Tracce Di Amarezza
4 Capítulo IV: Recrutamento - Parte 1
Notas iniciais
"Caros Senhores Guardiões,
Pela primeira vez, em vários anos, depois de todos se separarem para seguir suas vidas e fazerem, na maioria das vezes, trabalhos para a Notte, estamos prestes a nos reencontrar e nos encontrar.
Porém, isso não é uma festa de boas-vindas para os novos guardiões escolhidos ao longo do tempo.
A Minha, a Nossa Famiglia Notte está passando por vários problemas, e convocamos, pedimos, não, ORDENAMOS, que voltem imediatamente para a Itália.
Esperamos ansiosamente a volta de cada um de vocês,
Luka C. Tenebre,
14º Líder da Famiglia Notte."
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Japão,
Cidade Namimori.
"_Saia da frente!" — As palavras saíram frias e ríspidas, com um forte sotaque inglês.
Várias pessoas estavam aglomeradas em volta, afinal, apesar de não ser raro ver o líder do comitê disciplinar, Hibari Kyouya, bater em alguém, era raro ver alguém levantar a voz para falar com ele ou levantar as mãos para lutar.
Na verdade, ninguém era louco o suficiente para fazer isso.
Ou talvez existisse tal pessoa assim. Essa tal pessoa não era ninguém menos que Airo Miank. O jovem de cabelos cor cinza escuro, estava, a pelo menos, uma hora discutindo com o temível líder do comiê disciplinar.
É. Ninguém tinha dúvidas. Ele era louco. Um louco que não conhecia os limites da paciência de Hibari.
Apesar desse último portar-se, aparentemente, calmo em relação a isso. Seus braços postados ao lado do corpo, mas segurava as tonfas fortemente. Ele estaria pronto para atacar, se um dos alunos não se postasse na frente, abraçando o garoto calorosamente.
"_Airo! We missed you*!" — Gritou a desconhecida garota, que trajava o uniforme do colégio.
Ela tinha longos cabelos cacheados num cinza claro, olhos violetas, grandes e redondos. Estatura mediana e peso certo para a idade. Dona de um belo sorriso, que poucos tinham visto. Pelo menos, até agora. Já que, neste exato momento, ela levava um grande sorriso no rosto.
"_Hey Kid!" — Sorriu, calmo, por vê-la em segurança. "How are you, Kiri-hime?" — Eles conversavam em inglês. Assim sendo, quase ninguém entendia uma palavra que eles falavam.
"_I'm fine! Thanks! And you?"
"_I'm fine too." — Depois dessa frase, o garoto ganhou uma postura séria. Chamou para mais perto. "_Você recebeu a convocação, não é?"
A primeiro momento, a garota não respondeu.
"_Yes." — Foi a única resposta ouvida, pois logo um silêncio tenso apoderou-se no local.
"_Come on." — Sua voz saiu fria e ríspida.
Eles caminharam até o portão e sumiram no horizonte. Para, por muito tempo, não serem vistos mais.
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Rússia,
Mansão de Anya Jones.
Num lindo jardim, decorado com as mais variadas flores, dois jovens conversavam. Pareciam não ter mais do que 19-20 anos. Estavam sentados em duas cadeiras, colocadas diagonalmente ao lado da mesa, de forma redonda. Conversavam calmos, sobre vários tipos de assuntos.
"_A potom**, Arthur? Quando vai me apresentar teus amigos? — Bebericou um pouco do chá depois de perguntar. Fazia essa perguntas a anos e seu namorado, chamado Arthur, nunca lhe respondia. No máximo "num outro dia", ou "eles são muito atarefados" e coisas do tipo.
Antes que Arthur, homem de longos cabelos ruivos, dono de um belo par de olhos cor rubi, misteriosos, portando feições sorridentes, adornada por um belo sorriso, usando brincos que lembram argolas em ambas as orelhas, trajando um longo sobretudo vermelho, com calça jeans e camiseta preta, pudesse responder, uma águia, de porte orgulhoso, pousou, exatamente, no centro da mesa.
Consigo, trazia uma carta.
Arthur Braginski Osterwald suspirou resignado e sorriu sadicamente, o que passou despercebido pela sua namorada. Pegou a carta e abriu, lendo seu conteúdo rapidamente. A única coisa que parecia chamar a atenção naquele amontoado de letras, era um ponto brilhante.
Sua forma era de uma chama, mas sua cor era completamente diferente. Sua cor parecia ser violeta, mas estava adornada em alguns cantos, principalmente em cima, de um vermelho-vinho chamativo.
Era uma convocação.
Arthur levantou-se, calmo e indiferente. Amassou a carta, que logo se queimou. Sorriu para Anya.
"_Gotta go...Uvidimsya pozzhe***?" — A mulher sorriu, doce, mesmo que estivesse um pouco triste pela partida dele. Porém, não podia ser egoísta, afinal, Arthur tinha seu trabalho e passara esses últimos anos com ela.
"_Yest´" — Viu o homem entrar na enorme mansão e sumir dentro dela. Olhou para a mesa, no mesmo lugar que antes á ave pousara, mas não a encontrou.
A águia nunca mais foi vista.
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Japão,
Casa dos Sawada.
