chris comecei a ir nos locais que tinha falado que precisava de uma secretaria ou administradora, e depois de passar em três empresas eu consegui como administradora de uma empresa de arquitetura, começo amanhã mesmo e o salário é muito bom. Quando saio já está quase na hora do almoço, então peguei um táxi e pedi que me deixasse no primeiro restaurante italiano que tivesse por perto.

Depois do almoço eu ainda andei um pouco pela cidade e fiz umas compras para mim e para o meu pequeno, comprei uns brinquedos e ursinhos e roupinhas para ele, ainda passei no mercado e comprei algumas coisas que faltavam e que já estava acabando, ainda bem que estava de táxi, se não tava lascada para carregar tudo. Cheguei em casa, arrumei tudo e na saída encontrei com a Al e ele me levou para o trabalho da Chris, no meio do caminho eu liguei para Chris, avisando que já estava chegando.

Peguei meu filho com a Chris que me contou que ele ficou mais tempo com o seu chefe que amou meu filho e o Thomy correspondeu aos sentimentos, fez um escândalo para sair do colo dele. Fiquei surpresa, meu filho em algumas horas já se apegou tanto assim a uma pessoa, e ainda mais o chefe da minha amiga que ela disse que é um chato, confesso, fiquei com ciúmes. Chris disse que ele só se acalmou um pouco quando disse que logo eu chegava, eu olhei para ele e o vi olhando para a porta do chefe dela com um bico enorme, me despedi da Chris e voltei pra casa com Al, com uma pulga atrás da orelha.

Al fica até a noite com a gente, janta e depois ficou com Thomy enquanto eu arrumava a cozinha e as compras, quando terminei fui tomar um banho, era oito e pouco, quase nove e meu filho já estava quase dormindo, peguei ele e me despedi de Al o agradecendo pela ajuda. Levei meu filho pro seu quartinho e dei um banho nele, coloquei uma frauda com pomada e talco para não assar, depois o pijama azul clarinho nele, meias e luvinhas, depois arrumei seu cabelo e coloquei sua colônia.

—Pronto meu pequeno, está limpinho e cheiroso. –digo o tirando do trocador e ele logo esfrega o rosto e espalma a pequena mãozinha em cima do meu seio. –Okay, já entendi. –digo e abaixo a alça do meu pijama e tiro meu seio, oferecendo para ele que o pega e começa a suga com força.

Solto uns gemidos de dor pela força que ele faz, ando até a poltrona e me sento com Thomy no colo. Enquanto ele mama fico fazendo carinho em sua cabeça.

—Por que você ficou tão apegado ao chefe da dinda? Em? –pergunto e ele me olha sem entender nada, rio comigo mesma. –Eu sei, mamãe é doida, mas ainda estou curiosa e com ciúmes de um desconhecido ter o seu amor assim tão rápido. –digo e ele só me olha.

Logo ele termina de mamar, me levanto e ando pelo quarto o balançando para arrotar, depois do arroto que mais parecia um suspiro fico cantarolando músicas infantis para ele dormir.

—Eu ainda vou descobrir com quem eu divido seu amor, meu príncipe. –digo após colocar ele no berço e fazer carinho em seu rostinho gorducho.

Algumas semanas mais tarde...

Estamos no final de abril, a primavera já está fazendo sua magia na cidade, as flores, o verde, casais saindo para fazer um piquenique, meu trabalho indo muito bem, a vida dos meus amigos também, poderia dizer que tudo estava indo muito bem, tirando que eu não dormia direito desde o mês passado. Desde o dia que Thomas foi passar o dia com a Chris e com o chefe dela, ele acorda toda noite chorando. Como eu ainda amamento eu consegui trabalhar apenas durante a manhã, e depois quando Thomas estiver maior e pode ir pra creche eu fico até de tarde, Chris quando soube se ofereceu pra ficar com ele e quando ela não pode o Al se disponibilizou para ficar, eu aceitei claro, iria me ajudar muito, só não contei com uma coisa.

