Trabalhos De Semideuses
7 A Luta
Notas iniciais
– Então... – Ela disse – Bem, você ficava muito tempo com o Dillan e ele te protegia muito (ele é nosso sátiro, claro). Eu não ficava muito com ele, então ficava mais vulnerável aos monstros. Por várias vezes, eu fui perseguida por eles até a escola e, não sei como, consegui me livrar deles. Eu nunca te contei porque sempre quis te proteger. Com o tempo, os ataques e as perseguições ficaram mais freqüentes e... Houveram uns acidentes na escola. Uma inspetora antiga que tinha no colégio percebeu que eu causava esses acidentes, não pelos monstros claro, ela é mortal, mas ela achava que era por minha causa e chamou meu pai pra uma conversa. Ela disse que eu estava sendo convidada a me retirar da escola e ele teria de me mudar. Ele soube que era por causa dos monstros e um tempo depois, essa inspetora foi assassinada. Meu pai soube na hora que tinha sido um monstro e decidiu que seria melhor nos mudarmos de cidade e ficar longe de tudo aquilo. Eu não queria te deixar, queria te proteger.
Eu estava em estado de choque, havia pensado que ela tinha me deixado por que queria ou estava cansada de mim, mas, desde que chegamos aqui não tinha pensado nessa possibilidade. Sabia que teria de pedir desculpas uma hora, mas ela não saía. Então eu a abracei.
Eu não estava totalmente confiado, porque, ela não contou nada para mim nem para o Dillan, nosso protetor. Naquela hora ela saiu viva, mas se isso acontecesse novamente?
Nós precisávamos ter cem por cento de confiança um com o outro. Ficamos abraçados por alguns minutos, até que percebemos que tínhamos que voltar aos nossos treinamentos. Então levei o barco até a margem do lago. Vimos Percy e Annabeth conversando, e, quando perceberam que estávamos por perto, falaram pra gente:
– Henrie, você vem comigo treinar com algumas armas — Percy falou direcionado a mim — , e, amanhã depois do café, você vai com o Beckendorf para as forjas fazer sua arma, porque a guerra está chegando.
– Jenny, você vem comigo para estudarmos mapas e formação de estratégias — Annabeth falou direcionada a Jenny — , e, amanhã depois do café você vai com a Liza escolher sua arma e treinar o combate.
Nós nos despedimos e seguimos com os nossos mentores. Enquanto ia com Percy para a Arena, fomos conversando:
– Como está indo aqui no acampamento? — ele me perguntou.
– Está indo muito bem, finalmente sinto que me encaixei em algum lugar — respondi — ontem fui com Charlie para as forjas e ele me mostrou as ferramentas, seus irmãos e o local, depois fiz um teste, tendo mais ou menos em mente qual seria minha arma, compactando uma pequena coisa de começo, um dracma.
– E como ela é?
– É um colar do estilo militar com três pingentes, um para cada arma.
– Quais?
– Uma espada, duas facas e um arco e flecha.
– Ótima ideia!
Ele realmente parecia estar gostando da conversa, até que chegamos na Arena. Ela estava um pouco vazia, fiquei feliz, assim não ia passar mico na frente de tantas pessoas.
– Como as armas para a sua arma já estão escolhidas, vamos focar nelas. — Percy falou — Você vai treinar o combate de espadas e corpo a corpo comigo, o arco e flecha com o Will Solace e vou ver se a Annabeth pode te dar as aulas com as facas.
– Ok
Começamos com estocadas e cutiladas básicas em bonecos de palha com armaduras gregas. O tempo passou, eu só conseguia prestar atenção nos movimentos precisos de Percy com a espada, e eu tentava repeti-los nos bonecos, mas sem perfeição. Até que chegou a hora do nosso duelo. Ele me mostrou estocadas, paradas e defesas executadas com perfeição. A cada golpe parecia que eu iria morrer em um combate mais sério.
– Mantenha a guarda alta! — ele dizia, então me atingia com a parte chata da espada.
Ele nos deu m tempo, então percebi que nunca tinha suado tanto na minha vida. Joguei um pouco de água em mim e me senti muito melhor, pronto para tentar. Depois ele falou que ia me mostrar o desarmamento, um golpe onde você gira a lâmina do inimigo com a parte chatada própria espada para o oponente a deixar cair. Ele me demonstrou o movimento. Por várias vezes, minha espada cai no chão.
– Como você aprendeu esse golpe? — perguntei ofegante
– Com um antigo campista chamado Luke, você provavelmente não irá conhecê-lo, porque ele é um traidor, se juntou a Cronos.
Minha arma estava pesada, mas eu pensei : A hora é essa!
Eu investi contra ele para fazer a manobra.
Minha lâmina atingiu a base da dele e eu a girei, colocando todo o meu peso em um movimento para baixo. A espada de Percy caiu no chão retinindo contra as pedras.
Não sei como consegui, mas só ouvi várias palmas. Até que uma menina alta de bandana chegou:
– Hora, hora, Jackson, perdendo para um novato!
– Não enche, Clarisse, ou quer que eu te molhe toda de novo?
Depois disso, fui com Percy para o Chalé de minha mãe e no caminho ele me disse:
– Você foi muito bem para seu primeiro combate!
– Bem? Você me acertou milhares de vezes e eu só te desarmei uma!
– Tudo bem, se não acha que foi bem, não ache, mas não fui só eu que achei isso.
Quando chegamos no chalé, Jenny e Annabeth nos receberam.
– Como foi o treino? — as duas perguntaram
– Ele conseguiu me desarmar. — disse Percy
– Como foi essa sensação? — novamente perguntaram
– Pera aí, eu consegui fazer isso apenas uma vez, e ele me acertou milhares! — respondi
– Mesmo assim, isso é incrível! — falou Jenny
– Não disse? — retrucou Percy
Nós quatro conversamos sobre o treino perto dos campos de morango. O tempo passou e já era noite.
– Melhor irmos para o jantar. — Annabeth disse
Chegamos lá, sentamos à mesa junto a Annabeth, entregamos a nossa oferenda para Atena e um jogo foi anunciado. Quando íamos para o jogo, Quíron nos chamou.
– Temos uma profecia para os dois. Vão ao sótão e falem com o Oráculo de Delfos.
Notas finais
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