A frente de um portão, uma garota lia e relia diversas vezes a mesma carta. Tentanto acreditar em seu conteúdo.
Tal garota possuía longos cabelos brancos, lisos e que chegavam na altura dos joelhos, presos num rabo-de-cavalo meio torto. Trajava um camiseta branca por baixo de uma regata azul, usava uma calça azul marinho com a barra cortada até os joelhos, meias brancas e um tênis verde-claro. Seus olhos eram únicos, de um azul-gélido, com uma mistura de alegria e vergonha.
"_Guõ minn****!" — Gritou, dando pulinhos de extrema alegria. Iria reencontrá-lo.
"_Não fique tão feliz assim!" — Esbravejou uma segunda voz, agúda, num tom raivoso.
A garota olhou para o fantoche que carregava nos braços. Tinha a forma de um cachorro e parecia ter vida própria.
"_Como não, Torrance?" — Sua voz saiu baixa, tímida.
O fantoche não respondeu.
"_É melhor fazer as malas, estamos indo para a Itália." — O tom de raiva ainda estava presente, mas a garota não percebeu, de tanta felicidade.
Entrou na casa e subiu as escadas, parando quando viu um garoto ruivo começar a descê-las. Ele também parou. Ficaram se encarando. Até que o garoto resolveu se pronunciar.
"_Come stai, Glacie-chan?" — Na última palavra, o sotaque se fez presente.
"_Molto bueno e si, Enma-kun?" — A garota, Glacie, também tinha sotaque.
"Bene. Mi scusi, devo andare." — E terminou de descer as escadas apressadamente, sumindo pela porta. A garota continuou a subir, pensando em como isso foi estranho.
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França,
Numa Loja de Bolos.
"_Tae, match pour vous*****!" — Entregou a carta para garota, suja de farinha. Ela sorriu.
"_Merci, Anne" — Caminhou para dentro, sentando em uma cadeira e começando a ler. A letra era bem desenhada, de uma caligrafia invejável, apesar disso tudo, ela não precisou nem começar a leitura, no final, bem abaixo de uma assinatura, uma chama de uma cor violeta, com detalhes em vermelho-vinho brilhava sem parar.
Sorriu. Sabia o que essa carta signifcava. Levantou-se e deixou o pequeno papel no balcão, que começou a pegar fogo, assustando as confeiteiras, que, alarmadas, chamaram os bombeiros.
Tae pareceu não perceber, estando pensativa, enquanto se trocava e rumava para sua casa, para arrumar suas coisas.
"_Ce sera problématique." — Comentou para si mesma.
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Itália,
Mansão da Famiglia Notte.
"_As cartas já foram despachadas, Young Master." — Um dos empregados, encarregado de mandar as cartas para o guardiões, avisou. Saindo logo depois pela porta.
O jovem na sala suspirou. Estava sentado numa poltrona de veludo, com uma taça de vinho em mãos. Tomava de pequenos goles em pequenos goles, pensativo. Na sua frente, se estendia um grande tapete, em cima dele uma pequena mesa, redonda. Do outro lado da mesa, um sofá de dois lugares. Uma lareira á frente, acesa.
Fechou os olhos. Estava cansado. Ouviu um ruído a sua frente, mas não precisou abrir os olhos para saber quem era.
"_Como vai, Luka?" — Uma voz calma e indiferente, perguntou.
"_Provavelmente, melhor do que você. Andou matando alguém? Está fedendo a sangue." — Abriu os olhos, mirando o rapaz de fios prateados.
Não recebeu resposta nenhuma.
Viu-o pegar uma taça com vinho e começar a bebê-la, despreocupadamente. Não se importando com a reclamação de seu Boss.
Ficaram em profundo silêncio, até ouvirem um ruído.
Ambos viram a porta ser aberta e por ela entrar um rapaz moreno, cabelos volumosos, com curvas em formato que lembram pequenos ganchos. Olhos amarelados, um pouco mais alto que ambos os rapazes na sala, magro, mas não musculoso. Caminhou calmamente até os mais velhos, pegando uma taça de vinho e sentando-se ao lado de Noah.
"_Como vai, Herc?" — Comprimentou Luka, num aceno amigável.
"_Vou bem Boss. Aliás, como você está? Parece muito bem. Já chamou os outros guardiões? Provavelmente já...." — Uma gota enorme formava-se na cabeça de ambos os garotos, que ouviam o garoto, Herc, falar.
Seu jeito era estranho. Sua fala mais ainda. Tinha sotaque e parecia confundir algumas palavras, já outras parecia falar em outra língua, provavelmente grego, concluiu Noah.
"_Heracles, por favor, menos, ok?" — Luka comentou, constrangido. Heracles sempre falava o que vinha a cabeça.
"_Claro Boss."
"_Então, você é o tal Heracles? Prazer, sou Noah Thanatos." — Cumprimentou, de um jeito simpático.
"Sim, sou eu. Prazer." — Mesmo sem sorrir, parecia animado.
A conversa se estendeu por várias horas. E assim, a tensão foi diminuída um pouco. Porém Luka continuava preocupado. Não só com os seus guardiões, mas também com vários fatores em si.
No entanto, uma pergunta não saía de sua mente: Será que todos estavam bem?
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