Esse cara que eu nem vi o rosto ainda, está ajudando a Chris a ficar com ele e isso está criando uma ligação bem forte com o meu bebê, tanto que a noite ele chora de saudades desse homem querendo ficar mais perto dele. Isso está me levando a loucura já e vai acabar hoje, estou louca com isso de um cara está mexendo tanto com meu filho assim que tem apenas três meses e alguns dias, se ele se muda ou mudar vai acaba com o meu pequeno, não vou deixa ninguém machucar ele, ainda mais um cara que nem conheço.

Acordei cedo, arrumei o café e depois de comer arrumei a casa, aproveitando que Thomy ainda está dormindo, quando terminei foi bem a tempo dele começar a chorar pela baba eletrônica, corri para o seu quarto e dei de mamar a ele que ainda tinha lágrimas nos olhos, sabia que além da fome é a saudades do amigo dele. Como hoje é minha folga não preciso ter nenhuma pressa, depois que ele terminou de mamar dei banho nele e arrumei Thomas, depois deixei ele no berço e corri para tomar um banho e me arrumar. Meia hora depois eu já estou pronta e terminando de arrumar a bolsa de Thomy, coloco uma roupa extra, uma manta, madeiras de água e do meu leite, lenços, fraldas, pomada, talco e várias coisas para alguma emergência longe de casa.

—Vamos ver a dinda e o seu amigo, meu amor? –pergunto quando entro no quarto de Thomas, ele para de olhar para os brinquedos pendurados e me olha sorrindo e solta um gritinho, agitando os bracinhos para cima.

—Hoje mamãe conhece esse seu amigo. –digo pegando ele em meu colo, ele ri e me ataca com sua boquinha sem nenhum dente, e começa a morde minha mandíbula, saio com ele de casa decidida a conhecer o chefe da minha amiga.

Pego um taxi e no caminho ligo para Chris avisando que vou fazer uma visita, ela fica animada e me diz que o tal Tobias vai amar ao saber que Thomas está vindo, só que ele está em reunião então vai ser uma surpresa. Esse cara pelo que a Chris fala, ama muito meu filho, isso é bom, mas ele deve ter uma família, namorada ou algo e não acho que seria bom ainda mais se um dia ele não poder ver mais meu filho, ele já chora a noite com saudades mesmo se vendo todos os dias, imagina nunca mais? Meu pequeno ia sofrer horrores e ainda nem um ano tem pra sofrer desse jeito.

—Obrigado. –digo pagando o taxista ao sair do carro. Encaro o grande edifício e suspiro antes de entrar.

Durante o percurso até o elevador Thomas reconheceu onde estamos e começou a se agitar no meu colo, soltava gritinhos e atacava minha mandíbula de alegria me fazendo rir, como pode um negócio desse? Paro em frente o elevador e aperto no botão para ele descer.

—Tris, Thomy. –chamam, me viro e vejo Al vindo em nossa direção, quando ele chega perto vejo que seu terno está amarrotado, sua gravata preta está um pouco frouxa, a camisa branca está com um leve tom rosado na gola, bem a baixo da orelha e para completa sua boca está com o mesmo batom da camisa.

—Al, oi. –digo sorrindo e ele pega Thomas do meu colo que vai todo feliz para o padrinho.

—Você está horrível, mas bonita. –diz quando me olha.

Como é?

—Como estou horrível e bonita ao mesmo tempo Albert? –pergunto achando graça, ele para de tentar morder a mão de Thomy que ri e me olha.

—Você está horrível com essa cara de cansada, mas ainda continua uma gata. –diz e pisca pra mim. –Que tal um sorvete enquanto passeamos pelo central park? –penso um pouco e acho melhor mesmo do que alimenta mais ainda a relação do meu filho com aquele homem, mas eu disse que ia conhecer ele hoje, não foi?

—Aceitamos, mas primeiro vou dar um beijo na Chris. –digo e entrego minha bolsa com a de Thomas para Al que sai se equilibrando pra a recepção, olho a recepcionista e é uma loira bem bonita e está usando um batom rosa, rio e balanço a cabeça. O elevador chega e entro.

—SEGURA, POR FAVOR. — Grita um homem correndo, coloco o braço no ultimo momento e ele entra e UAU. –Obrigado. –diz com uma voz rouca e muito bonita, se vira pra mim e nos prendemos um no outro.

Olho em seus olhos e vejo os mesmo azuis escuros que tem nas íris do meu filho, arregalo meus olhos com esse pensamento. Não, não pode ser, afasto isso da minha cabeça e observo seus belos traços, seu rosto quadrado, seus lábios carnudos e bem convidativo, abaixo meus olhos para o seu corpo malhado e bem definido pelo terno. Volto minha atenção para o seu rosto e o vejo que ele me analisa também, coro com isso, ainda mais pelo sorriso malicioso em seus lábios.

—Muito prazer, Tobias Eaton. A bela dama, como se chama?-pergunta estendendo a mão, aceito e ele a leva aos lábios e planta um beijo fazendo a minha pele formigar, sorri ainda mais vermelha.

— Beatrice Pr...-o elevador da uma parada e volta subir, mas como estou desprevenida dou um solavanco pra cima de Tobias, que rapidamente larga a pasta e me segura.

—Opa. –diz e logo as luzes se apagam e o elevador para de vez.

—Merda, me desculpe. –digo ainda com ele me segurando pela cintura, tiro as mãos do seu peito e tento me afastar, mas ele não deixa.

—Tudo bem, não é nem um sacrifício ficar preso no elevador com uma mulher tão linda como você. –diz ele e me solta, mas antes passa a mão pelo meu rosto e no escuro aproveito que ele não vê e fecho os olhos aproveitando o carinho.

Por Deus !!!

Nem conheço o cara e já estou assim ?

Pera!

—Você disse que se chama Tobias Eaton? –pergunto me recordando sobre a conversa com a Chris sobre o seu chefe.

—Sim, por que?

—Então é você por quem o meu filho chora. –digo pra mim mesma e procuro a parede, me encosto e escorrego até me sentar, está ficando quente aqui já, ainda mais depois de saber que esse homem, que meu Deus, é o cara que meu filho tem um amor imenso.

—Você é a mãe do Thomas? –pergunta e pelo seu tom está perplexo, escuto ele escorregar até o chão também, sinto seu pé encostando perto da minha coxa.

—Sou, queria mesmo conhecer e falar com o cara pelo qual meu filho está tão apegado.- Digo.

— Ah, eu também queria conhecer a mãe do...Thomy. — Tobias diz e eu sorrio pelo carinho dele com meu filho.- Então aquele rapaz lá em baixo é seu marido ? Ele pede.

— Oh não, não sou casada, aquele é o Albert quase nosso irmão, meu e da Chris. — Digo e percebo que não devo explicações para ele.

— Ah sim, Chris vive falando de vocês quatro. — Ele diz. Eu sorrio de novo mesmo sem ele ver pois amo eles.

— É, somos muito unidos mas por alguns problemas meus nos afastamos por um tempo, tempo o bastante pra eu tomar algumas decisões... — Digo de olhos fechados refletindo o meu passado não tão distante.

Sinto meu celular vibrar e vejo que é o Al.

— Oi Al. Sim percebi que o elevador parou. De escada ? E aguentou ? Tudo bem, me espere aí já já estou chegando eu espero. Ok. Também. Tchau.

Desligo.

— Ele está com Thomas ? Tobias pergunta.

— Sim, íamos sair pra tomar sorvete aí deixei ele com o Al e subi para dar um beijo na Chris antes de ir, mas... Nossos planos mudaram. Digo e suspiro.

— Logo logo eles devem arrumar. Ele diz e como se fosse mágica, as luzes de acendem e o elevador começa a subir.

Tobias se levanta do chão arruma seu terno e me oferece uma mão para me ajudar a levantar que a aceito de bom grado mas no momento seguinte me arrependo de ter aceitado pois passa uma descarga elétrica pelo meu corpo e minhas pernas viram gelatina, me fazendo cair em cima dele.

— Desculpe. Peço e na mesma hora as portas do elevador se abrem e me surpreendo pela platéia que tem a nossa frente e a nossa espera.

— Tobias. O mesmo senhor que me derrubou café nos analisa com um olhar gélido, me fazendo congelar.

— Pai. Tobias diz e bufa algo que não entendo como "era o que me faltava."

(...)

Notas finais
E aí ?? Gostaram ? Amaram ? Então ? Comenteeeem ♥